Comentário recebido ao artigo: "Aveiro rima com poleiro"
Pra se chegar ao poleiro
Requisitos são precisos
É necessário falar
Dispensamos os sorrisos
Saber estar também faz falta
Pra determinado lugar
Medir o que diz à malta
Para não dar que falar
Para chegar ao poder
Sem grande dificuldade
Basta não ser competente
E faltar com a verdade
Reunindo as condições
Cultivando a falsidade
Enganam-se trabalhadores
Omitindo a verdade
Se pra chegar ao poder
É necessário só isso
Não tem nada que saber
Assuma-se um compromisso
Mas para o xico espertismo
Existem armas fatais
Cuidado com o absentismo
Estas armas são legais
Também devo alertar
Para quem quer o poder
Procure não se atrasar
Sempre que tem que fazer.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Uma questão pertinente
Comentário de um visitante deste blog que coloca uma questão pertinente: Qual a posição do Sr. Director Regional face à possível mudança para a DRE-Norte/Sul?
Estranho que até à data...26 de Fevereiro de 2009...não consiga ter uma reacção pública do Director regional da Dre-centro. Sabemos que a comunicação social lhe deu, em diversas alturas oportunidades de falar. Sabemos que os trabalhadores pediram a sua assinatura na petição que têm online pela não deslocalização. Sabemos que a atitude reflecte a liderança...pelo que professamos que este estado de coisas só acontece pela não oposição, pela concordância e incentivo do Sr Dr Justino Pinto que não tem a coragem de dizer o que pensa ao publico que serve.
Estranho que até à data...26 de Fevereiro de 2009...não consiga ter uma reacção pública do Director regional da Dre-centro. Sabemos que a comunicação social lhe deu, em diversas alturas oportunidades de falar. Sabemos que os trabalhadores pediram a sua assinatura na petição que têm online pela não deslocalização. Sabemos que a atitude reflecte a liderança...pelo que professamos que este estado de coisas só acontece pela não oposição, pela concordância e incentivo do Sr Dr Justino Pinto que não tem a coragem de dizer o que pensa ao publico que serve.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Transporte para os trabalhadores da DRE-Centro
Reportagem da RTP1 no dia de Greve da DRE-Centro
Após a diligencia, de um nosso colaborador, a RTP disponibilizou o vídeo com a reportagem da RTP no dia de greve da DREC.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
ANIET - Associação Nacional da Indústria Extractiva e Transformadora
Faça o download do documento enviado pela ANIET a partir do seguinte endereço:
http://www.box.net/shared/mx3tlg6eqp
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA PORTUGUESA
A/C; Ex.mo Sr. Presidente da República
Professor Aníbal Cavaco Silva
Palácio de Belém
Calçada da Ajuda
1349-022 Lisboa
Assunto: Pela permanência da DRE-Centro em Coimbra
Excelência,
A ANIET - Associação Nacional da Indústria Extractiva e Transformadora, que representa as Empresas do Sector das Rochas Ornamentais, Rochas Industriais e Minas, vem pela presente manifestar a sua indignação relativamente à eventual transferência da DREC - Direcção Regional de Economia do Centro para Aveiro.
É inegável o posicionamento geoestratégico que Coimbra assume na Região Centro.
Com efeito, desde 1993 todas as direcções de serviço desta Direcção Regional passaram a estar centralizadas no edifício onde hoje se encontram, construído de raiz para o efeito, dispondo actualmente de instalações próprias o que não sucederá em Aveiro.
Aveiro é um Distrito periférico em que nem todos os concelhos pertencem à área de actuação desta DRE. Acresce ainda o facto dos concelhos onde se localizam os sectores de actividade mais representativos pertencerem à área de actuação da DRE Norte.
Em contrapartida, não será demais lembrar que a área de actuação da DRE Centro vai até Santarém, e que tal mudança a colocaria completamente excêntrica, o que provocaria inúmeras desvantagens económicas e sociais para o Estado, para as empresas e ainda para os funcionários deste serviço que sempre se pautaram por um grande profissionalismo e com quem nos manifestamos solidários.
Por outro lado, as empresas vêem com benefício o facto de, ao se deslocarem a Coimbra, poderem resolver os seus assuntos na mesma cidade onde também se encontra a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.
Assim, por esta associação não entender os motivos lógicos que levaram a esta decisão, apelamos a VI Excelência se digne impedir tal transferência, o que para todos, se revelaria uma situação extremamente penosa.
Comos melhores cumprimentos,
Eduardo Cavaco
Presidente da Direcção
http://www.box.net/shared/mx3tlg6eqp
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA PORTUGUESA
A/C; Ex.mo Sr. Presidente da República
Professor Aníbal Cavaco Silva
Palácio de Belém
Calçada da Ajuda
1349-022 Lisboa
Assunto: Pela permanência da DRE-Centro em Coimbra
Excelência,
A ANIET - Associação Nacional da Indústria Extractiva e Transformadora, que representa as Empresas do Sector das Rochas Ornamentais, Rochas Industriais e Minas, vem pela presente manifestar a sua indignação relativamente à eventual transferência da DREC - Direcção Regional de Economia do Centro para Aveiro.
É inegável o posicionamento geoestratégico que Coimbra assume na Região Centro.
Com efeito, desde 1993 todas as direcções de serviço desta Direcção Regional passaram a estar centralizadas no edifício onde hoje se encontram, construído de raiz para o efeito, dispondo actualmente de instalações próprias o que não sucederá em Aveiro.
Aveiro é um Distrito periférico em que nem todos os concelhos pertencem à área de actuação desta DRE. Acresce ainda o facto dos concelhos onde se localizam os sectores de actividade mais representativos pertencerem à área de actuação da DRE Norte.
Em contrapartida, não será demais lembrar que a área de actuação da DRE Centro vai até Santarém, e que tal mudança a colocaria completamente excêntrica, o que provocaria inúmeras desvantagens económicas e sociais para o Estado, para as empresas e ainda para os funcionários deste serviço que sempre se pautaram por um grande profissionalismo e com quem nos manifestamos solidários.
Por outro lado, as empresas vêem com benefício o facto de, ao se deslocarem a Coimbra, poderem resolver os seus assuntos na mesma cidade onde também se encontra a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.
Assim, por esta associação não entender os motivos lógicos que levaram a esta decisão, apelamos a VI Excelência se digne impedir tal transferência, o que para todos, se revelaria uma situação extremamente penosa.
Comos melhores cumprimentos,
Eduardo Cavaco
Presidente da Direcção
Jornal SOL de 21/02/2009
Ministro acusado de decisão 'irracional'
Trabalhadores da Direcção Regional de Economia de Coimbra criticam a transferência das instalações para Aveiro
A TRANSFERÊNCIA para Aveiro da sede da Direcção Regional de Economia (DRE), instalada em Coimbra num edificio do próprio Ministério, vai prejudicar 80% dos utilizadores dos serviços da DRE e tornar, pelo menos, duas ou três vezes mais cara a operação habitual desta entidade pública. A denúncia é feita pelos trabalhadores da Direcção Regional - cerca de 70 no total - que dizem, por isso, não entender os motivos que levaram o ministro da Economia, Manuel Pinho, a tomar esta decisão.
«Não há qualquer justificação ou razão lógica que possa fundamentar esta decisão», afirmam os trabalhadores num dos documentos com que têm estado a denunciar a situação, a que o SOL teve acesso. Nestes documentos, dizem ainda que o edifício onde neste momento a DRE de Coimbra se encontra tem custos zeros para o Ministério, enquanto que, em Aveiro, os serviços terão de ficar em instalações alugadas - que custam cerca de 15 mil euros por mês - ou num edificio pertencente ao Estado, mas que será necessário recuperar - o que implicará uma despesa da-ordem dos 500 mil euros. «É, pois, uma decisão que implicará avultados encargos para o erário público, especialmente relevantes no actual contexto de crise económica», dizem ainda os trabalhadores, no texto de uma petição colocada esta semana online.
Segundo contaram ao SOL, a transferência desta direcção regional de Coimbra para Aveiro foi uma promessa feita na campanha eleitoral por Manuel Pinho - que encabeçou a lista socialista pelo distrito de Aveiro nas últimas legislativas. Três anos passaram, no entanto, e a promessa parecia ter caído em saco roto. Até que, no final do mês passado, os funcionários da DRE de Coimbra são informados da aprovação de um decreto regulamentar, com data de 21 de Janeiro, que determina a transferência para Aveiro.
