Direcção Regional de Economia
Mudança da Economia para Aveiro não tem qualquer “sustentabilidade”
Justino Pinto não foi reconduzido como director Regional de Economiado Centro após um polémico processo de transferência (da sede de Coimbra para Aveiro) que, explica agora, nasceu de um negócio político
Diário de Coimbra (DC) A sua não recondução ficou associada à transferência da sede da Direcção Regional de Economia (DRE). Pode agora assumir que está contra esta decisão do Governo.
Justino Pinto (JP) De facto, não, não defendo a transferência, muito menos nos moldes previstos. Acho que foi uma decisão, no mínimo, precipitada e incoerente, politicamente inoportuna até, para a qual não vejo razão de sustentabilidade válida.
DC E quais são os seus motivos?
JP Na verdade, a DRE-Centro, em Coimbra, está num edifício construído de raiz para ela mesma, atentas as suas funções e objectivos, incluindo o Laboratório Regional de Metrologia com as suas exigências de estabilidade, humidade e térmicas. Está num local com óptimos acessos e com cómodo estacionamento. Por outro lado, sendo central em termos de distribuição de processos e densidade de actividade económica, facilita a sua gestão, o seu controlo e a optimização das deslocações em toda a Região.
DC O mesmo não pode ser alcançado em Aveiro?
JP Em Aveiro não há instalações adequadas e as que foram preparadas darão para pouco mais que um “front Office”, sem contemplar a possibilidade de prestar o serviço inerente à Metrologia (Qualidade). Não foi correcta e humanamente equacionada a deslocação do pessoal. Não foram acautelados os custos e a improdutividade inerente a tal mudança; Não vislumbro proveito para quem quer que seja, mesmo para os agentes económicos de Aveiro, enquanto não estiver toda a DRE-Centro lá e, quando a desmaterialização e webização for total realidade, será platónica a sua localização.
DC Porque é que só agora vem levantar estas questões?
JP Sinceramente, acho que só agora é o momento. Enquanto Director Regional da Economia do Centro, a ética, a solidariedade institucional e a disciplina hierárquica aconselharam-me a discrição, o silêncio mesmo e a concentração da minha atenção e força na reunião dos meios necessários para a poder concretizar com a máxima dignidade, atenção e força na mitigação da angústia que se abatia sobre o pessoal, acabrunhado com o espectro da anunciada transferência, e no estímulo à sua motivação. Não sem expressar, oportunamente e a quem de direito, pelas vias próprias, a minha posição, os meus receios e eventuais alternativas para minimizar os efeitos de uma decisão cujas razões não via, mas que as funções exercidas me impunham respeitar. Em vão, pelos vistos!...
DC Mas não foi ouvido antes da decisão ter sido tomada?
JP Não fui ouvido nem achado para tal decisão. Nem antes, nem durante, muito menos depois dela tomada. Vim a constatar que já há um ano antes, sensivelmente, havia sido alvo de negociação entre responsáveis distritais do Partido Socialista, Afonso Candal, por Aveiro e Vítor Baptista, por Coimbra, como quem reparte as vestes de alguém inexoravelmente condenado e delas à força despido. Quando alertado para essa eventualidade foi-me referido que estaria já tudo preparado, previamente pensado e… a decisão estaria por perto.
DC E estava tudo preparado?
JP Nada! Ao contrário do que se tentou fazer crer. Nem ordem, nem instalações, nem qualquer estratégia ou planeamento, tão pouco orçamento. E a transferência acaba por ser anunciada, em 17 de Setembro de 2007, em Aveiro, no âmbito da iniciativa do Governo “Economia Presente”.
DC O que se passou, então, entre essa data e a abertura, cerca de um ano e meio depois?
JP Mal tive oportunidade, solicitei uma audiência na Secretaria de Estado que teve lugar em Outubro de 2007, com o Chefe de Gabinete, na busca dos meios que entendia indispensáveis. Dessa reunião saiu a necessidade de fazer um relatório que entreguei em Dezembro do mesmo ano, sem qualquer consequência. Fui ouvido, em meados de 2008, também em Lisboa, onde foi manifesta a impossibilidade de poder avançar sem ordem nesse sentido, orçamento, instalações e pessoal. Também sem consequência. Nesta dança onde não me sentia à vontade, muito menos igual, começava a perceber o “apoio” que iria ter. Resolvi, então, inscrever no Orçamento da DRE-Centro para 2009, logo em 2008, uma verba simbólica para suportar a dita transferência, com base nos valores de obras e arrendamento que a minha sensibilidade foi colhendo: 325 mil euros. Sem qualquer esperança, confesso, de que a mesma, perante o aperto das finanças e rigor orçamental que nos era imposto (e muito bem), pudesse lograr provimento. Mas teve! E até foi aprovada uma verba superior. Com meio milhão de euros. Na ausência de outra qualquer informação, estava dado um primeiro sinal inequívoco.
