REUNIÃO DA ASSEMBLEIA DISTRITAL
É considerado um "paradoxo" do Governo e o PSD reclama que a situação seja revista, porque não tem “qualquer sustentação”. Em causa está a deslocalização da Direcção Regional de Economia do Centro para Aveiro, uma decisão que o Governo tomou e que não tem, no entender dos social-democratas de Coimbra, “qualquer nexo”.
O tema, que tem sido recorrente nos últimos tempos, foi, na noite de segunda-feira, um dos dossiers em análise na Assembleia Distrital, órgão que reuniu pela primeira vez sob a liderança de Pedro Machado, depois de, no mesmo dia, a Comissão Política Distrital ter analisado o tema com o Sindicato da Função Pública.
Trata-se de um processo que demonstra “uma clara política de irresponsabilidade”, afirma Pedro Machado, que ao dossier de deslocalização da Direcção Regional de Economia (DRE) para Aveiro soma um outro, mais distanciado no tempo, mas que, considera, “ainda não está fechado”, que tem a ver com a deslocalização da estrutura da Direcção Regional de Agricultura para Castelo Branco, apontando para as “consequências graves” daí advenientes, nomeadamente a transferência de trabalhadores.
Particularmente no que se refere à DRE, Pedro Machado aponta para o “paradoxo” existente no facto de a decisão do Conselho de Ministros que estabelece a transferência para Aveiro ter sido tomada no dia 21 de Janeiro, o decreto regulamentar ser datado de 17 de Fevereiro e, de “então para cá não há mais qualquer informação sobre a decisão”. “Ninguém hoje tem qualquer informação, nem da Direcção Geral da Economia, nem do Ministério da Economia”, sobre o assunto, adianta ainda o presidente da Distrital, considerando “este paradoxo” um sinal “claro de irresponsabilidade política,,.
As críticas não se ficam por aqui e Pedro Machado refere ainda que os custos da deslocalização deste serviço para Aveiro, avaliados em meio milhão de euros, poderiam ter um destino mais eficaz, nomeadamente ser aplicados “em valências e laboratórios que o Ministério da Economia tem a funcionar a meio gás”.
Perante este cenário, a Distrital do PSD entende que tem “toda a legitimidade” para “reclamar a anulação da decisão tomada em Conselho de Ministros da transferência da DRE para Aveiro”, pois trata-se de uma decisão política “que não tem qualquer sustentação”, para além de “não representar quaisquer mais-valias”. Pelo contrário, só se perspectiva, no entender de Pedro Machado, à semelhança do que aconteceu com a Direcção Regional de Agricultura, a “transferência e deslocalização de dezenas de trabalhadores”.
A reunião do órgão máximo do PSD foi ainda espaço para fazer um balanço político dos últimos três meses, obviamente tendo como "pano de fundo" o ano de eleições que se vive. Particular atenção para as autárquicas, um processo em que o “PSD está particularmente empenhado”, afirma Pedro Machado, apontando a “vocação natural do PSD como partido do poder local”. Destacando a “união” que se vive no interior do partido, o presidente da Distrital sublinha a “confiança e o espírito ganhador” que se faz sentir. “O PSD está mobilizado e vamos ganhar mais câmaras, mais juntas de freguesia e mais assembleias municipais”, sublinha, confiante. O líder distrital refere ainda “o empenho e a mobilização que existe em torno dos órgãos distritais do partido relativamente à construção de uma alternativa de governação para o país que o PSD quer protagonizar”.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
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