«A chefe de gabinete do senhor ministro veio cá há dias explicar-nos de que modo iam ser feitas as coisas e, quando lhe perguntámos os motivos porque foi decidido avançar com isto, ela respondeu-nos, apenas, que se tratou de uma ‘decisão política’, contou ao SOL um dos funcionários da DRE de Coimbra.
Entre outros argumentos para contestar a decisão, os trabalhadores dizem que 80% do volume de trabalho desta direcção regional tem a ver com concelhos a sul de Coimbra, enquanto apenas 20% do trabalho diz respeito a Aveiro - que, ainda por cima, fica apenas a 50 quilómetros das instalações da Direcção Regional de Economia do Norte.
Trabalhadores da Direcção Regional de Economia de Coimbra criticam a transferência das instalações para Aveiro
A TRANSFERÊNCIA para Aveiro da sede da Direcção Regional de Economia (DRE), instalada em Coimbra num edificio do próprio Ministério, vai prejudicar 80% dos utilizadores dos serviços da DRE e tornar, pelo menos, duas ou três vezes mais cara a operação habitual desta entidade pública. A denúncia é feita pelos trabalhadores da Direcção Regional - cerca de 70 no total - que dizem, por isso, não entender os motivos que levaram o ministro da Economia, Manuel Pinho, a tomar esta decisão.
«Não há qualquer justificação ou razão lógica que possa fundamentar esta decisão», afirmam os trabalhadores num dos documentos com que têm estado a denunciar a situação, a que o SOL teve acesso. Nestes documentos, dizem ainda que o edifício onde neste momento a DRE de Coimbra se encontra tem custos zeros para o Ministério, enquanto que, em Aveiro, os serviços terão de ficar em instalações alugadas - que custam cerca de 15 mil euros por mês - ou num edificio pertencente ao Estado, mas que será necessário recuperar - o que implicará uma despesa da-ordem dos 500 mil euros. «É, pois, uma decisão que implicará avultados encargos para o erário público, especialmente relevantes no actual contexto de crise económica», dizem ainda os trabalhadores, no texto de uma petição colocada esta semana online.
Segundo contaram ao SOL, a transferência desta direcção regional de Coimbra para Aveiro foi uma promessa feita na campanha eleitoral por Manuel Pinho - que encabeçou a lista socialista pelo distrito de Aveiro nas últimas legislativas. Três anos passaram, no entanto, e a promessa parecia ter caído em saco roto. Até que, no final do mês passado, os funcionários da DRE de Coimbra são informados da aprovação de um decreto regulamentar, com data de 21 de Janeiro, que determina a transferência para Aveiro.
«A chefe de gabinete do senhor ministro veio cá há dias explicar-nos de que modo iam ser feitas as coisas e, quando lhe perguntámos os motivos porque foi decidido avançar com isto, ela respondeu-nos, apenas, que se tratou de uma ‘decisão política’, contou ao SOL um dos funcionários da DRE de Coimbra.
Entre outros argumentos para contestar a decisão, os trabalhadores dizem que 80% do volume de trabalho desta direcção regional tem a ver com concelhos a sul de Coimbra, enquanto apenas 20% do trabalho diz respeito a Aveiro - que, ainda por cima, fica apenas a 50 quilómetros das instalações da Direcção Regional de Economia do Norte.
Campeão das Províncias de 18/02/2009
Economia: Director regional sem respostas
Escrito por CP
18-Fev-2009
O titular da Direcção Regional de Economia (DRE) do Centro, Justino Pinto, declinou, em duas ocasiões, prestar esclarecimentos ao nosso Jornal a respeito da transferência da sede do organismo de Coimbra para Aveiro.
A 03 e a 10 de Fevereiro, através de correio electrónico, depois de falar com uma funcionária da DRE, o director-adjunto do “Campeão” interpelou Justino Pinto acerca de vários aspectos.
O nosso Jornal quis saber, por exemplo, se há cerca de 80 funcionários a deslocarem-se diariamente de Coimbra para Aveiro, implicando um encargo mensal aproximado a 5.000 euros, e se são necessárias obras no novo edifício, cujo custo é estimado em meio milhão de euros.
Também questionámos Justino Pinto sobre a legitimidade da alegada utilização de um carro do Estado para viajar de casa (em Espinho) para o local de trabalho e vice-versa e acerca da presumível qualidade de membro de uma Comissão Concelhia do PS.
Ao imputar “absoluta falta de sentido” à mudança da sede da DRE, o autarca Marcelo Nuno, ex-opositor do recém-eleito líder distrital social-democrata de Coimbra, disse ao “Campeão” que “há uma espécie de comprometimento de uma parte do PSD” [sobre o assunto].
“Se a sede da DRE tivesse ido para Leiria ou Viseu, Pedro Machado podia dizer que não gosta dos ares; mas, como ela foi para Aveiro, tem de estar calado, pois aceitou que lá fosse implantada a sede da entidade regional de turismo a que preside”, assinala Marcelo Nuno.
Escrito por CP
18-Fev-2009
O titular da Direcção Regional de Economia (DRE) do Centro, Justino Pinto, declinou, em duas ocasiões, prestar esclarecimentos ao nosso Jornal a respeito da transferência da sede do organismo de Coimbra para Aveiro.
A 03 e a 10 de Fevereiro, através de correio electrónico, depois de falar com uma funcionária da DRE, o director-adjunto do “Campeão” interpelou Justino Pinto acerca de vários aspectos.
O nosso Jornal quis saber, por exemplo, se há cerca de 80 funcionários a deslocarem-se diariamente de Coimbra para Aveiro, implicando um encargo mensal aproximado a 5.000 euros, e se são necessárias obras no novo edifício, cujo custo é estimado em meio milhão de euros.
Também questionámos Justino Pinto sobre a legitimidade da alegada utilização de um carro do Estado para viajar de casa (em Espinho) para o local de trabalho e vice-versa e acerca da presumível qualidade de membro de uma Comissão Concelhia do PS.
Ao imputar “absoluta falta de sentido” à mudança da sede da DRE, o autarca Marcelo Nuno, ex-opositor do recém-eleito líder distrital social-democrata de Coimbra, disse ao “Campeão” que “há uma espécie de comprometimento de uma parte do PSD” [sobre o assunto].
“Se a sede da DRE tivesse ido para Leiria ou Viseu, Pedro Machado podia dizer que não gosta dos ares; mas, como ela foi para Aveiro, tem de estar calado, pois aceitou que lá fosse implantada a sede da entidade regional de turismo a que preside”, assinala Marcelo Nuno.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
RDP Antena 1
Por cortesia, de um seguidor do nosso blog, é possivel escutar na integra o comentário do Prof. José Manuel Pureza à RDP Antena 1.
http://www.box.net/shared/k1rb1ziyu4
http://www.box.net/shared/k1rb1ziyu4
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Nova Banda musical
Surgiu sensivelmente à 4 anos , composta por vários elementos, destacando-se o vocalista , O Zézinho e na guitarra Manuel Aglomerado. Vão-se dedicando a cantar temas conhecidos, em tournée pelo país, alterando apenas a letra, são muito originais...., vão-nos dando música. O seu último tema bem conhecido original do Carlos do Carmo:
Quando eu era rapazote
Dei o primeiro calote
Corrupção bem sucedida
Ganhei e gostei dela
E lá me atraquei a ela
P'ró resto da minha vida
Às vezes a uma pessoa
O suborno não perdoa
Faz bater o coração
Mas tenho grande vaidade
Em ser uma sumidade
Na arte do aldrabão
Sou Engenheiro
Dos Piratas companheiro
Dedicado embusteiro
Pequeno ladrão do povo
E governando
A idade vai chegando
Ai... O cabelo branqueando
E o Freeport é sempre novo
Quando eu era rapazote
Dei o primeiro calote
Corrupção bem sucedida
Ganhei e gostei dela
E lá me atraquei a ela
P'ró resto da minha vida
Às vezes a uma pessoa
O suborno não perdoa
Faz bater o coração
Mas tenho grande vaidade
Em ser uma sumidade
Na arte do aldrabão
Sou Engenheiro
Dos Piratas companheiro
Dedicado embusteiro
Pequeno ladrão do povo
E governando
A idade vai chegando
Ai... O cabelo branqueando
E o Freeport é sempre novo
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
POEMA DA 'MENTE'
Há um ministro que mente,
Mente de corpo e alma, completa/mente.