DC O que se seguiu?
JP Em Janeiro de 2009, acabo por ser ouvido pela chefe de Gabinete do senhor Ministro da Economia e Inovação. Aí expliquei o porquê de não poder ter avançado mais (evidente ausência de meios e condições, independentemente do que eu pudesse pensar sobre a decisão em causa) e evidenciei a manifesta diferença deste caso com os demais que me foram apontados e que serviam de comparação e espanto ao Senhor Ministro para não entender o “atraso” da transferência pretendida. Os casos comparados eram o da Entidade Regional do Turismo do Centro, da Direcção Regional da Agricultura e Pescas, o do IPQ e o da DRE-LVT. Manifestamente incomparáveis! Bem pelo contrário! Uns porque já tinham instalações nos locais para onde mudaram as sedes (caso do Turismo e da Agricultura e Pescas); outros porque, não tendo instalações próprias, mudaram para instalações novas, entretanto construídas de raiz, com todos os requisitos funcionais exigidos (caso da DRE-LVT e IPQ). Eu que nessa reunião de Janeiro de 2009 pensava que o meu relatório teria tido algum eco e a decisão seria suspensa ou, no mínimo, suportada por alguma estratégia e planeamento! Ao contrário, nessa reunião delineiam-se os primeiros passos concretos no sentido da mudança. A SG estava lá para avançar com as obras, uma vez definidas as instalações.
DC Além das instalações, havia também a questão do pessoal…
JP Sim, até aí não tinha uma ordem formal. A ordem formal poderia ser necessária para “empurrar” o pessoal, embora não necessariamente suficiente, no meu entender. Porém, nunca fiz depender dela qualquer reacção da minha parte, mas sim dos meios operacionais e legais necessários à transferência. Eu só queria, a ter de ser, reunir as condições mínimas para concretizar a ordem recebida publicamente, consubstanciasse ou não o capricho de alguém, a promessa de circunstância de outrem - numa perspectiva eleitoral, tão paroquial quanto mesquinha e maquiavélica, porventura - e a decisão de um Conselho de Ministros, provavelmente distraído ou mal informado, de onde saiu o Decreto Regulamentar nº5/2009, de 3 de Março. Importava cumprir e… não me competia discutir ordem do meu Ministro, muito menos do Conselho de Ministros. Impunha-se calcular despesas e obter a respectiva aprovação orçamental; definir o local e preparar as instalações; reunir o pessoal necessário em Aveiro; preparar e procurar dinamizar o novo local, o mais operacionalmente possível.
DC Diz que o Conselho de Ministros estava mal informado ao elaborar o referido Decreto Regulamentar?
JP Se me é permitido e com todo o respeito, a sua sustentabilidade parece-me frágil, inconsistente. E passo a explicar. Não me consta terem sido ouvidos os Governadores Civis, muito menos as autarquias, tantas foram as manifestações recebidas de desagrado pela decisão. Não consigo descortinar razões de urgência válidas que permitam dispensar o teste Simplex, independentemente se nele passasse ou não; Não é correcto afirmar-se que a aprovação da transferência não acarrete meios humanos e financeiros, pois acarreta mesmo; Não optimiza recursos físicos e humanos, tão pouco minimiza o impacto na mobilidade regional dos funcionários, antes o provoca e potencia; Não prevenindo adequado planeamento e estratégia de implementação, origina a divisão dos serviços, estimulando improdutividade interna, custos acrescidos de funcionamento, desorientação nos promotores de investimento, obrigando-os a tratar de uns assuntos em Aveiro e de outros em Coimbra, mais custos também para as empresas … numa altura de evidente e grave crise em que se impõe fazer crescer a actividade económica... não só por questões orçamentais e de endividamento externo, mas e sobretudo para evitar o crescimento do desemprego, já a níveis preocupantes; não favorece, no meu entender, o pretendido equilíbrio regional, prefigurando mais a dispersão de serviços do que propriamente a sua desejada desconcentração / descentralização.
DC Fez essas contas?
