sábado, 28 de março de 2009
Será que só eu tenho cabeça de pinho?
No seu entendimento, "é com surpresa" a que se assiste a esta decisão do Governo, pois a DRE-Centro "está bem onde está", uma opinião corroborada no local pelos presidentes das câmaras de Coimbra (Carlos Encarnação), Penacova (Maurício Marques) e Batalha (António Lucas), bem como pela vereadora da autarquia de Leiria, Neusa Magalhães.
"O que está a acontecer é uma coisa perfeitamente inimaginável. É irracional e impossível de ser explicada", sublinhou, em apoio aos manifestantes, Carlos Encarnação, dizendo ser "o país que perde" com esta transferência, pelos custos que estão associados.
Ontem, na reunião da Câmara de Coimbra, o vereador Marcelo Nuno condenou os cerca de seis mil euros que o Estado deverá pagar por mês para transportar diariamente para Aveiro os funcionários que actualmente trabalham em Coimbra. "Oitenta famílias vão ver a sua vida transtornada", alertou o autarca, logo secundado pelo vereador comunista Gouveia Monteiro, que deixou uma pergunta: "Onde está a crise e a redução da despesa pública?".
Victor Baptista, vereador do PS, classificou de "ilógico que quem tem aqui [em Coimbra] esposas e filhos tenha agora que se deslocar para Aveiro, a não ser que tenha uma compensação". (com este já não sei se ria ou chore)
Também o presidente da Câmara da Batalha aludiu aos contratempos e aos custos que implicam a transferência para Aveiro, frisando haver uma duplicação da quilometragem para os empresários do seu município, e a obrigatoriedade de se deslocarem a Coimbra para obterem o licenciamento ambiental, e a Aveiro para o industrial.
O presidente da Câmara de Penacova afirmou que a DRE "tinha um corpo técnico excelente. As pessoas estavam motivadas. Mas, agora, estão desmotivadas porque não conseguem compreender esta decisão política. É o afastar de Coimbra de todos os serviços. Não se sabe com que intenção, mas não será a de melhorar o funcionamento dos serviços".
"Parece que foi um compromisso eleitoral. É uma decisão perfeitamente absurda", sustentou Mari Antunes, realçando que uma parte do distrito de Aveiro integra já a Direcção Regional de Economia do Norte.
Por outro lado, considera que o "Estado está a dar um mau exemplo" num momento de contenção e de crise, devido aos encargos com a transferência, estimados em 500 mil euros, e também por ser obrigado em Aveiro a arrendar instalações quando em Coimbra ocupa um edifício próprio, edificado há cerca de 15 anos para acolher os serviços.
Marli Antunes acredita que, com a luta dos trabalhadores, será possível impedir esta decisão.
Segundo dados apresentados na concentração, o distrito de Aveiro apenas contribui com 25% para as actividades da Direcção Regional de Economia do Centro, que representa o ministério da Economia e da Inovação com actividade nos domínios da indústria, recursos geológicos, energia, comércio e qualidades.
Coimbra tem sido descapitalizada politicamente
Jaime Soares, líder distrital dos social-democratas, encara com "grande preocupação a saída de Coimbra de serviços desconcentrados do Estado" e lembra que além dos casos já conhecidos (Agricultura para Castelo Branco e Economia para Aveiro), "fala-se ainda na possível saída do IPPAR, da Direcção Regional de Educação, da Delegação de Coimbra da Agência Lusa ou da Delegação Regional do Instituto Português da Juventude".
Uma situação que Jaime Soares classifica de "gravíssima", ao mesmo tempo que acusa Vitor Baptista, líder distrital do PS, de ser "conhecedor das intenções do Governo" e de nada ter feito para o evitar. Soares diz que, em Março, pediu a Baptista uma reunião para analisar esta situação, mas não terá recebido qualquer resposta. "Encaramos o futuro com grande preocupação", acrescenta, prometendo "lutar até ao fim pela defesa daquilo que são os interesses dos cidadãos de Coimbra, do distrito e da região".
A Concelhia do PSD, liderada por Carlos Páscoa, num outro comunicado, refere que "o afã governamental contra Coimbra está mais activo que nunca". A concelhia “laranja” discorda da argumentação do ministro da Economia (Manuel Pinho justificou a mudança com a maior proximidade em relação à actividade empresarial) afirmando que a DR de Economia fica "encostada à sua congénere do Porto" e "implica, isso sim, que os empresários que desenvolvem a sua actividade entre Coimbra e a região de Lisboa ficam mais longe deste serviço público".
Além disso, o PSD diz que o mesmo não se está em passar em cidades como Porto, Lisboa, Évora ou Faro. Logo, acrescentam os social-democratas, "o Governo cismou em atacar Coimbra, querendo retirar-lhe a capacidade institucional de congregar, numa cidade, diferentes serviços públicos e aspirando a, por via disso, apoucar a sua importância regional, nacional e internacional".
Estado está a “servir clientelas”
Encarnação diz que PNPOT, ao não confirmar a centralidade de Coimbra e a Região Centro, não serve o país e acusa o Estado de "servir clientelas".
Executivo quer saber qual é a visão estratégica do Governo para Coimbra e marca reunião extraordinária para discutir o assunto.
Carlos Encarnação disse ontem que o Governo, no âmbito da política de transferência dos serviços centrais, estar a "servir clientelas". "O Estado está a fazer uma coisa que, se não fosse tão ridícula quanto é, seria muito perigosa", afirmou o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, explicando: "se o ministro é de Aveiro, então vai para Aveiro a Direcção Regional de Economia".
"Queria que o Governo ponderasse no que está a fazer", continuou o autarca, concordando com opiniões expressas pela maioria dos vereadores de marcar para muito breve uma reunião extraordinária para que seja "tomada uma atitude" sobre que posição estratégica pretende o Governo que Coimbra tenha no futuro no contexto global do país.
A sessão, que não tem ainda data marcada, terá como ponto de partida a versão final do Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território (PNPOT) publicado no passado dia 4 e alvo de duras críticas, nomeadamente por parte de João Rebelo que comentando o teor do documento, se confessou "frustrado" com a ausência de propostas e de visão para Coimbra que "perpassam da leitura do documento".
"A maior evidência é a omissão, para não dizer quase total ausência de propostas para Coimbra", afirmou o vice-presidente da autarquia, considerando fundamental uma mobilização das forças vivas da cidade no sentido de exigir ao Governo que diga "qual o modelo de desenvolvimento» que pretende para o concelho, tendo em conta o seu posicionamento estratégico a vários níveis.
A política de repartição dos serviços da Administração desconcentrada pode reclamar-se de alguma virtude, distribuindo recursos pelas várias cidades regionais ("dividir o bem pelas aldeias"), o que pode remover um obstáculo à futura regionalização, embora afecte a coordenação transversal dos diversos serviços, bem como o uso comum de meios.Todavia, essa política devia ser consistente, o que não é, pois não se aplica aos próprios serviços da Administração central do Estado, quase todos sediados em Lisboa. Se as direcções regionais dos vários ministérios têm de ser territorialmente repartidas dentro de cada região, por que é que os próprios ministérios e institutos públicos nacionais não são distribuídos por todo o território nacional?
ACTA DA REUNIÃO ORDINÁRIA DA CÂMARA MUNICIPAL DE PENELA
A Assembleia Municipal de Penela, teve conhecimento que em reunião de Conselho de Ministros do passado dia 21 de Janeiro de 2009 foi sufragado a transferência da Sede da Direcção Regional da Economia do Centro (DRE-Centro) de Coimbra para Aveiro.
1 - A centralidade geoestratégica de Coimbra, em relação aos concelhos que constituem a área de intervenção da DRE-Centro, incluindo os concelhos do Pinhal Interior Norte, especificamente o concelho de Penela;
2 - Que Aveiro se situa num extremo dessa mesma área de intervenção e mesmo a poucas dezenas de quilómetros de outra direcção Regional (DRE - Norte);
3 - Que uma transferência da sede da DRE - Centro para Aveiro implicará um agravamento muito substancial para todos os munícipes deste concelho que serão obrigados a deslocações mais longas e onerosas bem como a maior dispêndio de tempo;
4 - Que esta política de disseminação irrazoável de delegações e serviços regionais importa consideráveis perdas de eficiência quando os particulares tenham de recorrer simultaneamente a diferentes serviços e organismos, como por exemplo a CCDRC e a DRE-Centro, para a resolução dos assuntos;
5 - Que, desta forma, se afastam ainda mais os Serviços Públicos dos Cidadãos, com especial destaque para os munícipes deste concelho, acarretando desvantagens económicas, financeiras e sociais para os Concelhos do Distrito de Coimbra;
6 - Que o Distrito de Coimbra tem sido sistematicamente prejudicado e desconsiderado pelo Governo com a transferência de serviços da administração directa e indirecta do Estado para outros Distritos sem qualquer justificação lógica, como aconteceu recentemente com a Região de Turismo do Centro
Em reunião ordinária desta Assembleia Municipal de Penela, realizada no dia 27 de Fevereiro de 2009, decidiu-se:
1 - Manifestar total oposição à eventual transferência da Direcção Regional da Economia do Centro de Coimbra para Aveiro;
2 - Requerer a suspensão imediata da decisão correspondente tomada em Conselho de Ministros do dia 21 de Janeiro de 2009;
3 - Dar conhecimento do conteúdo desta Moção à Câmara Municipal, recomendando que sobre ela tome posição.
4 - Dar conhecimento ainda a todas as Assembleias Municipais e Câmaras Municipais do Distrito de Coimbra, ao Exmo. Sr. Governador Civil do Distrito de Coimbra, ao Senhor Ministro de Economia e da Inovação e aos Senhores Deputados eleitos pelo Distrito de Coimbra, para que possam manifestar sua a posição sobre este assunto.