E mente de maneira tão pungente
Que a gente acha que ele, mente sincera/mente,
Mas que mente, sobretudo,
impune/mente...Indecente/mente.
E mente tão nacional/mente,
Que acha que mentindo história afora,
Nos vai enganar eterna/mente.
Mente de corpo e alma, completa/mente.
E mente de maneira tão pungente
Que a gente acha que ele, mente sincera/mente,
Mas que mente, sobretudo,
impune/mente...Indecente/mente.
E mente tão nacional/mente,
Que acha que mentindo história afora,
Nos vai enganar eterna/mente.
Diário de Coimbra - Fala o Leitor
Solidariedade com trabalhadores da Direcção Regional de Economia
SENHOR DIRECTOR, Os trabalhadores da Direcção Regional de Economia estão em luta contra a deslocalização deste organismo público para Aveiro.
É inacreditável que a cidade, nomeadamente a Câmara Municipal, Associação Comercial e Industrial, Clube de Empresários, Partidos Políticos e a população em geral, se alheiem desta situação que, por certo, traz graves consequências, não só para os trabalhadores que se manifestam contra da forma como podem, mas também para o Distrito em geral.
Esta cidade tem sido esvaziada de vários organismos públicos apenas para satisfazer caprichos dos senhores do poder central, colocando-os nos distritos pelos quais são eleitos, apenas para saldarem as suas dívidas para com os seus eleitores. Estas decisões, tomadas da forma como o são, não são decisões democráticas e, portanto, inaceitáveis num Estado de Direito. E o regabofe à portuguesa que, lamentavelmente, a cidade aceita, sem estrebuchar.
Espanta-me, sinceramente, o silêncio dos partidos políticos, que tomo como uma espera pelo facto consumado, para, então, se poderem apedrejar uns aos outros. Ou, então, já estão demasiado absorvidos na preparação das eleições, que se avizinham, e o tempo é-lhes curto para inventarem as artimanhas para tentarem justificar o injustificável. Os papalvos, que lhes aparem o jogo.
Partidos sim, estes políticos, não.
JÚLIO ROLO DOS SANTOS
COIMBRA
SENHOR DIRECTOR, Os trabalhadores da Direcção Regional de Economia estão em luta contra a deslocalização deste organismo público para Aveiro.
É inacreditável que a cidade, nomeadamente a Câmara Municipal, Associação Comercial e Industrial, Clube de Empresários, Partidos Políticos e a população em geral, se alheiem desta situação que, por certo, traz graves consequências, não só para os trabalhadores que se manifestam contra da forma como podem, mas também para o Distrito em geral.
Esta cidade tem sido esvaziada de vários organismos públicos apenas para satisfazer caprichos dos senhores do poder central, colocando-os nos distritos pelos quais são eleitos, apenas para saldarem as suas dívidas para com os seus eleitores. Estas decisões, tomadas da forma como o são, não são decisões democráticas e, portanto, inaceitáveis num Estado de Direito. E o regabofe à portuguesa que, lamentavelmente, a cidade aceita, sem estrebuchar.
Espanta-me, sinceramente, o silêncio dos partidos políticos, que tomo como uma espera pelo facto consumado, para, então, se poderem apedrejar uns aos outros. Ou, então, já estão demasiado absorvidos na preparação das eleições, que se avizinham, e o tempo é-lhes curto para inventarem as artimanhas para tentarem justificar o injustificável. Os papalvos, que lhes aparem o jogo.
Partidos sim, estes políticos, não.
JÚLIO ROLO DOS SANTOS
COIMBRA
Diário As Beiras de 19/02/2009
Trucidados por capricho
Nas eleições de 2005, Manuel Pinho, candidato PS por Aveiro, prometeu a transferência da Direcção Regional da Economia do Centro de Coimbra para Aveiro. E a promessa parece cumprir-se, ao contrário de tantas outras. Pinho assim o quer, e notificou já os cerca de 70 trabalhadores. A deslocação desta direcção regional não tem qualquer lógica funcional e é bem representativa de um estilo de govemação de "quero, posso e mando". A direcção regional abrange os distritos de Viseu, Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Leiria, o sul do distrito de Aveiro e Mação no distrito de Santarém. A parte norte do distrito de Aveiro, onde se localizam os sectores de actividade mais representativos do distrito, calçado, têxtil, moldes, confecções, pertence já à área da Direcção Regional do Norte. A nova sede em Aveiro localizar-se-á assim num dos extremos da zona abrangida, bem distante dos concelhos de Idanha-a-Nova, Vila Velha de Ródão, Vila de Rei, Porto de Mós ou Mação.
A deslocação dos técnicos em serviço externo trará muito mais despesas para o Estado. O edifício da actual sede, em Coimbra, construído de raiz em 1993, alberga, sem custos de rendas pois é do próprio ministério, os laboratórios de metrologia e os sectores de Energia, Combustíveis, indústria e Qualidade. Em Aveiro, as instalações terão um custo de mais de 15 mil euros por mês de renda e não oferecem as mesmas condições. Estima-se que a mudança dos meios logísticos para Aveiro custará mais de meio milhão de euros.
Empresários e autarcas do interior e das regiões a sul de Coimbra, profundamente preocupados, manifestam a sua oposição à suposta descentralização. Afirmam os empresários que quando se deslocam a esta direcção regional muitas vezes têm ainda de tratar diversos assuntos na CCDR em Coimbra. Agora, terão de ir a Aveiro e a Coimbra.
Os trabalhadores, informados apressadamente, verão os seus encargos mensais significativamente acrescidos com as despesas de transporte e queixam-se dos inesperados transtornos nas suas vidas familiares. Sentem-se indignados com o desrespeito de que são vítimas.
Pinho em campanha prometeu e quer cumprir, pena que não cumpra outras promessas. Esta promessa de Pinho seria uma anedota se não fosse dramática para os trabalhadores, péssima para empresários e autarcas e ruinosa em termos da gestão dos recursos públicos. O capricho despesista de Manuel Pinho em tempo de crise é muito mais que irresponsável.
Se os trabalhadores não estiverem com as reformas serão trucidados, sentenciava, em Outubro, o secretário de Estado da Administração Pública no encerramento de um congresso. O ministro Pinho não espera, toma a iniciativa. Trucida a eito para satisfazer um capricho eleitoral, agradando a clientelas políticas. Perde Coimbra. E perde Aveiro. Mas alguém ganhará...
Nas eleições de 2005, Manuel Pinho, candidato PS por Aveiro, prometeu a transferência da Direcção Regional da Economia do Centro para Aveiro. E a promessa parece cumprir-se, ao contrário de tantas outras.
Nas eleições de 2005, Manuel Pinho, candidato PS por Aveiro, prometeu a transferência da Direcção Regional da Economia do Centro de Coimbra para Aveiro. E a promessa parece cumprir-se, ao contrário de tantas outras. Pinho assim o quer, e notificou já os cerca de 70 trabalhadores. A deslocação desta direcção regional não tem qualquer lógica funcional e é bem representativa de um estilo de govemação de "quero, posso e mando". A direcção regional abrange os distritos de Viseu, Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Leiria, o sul do distrito de Aveiro e Mação no distrito de Santarém. A parte norte do distrito de Aveiro, onde se localizam os sectores de actividade mais representativos do distrito, calçado, têxtil, moldes, confecções, pertence já à área da Direcção Regional do Norte. A nova sede em Aveiro localizar-se-á assim num dos extremos da zona abrangida, bem distante dos concelhos de Idanha-a-Nova, Vila Velha de Ródão, Vila de Rei, Porto de Mós ou Mação.
A deslocação dos técnicos em serviço externo trará muito mais despesas para o Estado. O edifício da actual sede, em Coimbra, construído de raiz em 1993, alberga, sem custos de rendas pois é do próprio ministério, os laboratórios de metrologia e os sectores de Energia, Combustíveis, indústria e Qualidade. Em Aveiro, as instalações terão um custo de mais de 15 mil euros por mês de renda e não oferecem as mesmas condições. Estima-se que a mudança dos meios logísticos para Aveiro custará mais de meio milhão de euros.