JP Se o peso de Aveiro é de cerca de 20% a 25% dos processos existentes na DRE-Centro, significa que, “grosso modo”, se permitirá poupar aos de Aveiro cerca de 110 kms, em média, para os assuntos de Aveiro, agravando noutros tantos kms os de Coimbra, Leiria, Guarda, Castelo Branco e Santarém (para os de Viseu ficava quase só a divisão dos serviços como custo); ou seja, um prejuízo líquido para a quase totalidade dos 75% a 80% dos investidores E, acrescento, se se reconhece o dinamismo de Aveiro, o empreendorismo e criatividade das suas gentes… tal foi conseguido com a sede da DRE-C em Coimbra! O que me leva a pensar que há políticos que parecem precisar mais da DRE-Centro em Aveiro que os próprios agentes económicos de lá. Os investimentos em Aveiro e em 2009 atingiram os 300 mil euros; as despesas de funcionamento corrente com Aveiro rondavam os 4 mil euros mensais, à data.
DC A questão das instalações, dizia há pouco, não estava minimamente acautelada…
JP A Direcção Geral do Tesouro, em 18 de Outubro de 2007, informou-me que não tinha conhecimento de imóveis disponíveis no domínio privado do Estado que reúnam as condições pretendidas... No meu relatório atrás referido, apontei 10 hipóteses, com as correspondentes limitações. As instalações acabaram por ser decididas pelo Gabinete do Senhor Ministro da Economia e Inovação em final de Maio de 2009 (!...), cabendo a escolha à décima alternativa do meu relatório de Dezembro de 2010. Por acaso, um andar da Administração Regional de Saúde (ARS), na Av. Lourenço Peixinho, em Aveiro, com cerca de 700 metros quadrados, mas que as pressas e “timings” eleitorais, confinaram-na a cerca de metade. As obras tiveram início nessa altura e entregues as chaves em 19 de Junho de 2009 (sexta-feira). Na segunda-feira, e restante semana seguinte lá estava eu com os Directores de Serviço a estudar a melhor forma de pôr a andar a Sede e cumprir o Decreto Regulamentar. Abrimos ao público em 1 de Julho de 2009. Dificilmente, em minha opinião, alguém o teria feito em menos tempo.
DC Foram entretanto conhecidos os números relativos ao seu funcionamento. Muito pouca procura…
JP De facto, até 31 de Dezembro de 2009, Aveiro teve 1,03% de solicitações/entradas, do total da DRE-Centro no mesmo período, sendo que 48,31% desses 1,03% foram solicitações/entradas meramente administrativas!...
DC E como fez com o pessoal?
JP O quadro era negro, mas não cruzei os braços. Desencadeei os mecanismos de recrutamento de pessoal (complexos e burocráticos quanto baste) para Aveiro, aproveitando as faltas no quadro; Implementei, com o apoio dos demais dirigentes, um sistema de rotatividade que permitisse suprir a falta de pessoal e a integração dos novos, até se completar as necessidades e condições de Aveiro.
DC Ouvindo-o mais parece que esta transferência não foi mais do que um capricho, com alguma arrogância à mistura … para satisfazer clientelas políticas e objectivos eleitorais?
JP Tenho algum prurido em fazer juízos de valor tão categóricos e contundentes, embora, aliás, já expressos na imprensa, mas a cronologia dos acontecimentos e a forma como acabaram por ser concretizados, aliados à manifesta falta de diálogo e à fragilidade dos argumentos aduzidos para a transferência, deixa transparecer isso mesmo, eivada de algum bairrismo primário (há quem lhe chame “capelismo” ou visão “paroquial”) …
DC Neste contexto, já contava com a sua não recondução?
JP Não esperava, confesso. Agora que já estava em Aveiro, com a parte mais difícil desbravada e com uma experiência acumulada interessante… Cumpri a Carta de Missão; cumpri e superei todos os objectivos a que me propus e toda a DRE-Centro; recuperámos processos, aceleramos o processo de decisão, dinamizámos e aproximámo-nos dos agentes económicos, fazendo do longe perto e procurando converter o constrangimento associado ao licenciamento, de uma forma pedagógica, em factor de competitividade… (com menos 25 postos de trabalho que os previstos no quadro, por reformas, mobilidade especial e morte!...). Sendo de Aveiro… nunca esqueci que era Director de toda a Região…
DC Não vendo razão aparente, acha que foi uma questão de perseguição política?