Tendo a mesma sido aprovada pela Assembleia Municipal propôs que, também o executivo camarário, tomasse posição sobre o assunto ao que a Câmara Municipal aprovou, por unanimidade, comungar da mesma opinião.
Para não esquecer
A Direcção Regional Economia do Centro sai de Coimbra e muda para Aveiro, anunciou ontem o ministro da tutela.
Manuel Pinho justificou a mudança, a acontecer ainda este ano, com a «pujança» empresarial» do distritoA Direcção Regional de Economia do Centro (DRE-Centro) muda este ano para Aveiro, abandonando a cidade de Coimbra, no âmbito da descentralização administrativa, anunciou ontem em Aveiro o ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho.
PSD alerta para satisfação de interesses locais do PS
A reacção surge a propósito da mudança para Aveiro da sede da Direcção Regional do Ministério da Economia.
A estrutura social-democrata, que já tinha repudiado a decisão de transferência do organismo por ela se lhe afigurar injustificada, expressa agora o seu “firme protesto” pela alegada falta de oportunidade subjacente à medida.
“Num tempo em que o tecido produtivo português se mostra tão débil, o curioso ministro Manuel Pinho (ex-cabeça de lista do PS pelo círculo de Aveiro) achou que o importante é mudar, de repente, a sede da Direcção Regional de Economia (DRE)”, assinala, em comunicado, a estrutura partidária dirigida por Manuel de Oliveira.
A estrutura social-democrata lamenta que não interesse ao Governo se a DRE funciona regularmente em Coimbra, em instalações próprias.“A uns meses de eleições, o organismo tem é de ir depressa para Aveiro, tornando-se necessário arrendar instalações e transportar funcionários diariamente”, acrescenta o comunicado.
A CPC do PSD/Coimbra adverte que “tudo isto é suportado pelos contribuintes ao abrigo de um exercício de irracionalidade e de puro desperdício”.
Marinha Grande contra "absurda deslocalização" da DRE do Centro para Aveiro
Marinha Grande contra "absurda deslocalização" da DRE do Centro para Aveiro
A Assembleia Municipal da Marinha Grande reunida no dia 6 de Março, aprovou uma proposta do PSD onde se requerer a suspensão imediata da "absurda deslocalização Direcção Regional da Economia do Centro para Aveiro, uma vez que tal acto irá constituir um factor altamente penalizante para o tecido industrial do distrito de Leiria, e em particular para o do Concelho da Marinha Grande."
Segundo a Assembleia, "tal decisão é no mínimo estranha, quando cerca de 80% das empresas sob a sua jurisdição se localizam a Sul de Coimbra, pelo que tal medida apenas terá como justificação a cedência óbvia a interesses instalados, sendo portanto contrária aos interesses das populações."
A Assembleia Municipal da Marinha Grande apela ainda a todos os cidadãos a adesão à petição online para a suspensão de tal decisão no site http://www.petitiononline.com/DREC/petition.html
quarta-feira, 25 de março de 2009
Download do documento do PCP
http://www.box.net/shared/9cf9vbeb6p
terça-feira, 24 de março de 2009
Verdade ou Ficção?
- Chegou-me aos ouvidos, que o nosso querido “messias”, Victor Baptista, não sabia que os trabalhadores da DRE-Centro também iam para Aveiro, porque se andava a bater ao tachito no Parlamento Europeu e afinal o Vital Moreira deu-lhe com uns ovos-moles na cabeça. Agora está em vias de nem uns pastéis de Tentúgal provar.
- Chegou-me aos ouvidos que, a partir do dia da inauguração da sede em Aveiro, o rio Mondego passará a desaguar na Ria de Aveiro.
- Chegou-me aos ouvidos, que o Sr. Director Regional, anda a pressionar a Secretaria-Geral, para poder ir o mais rapidamente possível provar os ovos-moles em Aveiro.
- Chegou-me aos ouvidos, que o cabeça de lista por Aveiro, já anda a fazer queixinhas do Bloco, por estes não quererem a DRE-Centro em Aveiro. Os restantes camaradas, em resposta, andam a queixar-se que não vão ser eleitos, pelos restantes distritos da Região Centro, devido a esta birrinha do ministro. Onde está a solidariedade. O cabeça de lista por Aveiro, terá reagido: “quero lá saber, desde que eu seja eleito”.
segunda-feira, 23 de março de 2009
A Promessa do Ministro ao Deputado
A deputada Helena Pinto pediu explicações ao ministro da Economia sobre a transferência da Direcção Regional de Economia do Centro para Aveiro, abandonando as actuais instalações em Coimbra. Helena Pinto pediu apenas duas razões que justifiquem a mudança e quais os custos previstos para esta operação. O ministro Manuel Pinho não respondeu à questão, preferindo dizer que se voltar a ser candidato do PS por Aveiro nas próximas legislativas, dirá que o Bloco não quer a DRE em Aveiro.
Helena Pinto insistiu em querer saber quanto vão custar as novas instalações, manifestando-se surpresa por o ministro não ter feito um estudo de custo/benefício. "O sr. tomou uma decisão irracional e despesista em tempo de crise e não tem como a justificar aqui na Assembleia".
Na resposta, Manuel Pinho volta a fugir à questão, dizendo que o mundo atravessa uma grave crise e que o Bloco só se preocupa com a mudança da DRE de Coimbra para Aveiro.
Como já todos sabíamos, o ministro não tem argumentos e veio confirmar, que esta possível deslocação da sede para Aveiro, se trata de uma promessa do ministro da Economia ao candidato por Aveiro, Manuel Pinho.
AO BUFO(A), BISBILHOTEIRO(A), COSCUVILHEIRO(A) QUE ANDA A LEVAR A MENSAGEM AO POLEIRO
de bufar
s. m.,
acção de bufar.
do Lat. bubone
pop.,
homem avarento ou misantropo;
polícia secreta;
delator.
do It. buffo
A COSCUVILHICE é uma doença da alma que se difundiu na generalidade dos países latinos, principalmente nas vilas e aldeias de províncias e entre pessoas mais atrasadas. Portanto é uma doença social. Tanto assim é, que existem registos escritos por psiquiatras sobre esta temática.
Até aqueles, que pensam estar imunes a esta doença, podem transportar consigo o vírus.
Por exemplo, quando a pessoa acha que não é "mexeriqueira" porque nunca fala de alguém... mas ouve!!! Ouve e acredita. Ouve com uma certa curiosidade mórbida. Dá ouvidos e, portanto, estimula o outro "mexeriqueiro".
Também sei que os boatos e mexericos nem sempre são lançados pelos nossos inimigos. Até pelo contrário, quem também contribui para isso podem ser os ditos "nossos amigos". Pessoas, muitas vezes, bem-intencionadas, porém, mal-educadas, mal informadas ou mal formadas.
Portanto, boateiros, mexeriqueiros, bisbilhoteiros, coscuvilheiros fixem isto: a INTIMIDAÇÃO contra mim não funciona. Porém, se o bater da língua nos dentes vos proporcionar mais prazer e um intenso orgasmo... continuem a chafurdar no pântano da vossa maledicência.
FOI FÁCIL APANHAR ESTE BUFO(A) EM FALSO. CHEGAR AO BUFO(A) FOI MAIS SIMPLES DO QUE TIRAR O CHUPA-CHUPA A UMA CRIANÇA (Perdoem-me as criancinhas).
NA VERDADE QUEM NÃO TEM ANDAMENTO, PARA CALDEIRADAS DEVIA-SE REDUZIR AO SEU ESPAÇO.
BASTOU LANÇAR O ISCO, BEM APALADADO, PARA O DITO BUFO(A), O IR ENTREGAR A QUEM O ANDA A ALICIAR.
Entendo toda esta trama miserável, esta pressão, esta perseguição… entendo-a como uma homenagem à minha pessoa, pois acabam de declarar, publicamente, que me receiam e acabam de avalizar a minha intervenção de cidadania… de homem livre.
Uma coisa é certa, não é assim que me vão fazer calar e nunca, mesmo nunca, conseguirão… que eu deixe de pensar.
"Cada homem tem em si um continente de carácter por descobrir. Feliz aquele que age como Colombo na sua própria alma."A terra é o provável paraíso perdido." Frederico Garcia Lorca
quinta-feira, 19 de março de 2009
DIÁRIO AS BEIRAS
Funcionários entregaram petição na assembleia e ministério
Trabalhadores da Direcção Regional de Economia do Centro deslocaram-se ontem a Lisboa para apresentar uma petição e exigir ao Governo explicações sobre a transferência para Aveiro.
A indignação dos trabalhadores da Direcção Regional de Economia do Centro, face à decisão tomada em Janeiro, em Conselho de Ministros, da transferência da sede de Coimbra para Aveiro, motivou ontem mais uma greve. Para mostrarem o seu protesto, os cerca de 70 funcionários viajaram logo cedo até Lisboa com o objectivo de pedir explicações ao Governo sobre a actual situação da direcção e, ao mesmo tempo, fazer a entrega de uma petição, disse ao DIÁRIO AS BEIRAS Armando Agria, funcionário da direcção regional.
Durante o período da manhã, foram recebidos "não pelo presidente da Assembleia da República, mas por alguém em sua representação". "Entregou-se a petição, com 8.627 assinaturas, que deu entrada nos serviços, indo ser agora agendada", acrescentou o engenheiro. Entretanto, os funcionários foram recebidos pela comissão Parlamentar do Trabalho e Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português, que "ficaram sensibilizados com a situação", adiantou Armando Agria.
Em declarações à Agência Lusa, Marli Antunes, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro, disse ontem, durante a manhã, que esta decisão é "um absurdo". Com o Governo a falar na necessidade de contenção, dá "o mau exemplo com esta transferência, a qual irá custar no míninio 500 mil euros.