Empresários e autarcas do interior e das regiões a sul de Coimbra, profundamente preocupados, manifestam a sua oposição à suposta descentralização. Afirmam os empresários que quando se deslocam a esta direcção regional muitas vezes têm ainda de tratar diversos assuntos na CCDR em Coimbra. Agora, terão de ir a Aveiro e a Coimbra.
Os trabalhadores, informados apressadamente, verão os seus encargos mensais significativamente acrescidos com as despesas de transporte e queixam-se dos inesperados transtornos nas suas vidas familiares. Sentem-se indignados com o desrespeito de que são vítimas.
Pinho em campanha prometeu e quer cumprir, pena que não cumpra outras promessas. Esta promessa de Pinho seria uma anedota se não fosse dramática para os trabalhadores, péssima para empresários e autarcas e ruinosa em termos da gestão dos recursos públicos. O capricho despesista de Manuel Pinho em tempo de crise é muito mais que irresponsável.
Se os trabalhadores não estiverem com as reformas serão trucidados, sentenciava, em Outubro, o secretário de Estado da Administração Pública no encerramento de um congresso. O ministro Pinho não espera, toma a iniciativa. Trucida a eito para satisfazer um capricho eleitoral, agradando a clientelas políticas. Perde Coimbra. E perde Aveiro. Mas alguém ganhará...
Diário de Coimbra de 19/02/2009
Marcelo Nuno critica líder da distrital do PSD
Marcelo Nuno, vereador do PSD na Câmara de Coimbra, entende que a distrital do partido se devia ter pronunciado contra a decisão de transferência da Direcção Regional de Economia do Centro (DRE-Centro) para Aveiro. A propósito da manifestação de trabalhadores na segunda-feira, o social-democrata reiterou que «os cidadãos devem sempre lutar contra decisões que sejam tomadas ao arrepio de qualquer lógica e apenas guiadas por interesses pessoais» e lamentou que o principal partido de oposição ao Governo não tenha, em Coimbra, assumido uma posição firme de contestação. O autarca, que disputou a liderança da distrital do PSD com Pedro Machado – perdendo por apenas 86 votos –, diz ter alertado para estas questões já na campanha interna. «É mais uma direcção regional que foge para Aveiro. Mas o que é que o presidente vai dizer quando aconteceu o mesmo com a instituição a que preside», diz Marcelo Nuno, apontando para a Direcção Regional de Turismo, que também se mudará para Aveiro. «Estou a fazer uma constatação quando digo que se deviam ter pronunciado há mais tempo. Não o fizeram e continuam sem o fazer», declarou ao Diário de Coimbra.Entretanto, está a decorrer uma petição na internet (em http://www.petitiononline.com/DREC/petition.html) pela permanência da DRE-Centro em Coimbra, dirigida ao Presidente da República, ao primeiro-ministro e a vários ministros. Os subscritores invocam, entre outros motivos, o facto de todas as direcções de serviços – nos domínios da Indústria, Recursos Geológicos, Energia, Combustíveis, Comércio e Qualidade – estarem centralizadas num mesmo edifício, construído para o efeito, em contraponto à necessidade de pagamento de «renda de 15 mil euros por mês em Aveiro ou recuperação de um edifício com mais de 40 anos, com encargos estimados na ordem dos 500 mil».A não divulgação de «motivos/fundamentos na base da decisão», as «desvantagens económicas, financeiras e sociais para a região Centro», «o posicionamento geoestratégico de Coimbra» na região, os custos e o desgaste físico e psicológico dos cerca de 70 trabalhadores transferidos são algumas das questões levantadas na petição.O Diário de Coimbra tentou confrontar Pedro Machado com as críticas de Marcelo Nuno, o que não foi possível até à hora de fecho desta edição.
Marcelo Nuno, vereador do PSD na Câmara de Coimbra, entende que a distrital do partido se devia ter pronunciado contra a decisão de transferência da Direcção Regional de Economia do Centro (DRE-Centro) para Aveiro. A propósito da manifestação de trabalhadores na segunda-feira, o social-democrata reiterou que «os cidadãos devem sempre lutar contra decisões que sejam tomadas ao arrepio de qualquer lógica e apenas guiadas por interesses pessoais» e lamentou que o principal partido de oposição ao Governo não tenha, em Coimbra, assumido uma posição firme de contestação. O autarca, que disputou a liderança da distrital do PSD com Pedro Machado – perdendo por apenas 86 votos –, diz ter alertado para estas questões já na campanha interna. «É mais uma direcção regional que foge para Aveiro. Mas o que é que o presidente vai dizer quando aconteceu o mesmo com a instituição a que preside», diz Marcelo Nuno, apontando para a Direcção Regional de Turismo, que também se mudará para Aveiro. «Estou a fazer uma constatação quando digo que se deviam ter pronunciado há mais tempo. Não o fizeram e continuam sem o fazer», declarou ao Diário de Coimbra.Entretanto, está a decorrer uma petição na internet (em http://www.petitiononline.com/DREC/petition.html) pela permanência da DRE-Centro em Coimbra, dirigida ao Presidente da República, ao primeiro-ministro e a vários ministros. Os subscritores invocam, entre outros motivos, o facto de todas as direcções de serviços – nos domínios da Indústria, Recursos Geológicos, Energia, Combustíveis, Comércio e Qualidade – estarem centralizadas num mesmo edifício, construído para o efeito, em contraponto à necessidade de pagamento de «renda de 15 mil euros por mês em Aveiro ou recuperação de um edifício com mais de 40 anos, com encargos estimados na ordem dos 500 mil».A não divulgação de «motivos/fundamentos na base da decisão», as «desvantagens económicas, financeiras e sociais para a região Centro», «o posicionamento geoestratégico de Coimbra» na região, os custos e o desgaste físico e psicológico dos cerca de 70 trabalhadores transferidos são algumas das questões levantadas na petição.O Diário de Coimbra tentou confrontar Pedro Machado com as críticas de Marcelo Nuno, o que não foi possível até à hora de fecho desta edição.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Reportagem da TVI
Reportagem da TVI que, devido à feroz luta de audiências com o canal público, não teve espaço no telejornal das 20h (se eles não passam nós também não mostramos).
Beiras - Funcionários em autocarro levantam dúvidas ao executivo
Funcionários em autocarro levantam dúvidas ao executivo
Os vereadores Marcelo Nuno e Gouveia Monteiro mostraram-se contra o aluguer de um autocarro para transporte dos funcionários da DRE-Centro entre Coimbra e Aveiro.
O período antes da ordem do dia da reunião quinzenal do executivo municipal de Coimbra ficou marcado pelo protesto matinal dos funcionários da Direcção Regional de Economia do Centro (DRECentro). Nesse período, Carlos Encarnação já tinha deixado fortes críticas à medida em declarações à Antena 1. Na rádio pública, o presidente da Câmara considerou "estúpidos" os movimentos feitos pelo actual governo de deslocalização de delegações regionais. Carlos Encarnação referiu que a cidade "não tem culpa nenhuma de estar no sítio em que está: no centro da região Centro". Para o autarca, "é difícil de entender (a forma) como o ministro Manuel Pinho toma decisões destas". Na opinião de Carlos Encarnação, o titular da pasta da Economia “tem tomado algumas decisões em relação a Aveiro", confundindo "os cargos de cabeça-de-lista de uma força partidária por Aveiro e de ministro". "Quando assim acontece, nem o ministro sabe o que está a fazer nem o cabeça-de-lista sabe qual é a sua responsabilidade", afirmou.
Na parte da tarde, o vereador Marcelo Nuno considerou esta decisão de "incompreensível", já que "não tem o mínimo sentido levar (a sede) para um distrito que representa à volta de 20 por cento das solicitações desta direcção regional". A falta de fundamento é encontrada por parte do vereador no facto de saírem de "instalações construídas de raíz para instalações alugadas'". "É uma decisão sem o mínimo de fundamento e que prejudica não só os 80 funcionários como toda uma região, bem como representa um sinal enviesado da forma de gerir o país" disse Marcelo Nuno. O vereador e antigo líder da concelhia socialdemocrata afirmou ainda que está a ser estudado o aluguer de um autocarro para transporte dos funcionários, "o que vai custar seis mil euros/mês. Algo que é ridículo e ilustra bem a forma como alguns governantes se sentem no direito de tomar medidas que afectam toda a gente, apenas por conveniência política".
