Coimbra pode manter maioria dos serviços apesar da transferência
O Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro (STFPC) afirmou ontem ter recebido garantias de que a deslocalização da Direcção Regional de Economia de Coimbra para Aveiro poderá passar apenas pela saída de alguns serviços.
Marli Antunes, dirigente do STFPC, disse à Lusa que essa foi uma das possibilidades referidas na reunião que manteve ontem, em Coimbra, com director regional de Economia do Centro, Justino Pinto.
A transferência da direcção regional de Coimbra para Aveiro tem sido contestada, nomeadamente pelo STFPC e pelo PSD do distrito de Coimbra.
“Foi-nos dito que a deslocalização pode passar já não por um edificio de grandes dimensões em Aveiro e que em Coimbra se manteriam o arquivo e os laboratórios, ou seja que a sede seria, no papel, em Aveiro, mas o grosso dos serviços permaneceriam em Coimbra”, declarou a sindicalista, à saída do encontro.
A dirigente sindical afirmou ter indicações de que a transferência dos serviços ocorrerá em Junho e aludiu a um aviso de abertura de concurso para a colocação de uma dezena de funcionários, datado de 20 de Abril e assinado por Justino Pinto, no qual é referido que o local de trabalho tanto pode ser em Coimbra como em Aveiro.
“Esta decisão é estritamente política e não tem em conta o interesse da maioria dos utentes, dos empresários, desta Direcção Regional”, considerou.
“Esta transferência irá agravar as dificuldades das empresas, que já estão em situação dificil e serão confrontadas com mais custos de deslocalização para tratarem dos assuntos em Aveiro”, alertou.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
terça-feira, 21 de abril de 2009
Os "velhinhos" Xutos&Pontapés
Sem Eira Nem Beira
(Xutos & Pontapés)
Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou - bem
Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar
Despedir
E ainda se ficam a rir
Eu quero acreditar
Que esta mer…a vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor
Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir
Encontrar
Mais força para lutar...
(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer
É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir
Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar
A enganar
o povo que acreditou
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar...
(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão
(Xutos & Pontapés)
Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou - bem
Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar
Despedir
E ainda se ficam a rir
Eu quero acreditar
Que esta mer…a vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor
Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir
Encontrar
Mais força para lutar...
(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer
É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir
Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar
A enganar
o povo que acreditou
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar...
(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão
domingo, 19 de abril de 2009
Comunidade intermunicipal contra mudança da Direcção Regional de Economia para Aveiro
Baixo Mondego: Comunidade intermunicipal contra mudança da Direcção Regional de Economia para Aveiro
16-04-2009Montemor-o-Velho, Coimbra, 16 Abr (Lusa)
A Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Baixo Mondego (CIM/BM) aprovou, por maioria, uma moção da bancada socialista contra a eventual mudança da Direcção Regional de Economia do Centro de Coimbra para Aveiro, disse hoje fonte partidária.
"Não há nenhuma razão, objectiva e concreta, para a deslocalização", disse à agência Lusa Carlos Cidade, primeiro subscritor da moção que solicita ao Governo a suspensão da medida. Acrescentou, por outro lado, que o documento -- aprovado com cinco abstenções e um voto contra -- inclui uma proposta de criação em Aveiro de um 'front-office' daquela direcção regional, mantendo a sede em Coimbra. "Em relação a outras moções aprovadas na região, tem essa inovação de ajudar a resolver, com razoabilidade política, um problema criado artificialmente", argumentou. Carlos Cidade, que juntamente com o presidente da mesa da Assembleia Intermunicipal, Fernando Regateiro, assumiu a defesa da moção, na reunião realizada na noite de terça-feira, afirmou ainda que a eventual mudança configura uma "má opção do ponto de vista político, económico e social". A Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Baixo Mondego é composta por 54 representantes (25 do PS, 23 do PSD e seis da CDU) eleitos nas assembleias municipais dos dez municípios que integram aquela entidade. A CIM/BM integra os municípios de Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Mealhada, Mira, Mortágua, Penacova, Soure e Montemor-o-Velho, autarquia que preside à comissão executiva. JLS. Lusa/Fim
16-04-2009Montemor-o-Velho, Coimbra, 16 Abr (Lusa)
A Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Baixo Mondego (CIM/BM) aprovou, por maioria, uma moção da bancada socialista contra a eventual mudança da Direcção Regional de Economia do Centro de Coimbra para Aveiro, disse hoje fonte partidária.