Cerca das 15H00, a delegação de trabalhadores deslocou-se ao Ministério de Economia e Inovação, para ser recebida por Ana Costa Dias, em representação de Teresa Moreira, chefe de Gabinete do ministro. "Foi entregue a petição", novamente, "e limitaram-se a ouvir a apresentação", acrescentou este responsável. Armando Agria acredita que, para além da greve, a entrega da petição e o número de assinaturas que dela consta podem ser importantes para um recuo do Governo na decisão tomada em Janeiro último. "Foi tomada sem uma noção pormenorizada da situação desenvolvida. Acreditamos que tenha sido concretizada sem conhecimento de todos os dados. Por isso, consideramos que, depois de serem analisados, só pode dar em revogação, já que em causa estão os interesses dos utentes da direcção regional.
De acordo com a petição, a mudança para Aveiro implicará o "arrendamento de novas instalações por cerca de 15 mil euros mês, ou a recuperação de um edifício com mais de 40 anos, com encargos estimados na ordem dos 500 mil euros".
Armando Agria referiu ainda que está confiante no "bom-senso do ministro da Economia e na equipa que o acompanha", uma vez que depois de se inteirarem da situação e "analisarem todos os dados transmitidos", nomeadamente a "moção acordada em Coimbra, na assembleia municipal, a decisão mudará".
Moção do PS de Coimbra
http://www.box.net/shared/y4amdi4qmg
quarta-feira, 18 de março de 2009
A Viagem dos Trabalhadorix a Lisboix
A Viagem dos Trabalhadorix a Lisboix e a desilusão dos habitantes de Poleirix
No dia 18 de Março do ano 2009, depois de Jesus Cristo, toda a DRE-Centro, deslocou-se a Lisboix para reivindicar a sua posição relativamente a Aveirix.
Toda não, alguns habitantes da nossa conhecida Aldeia do Poleirix, sacrificaram a sua posição, em defesa do Imperium Qualidadium e juntamente com o Chefe supremo Justinix ficaram a defender as hostes de Coimbrix.
Alguns habitantes do Ministerix, com acampamento em Lisboix, impressionados com a mobilização dos trabalhadorix, resolveram convocar as tropas dos policix para intimidar estes pobres trabalhadorix.
A luta, aparentemente controlada pelos ditos Minesterix, sofre no entanto um grande contratemporix. Os policix, apesar de cumprirem ordemrix dos ditos democratix, do ministerix, associam-se à luta dos bárbaros trabalhadorix.
Para piorar esta situação, o bárbaro Adéritoix, um humilde habitante da Horta Secoix, resolve disponibilizar a sua poção mágica, aos bárbaros dos trabalhadorix. Camões resolve tapar o outro olho e a confusão esperada no Ministerix transforma-se numa verdadeira feztix.
Os trabalhadorix comportaram-se como verdadeiros cavalheirix e o caos pretendido por alguns transformou-se num verdadeiro calvarioix.
Coimbrix soube dignificar a sua cidadix e quem pretendia um verdadeiro apocalipse teve que se resumir à sua insignificantix.
Foi uma epopeia de lutix, em absoluta ordemix, civismoix e com o total respeito pelos habitantes de Lisboix.
Tudo correu bem? Não. A suspeita surgiu, no regresso no autocarroix, devido ao mistério das rosas vermelhas. Alguns bárbaros, esquecendo-se da poção mágica de Adéritoix, resolveram experimentar alguns dos prazeres disponibilizados pelos habitantes de Lisboix. Verdade, ou mentira, ninguém conseguiu descortinar.
Uma coisa é certa, numa próxima viagem a Lisbonix, terão que desvendar esse pequeno misterix.
Esta pequena viagem a Lisboix foi um verdadeiro sucesso, em que as tropas vieram ainda mais unidix, ao contrário que alguns dos habitantes de Poleirix, pretendiam implementar.
Obrigados habitantes do Poleirix, em vez de dividir para reinar, conseguiram unificar. Ainda por cima, com a preciosa ajuda do caldeirão mágico de Adéritoix, até os do Ministerix, tiveram que se vergar à boa disposição e civismo destes irredutíveis trabalhadorix.
A luta, pelo que consta, não irá parar. A única coisa que posso dizer é que a poção mágica de Adéritoix , vou ter que voltar a provar. Espero poder convidá-lo a visitar Coimbrix quando esta luta dos trabalhadorix triunfar.
Viva Coimbrix, viva Lisboix (apesar do mistério das rosas vermelhas, que até o Grande Camões, o olho teve que tapar) e finalmente viva a Aldeia do Poleirix, que a nossa luta soube dignificar.
Uma coisa é certa, ainda não foi desta que o céu caiu em cima dos trabalhadorix.
terça-feira, 17 de março de 2009
Diário de Coimbra
SENHOR DIRECTOR, Têm sido publicados no DC ao longo destes dias vários textos de pessoas e entidades que comentam e criticam a deslocalização da Direcção Regional do Centro do Ministério da Economia, que, saindo de Coimbra, vai para a cidade de Aveiro.
Ainda não li nenhuma opinião a favor e pior, não ouvi de qualquer governante ou entidade uma única razão válida, pelo menos, que sustente aquela decisão.
Mas nesta onda de deslocalizações, penso que temos ainda coisas a mais em Coimbra, e até sugiro que a Torre da Universidade, que prejudica a navegação aérea, ficaria bem na minha aldeia, que a própria Universidade ficaria bem na aldeia do meu vizinho do lado sul, onde iria criar muitos postos de trabalho, que os HUC deveriam ser transferidos para a aldeia do meu vizinho da frente, onde iria criar um pólo de saúde, que o Portugal dos Pequenitos, com a idade que tem, deveria ser deslocalizado para o Portugal dos Grandes, que a Estação Nova, que já não é tão nova como isso, deveria ser considerada Velha e demolida, que poderíamos emprestar o Mondego a uma aldeia de um outro vizinho que já vai em vários anos de seca, que a Orquestra Clássica do Centro saia do Pavilhão de Portugal e vá para o seu lugar que é o centro, que... (aceitam-se sugestões) vá para ..., que todos os maus sejam transferidos para outro local (talvez o inferno).
Ora, Coimbra, que já foi apelidada de capital da ciência, da cultura, da saúde, do conhecimento, da saudade e de várias outras coisas, iria, assim, finalmente, transformar-se numa cidade (ou talvez aldeia) despoluída, livre dos produtos tóxicos de cultura, de saúde, do saber, de pequenos, de velhos e dos maus. Mas se aquelas minhas sugestões não forem aceites, poderão todos estes produtos tóxicos deslocalizados para um qualquer offshore. Aí ficarão seguros.
E se esta situação não fosse muito séria, até podíamo levar isto brincando um pouco para nos distrairmos e esquecermos o que por aí vai. Coimbra que é capital de distrito, e que até já foi capital do país, vai ou está a tornar-se na Capital do Nada. É isso que querem para Coimbra?
ANTÓNIO MANUEL S. ALMEIDA
COIMBRA
O novo Messias da cidade de Coimbra

Perante isto, penso sinceramente, que para além de tentar fazer de todos nós parvos quer transformar-nos também em cegos. Olhe, um conselho amigo: como sei que é um apaixonado pelo fado de Coimbra, porque não canta o velhinho, mas sempre actual, “Coimbra tem mais encanto na hora da despedida” e vai antes comer uns ovos-moles para a região que tanto elogia.
segunda-feira, 16 de março de 2009
Diário As Beiras - Moção
TODOS OS DEPUTADOS da Assembleia Municipal de Coimbra aprovaram esta quarta-feira duas moções, apresentadas pelas bancadas socialista e da coligação "Por Coimbra", para contestar a saída da Direcção Regional de Economia (DRE) do Centro de Coimbra para Aveiro. Apesar de ainda ter sido falada a possibilidade das duas moções se fundirem, já que apresentam aspectos mais ou menos comuns, acabaram por ser votadas de forma autónoma. Em ambos os casos, a unanimidade foi a palavra correcta.
Segundo a bancada socialista, cujo líder Reis Marques leu o documento, a transferência vai obrigar "os munícipes da esmagadora maioria dos concelhos abrangidos pela área de intervenção da DRE-Centro, já que serão obrigados a deslocações mais longas e onerosas, bem como a maior dispêndio de tempo". A falta de "uma justificação lógica que sustente esta decisão", o facto do maior número de processos entrados para análise terem sido do distrito de Coimbra e a existência de "menos de metade" das pedreiras para serem licenciadas em Aveiro do que em Coimbra ou Leiria foram as razões apontadas para que fosse manifestada a discordância com a deslocalização da sede para Aveiro. Como tal, foi aprovada a solicitação por parte dos deputados para a "suspensão imediata da decisão tomada em Conselho de Ministros do dia 21 de janeiro de 2009", bem como o apelo para a subscrição e divulgação da petição on-line pela permanência da DRE-Centro em Coimbra.
Do lado da coligação "Por Coimbra", o ponto de vista usado foi a deslocalização de serviços por parte "do actual Governo Socialista", a qual está a ser feita "à revelia e sem a participação da Câmara Municipal de Coimbra e demais autarquias locais da região". Aliás, os deputados municipais do PSD, CDS-PP e PPM entendem que esta decisão é de uma "autêntica irracionalidade política, incompatível por natureza com um verdadeiro e credível plano integrado de desenvolvimento estratégico e ordenamento sustentado do território nacional". Para além da suspensão do processo, os deputados da coligação exigem à Administração Central "que assuma a obrigação de dar publicamente a conhecer quais os objectivos estratégicos e funções centrais que se reservam para Coimbra, nomeadamente quais os serviços e actividades que serão deslocalizados de Lisboa para Coimbra".
A.A.