Do lado socialista, a vereadora Fátima Carvalho considerou de "irracional" a medida do Ministério da Economia. "É uma tristeza ver como estão a ser tomadas de forma leviana algumas decisões deste Governo", afirmou a sindicalista.
A deslocalização da CCDR?
A premunição partiu do independente Horácio Pina Prata. Segundo o vereador, a medida tomada pelo actual Governo socialista pode ser o princípio de uma decisão ainda mais grave: a deslocalizaçãa da comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC). Por outro lado, lamentou que a câmara não tenha "feito tudo o que deveria ter feito". "Deveria ter levantado a voz na altura certa e não agora", afirmou.
Coube a Victor Baptista fazer a defesa da decisão do Ministério da Economia. O deputado e vereador socialista voltou afrisar que Coimbra não está a ser prejudicada pelo actual Governo, já que "saíram quatro direcções regionais e entraram quatro". Mais: assegurou que a CCDR-C não sairá da cidade. "Coimbra vai manter-se como capital da região Centro na futura regionalização".
Sobre a deslocação dos funcionários para Aveiro, através de autocarro, Victor Baptista garantiu que irá questionar o ministro Manuel Pinho na Assembleia da República sobre essa possibilidade, bem como o destino que irá ser dado às actuais instalações na Quinta das Flores.
Os vereadores Marcelo Nuno e Gouveia Monteiro mostraram-se contra o aluguer de um autocarro para transporte dos funcionários da DRE-Centro entre Coimbra e Aveiro.
O período antes da ordem do dia da reunião quinzenal do executivo municipal de Coimbra ficou marcado pelo protesto matinal dos funcionários da Direcção Regional de Economia do Centro (DRECentro). Nesse período, Carlos Encarnação já tinha deixado fortes críticas à medida em declarações à Antena 1. Na rádio pública, o presidente da Câmara considerou "estúpidos" os movimentos feitos pelo actual governo de deslocalização de delegações regionais. Carlos Encarnação referiu que a cidade "não tem culpa nenhuma de estar no sítio em que está: no centro da região Centro". Para o autarca, "é difícil de entender (a forma) como o ministro Manuel Pinho toma decisões destas". Na opinião de Carlos Encarnação, o titular da pasta da Economia “tem tomado algumas decisões em relação a Aveiro", confundindo "os cargos de cabeça-de-lista de uma força partidária por Aveiro e de ministro". "Quando assim acontece, nem o ministro sabe o que está a fazer nem o cabeça-de-lista sabe qual é a sua responsabilidade", afirmou.
Na parte da tarde, o vereador Marcelo Nuno considerou esta decisão de "incompreensível", já que "não tem o mínimo sentido levar (a sede) para um distrito que representa à volta de 20 por cento das solicitações desta direcção regional". A falta de fundamento é encontrada por parte do vereador no facto de saírem de "instalações construídas de raíz para instalações alugadas'". "É uma decisão sem o mínimo de fundamento e que prejudica não só os 80 funcionários como toda uma região, bem como representa um sinal enviesado da forma de gerir o país" disse Marcelo Nuno. O vereador e antigo líder da concelhia socialdemocrata afirmou ainda que está a ser estudado o aluguer de um autocarro para transporte dos funcionários, "o que vai custar seis mil euros/mês. Algo que é ridículo e ilustra bem a forma como alguns governantes se sentem no direito de tomar medidas que afectam toda a gente, apenas por conveniência política".
Do lado socialista, a vereadora Fátima Carvalho considerou de "irracional" a medida do Ministério da Economia. "É uma tristeza ver como estão a ser tomadas de forma leviana algumas decisões deste Governo", afirmou a sindicalista.
A deslocalização da CCDR?
A premunição partiu do independente Horácio Pina Prata. Segundo o vereador, a medida tomada pelo actual Governo socialista pode ser o princípio de uma decisão ainda mais grave: a deslocalizaçãa da comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC). Por outro lado, lamentou que a câmara não tenha "feito tudo o que deveria ter feito". "Deveria ter levantado a voz na altura certa e não agora", afirmou.
Coube a Victor Baptista fazer a defesa da decisão do Ministério da Economia. O deputado e vereador socialista voltou afrisar que Coimbra não está a ser prejudicada pelo actual Governo, já que "saíram quatro direcções regionais e entraram quatro". Mais: assegurou que a CCDR-C não sairá da cidade. "Coimbra vai manter-se como capital da região Centro na futura regionalização".
Sobre a deslocação dos funcionários para Aveiro, através de autocarro, Victor Baptista garantiu que irá questionar o ministro Manuel Pinho na Assembleia da República sobre essa possibilidade, bem como o destino que irá ser dado às actuais instalações na Quinta das Flores.
Noticia - Diário as Beiras de 17/02/2009
PROTESTO
Trabalhadores manifestam-se na rua
OS TRABALHADORES da Direcção Regional de Economia do Centro fizeram greve e manifestaram-se na rua em protesto pela anunciada transferência da sede de Coimbra para Aveiro. A concentração e greve dos cerca de 80 trabalhadores que integram os serviços da DRE-Centro decorreu durante a manhã de ontem no exterior do edificio-sede, na tentativa de impedir a concretização da anunciada transferência, apontada para o final do corrente mês.
"Não há qualquer justificação, nem em números, nem em termos geográficos", sublinhou Marli Antunes, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro, aludindo à reduzida actividade dos serviços a partir de iniciativas de Aveiro, e à sua desconcentração no seio da Região Centro. No seu entendimento, "é com surpresa" a que se assiste a esta decisão do Governo, pois a DRE-Centro "está bem onde está", uma opinião corroborada no local pelos presidentes das câmaras de Coimbra e Batalha, respectivamente Carlos Encarnação e António Lucas, bem como pela vereadora da autarquia de Leiria, Neusa Magalhães.
Também António Lucas aludiu aos contratempos e aos custos que implicam a transferência para Aveiro, frisando haver uma duplicação da quilometragem para os empresários do seu município, e a obrigatoriedade de se deslocarem a Coimbra para obterem o licenciamento ambiental, e a Aveiro para o industrial. “Parece que foi um compromisso eleitoral. É uma decisão perfeitamente absurda”, sustentou Mari Antunes, realçando que uma parte do distrito de Aveiro integra já a Direcção Regional de Economia do Norte.
Por outro lado, considera que o "Estado está a dar um mau exemplo" num momento de contenção e de crise, devido aos encargos com a transferência, estimados em 500 mil euros, e também por ser obrigado em Aveiro a arrendar instalações quando em Coimbra ocupa um edificio próprio, edificado há cerca de 15 anos para acolher os serviços.
Marli Antunes acredita que, com a luta dos trabalhadores, será possível impedir esta decisão, que obriga a custos acrescidos com a deslocação diária para Aveiro, uma situação agravada pelos "salários baixos" praticados. Segundo dados apresentados na concentração, o distrito de Aveiro apenas contribui com 20 por cento para as actividades da Direcção Regional de Economia do Centro.
Trabalhadores manifestam-se na rua
OS TRABALHADORES da Direcção Regional de Economia do Centro fizeram greve e manifestaram-se na rua em protesto pela anunciada transferência da sede de Coimbra para Aveiro. A concentração e greve dos cerca de 80 trabalhadores que integram os serviços da DRE-Centro decorreu durante a manhã de ontem no exterior do edificio-sede, na tentativa de impedir a concretização da anunciada transferência, apontada para o final do corrente mês.
"Não há qualquer justificação, nem em números, nem em termos geográficos", sublinhou Marli Antunes, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro, aludindo à reduzida actividade dos serviços a partir de iniciativas de Aveiro, e à sua desconcentração no seio da Região Centro. No seu entendimento, "é com surpresa" a que se assiste a esta decisão do Governo, pois a DRE-Centro "está bem onde está", uma opinião corroborada no local pelos presidentes das câmaras de Coimbra e Batalha, respectivamente Carlos Encarnação e António Lucas, bem como pela vereadora da autarquia de Leiria, Neusa Magalhães.
Também António Lucas aludiu aos contratempos e aos custos que implicam a transferência para Aveiro, frisando haver uma duplicação da quilometragem para os empresários do seu município, e a obrigatoriedade de se deslocarem a Coimbra para obterem o licenciamento ambiental, e a Aveiro para o industrial. “Parece que foi um compromisso eleitoral. É uma decisão perfeitamente absurda”, sustentou Mari Antunes, realçando que uma parte do distrito de Aveiro integra já a Direcção Regional de Economia do Norte.