"Não há nenhuma razão, objectiva e concreta, para a deslocalização", disse à agência Lusa Carlos Cidade, primeiro subscritor da moção que solicita ao Governo a suspensão da medida. Acrescentou, por outro lado, que o documento -- aprovado com cinco abstenções e um voto contra -- inclui uma proposta de criação em Aveiro de um 'front-office' daquela direcção regional, mantendo a sede em Coimbra. "Em relação a outras moções aprovadas na região, tem essa inovação de ajudar a resolver, com razoabilidade política, um problema criado artificialmente", argumentou. Carlos Cidade, que juntamente com o presidente da mesa da Assembleia Intermunicipal, Fernando Regateiro, assumiu a defesa da moção, na reunião realizada na noite de terça-feira, afirmou ainda que a eventual mudança configura uma "má opção do ponto de vista político, económico e social". A Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Baixo Mondego é composta por 54 representantes (25 do PS, 23 do PSD e seis da CDU) eleitos nas assembleias municipais dos dez municípios que integram aquela entidade. A CIM/BM integra os municípios de Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Mealhada, Mira, Mortágua, Penacova, Soure e Montemor-o-Velho, autarquia que preside à comissão executiva. JLS. Lusa/Fim
Processo da Deslocalização da Sede da DRE Centro
Caros Colegas,
Na sequência dos vários contactos e reuniões que têm vindo a ser realizadas com as mais diversas Entidades e forças políticas (incluindo deputados e membros do Governo), no sentido de as informar e sensibilizar para a irracionalidade da decisão de deslocalizar a Sede desta DRE – Centro para Aveiro, foram e vêm sendo tomadas, sucessivamente, várias posições de alguma relevância, no sentido de não só apoiar a oportuna e assertiva intervenção e manifestação da quase totalidade dos colegas e dirigentes desta Direcção Regional contra essa medida, mas também opondo-se elas mesmo aquela decisão e requerendo ou solicitando a sua revogação. Destacam-se, assim, as diversas Moções aprovadas pelas muitas Câmaras Municipais e Assembleias Municipais da área de intervenção da DRE Centro, bem como de várias Comunidade Intermunicipais e, até , do Clube de Empresários de Coimbra que fez aprovar no seu Relatório e Contas como objectivo a “Nossa (sua) participação activa no reforço de impedir a transferência dos Serviços da DRE Centro para a cidade de Aveiro, face aos custos que vai acarretar para os empresários da nossa região, para o próprio Estado e o desajuste operativo”.
Pensamos que terão vindo, através das mais variadas formas, a tomar conhecimento do conteúdo dessas Moções ou tomadas de posição.
No entanto, pela importância e impacto que têm, serão de destacar a Moção apresentada pelo líder da bancada do partido socialista da Assembleia Municipal de Coimbra – Dr. Reis Marques – e aprovada por unanimidade na reunião de 11 de Março de 2009, bem como a apresentada pelo Grupo de Deputados da Assembleia Intermunicipal da Comunidade do Baixo Mondego do Partido Socialista e “defendida” pelo Dr. Carlos Cidade, aprovada por maioria no passado dia 15 de Abril de 2009 e a que se refere a notícia infra. Esta última também pela sugestão que apresenta.
Podemos igualmente realçar e registar o empenho institucional e pessoal do Governador Civil de Coimbra, no sentido de evitar a deslocalização anunciada.
De todas as reuniões em que participamos ou contactos que temos vindo a estabelecer (incluindo aqueles em que também participou o Sindicato) foi destacado sempre a forma ordeira, empenhada, assertiva e pró-activa, como temos todos conduzido a nossa “luta” e expondo as nossas ideias, no sentido da defesa intransigente dos interesses desta Direcção Regional, de todos aqueles que nos procuram e justificam assim a existência destes Serviços, bem como da Região que vimos empenhadamente servindo. Desta forma, continuamos a pensar que juntos vamos conseguir atingir os objectos que estiveram na origem da nossa tomada de posição, porque justa e alicerçada em dados reais e concretos.
Assim, solicitamos a todos que continuemos unidos, na concretização dos objectivos comuns.
Na sequência dos vários contactos e reuniões que têm vindo a ser realizadas com as mais diversas Entidades e forças políticas (incluindo deputados e membros do Governo), no sentido de as informar e sensibilizar para a irracionalidade da decisão de deslocalizar a Sede desta DRE – Centro para Aveiro, foram e vêm sendo tomadas, sucessivamente, várias posições de alguma relevância, no sentido de não só apoiar a oportuna e assertiva intervenção e manifestação da quase totalidade dos colegas e dirigentes desta Direcção Regional contra essa medida, mas também opondo-se elas mesmo aquela decisão e requerendo ou solicitando a sua revogação. Destacam-se, assim, as diversas Moções aprovadas pelas muitas Câmaras Municipais e Assembleias Municipais da área de intervenção da DRE Centro, bem como de várias Comunidade Intermunicipais e, até , do Clube de Empresários de Coimbra que fez aprovar no seu Relatório e Contas como objectivo a “Nossa (sua) participação activa no reforço de impedir a transferência dos Serviços da DRE Centro para a cidade de Aveiro, face aos custos que vai acarretar para os empresários da nossa região, para o próprio Estado e o desajuste operativo”.