Com amigos destes quem precisa de inimigos
Victor Baptista
Na opinião pública há a convicção de que Coimbra tem nos últimos tempos perdido espaço de influência no país e na região em que se insere. A tentação é imediatamente responsabilizar os políticos, os mais "cegos" responsabilizam os actuais, é o mais fácil. Somos, evidentemente, todos responsáveis, mas uns sê-lo-ão mais do que outros. A projecção de Coimbra, em outro tempo, enquanto cidade e distrito esteve em muito associada à sua Universidade, mas também as indústrias cerâmica, têxtil, da metalomecânica, do cimento, dos bens alimentares e do equipamento foram motores que sustentaram a influência desse tempo. Hoje, infelizmente, não há uma indústria forte em Coimbra e as grandes superfícies mataram um comércio tradicional pujante que, obviamente, também tínhamos. A Universidade sempre se fechou (muito tarde abriu-se, ainda assim pouco...) e não compreendeu os novos tempos. Bem perto de nós, olhem a de Aveiro, o seu crescimento e a sua capacidade de influência na região. Por lá tudo é mais fácil, até os doutoramentos são mais rápidos, enquanto em Coimbra tudo é muito dificil. Conheço muito boa gente, muito competente, que anda décadas para o conseguir e outros ainda o não conseguiram. Há faculdades em que o doutoramento até parece que tem mais uma exigência: a " casta", tal é a relação familiar na órbita das cátedras.
Alguns teóricos, arautos da cidade de serviços, ajudaram a "matai" mais rápido ainda a indústria que tínhamos, sem que houvesse uma indústria de tecnologia capaz de amortecer o impacto e de absorver no mercado de trabalho os recursos humanos que entretanto fomos formando. Estes debandaram para outros espaços na procura de emprego.
Uma comparação: olhem para os recursos humanos formados em Aveiro e para a força económica do distrito, com uma indústria forte em oliveira de Azeméis, Águeda, S. João da Madeira, Feira e Vale de Cambra. Que excelentes autarcas estes concelhos têm tido!
Perante as evidências, Coimbra procura um " messias" em vez de ver a realidade nua e crua. Lá vamos fulanizando, entretemo-nos com o cidadão A ou B, que logo que se senta em llsboa se esquece de nós, em vez de assumirmos uma verdadeira estratégia de desenvolvimento territorial, e quando alguém a tem, ou pensa que a tem, olham de lado, com desconfiança.
Acusam-se os governos, ao ponto de contabilizarmos os seus membros e se os temos ou não de Coimbra. Em política ninguém dá nada a ninguém. É necessária uma estratégia e sobretudo é necessário que Coimbra verdadeiramente cresça, porque por agora só tem crescido na construção e sem qualidade.
Nesta realidade nua e crua, o distrito de Coimbra já elegeu 11 deputados, por diminuição da população residente passou para 10 e agora vai, segundo a comunicação social, passar a eleger nove, enquanto o distrito de Aveiro elegeu 15 e vai passar a eleger 16. Que diferença! A conclusão é óbvia: formamos recursos humanos mas têm de ir viver para outras bandas. A verdade é que Aveiro cresce e Coimbra é o que se vê. Depois ainda lamentamos a saída da Direcção Regional de Economia para Aveiro. Ter-se conseguido que algumas novas tenham vindo para Coimbra não foi nada fácil. Se procurarem culpados é melhor, antes, todos fazermos um exame introspectivo.
Comentário: Sr. Victor Baptista, qual foi até agora o seu contributo para inverter essas situações. O Sr. parece viver noutra cidade, ou por outra, num outro planeta. Já que elogia tanto a cidade de Aveiro porque não faz o favor e vai viver para lá. Como diz que Aveiro vai eleger ainda mais deputados é uma boa oportunidade, prestando um grande serviço a Coimbra, ser candidato por Aveiro. Tenha vergonha na cara e nunca mais apareça a enganar os habitantes de Coimbra. Com amigos como o Sr. quem é que precisa de inimigos. Já agora, o que faz na Assembleia da República? Quer-me parecer que não está lá a defender os interesses de Coimbra mas sim um outro tacho qualquer.
Tá quase...
Só trabalhando em equipa...
sexta-feira, 13 de março de 2009
Fomentar o investimento em Aveiro!
O Sr. ministro da Economia, Manuel Pinho, que foi para a China apregoar que podem vir para cá fazer negócio porque os nossos salários baixos tornam o País mais competitivo, dando sequência a essa afirmação, faz deslocar a DRE-Centro para Aveiro, uma vez que, os salários dos trabalhadores vão ser consideravelmente reduzidos, tornando essa região muito mais competitiva.Diário de Coimbra
O grupo do Partido Socialista na Assembleia Municipal e o grupo municipal "PorCoimbra", da coligação PSD/CDS-PP/PPM, apresentaram ontem moções solicitando a suspensão imediata do processo de deslocalizaçãoda Direcção Regional de Economia (DRE) do Centro para Aveiro, que foram aprovadas por unanimidade.
A moção lida por Reis Marques manifesta uma “total oposição á eventual deslocalização” e solicita a suspensão da decisão tomada em Conselho de Ministros, a 21de Janeiro passado, dando conhecimento da posição ao Presidente da República, ao primeiro-ministro, aos titulares das pastas das Finanças e Administração Pública e da Economia e aos deputados da República, entre outros responsáveis.
“Não é nem pode ser apresentada qualquer justificação lógica que sustente esta decisão, pela simples razão que não existe”, refere a moção do grupo do PS, elencando um conjunto de razões para os serviços permanecerem em Coimbra, corno sejam as “des1ocações mais longas e onerosas” para as munícipes, “as vantagens financeiras e económicas para a região” ou mesmo “o dispêndio de avultadas verbas do Estado, sem contrapartida em melhoria e qualidade do serviça prestado”.
Reiterando posições já assumidas pela Câmara Municipal, a coligação maioritária exige à Administração Central que dê a conhecer “os objectivos estratégicos e funções centrais que se reservam para Coimbra, nomeadamente quais os serviços e actividades que serão deslocalizados de Lisboa para esta cidade”.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Poema de Miguel Torga
De seguro,
Posso apenas dizer que havia um muro
e que foi contra ele que arremeti
A vida inteira.
Não, nunca o contornei.
Nunca tentei
Ultrapassá-lo de qualquer maneira.
A honra era lutar
Sem esperança de vencer.
e lutei ferozmente noite e dia,
Apesar de saber
Que quanto mais lutava ,mais perdia
E mais funda sentia
A dor de me perder....
Proposta de um abaixo-assinado
Após a recepção de centenas de emails, assim como, várias chamadas telefónicas quetionando, qual a posição do Exmo. Sr. Director da Direcção Regional da Economia do Centro, Dr. Justino Pinto, relativamente a esta matéria, a única resposta possível foi a de total desconhecimento.
Sendo assim, vínhamos propor, a todos os funcionários da DRE-Centro, se concordam, ou não, em realizar um abaixo-assinado solicitando uma tomada de posição, do Sr. Director Regional, relativamente à deslocalização da sede para Aveiro.
Exmo. Sr. Director da Direcção Regional da Economia do Centro, concorda com a deslocalização da sede para Aveiro? Sim ou Não.
Tendo sido possível recolher algumas milhares de assinaturas, assim como o apoio, a solidariedade, a revolta, a total incompreensão por esta medida, de todo o tipo de pessoas, é realmente intrigante o líder máximo desta casa ter-se sempre recusado a tomar uma posição relativamente a esta matéria, que interessa a toda a Região Centro e não apenas a algum lobby de Aveiro.
O Poder e o Artigo 22
quarta-feira, 11 de março de 2009
Diário de Coimbra
A bancada do PSD na Assembleia Municipal de Arganil está preocupada com a transferência da sede da Direcção Regional de Economia do Centro de Coimbra para Aveiro. Nesse sentido, os social-democratas apresentaram uma moção onde manifestam esse descontentamento e que pretendem fazer chegar ao governador civil do distrito de Coimbra, ao ministro da Economia e Inovação, ao ministro das Finanças e ao primeiro-ministro.
O documento, que foi aprovado por maioria, com quatro votos contra e duas abstenções, provenientes da bancada socilista, começa por analisar o factor "custo" da deslocalização. “Actualmente a DRE Centro, dispõe de instalações próprias a custo zero, o que não irá suceder em Aveiro, onde se perspectiva ou o arrendamento de novas instalações por cerca de 15 mil euros/mês, ou a recuperação de um edifício com mais de 40 anos, com encargos estimados na ordem dos 500.00o euros”.
A moção considera ainda que “é irrefutável o posicionamento geoestratégico que Coimbra assume na Região Centro”, considerando, em contrapartida, que “Aveiro é um distrito periférico, em que nem todos os concelhos pertencem à área de actuação desta DRE”.
Segundo os deputados social-democratas, esta mudança irá ter um impacto muito negativo para a grande maioria dos utentes da Direcção Regional de Economia, pois irá “em muitos processos, obrigá-los a deslocarem-se simultaneamente a Coimbra ou a Aveiro, afim de obterem licenciamentos de um mesmo estabelecimento - Aveiro; DRE e Coimbra, CCDRC - com todo o prejuízo que daí advém”.
Por outro lado, acrescenta ser “inegável que esta decisão acarretará avultados encargos para o erário público, especialmente relevantes no contexto da crise económica”, já para não falar, sublinham, “do facto de 70 trabalhadores verem reduzidos os seus salários e orçamentos familiares e ainda terem um maior desgaste físico e psicológico que não deixará de afectar o seu desempenho profissional, bem como o seu agregado familiar”. Por todas estas razões, a moção considera que “é legitimo concluir que não há objectividade e lógica funcional na descentralização da DREC para Aveiro, nem mais-valia para os utentes”, uma vez que “a centralidade de Coimbra em relação aos concelhos que a DREC serve é francamente mais favorável que Aveiro”.
Comentário de um Ideiafix2
ideiafix disse...
