domingo, 8 de março de 2009

Carta Aberta ao Senhor Ministro da Economia

Exmo. Senhor Ministro da Economia e da Inovação
Dr. Manuel Pinho

Tendo conhecimento, através dos jornais, das dificuldades que o seu Ministério tem para liquidar a divida do avião Falcon por V.Exa. utilizado (sim, eu sei que é um amante da velocidade); sabendo que estamos numa altura de contenção, em que todos temos que apertar o cinto; sabendo da grave crise económica que o país atravessa; sabendo que vão ser necessários, pelo menos, 500.000 euros para a reconstrução da nova sede da DRE-Norte/Sul em Aveiro, venho por este meio propor uma possível solução para tão delicado problema:

Problema: Como liquidar a dívida do aluguer do Falcon?

Dados do problema: 500.000 € para reconstrução da DRE-Norte/Sul
Duas facturas de 43 mil euros por liquidar

Resolução do problema: 500.000 – 43.000 = 457.000

Solução: Resolvia o problema da dívida com o Falcon e ainda sobravam 457.000€ para futuras passeatas.

Os trabalhadores da DRE-Centro ficavam-lhe eternamente agradecidos, uma vez que, evitava também a destruição de um serviço de qualidade, assim como, a destruição das respectivas estruturas familiares que esta sua medida vai provocar.

Poupava alguns milhares de euros aos contribuintes se este seu capricho, liquidar uma dívida que tem com o PS de Aveiro, não fosse levado avante.

Poupava milhares de euros a todos os utentes desta Direcção Regional, uma vez que vão ter que desdobrar-se entre deslocações a Coimbra e a Aveiro, para a resolução dos seus problemas.

Poupava o caos nas famílias e as elevadas dificuldades económicas que esta sua medida vai provocar.

Aproveito também esta ocasião para partilhar consigo algo que li, com todo o interesse, num outro blog:

CHEFE, etimologicamente, é aquele que está à cabeça ou, melhor ainda, aquele que é a cabeça. A cabeça é que vê, pensa, promove a acção no interesse comum de todo o corpo.
Compreende-se bem o sentido e a grandeza do nome "Chefe". Chefe é aquele que sabe fazer-se obedecer e ao mesmo tempo fazer-se amar. Não é aquele que impõe; mas aquele que se impõe.

Um chefe não deve nunca esquecer que seus subordinados são homens e que, além do serviço, têm interesses, cuidados, sentimentos humanos. E é por toda a humanidade deles que um chefe compreensivo deve interessar-se com tacto e discrição.

O mais essencial dever do chefe perante os seus subordinados é, no exercício do próprio mandato, reconhecer-lhes o seu valor de homens e tratá-los segundo a sua dignidade de pessoas inteligentes e livres.

O verdadeiro chefe não procura dominar por dominar. Não se serve dos homens, mas auxilia-os a servir uma causa que os supera; familiarizar-se com a obra a cumprir constitui o primeiro elemento da alma do chefe.

A autoridade está ligada, sobretudo, à existência e à consciência duma missão superior, de que o chefe tomou o encargo não em proveito próprio, mas para bem daqueles que dirige e dos quais tem a responsabilidade.

O chefe não manda "por prazer", sem interesse, como um senhor que domina escravos e colhe benefícios do trabalho dos outros. Não. Mas sim para conduzir uma comunidade, por uma engenhosa hierarquização de meios, ao seu alto valor moral. A sua missão domina-o, como uma vocação. Pertence-lhe. Dá-se à sua comunidade - para que ela se envolva no que pode e deve ser. Serve. E se está compenetrado do pensamento da sua missão, tomado por essa vocação, votado ao serviço dela, então, e então somente, é um chefe.

Um chefe deve possuir, antes de tudo, o sentimento da sua responsabilidade. Ter o sentimento da responsabilidade não significa que espere ser punido, se não cumpre o seu dever - um verdadeiro chefe não pensa nas sanções em que poderia incorrer a respeito doutros chefes, colocados acima de si na hierarquia. Mas, quanto aos homens a seu cargo, não deseja que sofram inutilmente, sejam injustamente punidos, ou privados do pouco conforto que podem ter. Não deseja que façam cento e vinte quilómetros a mais, porque as ordens foram mal dadas. Uma coisa há em que não pensa: na sua própria fadiga. Não sendo escravo de seus superiores, é-o, no entanto, do dever de protecção que deve aos seus.


Com os melhores cumprimentos,
Um cidadão português que também é funcionário da DRE-Centro.

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