Pensamos que terão vindo, através das mais variadas formas, a tomar conhecimento do conteúdo dessas Moções ou tomadas de posição.
No entanto, pela importância e impacto que têm, serão de destacar a Moção apresentada pelo líder da bancada do partido socialista da Assembleia Municipal de Coimbra – Dr. Reis Marques – e aprovada por unanimidade na reunião de 11 de Março de 2009, bem como a apresentada pelo Grupo de Deputados da Assembleia Intermunicipal da Comunidade do Baixo Mondego do Partido Socialista e “defendida” pelo Dr. Carlos Cidade, aprovada por maioria no passado dia 15 de Abril de 2009 e a que se refere a notícia infra. Esta última também pela sugestão que apresenta.
Podemos igualmente realçar e registar o empenho institucional e pessoal do Governador Civil de Coimbra, no sentido de evitar a deslocalização anunciada.
De todas as reuniões em que participamos ou contactos que temos vindo a estabelecer (incluindo aqueles em que também participou o Sindicato) foi destacado sempre a forma ordeira, empenhada, assertiva e pró-activa, como temos todos conduzido a nossa “luta” e expondo as nossas ideias, no sentido da defesa intransigente dos interesses desta Direcção Regional, de todos aqueles que nos procuram e justificam assim a existência destes Serviços, bem como da Região que vimos empenhadamente servindo. Desta forma, continuamos a pensar que juntos vamos conseguir atingir os objectos que estiveram na origem da nossa tomada de posição, porque justa e alicerçada em dados reais e concretos.
Assim, solicitamos a todos que continuemos unidos, na concretização dos objectivos comuns.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Karl Marx, O Bruxo!
"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado"
Karl Marx, in Das Kapital, 1867
Karl Marx, in Das Kapital, 1867
A nova ministra
Crónica de Mia Couto, escritor moçambicano, publicada na edição de Fevereiro da revista África 21
"Quer dizer, a grande vantagem de estarmos no Poder é que, para sermos empresários, não precisamos de empreender nada. A bem dizer, nem precisamos de empresas."
- Meu querido marido, escutou o noticiário?
- Não. Há novidades importantes?
- Diz o noticiário que você deixou de ser ministro.
- Afinal, eu ainda era ministro?
- Disseram que era. Não sabia?
- Tinha uma vaga ideia. Mas acho que se enganaram, também estes jornalistas divulgam cada coisa, sabe como é: jornalismo preguiçoso...
- Mas aquilo era um comunicado oficial. E disseram claramente o seu nome. Eu não fazia ideia. Pensei que era só empresário.
- Ai é? Saí no noticiário? Mostraram a minha foto?
- Não. Mas, diga-me lá, marido, você era Ministro de quê?
- Ministro dos Assuntos Gerais ( Poderia ser da Economia). Uma coisa assim... Já agora, você reparou se disseram quem era o novo ministro?
- É um dos anteriores vice-ministros.
- Afinal havia mais que um?
- Havia sete vice-ministros.
- Sete? Eh pá, aquilo não era um Ministério, era um Vice-Ministério.
- Fica triste, marido?
- Bom, pá, paciência. Mais importante são os meus cargos nas 15 grandes empresas.
- Ontem, no nosso jantar, você disse que eram 35...
- Minha querida, você escutou mal. Não há, no país inteiro, 35 grandes empresas. Aliás, a maior parte dos empresários de sucesso ainda anda à procura de empresas.
- Não entendo essa matemática.
- É que, no nosso país, há mais empresários que empresas.
- Trinta e cinco... Trinta e cinco são os nossos anos de casados. E estou tão orgulhosa de si, meu ex-ministro, você foi sempre tão ambicioso...
- Ambicioso, não. Ganancioso.
- E qual é a diferença?
- O ambicioso faz coisas. O ganancioso apropria-se das coisas já feitas por outros.
- Você apropriou-se de mim que fui feita por outros.
- Isso é verdade, cara esposa. Uma coisa é verdade: vai-me fazer falta o poder.
- O poder? Não me diga que lhe está faltar o poder, marido?
- Alto lá, falo apenas do poder político. Quer dizer, a grande vantagem de estarmos no Poder é que, para sermos empresários, não precisamos de empreender nada. A bem dizer, nem precisamos de empresas.
- Mas, marido, eu também tenho empresas, você diz que colocou uma data de empresas em meu nome.
- Tem razão, minha querida. Vou usar das minhas influências e pedir para você ser nomeada Ministra.