Ao BÁRBARO - soldadIX fardadIXO homem que apregoa ser HOMEM afinal gosta de brincarIX e tem jeitIX para a banda desenhada, mesmo plagiando.Ainda por cima brinca com coisas sérias, MUITO SÉRIAS e que não lhe dizem respeitIX.Tem direito à sua livre opiniãoIX, sim senhor (viva a LIBERDADE/DEMOCRACIA), mas neste caso deveria contribuir para a UNIÃO e não para o contrário.Para desunirIX, já bastava o que havia. Não há necessidade de mais opinitatIX.LIBERDADE não é isso que apregoa.GREVE é um direito adquirido para se usar quando se quiser, por quem quiser, e, se achar que deve usar, usá-lo. Não é obrigatório.O seu local de trabalho é na DRE-Centro mas, e, se por acaso fosse em certa(s) empresa(s) que conheço, tenho a certeza que o patrão já lhe tinha posto uns patins (ou talvez dar-lhe asas–tipo REDBULL),mas como é na função pública e toda a gente gosta de malhar(?) nos funcionários públicos, você não escapa à regra (destabilizar e provocar) - é dar neles vilanagem que estão fracos e carentes. Aqui tudo é permitido. Até a pulga tem catarro. Ajude a manter os nossos locais de trabalho e assim poderá, talvez, estar a contribuir também para manter o seu.Pois é, meta-se a escrever e a falar assim dos colegas e hierarquias da sua empresa e não se admire de ficar mesmo ISOLADix e talvez sem FARDAix.Não deveria esquecer que têm sido estes os que lhe têm dado o pão.Talvez um dia seja desterrado para um "tarrafal" e depois se lembrIX de não ter apoiadIX aqueles que contribuíram para que não passasse fome.Só fala assim quem está de barriga cheia e ainda por cima é mal agradecido.Ganhe juízo e mantenha-se na sua guarita como já alguém o recomendou.Ponha-se no seu lugar e não se arme em heróIX mesmo com letra pequena porque não merece mais.Realmente não diga mais disparates.Ajudas dessas NÂO PRECISAMOS, obrigadIX
Comentário a este ideiafix: é um ideiafix muito cobardix. Surripiou a identidade de um outro ideiafix e perante este tipo de comentário parece-me uma pessoa dementix. Quanto ao apelidado BÁRBARO - soldadIX fardadIXO, tem a hombridade de assinar com o seu nome, de tomar as suas posições, dando a cara e acima de tudo não parece necessitar das suas esmolas para sobreviver. Quando diz "Ajude a manter os nossos locais de trabalho e assim poderá, talvez, estar a contribuir também para manter o seu" é uma das formas mais nojentas de tentar chantagear alguém. A simples referência ao "tarrafal" demonstra bem o tipo de pessoa que este ideiafix é, alguém frustrado e algo saudosista do passado em que possivelmente adoraria enviar todos os BÁRBAROS para o dito campo de reeducação. Mas deixe-me que lhe diga uma coisa ideiafix, felizmente existe liberdade para poder continuar a insultar quem bem lhe apetece; no tempo do tarrafal tal direito não lhe era concedido... sim eu sei, possivelmente este ideiafix seria um dos soldados da pidix.
Assinado: Um BÁRBARO que não é soldadIX fardadIXO
terça-feira, 10 de março de 2009
AVISO-PRÉVIO DE GREVE
Primeiro Ministro
Ministro do Estado e das Finanças
Secretário de Estado da Administração Pública
Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social
Ministro da Economia e da Inovação
Secretário Geral do Ministério da Economia
Director Regional da Direcção Regional de Economia do Centro
AVISO-PRÉVIO DE GREVE
Comunica-se ao Senhor Primeiro Ministro, Ministro do Estado, das Finanças e da Administração Pública, Secretário de Estado da Administração Pública, Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Ministro da Economia e da Inovação, Secretário Geral do Ministério da Economia e da Inovação, Director Regional da Direcção Regional de Economia do Centro, que para os efeitos previstos nos artigos 392°, 393°, 394°, 395°, 396°, 397° e 398°, da Lei n.° 59/2008, de 11 de Setembro, que os trabalhadores da Direcção Regional da Economia do Centro, irão exercer o direito à greve no dia 18 de Março de 2009, entre as 9:00 e as 17:30 horas, por forma a tornar possível a participação nas Concentrações junto à Assembleia da República e junto ao ministério da Economia e da Inovação, convocadas pelo Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro tendo por objectivo protestarem contra a alteração da localização geográfica da Sede da referida Direcção Regional, com os consequentes prejuízos que daí advém para os trabalhadores.
Este Aviso-Prévio é também extensivo aos trabalhadores reafectos por tempo por tempo indeterminado à Secretaria Geral do Ministério da Economia e Inovação, que se encontram a exercer funções na Direcção Regional de Economia do Centro.
Mais se comunica que, relativamente à segurança e manutenção de instalações, estas serão asseguradas nos mesmos moldes em que o são nos períodos de interrupção ou de encerramento.
Só sei dizer disparates!
Não que não haja assunto. A participação dos outros é que é pouca, e isso acaba por desmotivar.
Depois há aqueles que criticam por criticar. Está-lhes no sangue. Mas não fazem uma critica aberta, não, não concordam e pronto.
Não criticam no espaço criado para poderem fazer essa critica… fazem-no nos corredores, por portas travessas, com um único objectivo: destabilizar.
O mais fácil é encontrar coisas com as quais não concordamos.
O problema, ultimamente é que eu estou contra mim!
Não sou nada a favor de conflitos... e tendo em conta que quando estou de cabeça quente digo ou escrevo disparates, optei por rever alguns posts deste blog.
Vou tentar evitar dizer mais disparates, afinal eu até quero que isto vá para Aveiro… mas eu não, eu quero cá ficar.
Podem ir todos, desde que eu fique por cá…então está tudo bem. Bolas, lá estou eu a dizer disparates.
Tenho que me controlar senão ainda vou gerar mais conflitos.
Há todo o tipo de conflitos.
Um viciado com o seu vício, um grupo de pessoas com interesses incompatíveis.
Um tipo descontente com uma instituição.
Uma instituição descontente com um tipo.
Um colega a tentar meter-nos numa intriga com outro...Por acaso ainda detesto mais intriguistas...
Sim, eu sou contra todo e qualquer tipo de traição.
Desde o político que trai quem o elege, ao amigo a quem confidenciámos alguma coisa.Aliás, a melhor forma de sabermos se podemos confiar em alguém é confidenciando alguma coisa. Se passado algum tempo, a quantidade de pessoas que sabe cresceu consideravelmente, ficamos a saber, se podemos ou não confiar numa pessoa, e até que ponto podemos confiar.
Mas o grande segredo, está nos detalhes... contar algo que toda a gente sabe, mas, com um detalhe, que ninguém sabia e que sabemos que só contámos a uma pessoa.
A confiança não é uma coisa que se dá, é uma coisa que se ganha...
E que se perde.
Depois existem os outros, que contam algo, qual segredo de estado, com o único propósito de ser divulgado. Eh pá, não digas nada a ninguém, mas eu sei que isto vai acontecer… a coisa espalha-se e num ápice todo o mundo sabe. A mentira, de repente, torna-se em verdade. Qual verdade? A verdade. Mas qual verdade? A verdade da mentira.
Há já algum tempo que estava para deixar de escrever nada neste blog, mas agora já não me apetece. Sabem porquê? Porque o blog está a incomodar alguém. Se chateia alguém, é bom sinal… é sinal que ainda alguém perde tempo a ler estes disparates. E só lê os disparates quem quer, não é obrigado. Como tal, vou tentar não voltar a dizer disparates.
Bolas, vou só dizer mais um disparate, a este não consigo resistir: A DRE-Centro vai para Aveiro.
É desta que sou trucidado.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Greve - 18 de Março de 2009
Quarta-feira, dia 18 de Março de 2009
Dia 18 de Março, será mais um dia de luta, de todos os trabalhadores da DRE-Centro, no qual se irá realizar uma deslocação a Lisboa, para entrega das assinaturas recolhidas, na Assembleia da República e a todos os grupos parlamentares, contra a possível deslocação da sede da DRE-Centro para Aveiro.
O apoio, a união e a solidariedade de todos é fundamental.
Sabendo da dificuldade de alguns trabalhadores em se poderem deslocar a Lisboa, quer por motivos familiares, quer por acções de formação em que têm que participar, quer por problemas físicos, existe algo que só depende da sua vontade pessoal: o direito de poder fazer greve nesse dia, ou seja, poderão não poder deslocar-se a Lisboa mas nada os impede de participar na nossa jornada de luta.
Câmara Municipal de Miranda do Corvo
A Câmara Municipal de Miranda do Corvo, por unanimidade dos seus membros, repudiou a decisão do Governo de mudar a sede de serviços da Direcção Regional da Economia do Centro de Coimbra para Aveiro.
A Câmara Municipal de Miranda do Corvo não pode deixar de criticar esta decisão uma vez que não existem quaisquer fundamentos para a mudança anunciada.
Trata-se de uma decisão perfeitamente inimaginável e irracional pelos custos que irá envolver. Numa altura de crise o Ministério da Economia decide gastar dinheiro na deslocação de um serviço, sem qualquer razão válida.
Não existe qualquer lógica e não é compreensível que se venham a gastar cerca de 6.000 euros mensais a transportar os funcionários da Direcção de Coimbra para Aveiro já para não falar nos transtornos que a deslocação causará aos cerca de 80 funcionários.
Salienta-se também o facto de Direcção dispor de um edifício próprio em Coimbra, construído para o efeito e de em Aveiro ser necessário arrendar instalações que, obviamente trarão novos custos.
Estamos perante mais um ataque a Coimbra enquanto capital da Região Centro que não podemos tolerar e perante a destruição de um serviço público que tem que ser evitada.