JP É-me difícil aflorar a questão por esse prisma, mas… de facto … e centrando-nos, então, no mais que provável “leitmotiv” (a transferência de sede)… e não me podendo ser atribuídas responsabilidades na decisão; não deixando de cumprir as orientações e ordens recebidas, incluindo a procura de soluções e de meios prometidos, mas ausentes, por mais que delas discordasse, sem deixar de respeitar a ética, a disciplina e hierarquia institucional; tendo cumprido e superado todos os objectivos… De facto, dizia, só associando a minha não recondução à minha passagem recente pela Secção de Espinho do PS, como coordenador. Onde, por razões tão óbvias quanto graves e depois de tudo ter tentado para o evitar, me vi forçado a renunciar. A deputada Rosa Maria Albernaz e o ex – Presidente da Câmara José Mota, dirigentes concelhios, e o deputado Afonso Candal, Presidente da Distrital de Aveiro, saberão bem do que estou a falar... Perseguição política do novo Ministro?!… Não creio, de todo. Se houve pressão ou “lobbing” junto do novo Ministro nesse sentido…
DC O que falhou?
JP Este caso não será um bom exemplo de uma boa decisão ou, diria mesmo, de fazer política. Não me pareceu ser uma decisão pensada e preparada com quem a mesma iria afectar e/ou servir. Uma vez tomada, a mesma não teve o planeamento e estratégia adequados. Não se preveniu com a reunião dos meios necessários à sua concretização. Não teve em conta o equilíbrio e as assimetrias regionais. Não teve em conta a operacionalidade, os custos – directos e indirectos - e a produtividade dos serviços inerentes; Não teve em conta a própria a vertigem legislativa e a dinâmica tecnológica que torna platónica a localização e uma autêntica falácia o pretender, com ela, premiar Aveiro.
DC Que lição retira de tudo isto?
JP Quase era levado a calar e a virar costas a um mundo que, por certo, não é o meu. Mas como não tenho veleidades de viver nas nuvens; como a maioria esmagadora dos cidadãos merece saber como se amassa o pão, isto é, como se cozinham os eleitos e a valia de quem nos governa (há excelentes governantes, registe-se); como a ética, o civismo e a solidariedade - tal como a verdade e a justiça - são valores a proteger e desenvolver… Sugeriria que o cidadão comum se não alheie da vida política, se não demita, antes participe e activamente, sem medos. De contrário, outros (porventura não os melhores, nem melhores) tomarão o lugar, e … governarão e decidirão a sua vida e o seu destino a seu bel-prazer. Participemos na vida interna dos partidos. Votemos. Não nos demitamos da escolha, de contrário… não nos podemos queixar.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Diário As Beiras - 6/1/2010
NOMEAÇÃO – Nome do novo director (ainda) não é conhecido
Economia do vaivém

Economia do vaivém

Muda o ano, não a situação. Três trabalhadores continuam, diariamente, a ir de Coimbra a Aveiro. A única certeza é que Justino Santos será substituído. Fala-se de Antero Gaspar...
Ainda não passou um mês, mas pouco falta. Somam-se os dias e Justino Santos continua a exercer funções, em gestão corrente, como director da Direcção Regional de Economia do Centro (DRE-C). As dúvidas – no que toca a nomes para a substituição e a datas para mudança – são muitas. Certezas, só uma: Justino Santos não foi reconduzido. Lógicas à parte, tudo continua na mesma na DRE-C. Depois de uma breve pausa, foram três dias que os trabalhadores deslocados deixaram de ir para Aveiro, tudo regressou à normalidade. Mas, a paragem, ainda que curta, nas idas para a cidade onde agora funciona a sede da DRE-C teve uma explicação. Basicamente, “por razões de falta de procura de serviços e de já existirem pessoas destacadas fixas em Aveiro”, Justino Santos assumiu suspender a rotatividade. Decisão essa, segundo o ainda director, tomada depois de uma “análise lógica” de todo o processo. “Tudo foi devidamente comunicado e discutido”, sublinhou. Porém, poucos dias depois Justino Santos vem a saber que não será reconduzido e aqui a situação muda de figura. “Foi-me solicitado, para não dar a ideia de abandono, ou esquecimento, que os trabalhadores em rotatividade voltassem a Aveiro”. E assim foi. Diariamente, três pessoas juntam-se às restantes cinco na cidade da ria.
Silêncio no Ministério
Quanto a substituições, Justino Santos continua à espera. “Pode acontecer a todo o momento”, afirma. Há nomes já a circular, o próprio Justino Santos diz “que o mais ouvido é o de Antero Gaspar” – economista, antigo presidente da Câmara de Castelo de Paiva e ex-governador civil de Aveiro, para além de ex-deputado do PS. Mas falta a confirmação. Do Ministério da Economia e da Inovação, apesar dos telefonemas e dos emails enviados, não veio nenhuma resposta. Entretanto, resta esperar. S[egundo a lei que estabelece regras para as nomeações dos altos cargos dirigentes da Administração Pública, o exercício de funções em regime de gestão corrente não poderá exceder o prazo máximo de 90 dias.