- Eu, Ministra? Para quê?
- Que é para, a partir da agora, você abrir empresas em meu nome.
"Quer dizer, a grande vantagem de estarmos no Poder é que, para sermos empresários, não precisamos de empreender nada. A bem dizer, nem precisamos de empresas."
- Meu querido marido, escutou o noticiário?
- Não. Há novidades importantes?
- Diz o noticiário que você deixou de ser ministro.
- Afinal, eu ainda era ministro?
- Disseram que era. Não sabia?
- Tinha uma vaga ideia. Mas acho que se enganaram, também estes jornalistas divulgam cada coisa, sabe como é: jornalismo preguiçoso...
- Mas aquilo era um comunicado oficial. E disseram claramente o seu nome. Eu não fazia ideia. Pensei que era só empresário.
- Ai é? Saí no noticiário? Mostraram a minha foto?
- Não. Mas, diga-me lá, marido, você era Ministro de quê?
- Ministro dos Assuntos Gerais ( Poderia ser da Economia). Uma coisa assim... Já agora, você reparou se disseram quem era o novo ministro?
- É um dos anteriores vice-ministros.
- Afinal havia mais que um?
- Havia sete vice-ministros.
- Sete? Eh pá, aquilo não era um Ministério, era um Vice-Ministério.
- Fica triste, marido?
- Bom, pá, paciência. Mais importante são os meus cargos nas 15 grandes empresas.
- Ontem, no nosso jantar, você disse que eram 35...
- Minha querida, você escutou mal. Não há, no país inteiro, 35 grandes empresas. Aliás, a maior parte dos empresários de sucesso ainda anda à procura de empresas.
- Não entendo essa matemática.
- É que, no nosso país, há mais empresários que empresas.
- Trinta e cinco... Trinta e cinco são os nossos anos de casados. E estou tão orgulhosa de si, meu ex-ministro, você foi sempre tão ambicioso...
- Ambicioso, não. Ganancioso.
- E qual é a diferença?
- O ambicioso faz coisas. O ganancioso apropria-se das coisas já feitas por outros.
- Você apropriou-se de mim que fui feita por outros.
- Isso é verdade, cara esposa. Uma coisa é verdade: vai-me fazer falta o poder.
- O poder? Não me diga que lhe está faltar o poder, marido?
- Alto lá, falo apenas do poder político. Quer dizer, a grande vantagem de estarmos no Poder é que, para sermos empresários, não precisamos de empreender nada. A bem dizer, nem precisamos de empresas.
- Mas, marido, eu também tenho empresas, você diz que colocou uma data de empresas em meu nome.
- Tem razão, minha querida. Vou usar das minhas influências e pedir para você ser nomeada Ministra.
- Eu, Ministra? Para quê?
- Que é para, a partir da agora, você abrir empresas em meu nome.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Não se deixem adormecer
A LUTA CONTINUA
Conhecimento ao Presidente da República
http://www.box.net/shared/hgsmj1y9fr
Moção da Assembleia Municipal de Pampilhosa da Serra
http://www.box.net/shared/xmy11incqp
Moção da Assembleia Municipal de Penela
http://www.box.net/shared/vxbf9l0htd
Moção da Assembleia Municipal de Pombal
http://www.box.net/shared/q09k6mjt3v
Moção da Assembleia Municipal de Penacova
http://www.box.net/shared/d92m4ier5c
Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda
http://www.box.net/shared/qm5okxbses
Grupo Parlamentar do CDS/PP
http://www.box.net/shared/ttn3oqri2f
Moção Aprovada
Moção aprovada pelo Grupo de Deputados da Assembleia Intermunicipal da Comunidade do Baixo Mondego do Partido Socialista
Faça o download da moção a partir do seguinte endereço:
http://www.box.net/shared/201qzq4okh
Faça o download da moção a partir do seguinte endereço:
http://www.box.net/shared/201qzq4okh
Clube dos Empresários de Coimbra

E o Futuro Estimados Sócios?
Bem, o Futuro é aquele que cada um de nós quererá construir em prol do Clube dos Empresários de Coimbra e da Cidade.
1. Constituição de um lobby para insistir junto das Entidades competentes de dotar Coimbra de um aeroporto de low cost;
2. Nossa participação activa no reforço de impedir a transferência dos serviços da Direcção Geral de energia e Geologia do Centro (Ministério da Economia) para a cidade de Aveiro, face aos custos que vai acarretar para os empresários da nossa região, para o próprio estado e o desajuste operativo;
3. Um esforço para criarmos investimentos em projectos para a Indústria que é a mais valia da economia de uma cidade, de uma região, de um país;
4. Criar parcerias para projecto no Turismo (Coimbra agradecerá);
5. Continuar a repensar Coimbra em todas as suas vertentes.
terça-feira, 14 de abril de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Todos temos um pouco de macacos.