Por outro lado, considera que o "Estado está a dar um mau exemplo" num momento de contenção e de crise, devido aos encargos com a transferência, estimados em 500 mil euros, e também por ser obrigado em Aveiro a arrendar instalações quando em Coimbra ocupa um edificio próprio, edificado há cerca de 15 anos para acolher os serviços.
Marli Antunes acredita que, com a luta dos trabalhadores, será possível impedir esta decisão, que obriga a custos acrescidos com a deslocação diária para Aveiro, uma situação agravada pelos "salários baixos" praticados. Segundo dados apresentados na concentração, o distrito de Aveiro apenas contribui com 20 por cento para as actividades da Direcção Regional de Economia do Centro.
Reportagem da RTP
Video da reportagem da RTP que "estranhamente" não passou no Telejornal das 20h, o canal público português.
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=388090&tema=27
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=388090&tema=27
Diário de Coimbra - 17/02/2009
“Onde está a crise?”
Executivo camarário fala em irracionalidade
A transferência da Direcção Regional de Economia do Centro (DRE-Centro) foi abordada na reunião do executivo camarário. Ontem, Marcelo Nuno disse tratar-se de “uma medida completamente irracional», até porque, referiu, “Vão deixar instalações próprias, construídas de raiz, para uma casa a pagar renda e a precisar de enormes obras de adaptação». «Admitem alugar autocarros para transportar os funcionários. É ridículo. São opções de conveniência política,”, criticou o vereador da maioria
«São custos adicionais significativos», sublinhou Gouveia Monteiro, antes de exemplificar: “É meio milhão de euros para as novas instalações, 50 a 60 mil euros por ano para o transporte de funcionários». “Onde está a crise?», perguntou o vereador da CDU, solicitando à autarquia para enviar o seu protesto a Manuel Pinho, ministro da Economia, contra a «irracionalidade» da decisão, sentimento partilhado por Fátima Carvalho, eleita pelo PS.
O vereador, agora independente, Pina Prata realçou o «passo extremamente grave», desejando que «o Governo não queira também deslocar a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro [CCDRC]». «O Plano Tecnológico é fundamental para este Governo e não se percebe a transferência. As pessoas podiam ficar em Coimbra, recorrendo a meios tecnológicos, em vez de alugarem autocarros,,, acrescentou Prata, considerando que “a Câmara não fez tudo o que devia ter feito».
Depois de Luís Providência, eleito pela maioria, ter dito tratar-se de um “processo político de esvaziamento que, qualquer dia, nos deixará apenas com os Hospitais da Universidade de Coimbra e a Universidade de Coimbra», Victor Baptista garantiu que “saem quatro direcções regionais e entram quatro novas», sendo que as que entram terão mais influência em relação ao investimento público do que a DRE-Centro». O líder da bancada socialista falou num «distrito de Aveiro mais dinâmico no campo empresarial», aceitando a mudança com a regionalização pretendida pelo Governo.
“A ideia que tinha era que não obrigaria à saída dos funcionários para Aveiro. Seria ilógico irem e voltarem, a não ser que tivessem uma compensação», admitiu o vereador do PS, assegurando que, enquanto deputado da Assembleia da República, vai «pedir esclarecimentos ao Governo se os funcionários vão para Aveiro», manifestando, ainda, não compreender que se gaste dinheiro com novas instalações. Por sua vez, João Rebelo sublinhou que, quando se começou a falar da deslocalização de serviços, a autarquia fez várias perguntas ao Governo sobre, por exemplo, os critérios utilizados.
Executivo camarário fala em irracionalidade
A transferência da Direcção Regional de Economia do Centro (DRE-Centro) foi abordada na reunião do executivo camarário. Ontem, Marcelo Nuno disse tratar-se de “uma medida completamente irracional», até porque, referiu, “Vão deixar instalações próprias, construídas de raiz, para uma casa a pagar renda e a precisar de enormes obras de adaptação». «Admitem alugar autocarros para transportar os funcionários. É ridículo. São opções de conveniência política,”, criticou o vereador da maioria
«São custos adicionais significativos», sublinhou Gouveia Monteiro, antes de exemplificar: “É meio milhão de euros para as novas instalações, 50 a 60 mil euros por ano para o transporte de funcionários». “Onde está a crise?», perguntou o vereador da CDU, solicitando à autarquia para enviar o seu protesto a Manuel Pinho, ministro da Economia, contra a «irracionalidade» da decisão, sentimento partilhado por Fátima Carvalho, eleita pelo PS.
O vereador, agora independente, Pina Prata realçou o «passo extremamente grave», desejando que «o Governo não queira também deslocar a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro [CCDRC]». «O Plano Tecnológico é fundamental para este Governo e não se percebe a transferência. As pessoas podiam ficar em Coimbra, recorrendo a meios tecnológicos, em vez de alugarem autocarros,,, acrescentou Prata, considerando que “a Câmara não fez tudo o que devia ter feito».
Depois de Luís Providência, eleito pela maioria, ter dito tratar-se de um “processo político de esvaziamento que, qualquer dia, nos deixará apenas com os Hospitais da Universidade de Coimbra e a Universidade de Coimbra», Victor Baptista garantiu que “saem quatro direcções regionais e entram quatro novas», sendo que as que entram terão mais influência em relação ao investimento público do que a DRE-Centro». O líder da bancada socialista falou num «distrito de Aveiro mais dinâmico no campo empresarial», aceitando a mudança com a regionalização pretendida pelo Governo.
“A ideia que tinha era que não obrigaria à saída dos funcionários para Aveiro. Seria ilógico irem e voltarem, a não ser que tivessem uma compensação», admitiu o vereador do PS, assegurando que, enquanto deputado da Assembleia da República, vai «pedir esclarecimentos ao Governo se os funcionários vão para Aveiro», manifestando, ainda, não compreender que se gaste dinheiro com novas instalações. Por sua vez, João Rebelo sublinhou que, quando se começou a falar da deslocalização de serviços, a autarquia fez várias perguntas ao Governo sobre, por exemplo, os critérios utilizados.
Noticia do Diário de Coimbra de 17/02/2009
DRE-Centro em greve contra transferência para Aveiro
Trabalhadores da Direcção Regional de Economia não se conformam com mudança para um distrito que contribui apenas com 20% do serviço
Aurora Trigo é funcionária pública há 35 anos e desde 199o que exerce funções na Direcção Regional de Economia do Centro (DRE-Centro). Todos os dias faz a viagem de Vila Nova Poiares para Coimbra (e vice-versa), mas nem quer imaginar como vai ser a sua vida quando tiver de fazer um trajecto mais longo, até Aveiro. Como ela, mais cerca de 70 colegas estão em vias de ter de se deslocar, uma vez que o Governo decretou transferir o serviço para Aveiro, uma decisão que está a causar polémica.
Ontem de manhã, os trabalhadores, em greve, concentraram-se junto às instalações na Rua Câmara Pestana e contaram com o apoio dos presidentes da Câmara Municipal de Coimbra, da Batalha e de Penacova, de uma vereadora de Leiria, dos presidentes das juntas de freguesia de Santo António dos Olivais, Torres do Mondego e Santa Cruz, e a ainda de Francisco Queirós, do Partido Comunista Português.
Entre todos, a opinião é unânime: «nada justifica esta decisão».
Na opinião de Carlos Encarnação, «o país é que perde» com esta «decisão completamente estúpida». «O que está a acontecer é absolutamente inimaginável, é irracional e impossível de ser explicado», frisou o edil de Coimbra, acrescentando que se estão a «desperdiçar recursos» num momento particularmente dificil para o país.
É que, entre os vários argumentos contra a mudança para Aveiro há o facto de as instalações de Coimbra, construídas de raiz e inauguradas em 1993, pertencerem ao Ministério de Economia, enquanto que aquelas que deverão acolher a nova sede da DRE-Centro são alugadas. Em suma, explicou Marli Antunes, do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro, só os encargos com a transferência rondam os 500 mil euross.