Sindicato quer ser ouvido
Dois ofícios depois, mudança de pasta de ministro, e nada. O pedido de reunião com o titular da pasta da economia e da inovação continua com data indefinida. O Governo fala em “diálogo e concertação”, mas na lógica de Marli Antunes, do Sindicato de Trabalhadores da Função Pública, “ignorar sindicatos é um mau sinal”. Quanto às idas para Aveiro, “uma decisão lamentável e político-partidária”, o sindicato continua a não entender. Ou seja aquela que é apelidada como uma decisão “fiasco” devia ser refeita. Uma delegação em Aveiro e sede em Coimbra, é um dos desejos do sindicato para 2010.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Diário de Aveiro
O grande pinóquio aveirense
Aveiro: Antero Gaspar será o próximo director Regional de Economia
Justino Santos Pinto não continuará à frente da Direcção de Economia do Centro. Será substituído por Antero Gaspar
Antero Gaspar pode vir a ser o próximo Director Regional de Economia do Centro, substituindo no cargo Justino Santos Pinto, uma vez que não será reconduzido nas funções, segundo apurou ontem o Diário de Aveiro.
Justino Santos Pinto encontra-se ainda em funções - ontem participava numa reunião em Coimbra - mas não continuará no cargo a partir da nomeação do seu sucessor. Contudo, a decisão não estará ainda decidida nem formalmente anunciada embora a nomeação ministerial tenha um prazo máximo para ocorrer.
O nome de Antero Gaspar, ex-governador civil de Aveiro e ex-deputado do PS, a ser o escolhido para a Direcção Regional, resultará de escolha entre outras possibilidades para assumir aquelas funções. Ontem, não foi possível obter uma declaração de Antero Gaspar que se manteve incontactável ao longo do dia.
A Direcção Regional de Economia do Centro foi transferida de Coimbra para Aveiro, instalada desde Julho último na Avenida Lourenço Peixinho.
(Mais uma inverdade. A sede está em Aveiro, mas a Direcção continua a funcionar em Coimbra. Os trabalhadores até vão, em rotatividade, fazer número para Aveiro)
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Poleiro disponível

Diário As Beiras - 15 de Dezembro de 2009
Raquel Mesquita
ECONOMIA – Director Regional do Centro de saída
Nem Coimbra… nem Aveiro
Justino Pinto assumiu funções, ainda funcionava a sede em Coimbra. Entretanto, mudou-se para Aveiro. Muda o ministro e o director não foi reconduzido ao cargo. A transferência dos serviços de Economia volta a ser alvo de críticas.
Durante pouco mais de cinco meses, diariamente, três trabalhadores da Direcção Regional de Economia do Centro (DRE-Centro) partiam para Aveiro. A explicação é simples: a sede da DRE-Centro, agora a funcionar na cidade da ria, exigia a mudança… pelo menos durante as horas de serviço. Porém, esta rotina – que nunca agradou aos trabalhadores transferidos, (alguns ainda não receberam as ajudas de custo) – acabou. Sim, pelo menos por enquanto. Desde sexta-feira passada, 11 de Dezembro, que os três trabalhadores deslocados deixaram de ir para Aveiro. Explicação? O director da DRE-Centro, Justino Pinto, não foi reconduzido ao cargo. E porque foi demitido, ele determinou que o próximo decidisse o destino dos trabalhadores. Palavras de Margarida Machado, funcionária da DRE-Centro, proferidas, ontem, durante uma reunião com o Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública e com a deputada do PCP, Rita Rato.
Estes são os factos mais recentes. Contudo, há mais. Desde o dia 1 de Julho que muito mudou na DREC-Centro. Os trabalhadores falam de quebra de produtividade e que o trabalho em Coimbra foi prejudicado. Basicamente, o funcionamento dos serviços de Economia, nas antigas instalações da Administração Regional de Saúde do Centro, em Aveiro, não agradam. E se no início foram cedidas a custo zero, agora paga-se uma renda mensal. Pior: os trabalhadores falam da falta de espaço – o serviço funciona em 350 m2 – e apontam o dedo ainda ao facto de os processos terem que ser terminados em Coimbra, onde estão os arquivos e todo o material necessário, afirma Maria de Jesus Assunção, também ela funcionária da DREC-Centro. Outro dado, seis pessoas atendidas. É este o balanço do número de atendimentos efectuados desde a mudança efectuada em Julho.