“Somente duas coisas são infinitas: O universo e a estupidez humana. E não estou seguro quanto ao primeiro.” Albert Einstein

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos em uma gaiola e, no meio desta, uma escada com bananas em cima.
Toda vez que um dos macacos começava na subir a escada, um dispositivo automático fazia jorrar água gelada sobre os demais macacos.
Passado certo tempo, toda vez que qualquer dos macacos esboçava um início de subida na escada, os demais o espancavam (evitando assim a água gelada).
Obviamente, após certo tempo, nenhum dos macacos se arriscava a subir a escada, apesar da tentação.
Os cientistas decidiram então substituir um dos macacos. A primeira coisa que o macaco novo fez foi tentar subir na escada.
Imediatamente os demais começaram a espancá-lo.
Após várias surras o novo membro dessa comunidade aprendeu a não subir na escada, embora jamais soubesse porquê.
Um segundo macaco foi substituído e ocorreu com ele o mesmo que com o primeiro. O primeiro macaco que havia sido substituído participou, juntamente com os demais, do espancamento.
Um terceiro macaco foi trocado e o mesmo (espancamento, etc.) foi repetido. Um quarto e o quinto macaco foram trocados, um de cada vez, com intervalos adequados, repetindo-se os espancamentos dos novatos quando de suas tentativas para subir na escada.
O que sobrou foi um grupo de cinco macacos que, embora nunca tenham recebido um chuveiro frio, continuavam a espancar todo macaco que tentasse subir na escada.
Se fosse possível conversar com os macacos e perguntar-lhes por que espancavam os que tentavam subir na escada ... Aposto que a resposta seria:
“Eu não sei – essa é a forma como as coisas são feitas por aqui”
Isso, ou esse comportamento, essa resposta, não te parecem familiares???

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos em uma gaiola e, no meio desta, uma escada com bananas em cima.
Toda vez que um dos macacos começava na subir a escada, um dispositivo automático fazia jorrar água gelada sobre os demais macacos.
Passado certo tempo, toda vez que qualquer dos macacos esboçava um início de subida na escada, os demais o espancavam (evitando assim a água gelada).
Obviamente, após certo tempo, nenhum dos macacos se arriscava a subir a escada, apesar da tentação.
Os cientistas decidiram então substituir um dos macacos. A primeira coisa que o macaco novo fez foi tentar subir na escada.
Imediatamente os demais começaram a espancá-lo.
Após várias surras o novo membro dessa comunidade aprendeu a não subir na escada, embora jamais soubesse porquê.
Um segundo macaco foi substituído e ocorreu com ele o mesmo que com o primeiro. O primeiro macaco que havia sido substituído participou, juntamente com os demais, do espancamento.
Um terceiro macaco foi trocado e o mesmo (espancamento, etc.) foi repetido. Um quarto e o quinto macaco foram trocados, um de cada vez, com intervalos adequados, repetindo-se os espancamentos dos novatos quando de suas tentativas para subir na escada.
O que sobrou foi um grupo de cinco macacos que, embora nunca tenham recebido um chuveiro frio, continuavam a espancar todo macaco que tentasse subir na escada.
Se fosse possível conversar com os macacos e perguntar-lhes por que espancavam os que tentavam subir na escada ... Aposto que a resposta seria:
“Eu não sei – essa é a forma como as coisas são feitas por aqui”
Isso, ou esse comportamento, essa resposta, não te parecem familiares???
PSD quer anulação da transferência da DRE-Centro
REUNIÃO DA ASSEMBLEIA DISTRITAL
É considerado um "paradoxo" do Governo e o PSD reclama que a situação seja revista, porque não tem “qualquer sustentação”. Em causa está a deslocalização da Direcção Regional de Economia do Centro para Aveiro, uma decisão que o Governo tomou e que não tem, no entender dos social-democratas de Coimbra, “qualquer nexo”.
O tema, que tem sido recorrente nos últimos tempos, foi, na noite de segunda-feira, um dos dossiers em análise na Assembleia Distrital, órgão que reuniu pela primeira vez sob a liderança de Pedro Machado, depois de, no mesmo dia, a Comissão Política Distrital ter analisado o tema com o Sindicato da Função Pública.
Trata-se de um processo que demonstra “uma clara política de irresponsabilidade”, afirma Pedro Machado, que ao dossier de deslocalização da Direcção Regional de Economia (DRE) para Aveiro soma um outro, mais distanciado no tempo, mas que, considera, “ainda não está fechado”, que tem a ver com a deslocalização da estrutura da Direcção Regional de Agricultura para Castelo Branco, apontando para as “consequências graves” daí advenientes, nomeadamente a transferência de trabalhadores.
