DIRECÇÃO REGIONAL DA ECONOMIA Tinha 8.627 assinaturas
Funcionários entregaram petição na assembleia e ministério
Trabalhadores da Direcção Regional de Economia do Centro deslocaram-se ontem a Lisboa para apresentar uma petição e exigir ao Governo explicações sobre a transferência para Aveiro.
A indignação dos trabalhadores da Direcção Regional de Economia do Centro, face à decisão tomada em Janeiro, em Conselho de Ministros, da transferência da sede de Coimbra para Aveiro, motivou ontem mais uma greve. Para mostrarem o seu protesto, os cerca de 70 funcionários viajaram logo cedo até Lisboa com o objectivo de pedir explicações ao Governo sobre a actual situação da direcção e, ao mesmo tempo, fazer a entrega de uma petição, disse ao DIÁRIO AS BEIRAS Armando Agria, funcionário da direcção regional.
Durante o período da manhã, foram recebidos "não pelo presidente da Assembleia da República, mas por alguém em sua representação". "Entregou-se a petição, com 8.627 assinaturas, que deu entrada nos serviços, indo ser agora agendada", acrescentou o engenheiro. Entretanto, os funcionários foram recebidos pela comissão Parlamentar do Trabalho e Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português, que "ficaram sensibilizados com a situação", adiantou Armando Agria.
Em declarações à Agência Lusa, Marli Antunes, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro, disse ontem, durante a manhã, que esta decisão é "um absurdo". Com o Governo a falar na necessidade de contenção, dá "o mau exemplo com esta transferência, a qual irá custar no míninio 500 mil euros.
Cerca das 15H00, a delegação de trabalhadores deslocou-se ao Ministério de Economia e Inovação, para ser recebida por Ana Costa Dias, em representação de Teresa Moreira, chefe de Gabinete do ministro. "Foi entregue a petição", novamente, "e limitaram-se a ouvir a apresentação", acrescentou este responsável. Armando Agria acredita que, para além da greve, a entrega da petição e o número de assinaturas que dela consta podem ser importantes para um recuo do Governo na decisão tomada em Janeiro último. "Foi tomada sem uma noção pormenorizada da situação desenvolvida. Acreditamos que tenha sido concretizada sem conhecimento de todos os dados. Por isso, consideramos que, depois de serem analisados, só pode dar em revogação, já que em causa estão os interesses dos utentes da direcção regional.
De acordo com a petição, a mudança para Aveiro implicará o "arrendamento de novas instalações por cerca de 15 mil euros mês, ou a recuperação de um edifício com mais de 40 anos, com encargos estimados na ordem dos 500 mil euros".
Armando Agria referiu ainda que está confiante no "bom-senso do ministro da Economia e na equipa que o acompanha", uma vez que depois de se inteirarem da situação e "analisarem todos os dados transmitidos", nomeadamente a "moção acordada em Coimbra, na assembleia municipal, a decisão mudará".
quinta-feira, 19 de março de 2009
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http://beparlamento.esquerda.net/index.php?option=com_content&task=view&id=1528&Itemid=34
ResponderEliminarhttp://beparlamento.esquerda.net/index.php?option=com_content&task=view&id=1529&Itemid=34
ResponderEliminarA deputada Helena Pinto pediu explicações ao ministro da Economia sobre a transferência da Direcção Regional de Economia do Centro para Aveiro, abanconando as actuais instalações em Coimbra. Helena Pinto pediu apenas duas razões que justifiquem a mudança e quais os custos previstos para esta operação. O ministro Manuel Pinho não respondeu à questão, preferindo dizer que se voltar a ser candidato do PS por Aveiro nas próximas legislativas, dirá que o Bloco não quer a DRE em Aveiro. Helena Pinto insistiu em querer saber quanto vão custar as novas instalações, manifestando-se surpresa por o ministro não ter feito um estudo de custo/benefício. "O sr. tomou uma decisão irracional e despesista em temp de crise e não tem como a justificar aqui na Assembleia". Na contra-resposta, Manuel Pinho volta a fugir à questão, dizendo que o mundo atravessa uma grave crise e que o Bloco só se preocupa com a mudança da DRE de Coimbra para Aveiro.
ResponderEliminarVideo em: http://www.youtube.com/watch?v=W_0fzjsWgR8&feature
Só visto!
Mariana Aiveca fez a última intervenção do Bloco no debate com o ministro da Economia acusando-o de fugir a todas as questões que lhe foram postas até então. Em seguida questionou Manuel Pinho sobre a posição do Ministério sobre a situação da Visteon de Palmela e Delphi do Seixal. O secretário de Estado da Indústria falou em nome do ministro para dizr que desconhece qualquer problema nas citadas fábricas. Mariana Aiveca contrapôs que é do conhecimento público a denúncia dos trabalhadores sobre o despedimento colectivo em preparação na Visteon, onde a lista dos afectados até circula nos balneários.
ResponderEliminarNão há duvida, só mesmo em portugal.
Video em:http://www.youtube.com/watch?v=DwYhJVaSayE&feature