A Presidente da Câmara Municipal e todos os Vereadores manifestam assim a sua discordância com esta decisão e solicita ao Governo que volte atrás e mantenha a Direcção Regional da Economia do Centro em Coimbra.
domingo, 8 de março de 2009
Carta Aberta ao Senhor Ministro da Economia
Dr. Manuel Pinho
Tendo conhecimento, através dos jornais, das dificuldades que o seu Ministério tem para liquidar a divida do avião Falcon por V.Exa. utilizado (sim, eu sei que é um amante da velocidade); sabendo que estamos numa altura de contenção, em que todos temos que apertar o cinto; sabendo da grave crise económica que o país atravessa; sabendo que vão ser necessários, pelo menos, 500.000 euros para a reconstrução da nova sede da DRE-Norte/Sul em Aveiro, venho por este meio propor uma possível solução para tão delicado problema:
Problema: Como liquidar a dívida do aluguer do Falcon?
Dados do problema: 500.000 € para reconstrução da DRE-Norte/Sul
Duas facturas de 43 mil euros por liquidar
Resolução do problema: 500.000 – 43.000 = 457.000
Solução: Resolvia o problema da dívida com o Falcon e ainda sobravam 457.000€ para futuras passeatas.
Os trabalhadores da DRE-Centro ficavam-lhe eternamente agradecidos, uma vez que, evitava também a destruição de um serviço de qualidade, assim como, a destruição das respectivas estruturas familiares que esta sua medida vai provocar.
Poupava alguns milhares de euros aos contribuintes se este seu capricho, liquidar uma dívida que tem com o PS de Aveiro, não fosse levado avante.
Poupava milhares de euros a todos os utentes desta Direcção Regional, uma vez que vão ter que desdobrar-se entre deslocações a Coimbra e a Aveiro, para a resolução dos seus problemas.
Poupava o caos nas famílias e as elevadas dificuldades económicas que esta sua medida vai provocar.
Aproveito também esta ocasião para partilhar consigo algo que li, com todo o interesse, num outro blog:
CHEFE, etimologicamente, é aquele que está à cabeça ou, melhor ainda, aquele que é a cabeça. A cabeça é que vê, pensa, promove a acção no interesse comum de todo o corpo.
Compreende-se bem o sentido e a grandeza do nome "Chefe". Chefe é aquele que sabe fazer-se obedecer e ao mesmo tempo fazer-se amar. Não é aquele que impõe; mas aquele que se impõe.
Um chefe não deve nunca esquecer que seus subordinados são homens e que, além do serviço, têm interesses, cuidados, sentimentos humanos. E é por toda a humanidade deles que um chefe compreensivo deve interessar-se com tacto e discrição.
O mais essencial dever do chefe perante os seus subordinados é, no exercício do próprio mandato, reconhecer-lhes o seu valor de homens e tratá-los segundo a sua dignidade de pessoas inteligentes e livres.
O verdadeiro chefe não procura dominar por dominar. Não se serve dos homens, mas auxilia-os a servir uma causa que os supera; familiarizar-se com a obra a cumprir constitui o primeiro elemento da alma do chefe.
A autoridade está ligada, sobretudo, à existência e à consciência duma missão superior, de que o chefe tomou o encargo não em proveito próprio, mas para bem daqueles que dirige e dos quais tem a responsabilidade.
O chefe não manda "por prazer", sem interesse, como um senhor que domina escravos e colhe benefícios do trabalho dos outros. Não. Mas sim para conduzir uma comunidade, por uma engenhosa hierarquização de meios, ao seu alto valor moral. A sua missão domina-o, como uma vocação. Pertence-lhe. Dá-se à sua comunidade - para que ela se envolva no que pode e deve ser. Serve. E se está compenetrado do pensamento da sua missão, tomado por essa vocação, votado ao serviço dela, então, e então somente, é um chefe.
Um chefe deve possuir, antes de tudo, o sentimento da sua responsabilidade. Ter o sentimento da responsabilidade não significa que espere ser punido, se não cumpre o seu dever - um verdadeiro chefe não pensa nas sanções em que poderia incorrer a respeito doutros chefes, colocados acima de si na hierarquia. Mas, quanto aos homens a seu cargo, não deseja que sofram inutilmente, sejam injustamente punidos, ou privados do pouco conforto que podem ter. Não deseja que façam cento e vinte quilómetros a mais, porque as ordens foram mal dadas. Uma coisa há em que não pensa: na sua própria fadiga. Não sendo escravo de seus superiores, é-o, no entanto, do dever de protecção que deve aos seus.
Com os melhores cumprimentos,
Um cidadão português que também é funcionário da DRE-Centro.
sábado, 7 de março de 2009
O País da Cunha

Não sei porquê, este sorriso e este artigo, justificam o motivo da nossa transferência para a DRE-Norte2.
O país da cunha
«Portugal é o país dos pequenos e médios favores. Fazem-se a troco de um qualquer outro, no futuro. Não vem de agora. São estes pequenos favores que criam teias de poder. Aquele poder subterrâneo que, como a economia subterrânea, vive paralelamente à sociedade. As cunhas e os favores fazem, há muito, parte da cultura nacional. Não começaram na CML nem no IPO.Não começaram no tempo em que era quase sempre pertencer à União Nacional ou, antes, ao Partido Republicano, para conseguir um bom emprego. A "cultura do favor" nasceu, com a mesma típica bondade e desprendimento, com os portugueses dizem que "dão um jeito". A cultura da cunha é a do desenrasca, pelo qual somos elogiados em todo o mundo. A cunha é uma ilusão óptica: é o gesto pelo qual alguém acredita que vai receber algo de borla. O favor será sempre pago, com juros, ou com uma outra cunha, mais acima. Quem recebe, sempre pagará. Silenciosamente, é claro. A cunha e o favor tornaram-se os motores da nossa sociedade. Corroeram-na e, por isso, o rigor é algo que muitas vezes é impossível de pedir a alguém. Porque a sociedade portuguesa vive num equilíbrio de favores. Se um favor não for correspondido com outro, o país cairá, como um castelo de cartas. O país do favor é silencioso. Todos sabem, mas ninguém diz. E ninguém se sente incomodado por ter sido beneficiado por algum favor. Porque olham à volta e perguntam: quem é que não foi?
O problema é que esta cultura necessita de ser erradicada. Para se criar um país decente.»
Fernando Sobral[in Jornal de Negócios, 29.09.2008]
A confusão entre Aveiro e Rua de Aveiro
Deixo aqui ficar algumas das pérolas a que o meu filho tem acesso no seu querido "Magalhães".
Expresso de 7 de Março de 2009
O festival de asneiras do "Magalhães"
Há frases mal construídas, outras que começam na segunda pessoa do singular e continuam na terceira (tratam o leitor por tu e por você), expressões absurdas e frases que simplesmente não fazem sentido.
Filipe Santos Costa
9:30 Sábado, 7 de Mar de 2009
Ortografia, sintaxe e gramática - nas instruções dos jogos do computador portátil Magalhães nada resiste às inovações do "magalhanês". Há palavras repetidamente mal escritas, outras inventadas, verbos mal conjugados, vírgulas semeadas onde calha, acentos que aparecem onde não devem e não estão onde deviam.
Há frases mal construídas, outras que começam na segunda pessoa do singular e continuam na terceira (tratam o leitor por tu e por você), expressões absurdas e frases que simplesmente não fazem sentido.
Nalguns casos, as instruções que deviam ajudar a utilizar os jogos complicam de tal maneira que não há quem perceba o que está em causa.
Lê-se e não se acredita. "Neste processador podes escrever o texto que quiseres, gravar-lo e continuar-lo mais tarde", lê-se nas instruções do processador de texto - isso mesmo: "gravar-lo e continuar-lo". "Dirije o guindaste e copía o modelo", explicam as intruções de um puzzle - assim: "dirije" com "j" e "copía" com acento no "i". "Quando acabas-te, carrega no botão OK" - "acabas-te", em vez de "acabaste".
Tudo isto se pode ler nas instruções dos jogos que vêm instalados de origem no computador Magalhães, conforme descobriu o deputado José Paulo Carvalho, depois de navegar na área lúdica do computador.
Ontem, depois de ter sido confrontado pelo Expresso com a existência de mais de 80 erros destes no portátil que já foi distribuído a 200 mil crianças, o Ministério da Educação informou que vai pedir a todas as escolas que retirem esse software dos computadores dos seus alunos. E vai ser solicitado à JP Sá Couto, empresa fabricante do Magalhães, que não inclua esses jogos nos computadores que ainda vai produzir.
Aqui fica uma lista (não exaustiva) das "pérolas" com que o "Magalhães" tem presenteado as nossas crianças.
* "Cada automóvel só pode mover horizontalmente ou verticalmente. Tu deves ganhar espaço para permitir ao carro vermelho de sair pelo portão à direita."
* "O Tux escondeu algumas coisas. Encontra-las na boa ordem."
* "Carrega nos elementos até pensares que encontras-te a boa resposta. (...) Nos níveis mais baixos, o Tux indica-te onde encontras-te uma boa cor marcando o elemento com um ponto preto. Podes utilizar o botão direito do rato para mudar as cores no sentido contrario."
* "Dirije o guindaste e copía o modelo."
* "Abaixo da grua, vai achar quatro setas que te permitem de mexer os elementos."
* "O objectivo do quebra-cabeças é de entrar cifres entre 1 e 9 em cada quadrado da grelha, frequentemente grelhas de 9x9 que contéem grelhas de 3x3 (chamadas 'zonas'), começando com alguns números já metidos (os 'dados'). Cada linha, coluna, e zona só pode ter uma vez um símbolo ou cifre igual." (nota: instruções para o jogo sudoku)
* "Carrega em qualquer elemento que tem uma zona livre ao lado dele. Ele vai ir para ela."
* "Enfia a bola no buraco preto á direita."
* "Com o teclado, escreve o número de pontos que vês nos dados que caêm."
* "O objectivo do jogo é de capturar mais sementes do que o adversário. (...) Se os jogadores se acordam no facto que o jogo está num ciclo sem fim, cada jogador captura as sementes do seu lado."