Particularmente no que se refere à DRE, Pedro Machado aponta para o “paradoxo” existente no facto de a decisão do Conselho de Ministros que estabelece a transferência para Aveiro ter sido tomada no dia 21 de Janeiro, o decreto regulamentar ser datado de 17 de Fevereiro e, de “então para cá não há mais qualquer informação sobre a decisão”. “Ninguém hoje tem qualquer informação, nem da Direcção Geral da Economia, nem do Ministério da Economia”, sobre o assunto, adianta ainda o presidente da Distrital, considerando “este paradoxo” um sinal “claro de irresponsabilidade política,,.
As críticas não se ficam por aqui e Pedro Machado refere ainda que os custos da deslocalização deste serviço para Aveiro, avaliados em meio milhão de euros, poderiam ter um destino mais eficaz, nomeadamente ser aplicados “em valências e laboratórios que o Ministério da Economia tem a funcionar a meio gás”.
Perante este cenário, a Distrital do PSD entende que tem “toda a legitimidade” para “reclamar a anulação da decisão tomada em Conselho de Ministros da transferência da DRE para Aveiro”, pois trata-se de uma decisão política “que não tem qualquer sustentação”, para além de “não representar quaisquer mais-valias”. Pelo contrário, só se perspectiva, no entender de Pedro Machado, à semelhança do que aconteceu com a Direcção Regional de Agricultura, a “transferência e deslocalização de dezenas de trabalhadores”.
A reunião do órgão máximo do PSD foi ainda espaço para fazer um balanço político dos últimos três meses, obviamente tendo como "pano de fundo" o ano de eleições que se vive. Particular atenção para as autárquicas, um processo em que o “PSD está particularmente empenhado”, afirma Pedro Machado, apontando a “vocação natural do PSD como partido do poder local”. Destacando a “união” que se vive no interior do partido, o presidente da Distrital sublinha a “confiança e o espírito ganhador” que se faz sentir. “O PSD está mobilizado e vamos ganhar mais câmaras, mais juntas de freguesia e mais assembleias municipais”, sublinha, confiante. O líder distrital refere ainda “o empenho e a mobilização que existe em torno dos órgãos distritais do partido relativamente à construção de uma alternativa de governação para o país que o PSD quer protagonizar”.
É considerado um "paradoxo" do Governo e o PSD reclama que a situação seja revista, porque não tem “qualquer sustentação”. Em causa está a deslocalização da Direcção Regional de Economia do Centro para Aveiro, uma decisão que o Governo tomou e que não tem, no entender dos social-democratas de Coimbra, “qualquer nexo”.
O tema, que tem sido recorrente nos últimos tempos, foi, na noite de segunda-feira, um dos dossiers em análise na Assembleia Distrital, órgão que reuniu pela primeira vez sob a liderança de Pedro Machado, depois de, no mesmo dia, a Comissão Política Distrital ter analisado o tema com o Sindicato da Função Pública.
Trata-se de um processo que demonstra “uma clara política de irresponsabilidade”, afirma Pedro Machado, que ao dossier de deslocalização da Direcção Regional de Economia (DRE) para Aveiro soma um outro, mais distanciado no tempo, mas que, considera, “ainda não está fechado”, que tem a ver com a deslocalização da estrutura da Direcção Regional de Agricultura para Castelo Branco, apontando para as “consequências graves” daí advenientes, nomeadamente a transferência de trabalhadores.
Particularmente no que se refere à DRE, Pedro Machado aponta para o “paradoxo” existente no facto de a decisão do Conselho de Ministros que estabelece a transferência para Aveiro ter sido tomada no dia 21 de Janeiro, o decreto regulamentar ser datado de 17 de Fevereiro e, de “então para cá não há mais qualquer informação sobre a decisão”. “Ninguém hoje tem qualquer informação, nem da Direcção Geral da Economia, nem do Ministério da Economia”, sobre o assunto, adianta ainda o presidente da Distrital, considerando “este paradoxo” um sinal “claro de irresponsabilidade política,,.
As críticas não se ficam por aqui e Pedro Machado refere ainda que os custos da deslocalização deste serviço para Aveiro, avaliados em meio milhão de euros, poderiam ter um destino mais eficaz, nomeadamente ser aplicados “em valências e laboratórios que o Ministério da Economia tem a funcionar a meio gás”.
Perante este cenário, a Distrital do PSD entende que tem “toda a legitimidade” para “reclamar a anulação da decisão tomada em Conselho de Ministros da transferência da DRE para Aveiro”, pois trata-se de uma decisão política “que não tem qualquer sustentação”, para além de “não representar quaisquer mais-valias”. Pelo contrário, só se perspectiva, no entender de Pedro Machado, à semelhança do que aconteceu com a Direcção Regional de Agricultura, a “transferência e deslocalização de dezenas de trabalhadores”.