Recorde-se que o primeiro-ministro chegou a dizer que a transferência não estava nos planos do Governo, vindo depois o detentor da "pasta" da Economia dizer o contrário, o que, segundo Carlos Encarnação, vem mostrar que os membros do executivo «não conversam ente si». Mais do que isso, Manuel Pinho «está a confundir o facto de ser cabeça de lista de um partido por Aveiro com o cargo de ministro», criticou
«Há coisas que são inexplicáveis», reforçou o autarca da Batalha realçando que haverá prejuízos vários para os empresários do distrito de Leiria, tal como também adiantou a vereadora da cidade do Liz, Neusa Magalhães.
«Vão para Aveiro, depois, para um licenciamento industrial precisam de um documento do Ambiente e vêm a Coimbra», com o trajecto a implicar nova viagem a Aveiro para completar o processo, exemplificou o autarca da Batalha, que apresentou os números de pedreiras existentes nos dois distritos: cerca de 90o em Leiria e aoo em Aveiro.
"Estão a desestruturar as nossas famílias"
Marli Antunes, do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro, não hesita em afirmar que a opção do Governo «é um mau exemplo», especialmente porque «nada tem a ver com a operacionalidade», mas com questões ,exclusivamente políticas». A dirigente sindical destaca também que Aveiro «só contribui com 20% para as actividades desta Direcção Regional».
O mesmo destacou Lopes Sousa, director do serviço de energia daquele organismo, realçando que 80% dos utentes «vão ter de fazer deslocações mais extensas», quando a parte «mais industrializada» de Aveiro está já afecta à Direcção Regional do Norte
Portanto, o cenário de mudança «é algo que considero perfeitamente incompreensível [... ] É uma medida injusta», frisou. «Precisávamos que nos dessem uma única explicação. Não encontramos qualquer motivo que justifique», continuou, relembrando que está em causa o primeiro organismo da administração central a receber certificação.
Aliás, Marli Antunes frisou também que a decisão é uma «surpresa», uma vez que os indicadores de que dispõe revelam «satisfação» pelos serviços prestados. Assim sendo, com a transferência apontada para breve - há quem fale no final do mês, mas outros comentários indicam «dois/ três meses» -, a dirigente sindical alerta que além dos utentes, os «prejuízos» acrescem pata os trabalhadores, cuja maioria vive em Coimbra, embora haja uma fatia de outros destinos, como a Figueira da Foz, Poiares e até dos do distrito de Pombal
«Ficam com muito menos disponibilidade para as tarefas. Ficam muito mais cansados», alerta Marli Antunes. Isso mesmo perspectiva Cândida Silva, de Alfarelos, descrente na possibilidade da Direcção Regional facultar transporte aos funcionários. Com o passe do comboio a ultrapassar os 100 euros por mês, fazer a viagem de carro é algo impensável, porque veria os gastos disparar.
Entre os funcionários abrangidos, há também casais. Questionam-se como vão fazer com os filhos. «Estão a desestruturar as nossas famflias», lamentava uma trabalhadora, indignada.
Trabalhadores da Direcção Regional de Economia não se conformam com mudança para um distrito que contribui apenas com 20% do serviço
Aurora Trigo é funcionária pública há 35 anos e desde 199o que exerce funções na Direcção Regional de Economia do Centro (DRE-Centro). Todos os dias faz a viagem de Vila Nova Poiares para Coimbra (e vice-versa), mas nem quer imaginar como vai ser a sua vida quando tiver de fazer um trajecto mais longo, até Aveiro. Como ela, mais cerca de 70 colegas estão em vias de ter de se deslocar, uma vez que o Governo decretou transferir o serviço para Aveiro, uma decisão que está a causar polémica.
Ontem de manhã, os trabalhadores, em greve, concentraram-se junto às instalações na Rua Câmara Pestana e contaram com o apoio dos presidentes da Câmara Municipal de Coimbra, da Batalha e de Penacova, de uma vereadora de Leiria, dos presidentes das juntas de freguesia de Santo António dos Olivais, Torres do Mondego e Santa Cruz, e a ainda de Francisco Queirós, do Partido Comunista Português.
Entre todos, a opinião é unânime: «nada justifica esta decisão».
Na opinião de Carlos Encarnação, «o país é que perde» com esta «decisão completamente estúpida». «O que está a acontecer é absolutamente inimaginável, é irracional e impossível de ser explicado», frisou o edil de Coimbra, acrescentando que se estão a «desperdiçar recursos» num momento particularmente dificil para o país.
É que, entre os vários argumentos contra a mudança para Aveiro há o facto de as instalações de Coimbra, construídas de raiz e inauguradas em 1993, pertencerem ao Ministério de Economia, enquanto que aquelas que deverão acolher a nova sede da DRE-Centro são alugadas. Em suma, explicou Marli Antunes, do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro, só os encargos com a transferência rondam os 500 mil euross.
Recorde-se que o primeiro-ministro chegou a dizer que a transferência não estava nos planos do Governo, vindo depois o detentor da "pasta" da Economia dizer o contrário, o que, segundo Carlos Encarnação, vem mostrar que os membros do executivo «não conversam ente si». Mais do que isso, Manuel Pinho «está a confundir o facto de ser cabeça de lista de um partido por Aveiro com o cargo de ministro», criticou
«Há coisas que são inexplicáveis», reforçou o autarca da Batalha realçando que haverá prejuízos vários para os empresários do distrito de Leiria, tal como também adiantou a vereadora da cidade do Liz, Neusa Magalhães.
«Vão para Aveiro, depois, para um licenciamento industrial precisam de um documento do Ambiente e vêm a Coimbra», com o trajecto a implicar nova viagem a Aveiro para completar o processo, exemplificou o autarca da Batalha, que apresentou os números de pedreiras existentes nos dois distritos: cerca de 90o em Leiria e aoo em Aveiro.
"Estão a desestruturar as nossas famílias"
Marli Antunes, do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro, não hesita em afirmar que a opção do Governo «é um mau exemplo», especialmente porque «nada tem a ver com a operacionalidade», mas com questões ,exclusivamente políticas». A dirigente sindical destaca também que Aveiro «só contribui com 20% para as actividades desta Direcção Regional».
O mesmo destacou Lopes Sousa, director do serviço de energia daquele organismo, realçando que 80% dos utentes «vão ter de fazer deslocações mais extensas», quando a parte «mais industrializada» de Aveiro está já afecta à Direcção Regional do Norte
Portanto, o cenário de mudança «é algo que considero perfeitamente incompreensível [... ] É uma medida injusta», frisou. «Precisávamos que nos dessem uma única explicação. Não encontramos qualquer motivo que justifique», continuou, relembrando que está em causa o primeiro organismo da administração central a receber certificação.
Aliás, Marli Antunes frisou também que a decisão é uma «surpresa», uma vez que os indicadores de que dispõe revelam «satisfação» pelos serviços prestados. Assim sendo, com a transferência apontada para breve - há quem fale no final do mês, mas outros comentários indicam «dois/ três meses» -, a dirigente sindical alerta que além dos utentes, os «prejuízos» acrescem pata os trabalhadores, cuja maioria vive em Coimbra, embora haja uma fatia de outros destinos, como a Figueira da Foz, Poiares e até dos do distrito de Pombal
«Ficam com muito menos disponibilidade para as tarefas. Ficam muito mais cansados», alerta Marli Antunes. Isso mesmo perspectiva Cândida Silva, de Alfarelos, descrente na possibilidade da Direcção Regional facultar transporte aos funcionários. Com o passe do comboio a ultrapassar os 100 euros por mês, fazer a viagem de carro é algo impensável, porque veria os gastos disparar.
Entre os funcionários abrangidos, há também casais. Questionam-se como vão fazer com os filhos. «Estão a desestruturar as nossas famflias», lamentava uma trabalhadora, indignada.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Petição - Pela Permanência da DRE-Centro em Coimbra
Exmo. Senhor Presidente da República Exmo. Senhor Presidente da Assembleia da República Exmo. Senhor Primeiro-Ministro
Exmo. Senhor Ministro das Finanças e da Administração Pública
Exmo. Senhor Ministro da Economia e da Inovação
Exmo. Senhor Ministro do Trabalho e da Solidariedade SocialExmo. Senhor Presidente da Câmara de Coimbra
Os cidadãos abaixo assinados manifestam a sua total oposição à eventual transferência da Direcção Regional da Economia do Centro (DRE-CENTRO) para Aveiro.