Mudança contestada
O sindicato nunca aceitou as alterações. Aliás, desde o início que as contestaram e pediram audiências com o ministro da Economia e com os deputados eleitos pelo círculo eleitoral de Coimbra. Nada. Continuamos por ser recebidos. Este governante revela pouca postura de Estado quando nem sequer acusa recepção do ofício, explica Marli Antunes do sindicato. A deputada do PCP, Rita Rato, diz-se solidária e fala em decisões político-partidárias. Quanto a soluções, a opinião é unânime: revogar decisões e mudar a sede de Aveiro, novamente para Coimbra. Espera. Ninguém sabe o futuro da DREC-Centro. Se uns desconfiam da demissão de Justino Pinto, outros vêem esperança. José Manuel, do sindicato, pensa numa mudança da agulha. Em outras palavras, talvez se vá criar uma delegação em Aveiro, e a sede em Coimbra.
Ministério da Economia confirma saída de Justino Pinto
Novo Governo, novo ministro, logo, novos directores regionais. Existem cinco direcções regionais de economia, e quanto a alterações, com a tomada de posse do ministro Vieira da Silva, Justino Pinto não foi reconduzido ao cargo, disse fonte do gabinete de imprensa do Ministério da Economia e Inovação. Quanto a nomes, o futuro director do DREC-Centro ainda não é conhecido. Contactado pelo DIÁRIO AS BEIRAS, Justino Pinto, confirma que de acordo com a legislação em vigor, não foi reconduzido ao cargo, sendo certo que os restantes cinco directores foram.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Presente envenenado
Tenham medo... Muito medo. Eles andam aí!
Após o governo ter despachado o Director Regional uma onda de euforia tomou posse dos trabalhadores da Direcção Regional.
Também, confesso, alinhei nesta euforia, mas sempre com a sensação de termos recebido um presente envenenado.
O Director foi despachado por não ter conseguido levar avante, nem cumprido na totalidade, a loucura do ex Ministro da Economia. Alguém teria que pagar as favas e a sorte grande, assim como a terminação, sairam-lhe na rifa.
O que aí vem assusta-me. Este desgoverno já deu mostras de que tudo é possível. Alguns sinais já foram dados.
Desde sexta-feira passada, 11 de Dezembro, os trabalhadores deixaram de participar no brilhante esquema de rotatividade na excursão para Aveiro, por ordem expressa do Director Regional. Durou pouco tempo esta pseudo-vitória. Uma divindade superior recolocou tudo nos eixos. A partir do dia 16 de Dezembro regressa tudo à normalidade. Novamente as tão famosas excursões, para fazer número em Aveiro, serão restabelecidas.
É este tipo de reviravoltas que me deixa verdadeiramente apreensiva. O que está para vir?
Não nos podemos acomodar e continuar a lutar contra esta decisão irracional e totalmente desastrosa.
A LUTA CONTINUA!
Após o governo ter despachado o Director Regional uma onda de euforia tomou posse dos trabalhadores da Direcção Regional.
Também, confesso, alinhei nesta euforia, mas sempre com a sensação de termos recebido um presente envenenado.
O Director foi despachado por não ter conseguido levar avante, nem cumprido na totalidade, a loucura do ex Ministro da Economia. Alguém teria que pagar as favas e a sorte grande, assim como a terminação, sairam-lhe na rifa.
O que aí vem assusta-me. Este desgoverno já deu mostras de que tudo é possível. Alguns sinais já foram dados.
Desde sexta-feira passada, 11 de Dezembro, os trabalhadores deixaram de participar no brilhante esquema de rotatividade na excursão para Aveiro, por ordem expressa do Director Regional. Durou pouco tempo esta pseudo-vitória. Uma divindade superior recolocou tudo nos eixos. A partir do dia 16 de Dezembro regressa tudo à normalidade. Novamente as tão famosas excursões, para fazer número em Aveiro, serão restabelecidas.
É este tipo de reviravoltas que me deixa verdadeiramente apreensiva. O que está para vir?
Não nos podemos acomodar e continuar a lutar contra esta decisão irracional e totalmente desastrosa.
A LUTA CONTINUA!
Nem Coimbra… nem Aveiro

ECONOMIA – Director Regional do Centro de saída
Nem Coimbra… nem Aveiro
Justino Pinto assumiu funções, ainda funcionava a sede em Coimbra. Entretanto, mudou-se para Aveiro. Muda o ministro e o director não foi reconduzido ao cargo. A transferência dos serviços de Economia volta a ser alvo de críticas.