A reunião do órgão máximo do PSD foi ainda espaço para fazer um balanço político dos últimos três meses, obviamente tendo como "pano de fundo" o ano de eleições que se vive. Particular atenção para as autárquicas, um processo em que o “PSD está particularmente empenhado”, afirma Pedro Machado, apontando a “vocação natural do PSD como partido do poder local”. Destacando a “união” que se vive no interior do partido, o presidente da Distrital sublinha a “confiança e o espírito ganhador” que se faz sentir. “O PSD está mobilizado e vamos ganhar mais câmaras, mais juntas de freguesia e mais assembleias municipais”, sublinha, confiante. O líder distrital refere ainda “o empenho e a mobilização que existe em torno dos órgãos distritais do partido relativamente à construção de uma alternativa de governação para o país que o PSD quer protagonizar”.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Partida do dia 1 de Abril
A noticia publicada ontem neste blogue – “DRE-Centro já não vai para Aveiro” - é uma simples partida do dia 1 de Abril (infelizmente).
Efectivamente, existiu uma acalorada discussão entre o ministro Pinho e o cabeça de lista Manel, em frente de um espelho... a placa referida no artigo é realmente muito bonita.
Como é óbvio, o ministro Pinho, apesar de ser um amante das velocidades, não anda a 240 km/h… a velocidade máxima, que realmente conseguiu atingir, foi de apenas 252 km/h… isto se, não se considerar a velocidade de 870 km/h, conseguida no Falcon da Força Aérea.
Efectivamente, existiu uma acalorada discussão entre o ministro Pinho e o cabeça de lista Manel, em frente de um espelho... a placa referida no artigo é realmente muito bonita.
Como é óbvio, o ministro Pinho, apesar de ser um amante das velocidades, não anda a 240 km/h… a velocidade máxima, que realmente conseguiu atingir, foi de apenas 252 km/h… isto se, não se considerar a velocidade de 870 km/h, conseguida no Falcon da Força Aérea.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
DRE-Centro já não vai para Aveiro.
A DRE-Centro, para já, não vai ser deslocada para Aveiro.
O ministro Manuel Pinho recuou na sua decisão de mudar a sede da DRE-Centro para Aveiro. Reconhecendo a grave crise económica que o país atravessa, tendo escutado as críticas efectuadas pelos industriais da Região Centro, assim como de todos os utentes e trabalhadores da Direcção Regional, recuou na sua decisão disparatada, mantendo a sede em Coimbra.
Tivemos acesso a uma gravação em que o ministro Pinho discute acaloradamente, em frente a um espelho, com o candidato por Aveiro, Manel.
Revelamos de seguida o teor dessa conversa:
Pinho – Oh Manel, a DRE já não vai para Aveiro.
Manel – Eh pá, tu tinhas prometido.
Pinho – Eu sei. Mas os empresários, os presidentes de câmaras, os trabalhadores e os utentes não se calam. Ainda por cima todos dizem que o país está em crise. Já nem umas voltas de avião posso dar.
Manel – Olha o Candal vai ficar lixado. O Director vai ficar danado. Eu vou ficar fulo.
Pinho – O Candal não é problema, eu dou-lhe a volta. O Director não tem nada que ficar danado, arranjei-lhe um emprego fixe.
Manel – Oh pá, mas ele é de Espinho e eu disse-lhe que íamos para Aveiro. Para ir para o trabalho anda cento e tal Km.
Pinho – Olha lá, isso não é nada, em auto-estrada é um pulinho.
Manel – Isso é para ti que andas a 240. Ele viaja mais devagar. Já nem pareces socialista.
Pinho – Essa não percebi! Sou socialista sim senhor.
Manel – Se fosses socialista dividias o mal pelas aldeias.
Pinho – Como assim?
Manel – Então, Aveiro fica entre Espinho e Coimbra, certo? Com a sede em Aveiro o Director fazia metade do caminho e os funcionários a outra metade.
Pinho – Oh pá, já disse que agora não dá.
Manel – Sendo assim não volto a votar em ti.
Pinho - Olha, se me ameaças quem não vota em ti sou eu. Não vez que tenho tudo controlado!
Manel – Tens tudo controlado? Explica lá essa.
Pinho - Por algum motivo eu sou ministro e tu és apenas um cabeça de lista. Cabecinha, meu caro, cabecinha.
Manel – Mas, se não fosse eu tu não eras ministro. Explica lá qual a solução que encontraste.
Pinho – Muito fácil. Já mandei fazer uma placa, muito jeitosa, a um grande designer da região. Mando colocar a placa lá num edifício e voilá, temos a sede em Aveiro.