* "Ao princípio do jogo 4 sementes são metidas em cada casa. O jogadores movem as sementes por vês. A cada torno, um jogador escolhe uma das 6 casas que controla. (...) Se a última semente também fês um total de 2 ou 3 numa casa do adversário, as sementes também são capturadas, e assim de seguida. No entanto, se um movimento permite de capturar todas as sementes do adversário, a captura é anulada (...). Este interdito é ligado a uma ideia mais geral, os jogadores devem sempre permitir ao adversário de continuar a jogar."
* "Aceder ás actividades de descoberta."
* "Pega as imagens na esquerda e mete-las nos pontos vermelhos."
* "Carrega e puxa os elementos para organizar a historia."(nota: "historia" é repetidamente escrito sem acento)
* "Saber contar básicamente."
* "Move os elementos da esquerda para o bom sitio na tabela de entrada dupla."
* "Puxa e Larga as peças no bom sitio."(nota: "sitio" nunca é escrito com acento)
* "Com o teclado, escreve o número de pontos que vês nos dados que caêm."
* "Primeiro, organiza bem os elementos para poder contar-los (...)."
* "Carrega no chapéu para o abrires ou fechares. Debaixo do chapéu, quantas estrelas consegues ver a moverem? Conta attentamente. Carrega na zona em baixo à direita para meter a tua resposta."
* "Treina a subtracção com um jogo giro. Saber mover o rato, ler números e subtrair-los até 10 para o primeiro nível."
* "Quando acabas-te, carrega no botão OK ou na tecla Entrada."
* "Conta quantos elementos estão debaixo do chapéu mágico depois que alguns tenham saído."
* "Olha para o mágico, ele indica quantas estrelas estão debaixo do seu chapéu mágico. Depois, carrega no chapéu para o abrir. Algumas estrelas fogem. Carrega outra vês no chapéu para o fechares. Deves contar quantas ainda estão debaixo do chapéu."
* "Lê as instruções que te dão a zona em que está o número a adivinhar. Escreve o número na caixa azul em cima. Tux diz-te se o número é maior ou mais pequeno. Escreve então outro número. A distância entre o Tux e a saída à direita representa quanto longe estás do bom número. Se o Tux estiver acima ou abaixo da saída, quer dizer que o teu número é superior ou inferior ao bom número."
* "Tens a certeza que queres saír?"
* "Aprende a escrever texto num processador. Este processador é especial em que obriga o uso de estilos (...)"
* "Neste processador podes escrever o texto que quiseres, gravar-lo e continuar-lo mais tarde. Podes estilizar o teu texto utilizando os botões à esquerda. Os quatro primeiros permitem a escolha do estilo da linha em que está o cursor. Os 2 outros com múltiplas escolhas permitem de escolher tipos de documentos e temas coloridos pré-definidos."
* "Envia a bola nas redes"
* "É preciso saber manipular e carregar nos botões do rato fácilmente."
* "O objectivo é só de descobrir como se podem criar desenhos bonitos com formas básicas (...)."
* "O objectivo é de fabricar um forma dada com sete peças."
* "Quando o tangram for dito frequentemente ser antigo, sua existência foi somente verificada em 1800." (nota: explicação do tangram, um quebra-cabeças tradicional chinês)
* "Mexe as peças puxando-las. Carrega o botão direito nelas para as virar. Selecciona uma peça e roda à volta dela para a rodar. Quando a peça pedida estiver feita, o computador vai reconhecer-la (...)."
* "Reproduz na zona vazia a mesma torre que a que está na direita."
* "Reproduzir a torre na direita no espaço vazio na esquerda."
* "Puxa e Larga uma peça por vês, de uma pilha a outra, para reproduzir a torre na direita no espaço vazio na esquerda."
* "Move a pilha inteira para o bico direito, um disco de cada vês."(nota: as quatro últimas frases são as instruções dos jogos "Torres de Hanoi" e Torres de Hanoi simplificadas" - "Hanoi" sem acento no "o")
* "Torno dos brancos"
sexta-feira, 6 de março de 2009
A revolução é um acto de amor
A revolução é um acto de amor, amor pelo que é subjugado, oprimido, pelo que não tem voz. Primeiro vem o amor, depois o poder. Nunca o poder absoluto e totalitário, mas o poder que confere a dignidade a quem nunca teve o poder.
O poder de falar, de exprimir, de gritar a revolta contida, de trazer para a rua o que apenas se confinava a um espaço interior. Assim se constrói a solidariedade, a voz interior que se encontra no outro, um outro que partilha os sentimentos, um outro que partilha a luta, um outro que partilha a palavra e a acção.
A revolução é um acto de amor porque é um encontro, um encontro de aspirações de justiça, de aspirações de igualdade, de aspirações de liberdade. A igualdade perante o outro, a voz que se ouve, que não se desqualifica, que não se sufoca, que explode em todo o seu esplendor.
A revolução é um acto de amor porque reconhece a diferença do outro, porque a integra, porque a respeita sem condescendências, sem os limites impostos pelos anos de silêncio da história, da cultura e da ciência. A revolução é um amor que grita e que rompe com todo o tipo de silêncios.
A revolução é um acto de amor e, por inerência, não pode classificar o amor. Tanto silêncio sobre um amor que não ousava dizer o seu nome, o amor entre homens, o amor entre mulheres, o amor entre pessoas. Passou tanto tempo e esse amor ainda não encontrou a rua, ainda é vivido para dentro, ainda é vivido com o medo da opressão do outro.
A revolução é um acto de amor porque transcende as barreiras do que é normativo, linear e convencional. A revolução transcende o binarismo do género, do homem e da mulher, do masculino e do feminino; rebenta com todos os rótulos e categorizações.
A revolução é um acto de amor e o amor não se esgota na lei. Não é a lei que liberta as pessoas, são as pessoas que se libertam a si mesmas dos seus preconceitos, dos seus fantasmas, das suas prisões, dos seus medos em relação ao outro. É preciso conhecer o outro, entendê-lo, abraçar sem limites a sua condição de pessoa, o seu desejo de liberdade, a sua voz.
A revolução é um acto de amor porque visa a mudança. Mudar a mentalidade, mudar a condição, mudar a vida, mudar o mundo. Um mundo onde ninguém seja perseguido em nome do seu amor, um mundo onde ninguém seja odiado em nome do seu amor, um mundo onde ninguém se prive de assumir o seu amor, um mundo onde ninguém tenha de inibir e esconder os seus actos de amor.
A revolução é um acto de amor porque o amor é a liberdade. A liberdade de existir, a liberdade de projectar, a liberdade de sentir, a liberdade de pensar, a liberdade de gritar, a liberdade de ir para a rua, a liberdade de tornar público o que é íntimo porque a intimidade é a legitimação do que se é.
A revolução é um acto de amor porque luta contra os que querem que o amor seja impossível, contra os que o querem escondido, esquecido e silenciado. A revolução é a explosão das barreiras da opressão, é o poder de inventar novas formas de ser e de exprimir tudo o que temos cá dentro.
A revolução é um acto de amor porque amamos o outro pelo aquilo que ele é e será, pela sua luta, pela sua liberdade, pela sua condição.
A revolução é um acto de amor porque transforma, muda, desafia, vive e é sempre mais do que aquilo que sonhámos. A revolução não é o poder, é a subversão do poder, é a diluição do poder, é uma aspiração libertária.
Assim não !!!!.
quinta-feira, 5 de março de 2009
Diário As Beiras 4 de Março de 2009
O PSD DE ARGANIL está contra a decisão de transferir a sede da Direcção Regional da Economia do Centro de Coimbra para Aveiro. Sendo um "serviço periférico da administração directa do Estado, que representa o Minisbério da Economia e da Inovação ao nível regional", os sociais-democratas defendem que é irrefutável o posicionamento geoestratégico que Coimbra assume na região Centro". Esta posição consta de uma moção à última Assembleia Municipal de Arganil, aprovada com quatro votos contra e duas abstenções
Em resposta, o presidente da Concelhia de Atganíl do PS, embora mostrando-se "apreensivo" oom a saída de serviços de Coimbra, defendeu que é necessário haver "flexibilidade e uma perspectiva abrangente", contando que "há serviços que vieram para Coimbra", como é o caso do Instituto da Hidrografia e a Direcção Geral de Estradas. "Há um aproveitamento político notório de uma situação que não deve ser aproveitada", criticou Eugénio Fróis, revelando que não aprova esta moção. Em contrapartida, o presidente da câmara (PSD) referiu que "não é verdade que tenham surgido serviços novos em Coimbra", revelando que, pelo contrário, o Governo está a "esvaziar" a cidade.
Sim, senhor ministro!...
Vereador (PSD) da Câmara Municipal de Coimbra
0 GOVERNO, pela mão do Ministro da Economia, decidiu deslocar para Aveiro mais um organismo regional. Uma vez mais procurando esvair Coimbra. Desta vez, os infelizes contemplados foram os funcionários da Direcção Regional da Economia.
Trata-se de uma decisão profundamente injusta, obviamente irreflectida e estupidamente prejudicial para o país, para a região, e para Coimbra.
Em primeiro lugar porque nada justifica esta mudança a não ser a teimosia e a prepotência de um ministro que confunde os seus poderes com as suas responsabilidades e que vai retalhando o país ao sabor dos seus compromissos pessoais e políticos, negando a mais elementar lógica de ordenamento do território e ceifando qualquer esperança numa organização administrativa do país e da região mais racional e eficiente.
Depois porque apenas cerca de 20% da actividade da DRE tem como "cliente" aquele distrito. E nem o argumento do crescimento das solicitações se pode aplicar, porque também aqui o distrito de Coimbra (para mencionar apenas um) cresceu mais que o de Aveiro.