Nem Coimbra… nem Aveiro
Justino Pinto assumiu funções, ainda funcionava a sede em Coimbra. Entretanto, mudou-se para Aveiro. Muda o ministro e o director não foi reconduzido ao cargo. A transferência dos serviços de Economia volta a ser alvo de críticas.
Director Regional de Economia foi “despachado” pelo Governo
Diário de Coimbra - 15 de Dezembro de 2009
Escrito por João Luís Campos
ÚNICO DIRECTOR QUE ABANDONA CARGO
Justino Pinto não foi reconduzido na DRE Centro
Director Regional de Economia foi ´despachado´ pelo Governo. Não se sabe, para já, quem é o ´senhor que se segue´.
O ministro da Economia decidiu não reconduzir o Director Regional de Economia (DRE) do Centro, Justino Pinto, não se sabendo ainda quem é o ´senhor que se segue´.
Na semana passada, ao que apurámos, os cinco directores regionais foram sendo chamados ao gabinete do ministro Vieira da Silva e de todos apenas o do Centro não foi reconduzido ao abrigo da lei que faz cair todos estes lugares no final das legislaturas.
Justino Pinto, o qual não conseguimos contactar durante o dia de ontem, terá sido apanhado de surpresa e alguns dias depois chamou os funcionários da DRE Centro para lhes comunicar o sucedido.
Fonte por nós contactada explicou-nos que foi o adjunto quem leu a mensagem a dar conta da “despedida” já que Justino Pinto estaria algo emocionado com toda esta situação. Pese embora não tenham sido explicados os motivos da não recondução no cargo – ao abrigo da lei em causa não é necessário justificar - a polémica transferência da sede da DRE Centro de Coimbra para Aveiro está obviamente ligada a este caso.
Ao longo do processo, Justino Pinto não terá escondido os problemas organizacionais que a mudança implicava bem como a sua falta de lógica operacional. Ainda em Setembro, quando o DC noticiava que em dois meses e meio a sede em Aveiro atendera seis pessoas, Justino Pinto falava de algumas dificuldades colocadas pela mudança, pese embora na altura justificasse a falta de procura com o período de Verão.
Já mais recentemente, quando por nós entrevistado para a revista das “500 Maiores Empresas” do distrito, Justino Pinto fazia um balanço altamente positivo do seu tempo na DRE Centro mas falava de alguma «angústia» relativamente à mudança.
Justino Pinto fica para já em funções até ser nomeado o seu substituto, o que pode acontecer nas próximas semanas. Provavelmente será escolhido alguém de Aveiro pese embora, curiosamente, Justino Pinto seja do distrito de Aveiro. Tem 61 anos, é natural da Feira e mora em Espinho. Antes de chegar à DRE Centro, em Julho de 2007, foi gestor em vários sectores de actividade.
Esta situação surge poucos dias depois de se ter sabido que a Directora Regional da Educação escolhida pela ministra Isabel Alçada não estaria em condições legais de ocupar o lugar tendo desocupado o gabinete onde se sentara apenas durante meia dúzia de dias.
Escrito por João Luís Campos
ÚNICO DIRECTOR QUE ABANDONA CARGO
Justino Pinto não foi reconduzido na DRE Centro
Director Regional de Economia foi ´despachado´ pelo Governo. Não se sabe, para já, quem é o ´senhor que se segue´.
O ministro da Economia decidiu não reconduzir o Director Regional de Economia (DRE) do Centro, Justino Pinto, não se sabendo ainda quem é o ´senhor que se segue´.
Na semana passada, ao que apurámos, os cinco directores regionais foram sendo chamados ao gabinete do ministro Vieira da Silva e de todos apenas o do Centro não foi reconduzido ao abrigo da lei que faz cair todos estes lugares no final das legislaturas.
Justino Pinto, o qual não conseguimos contactar durante o dia de ontem, terá sido apanhado de surpresa e alguns dias depois chamou os funcionários da DRE Centro para lhes comunicar o sucedido.
Fonte por nós contactada explicou-nos que foi o adjunto quem leu a mensagem a dar conta da “despedida” já que Justino Pinto estaria algo emocionado com toda esta situação. Pese embora não tenham sido explicados os motivos da não recondução no cargo – ao abrigo da lei em causa não é necessário justificar - a polémica transferência da sede da DRE Centro de Coimbra para Aveiro está obviamente ligada a este caso.
Ao longo do processo, Justino Pinto não terá escondido os problemas organizacionais que a mudança implicava bem como a sua falta de lógica operacional. Ainda em Setembro, quando o DC noticiava que em dois meses e meio a sede em Aveiro atendera seis pessoas, Justino Pinto falava de algumas dificuldades colocadas pela mudança, pese embora na altura justificasse a falta de procura com o período de Verão.