Manel – Então e os trabalhadores?
Pinho – Esses, continuam em Coimbra. Eu prometi mudar a sede, não os trabalhadores.
Manel – Não sei se a malta de Aveiro engole essa.
Pinho – É só até às eleições. Depois de ganharmos outra vez, marcha tudo para a Ria. A placa já lá está e os gajos não têm hipóteses.
Manel - Realmente és um génio! Olha lá, onde vais colocar a placa?
Pinho – Estou com dificuldade em arranjar um prédio em condições. Sou capaz de arrendar um apartamento, sempre dá para passar lá uns dias de férias.
Manel – Eu também tenho esse direito.
Pinho – Claro, até o Director pode lá passar uns dias. Isso não importa. A placa é que tem de ser bem bonita.
Manel – És um ministro bem porreiro. Vou voltar a apoiar-te.
Pinho – Eu também gosto muito de ti. Vou votar outra vez em ti. Dá-me jeito um tachito em Lisboa.
Manel – Bora lá. Hoje pago eu a mariscada.
Pinho – Ok, mas quem conduz sou eu.
O ministro Manuel Pinho recuou na sua decisão de mudar a sede da DRE-Centro para Aveiro. Reconhecendo a grave crise económica que o país atravessa, tendo escutado as críticas efectuadas pelos industriais da Região Centro, assim como de todos os utentes e trabalhadores da Direcção Regional, recuou na sua decisão disparatada, mantendo a sede em Coimbra.
Tivemos acesso a uma gravação em que o ministro Pinho discute acaloradamente, em frente a um espelho, com o candidato por Aveiro, Manel.
Revelamos de seguida o teor dessa conversa:
Pinho – Oh Manel, a DRE já não vai para Aveiro.
Manel – Eh pá, tu tinhas prometido.
Pinho – Eu sei. Mas os empresários, os presidentes de câmaras, os trabalhadores e os utentes não se calam. Ainda por cima todos dizem que o país está em crise. Já nem umas voltas de avião posso dar.
Manel – Olha o Candal vai ficar lixado. O Director vai ficar danado. Eu vou ficar fulo.
Pinho – O Candal não é problema, eu dou-lhe a volta. O Director não tem nada que ficar danado, arranjei-lhe um emprego fixe.
Manel – Oh pá, mas ele é de Espinho e eu disse-lhe que íamos para Aveiro. Para ir para o trabalho anda cento e tal Km.
Pinho – Olha lá, isso não é nada, em auto-estrada é um pulinho.
Manel – Isso é para ti que andas a 240. Ele viaja mais devagar. Já nem pareces socialista.
Pinho – Essa não percebi! Sou socialista sim senhor.
Manel – Se fosses socialista dividias o mal pelas aldeias.
Pinho – Como assim?
Manel – Então, Aveiro fica entre Espinho e Coimbra, certo? Com a sede em Aveiro o Director fazia metade do caminho e os funcionários a outra metade.
Pinho – Oh pá, já disse que agora não dá.
Manel – Sendo assim não volto a votar em ti.
Pinho - Olha, se me ameaças quem não vota em ti sou eu. Não vez que tenho tudo controlado!
Manel – Tens tudo controlado? Explica lá essa.
Pinho - Por algum motivo eu sou ministro e tu és apenas um cabeça de lista. Cabecinha, meu caro, cabecinha.
Manel – Mas, se não fosse eu tu não eras ministro. Explica lá qual a solução que encontraste.
Pinho – Muito fácil. Já mandei fazer uma placa, muito jeitosa, a um grande designer da região. Mando colocar a placa lá num edifício e voilá, temos a sede em Aveiro.
Manel – Então e os trabalhadores?
Pinho – Esses, continuam em Coimbra. Eu prometi mudar a sede, não os trabalhadores.
Manel – Não sei se a malta de Aveiro engole essa.
Pinho – É só até às eleições. Depois de ganharmos outra vez, marcha tudo para a Ria. A placa já lá está e os gajos não têm hipóteses.
Manel - Realmente és um génio! Olha lá, onde vais colocar a placa?
Pinho – Estou com dificuldade em arranjar um prédio em condições. Sou capaz de arrendar um apartamento, sempre dá para passar lá uns dias de férias.
Manel – Eu também tenho esse direito.
Pinho – Claro, até o Director pode lá passar uns dias. Isso não importa. A placa é que tem de ser bem bonita.
Manel – És um ministro bem porreiro. Vou voltar a apoiar-te.
Pinho – Eu também gosto muito de ti. Vou votar outra vez em ti. Dá-me jeito um tachito em Lisboa.
Manel – Bora lá. Hoje pago eu a mariscada.
Pinho – Ok, mas quem conduz sou eu.
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