Curiosamente, o senhor ministro deixa ficar em Coimbra o laboratório, que é, precisamente, o organismo da DRE que tem como maior "cliente" o distrito de Aveiro. Ou seja, se houvesse a mínima racionalidade nesta decisão, quando muito seria o laboratório a deslocar-se para Aveiro e não os restantes serviços como determinou o senhor ministro.
Por outro lado, importa lembrar que as instalações que a DRE ocupa foram construídas de propósito para acolher aquele organismo, e que a deslocação para Aveiro implicará o arrendamento de outras instalações, bem como avultadas obras de adaptação. Ora aqui está um "pequeno" luxo a que o nosso grandioso ministro se pode dar, em tempo de crise e de aumento dramático do desemprego.
Já não falo da evidente centralidade de Coimbra relativamente a Aveiro, sobretudo se tivermos em conta que o espectro de actuação da DRE Centro se estende a concelhos do distrito de Santarém e que alguns dos concelhos do distrito de Aveiro estão integrados na DRE Norte.
Para compor o ramalhete e deixar ainda mais evidente a irracionalidade desta decisão, diz-se que o ministério está a diligenciar no sentido de providenciar o transporte dos trabalhadores de Coimbra para Aveiro, dispondo-se a gastar mais uns milhares de euros em autocarros (o que impedirá os trabalhadores de terem horários diferenciados, conforme as suas necessidades profissionais).
Na ânsia de satisfazer a sua clientela particular (não esquecer que o ministro da economia encabeçou a lista de deputados pelo partido socialista no distrito de Aveiro), ignora que está a transtornar a vida a cerca de 80 famílias e a subjugar os interesses do país e da região, aos seus interesses pessoais; numa lógica que não pode deixar de merecer o mais veemente repúdio e protesto por ser oposta ao que se espera de qualquer governante minimamente responsável.
E, se de um lado temos quem, uma após outra, vai retirando a Coimbra as sedes das mais diversas instituições (ao arbítrio de lógicas pessoais e políticas que não são aceitáveis), do outro temos quem condescenda e mantenha um silêncio cúmplice perante tamanha iniquidade.
Reagindo às minhas declarações na última reunião de câmara, o Dr. Pedro Machado distinto presidente da distrital do meu partido, atira com uma recomendação e com um comentário. Recomenda-me ele que leve o meu mandato autárquico até ao fim e sentenceia que ainda não percebi que perdi as eleições para a distrital do meu partido há 4 meses.
Se a recomendação do Dr. Machado não me merece maior comentário, primeiro porque não sou pessoa de deixar as coisas a meio e depois porque o próprio fez precisamente o contrário do que me sugere na sua terra de origem onde deixou o mandato autárquico por cumprir, já o comentário que fez, merece resposta
Primeiro para deixar claro que, se pensa que, com comentários destes, me inibe de fazer o que entendo ser o meu dever e o meu direito de cidadão livre e atento à realidade do meu país, da minha região e do meu concelho, está redondamente enganado, o Dr. Machado, e conhece-me pior do que julgava Continuarei a intervir semprequeaininhaconsciência mo ditar e a minha vontade de o fazer o justificar, como sempre fiz até aqui, sem me importar com quem incomodo com o que digo.
Depois para dizer que, por absurdo que fosse, não me dar conta de ter perdido as eleições, tal não seria por si só muito grave. O que me parece muito grave é ele não ter percebido que as ganhou!... E como tal, se espera, que seja capaz de erguer a sua voz contra atitudes injustas como esta Que tenha a argúcia de perceber que o deslocar das sedes dos pólos de competitividade para Aveiro não corresponde a uma maior dinâmica daquele distrito em relação a Coimbra mas a mais uma decisão política sem a mínima correspondência com a realidade do país e da região. Que tenha a coragem de assumir a responsabilidade de liderar a sua equipa seja quando prepara a recepção à líder do partido, seja para assumir a responsabilidade dos difíceis embates eleitorais que se avizinham Que assuma a defesa do distrito como primeira prioridade independentemente da sua subordinação profissional para com o governo socialista e para mm o ministro da economia em particular.
Helenix e o Imperium Coimbrix
A pequena Aldeia Poleirix, que bem conhecemos, vive feliz sob a tempestade que se abate sobre Coimbrix. A pequena aldeia encara o futuro com optimismo.
Com a possível ida de Justinix, resolver o problema em Aveirix, Helenix, entretanto empossada comandante de Qualidarium, já sonha com a criação de um novo Imperium em Coimbrix.
Há revelia dos comandantes de Energirium, Industrarium e Comercium, tenta desguarnecer essas unidades, que poderão ter que acompanhar Justinix para Aveirix, de alguns elementos.
Desguarnecer! Não.
Qual heroína, que só pretende ajudar, tenta desesperadamente salvar esses gladiadores de uma morte anunciada.
O plano organizado, dividir para reinar, parece estar a resultar. A pressão, a intriga e o receio, começam a fazer-se sentir nos diversos acampamentos. Já não se sabe em quem confiar.
Vai ser necessário reorganizar as tropas e incutir novamente a esperança. A luta não pode parar. Neste momento a DRE-Centro tem que ser unida e não se pode subjugar ao Domínio dos Deuses. A grande batalha é contra Aveirix.
Como irão reagir os comandantes dos acampamentos Energium, Industrium e Comercium?
Como irão reagir os habitantes de Qualidarium?
Quem irá ocupar o poleiro deixado vago na Aldeia Poleirix?
Irão os habitantes dos acampamentos resistir à tentação de participar na construção do novo Imperium em Coimbrix?
Vamos aguardar para ver. Só espero que o céu não nos caia em cima.
Um blog é uma contração de “We Log”, ou seja uma estrutura que permite introduzir (nós) artigos ou “posts” (forma substantiva do verbo postar) e corresponde a uma entrada de texto, imagem ou link.
Normalmente são organizados de forma cronológica, servem para abordar um ou vários temas, escritos por um número variável de pessoas.
Assim permite que vários leitores possam deixar os seus comentários de forma a interagir com outros.
Posto isto, cada um será livre de fazer o seu artigo, o seu comentário, preferencialmente identificado, mas respeitando os outros nos seus artigos e comentários
Porque julgo, se calhar mal, que ainda vivemos em democracia, embora muitas vezes não pareça, respeito a opinião de todos, tal como gosta que a minha seja respeitada.
Margarida Machado
Onde estão os trabalhadores da DRE-C?
Moção Aprovada por Unanimidade
http://www.box.net/shared/ux2a9h302t
Texto de João Pereira Coutinho
Vale a pena ler!
"Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.
Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!
quarta-feira, 4 de março de 2009
Comentário enviado por um anónimo
O que menos falta faz neste momento são piadix deste género. O divisionismo, que sempre existiu dentro da DRE Centro, deve ser colocado de lado. É tempo de juntarmos forças para o que realmente interessa.AVEIRO!!! PORQUÊ?Certamente que não foram "os trabalhadores da DRE" que postaram "justinix-e-o-poleiro-de-aveirix".Por isso devo lembrar que, ao apontares os outros com um dedo, tens outros três a apontarem para ti e na origem das mentiras está a imagem idealizada que temos de nós próprios, a qual desejamos impor aos outros.Vamos tratar o que realmente interessa.
5 de Março de 2009 10:18
Um dos mentirosos disse...
Resposta de um dos mentirosos a um anónimo
1 “O divisionismo, que sempre existiu dentro da DRE Centro, deve ser colocado de lado”
Concordo em absoluto.
Facto: Quem foram os únicos dirigentes da DREC que não tomaram uma posição nesta luta??? Quer maior divisionismo que este?
2 “É tempo de juntarmos forças para o que realmente interessa”
Concordo em absoluto. Todos juntos no mesmo barco.
Pergunta: Será que estamos todos no mesmo barco? Será que os interesses são os mesmos? Sinceramente não me parece.
3 “Certamente que não foram "os trabalhadores da DRE" que postaram "justinix-e-o-poleiro-de-aveirix"
Concordo em absoluto. É totalmente impossível todos os trabalhadores da DRE publicarem o artigo em simultâneo.
Facto: Todos os trabalhadores podem, e devem, participar no blog para expor os seus pontos de vista assim como opiniões diversas. Só não o faz quem não quer. Pelo que sei existem 5 contas de email, disponibilizadas para o efeito, para podermos participar livremente e sem censura. Podemos concordar, ou não, com essas mesmas opiniões mas temos que saber respeitá-las. Nesta caixa de comentários só não escreve quem não quer. Estamos num País aparentemente livre. Por isso estou aqui a comentar.
4 “na origem das mentiras está a imagem idealizada que temos de nós próprios”
Qual mentira? Gostava de saber qual é a verdade, ou por outra, a inverdade.Não se pode estar dos dois lados da luta ao mesmo tempo. Não se pode querer agradar a gregos e troianos. Uma vez que tem conhecimento da verdade porque não desmente o mentiroso? Uma verdade, indesmentível (perdoe-me o pleonasmo): Efectivamente, no dia de greve, três dirigentes não estiveram ao lado dos restantes trabalhadores. Contra factos não há argumentos. Se afirmar isso é ser mentiroso, então eu também sou um grande mentiroso.
Curiosamente no referido serviço houve uma mudança na direcção.
Coincidências! Talvez.
5 “a qual desejamos impor aos outros”
A minha cabecinha tem autonomia própria e não é um qualquer mentiroso que a vai modificar.
6 “Vamos tratar o que realmente interessa”
Concordo plenamente. Agora o que interessa a alguns poderá não interessar aos outros. Estamos todos no mesmo barco mas aparentemente alguns começam a abandonar o navio. As jogadas de bastidor, dividir para reinar, parecem estar a resultar. Espero, sinceramente, que nesta fase difícil das nossa vidas saibamos estar mais unidos que nunca.
Atenção, muita atenção, existe muita contra-informação.
DRE-Centro sempre. DRE-Norte2 não













