segunda-feira, 16 de março de 2009

Diário As Beiras - Moção

Deputados municipais contra saída da DRE

TODOS OS DEPUTADOS da Assembleia Municipal de Coimbra aprovaram esta quarta-feira duas moções, apresentadas pelas bancadas socialista e da coligação "Por Coimbra", para contestar a saída da Direcção Regional de Economia (DRE) do Centro de Coimbra para Aveiro. Ape­sar de ainda ter sido falada a possibilidade das duas mo­ções se fundirem, já que apre­sentam aspectos mais ou me­nos comuns, acabaram por ser votadas de forma autónoma. Em ambos os casos, a unanimidade foi a palavra cor­recta.
Segundo a bancada socia­lista, cujo líder Reis Marques leu o documento, a transfe­rência vai obrigar "os muníci­pes da esmagadora maioria dos concelhos abrangidos pe­la área de intervenção da DRE-Centro, já que serão obrigados a deslocações mais longas e onerosas, bem como a maior dispêndio de tempo". A falta de "uma justificação ló­gica que sustente esta deci­são", o facto do maior núme­ro de processos entrados pa­ra análise terem sido do dis­trito de Coimbra e a existência de "menos de metade" das pedreiras para serem licencia­das em Aveiro do que em Coimbra ou Leiria foram as razões apontadas para que fosse manifestada a discordân­cia com a deslocalização da se­de para Aveiro. Como tal, foi aprovada a solicitação por par­te dos deputados para a "sus­pensão imediata da decisão to­mada em Conselho de Minis­tros do dia 21 de janeiro de 2009", bem como o apelo pa­ra a subscrição e divulgação da petição on-line pela perma­nência da DRE-Centro em Coimbra.
Do lado da coligação "Por Coimbra", o ponto de vista usado foi a deslocalização de serviços por parte "do actual Governo Socialista", a qual es­tá a ser feita "à revelia e sem a participação da Câmara Mu­nicipal de Coimbra e demais autarquias locais da região". Aliás, os deputados municipais do PSD, CDS-PP e PPM entendem que esta decisão é de uma "autêntica irracionalidade política, incompatível por natureza com um verda­deiro e credível plano integra­do de desenvolvimento estra­tégico e ordenamento susten­tado do território nacional". Para além da suspensão do processo, os deputados da co­ligação exigem à Administra­ção Central "que assuma a obrigação de dar publicamen­te a conhecer quais os objec­tivos estratégicos e funções centrais que se reservam pa­ra Coimbra, nomeadamente quais os serviços e actividades que serão deslocalizados de Lisboa para Coimbra".
A.A.

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