1. A DRE-CENTRO é um serviço periférico da administração directa do Estado, com sede em Coimbra, que representa o Ministério da Economia e da Inovação a nível regional nos domínios da Indústria, Recursos Geológicos, Energia, Combustíveis, Comércio e Qualidade.
2. Desde 1993 que, com esforço, todas as direcções de serviço da DRE-CENTRO passaram a estar centralizados no edifício em que hoje se encontram, o qual foi construído de raíz para o efeito. Ou seja, actualmente a DRE-CENTRO dispõe de instalações próprias a "custo zero", o que não irá suceder em Aveiro, onde se perspectiva, ou o arrendamento de novas instalações por cerca de 15.000€/mês, ou a recuperação de um edifício com mais de 40 anos, com encargos estimados na ordem dos 500.000€.
3. A indignação dos trabalhadores da DRE-CENTRO face à decisão de mudança já tomada em reunião de Conselho de Ministros do passado dia 21 de Janeiro é antes de mais, motivada pelo facto de, até à data, não terem sido transmitidos quais os motivos/fundamentos que estão na base dessa tomada de decisão pois, é inequívoco que a mesma acarretará inúmeras desvantagens económicas, financeiras e sociais para a Região Centro em particular, e para o País em geral.
4. É irrefutável o posicionamento geoestratégico que Coimbra assume na Região Centro. Em contrapartida, Aveiro é um Distrito periférico em que nem todos os concelhos pertencem à área de actuação desta DRE. Mais acresce que, os concelhos onde se localizam os sectores de actividade mais representativos desse distrito, como sejam, Espinho, S. João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Vila da Feira, não pertencem à área de actuação da Direcção Regional da Economia do Centro, mas sim à área da Direcção Regional da Economia do Norte, cuja sede dista cerca de 60 Km de Aveiro.
5. É, por isso, pertinente afirmar que, para a grande maioria dos utentes da DRE-CENTRO (cerca de 80%), a transferência da sede para Aveiro irá em muitos processos obrigá-los a deslocarem-se simultaneamente a Coimbra e a Aveiro, afim de obterem os licenciamentos de um mesmo estabelecimento: Aveiro-DRE; Coimbra-CCDRC, Coimbra-Ambiente e Coimbra-Direcção de Serviços de Qualidade (que, segundo consta, por manifesta incapacidade prática de serem transferidos os Laboratórios, permanecerá em Coimbra nas actuais instalações) com todo o prejuízo que daí advém (mais tempo dispendido e maior despesa).
6. É ainda inegável que esta decisão implicará avultados encargos para o erário público, especialmente relevantes no actual contexto de crise económica: custos financeiros com as novas instalações, custos socio-económicos e financeiros com a transferência de meios físicos e humanos, bem como custos diários de exploração acrescidos. Para além de que a inoperacionalidade gerada com a eventual mudança, comprometerá os níveis de produtividade, eficiência e eficácia que sempre pautaram o desempenho deste organismo.
7. Não será possível ignorar e ficar indiferente, também, ao facto de setenta trabalhadores verem reduzidos os seus salários e orçamentos familiares, e ainda terem um muito maior desgaste físico e psicológico que não deixará de afectar o seu desempenho profissional, bem como o seu agregado familiar.
8. Donde, por todos os motivos aqui expostos, é legítimo concluir que não há objectividade e lógica funcional na descentralização da Direcção Regional da Economia do Centro para Aveiro, nem mais valia para os utentes, tendo em conta que a centralidade de Coimbra em relação aos concelhos que a Direcção Regional da Economia do Centro serve, é francamente mais favorável que Aveiro.
Assim, na expectativa de ainda estarmos a tempo de impedir a “destruição” de um serviço público de qualidade, reconhecido por todos aqueles que, de alguma forma, se relacionam com esta Direcção Regional e convictos que as razões, por ora, invocadas justificam a nossa luta, apelamos à participação de todos nesta causa através da assinatura da presente petição.
http://www.petitiononline.com/DREC/petition.html
Exmo. Senhor Ministro das Finanças e da Administração Pública
Exmo. Senhor Ministro da Economia e da Inovação
Exmo. Senhor Ministro do Trabalho e da Solidariedade SocialExmo. Senhor Presidente da Câmara de Coimbra
Os cidadãos abaixo assinados manifestam a sua total oposição à eventual transferência da Direcção Regional da Economia do Centro (DRE-CENTRO) para Aveiro.
1. A DRE-CENTRO é um serviço periférico da administração directa do Estado, com sede em Coimbra, que representa o Ministério da Economia e da Inovação a nível regional nos domínios da Indústria, Recursos Geológicos, Energia, Combustíveis, Comércio e Qualidade.
2. Desde 1993 que, com esforço, todas as direcções de serviço da DRE-CENTRO passaram a estar centralizados no edifício em que hoje se encontram, o qual foi construído de raíz para o efeito. Ou seja, actualmente a DRE-CENTRO dispõe de instalações próprias a "custo zero", o que não irá suceder em Aveiro, onde se perspectiva, ou o arrendamento de novas instalações por cerca de 15.000€/mês, ou a recuperação de um edifício com mais de 40 anos, com encargos estimados na ordem dos 500.000€.
3. A indignação dos trabalhadores da DRE-CENTRO face à decisão de mudança já tomada em reunião de Conselho de Ministros do passado dia 21 de Janeiro é antes de mais, motivada pelo facto de, até à data, não terem sido transmitidos quais os motivos/fundamentos que estão na base dessa tomada de decisão pois, é inequívoco que a mesma acarretará inúmeras desvantagens económicas, financeiras e sociais para a Região Centro em particular, e para o País em geral.
4. É irrefutável o posicionamento geoestratégico que Coimbra assume na Região Centro. Em contrapartida, Aveiro é um Distrito periférico em que nem todos os concelhos pertencem à área de actuação desta DRE. Mais acresce que, os concelhos onde se localizam os sectores de actividade mais representativos desse distrito, como sejam, Espinho, S. João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Vila da Feira, não pertencem à área de actuação da Direcção Regional da Economia do Centro, mas sim à área da Direcção Regional da Economia do Norte, cuja sede dista cerca de 60 Km de Aveiro.
5. É, por isso, pertinente afirmar que, para a grande maioria dos utentes da DRE-CENTRO (cerca de 80%), a transferência da sede para Aveiro irá em muitos processos obrigá-los a deslocarem-se simultaneamente a Coimbra e a Aveiro, afim de obterem os licenciamentos de um mesmo estabelecimento: Aveiro-DRE; Coimbra-CCDRC, Coimbra-Ambiente e Coimbra-Direcção de Serviços de Qualidade (que, segundo consta, por manifesta incapacidade prática de serem transferidos os Laboratórios, permanecerá em Coimbra nas actuais instalações) com todo o prejuízo que daí advém (mais tempo dispendido e maior despesa).
6. É ainda inegável que esta decisão implicará avultados encargos para o erário público, especialmente relevantes no actual contexto de crise económica: custos financeiros com as novas instalações, custos socio-económicos e financeiros com a transferência de meios físicos e humanos, bem como custos diários de exploração acrescidos. Para além de que a inoperacionalidade gerada com a eventual mudança, comprometerá os níveis de produtividade, eficiência e eficácia que sempre pautaram o desempenho deste organismo.
7. Não será possível ignorar e ficar indiferente, também, ao facto de setenta trabalhadores verem reduzidos os seus salários e orçamentos familiares, e ainda terem um muito maior desgaste físico e psicológico que não deixará de afectar o seu desempenho profissional, bem como o seu agregado familiar.
8. Donde, por todos os motivos aqui expostos, é legítimo concluir que não há objectividade e lógica funcional na descentralização da Direcção Regional da Economia do Centro para Aveiro, nem mais valia para os utentes, tendo em conta que a centralidade de Coimbra em relação aos concelhos que a Direcção Regional da Economia do Centro serve, é francamente mais favorável que Aveiro.
Assim, na expectativa de ainda estarmos a tempo de impedir a “destruição” de um serviço público de qualidade, reconhecido por todos aqueles que, de alguma forma, se relacionam com esta Direcção Regional e convictos que as razões, por ora, invocadas justificam a nossa luta, apelamos à participação de todos nesta causa através da assinatura da presente petição.
http://www.petitiononline.com/DREC/petition.html
Subscrever:
Comentários (Atom)























