Deputados municipais contra saída da DRE
TODOS OS DEPUTADOS da Assembleia Municipal de Coimbra aprovaram esta quarta-feira duas moções, apresentadas pelas bancadas socialista e da coligação "Por Coimbra", para contestar a saída da Direcção Regional de Economia (DRE) do Centro de Coimbra para Aveiro. Apesar de ainda ter sido falada a possibilidade das duas moções se fundirem, já que apresentam aspectos mais ou menos comuns, acabaram por ser votadas de forma autónoma. Em ambos os casos, a unanimidade foi a palavra correcta.
Segundo a bancada socialista, cujo líder Reis Marques leu o documento, a transferência vai obrigar "os munícipes da esmagadora maioria dos concelhos abrangidos pela área de intervenção da DRE-Centro, já que serão obrigados a deslocações mais longas e onerosas, bem como a maior dispêndio de tempo". A falta de "uma justificação lógica que sustente esta decisão", o facto do maior número de processos entrados para análise terem sido do distrito de Coimbra e a existência de "menos de metade" das pedreiras para serem licenciadas em Aveiro do que em Coimbra ou Leiria foram as razões apontadas para que fosse manifestada a discordância com a deslocalização da sede para Aveiro. Como tal, foi aprovada a solicitação por parte dos deputados para a "suspensão imediata da decisão tomada em Conselho de Ministros do dia 21 de janeiro de 2009", bem como o apelo para a subscrição e divulgação da petição on-line pela permanência da DRE-Centro em Coimbra.
Do lado da coligação "Por Coimbra", o ponto de vista usado foi a deslocalização de serviços por parte "do actual Governo Socialista", a qual está a ser feita "à revelia e sem a participação da Câmara Municipal de Coimbra e demais autarquias locais da região". Aliás, os deputados municipais do PSD, CDS-PP e PPM entendem que esta decisão é de uma "autêntica irracionalidade política, incompatível por natureza com um verdadeiro e credível plano integrado de desenvolvimento estratégico e ordenamento sustentado do território nacional". Para além da suspensão do processo, os deputados da coligação exigem à Administração Central "que assuma a obrigação de dar publicamente a conhecer quais os objectivos estratégicos e funções centrais que se reservam para Coimbra, nomeadamente quais os serviços e actividades que serão deslocalizados de Lisboa para Coimbra".
A.A.
segunda-feira, 16 de março de 2009
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