Já mais recentemente, quando por nós entrevistado para a revista das “500 Maiores Empresas” do distrito, Justino Pinto fazia um balanço altamente positivo do seu tempo na DRE Centro mas falava de alguma «angústia» relativamente à mudança.
Justino Pinto fica para já em funções até ser nomeado o seu substituto, o que pode acontecer nas próximas semanas. Provavelmente será escolhido alguém de Aveiro pese embora, curiosamente, Justino Pinto seja do distrito de Aveiro. Tem 61 anos, é natural da Feira e mora em Espinho. Antes de chegar à DRE Centro, em Julho de 2007, foi gestor em vários sectores de actividade.
Esta situação surge poucos dias depois de se ter sabido que a Directora Regional da Educação escolhida pela ministra Isabel Alçada não estaria em condições legais de ocupar o lugar tendo desocupado o gabinete onde se sentara apenas durante meia dúzia de dias.
domingo, 20 de setembro de 2009
Direcção Regional de Economia está "às moscas" em Aveiro
Diário de Coimbra - 18/09/2009
Apenas seis atendimentos em dois meses e meio
Transferência dos serviços de Economia para Aveiro volta a ser criticada. Os poucos atendimentos tiveram inclusive de ser concluídos em Coimbra.
Entre 1 de Julho e 14 de Setembro, a Direcção Regional de Economia do Centro (DRE – Centro), agora sedeada em Aveiro, procedeu apenas a seis atendimentos, denunciou o Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública, acrescentando que esses processos tiveram ainda de ser concluídos em Coimbra, onde se mantém a «totalidade das valências deste serviço».
Em comunicado, o sindicato frisa que o processo «está errado desde a sua génese», devendo ser corrigido na próxima legislatura, com a reinstalação da sede nas instalações na Rua Câmara Pestana, em Coimbra, construídas de raiz em 1993 para acolher este organismo do Estado.
O director regional de Economia justifica a baixa procura com o período de férias, altura em que a actividade das empresas diminui. «As solicitações não são muito abundantes nesta fase», reconheceu, convicto de que o movimento deve começar a intensificar-se.
Justino Pinto reconhece também que a sede da DRE-Centro ainda funciona de «forma muito incipiente», devido à recente instalação em Aveiro, no entanto, está a dar «conta do recado». A funcionar na Avenida Lourenço Peixinho desde 1de Julho, a direcção regional não tem ainda o quadro de pessoal completo, existindo 25 vagas para preencher, com o director a admitir que tem sido «dramático» completar o quadro de funcionários, devido a questões burocráticas e constrangimentos orçamentais.
O Diário de Coimbra tentou apurar o volume de serviço em Coimbra no mesmo período, mas tal não foi possível. Seja como for, Marli Antunes, do Sindicato da Função Pública do Centro, frisa que a escassa procura em Aveiro vem revelar o que se insistiu durante todo o período de contestação. Ou seja, que a maior parte dos concelhos industrializados daquele distrito é abrangida pela Direcção Regional de Economia do Norte.
Na sua contestação, o sindicato apresenta também alguns números que dão conta das supostas despesas com a transferência para Aveiro da Direcção Regional de Economia. Só para obras e equipamentos terão sido gastos 400 mil euros, a que se somam cerca de 100 euros diários para o aluguer de uma carrinha de nove lugares para fazer o transporte de trabalhadores. Depois, há que contabilizar as portagens, estacionamento, pagamento de ajudas de custo, sendo que, de acordo com o sindicato, faltam ainda adquirir 18 computadores.
Autarcas reclamam sede em Coimbra
Quando o assunto é a mudança da DRE-Centro para Aveiro, o discurso do presidente da Câmara Municipal de Coimbra é praticamente sempre o mesmo. «Foi uma solução estúpida e continua a ser uma solução estúpida», adiantou Carlos Encarnação, acrescentando que «esta medida não tem sentido», como tal, «mais cedo ou mais tarde, as pessoas vão perceber que foram enganadas e que a melhor forma é resolver o problema», trazendo de novo a sede para Coimbra.
Contactado pelo Diário de Coimbra, Victor Baptista, deputado, número dois nas listas do Partido Socialista (PS) pelo círculo eleitoral de Coimbra à Assembleia da República e presidente da Federação Distrital de Coimbra do PS, realçou que a mudança «não alterou em nada» o funcionamento da DRE-Centro, pelo que manifesta a sua «discordância profunda» por esta opção política, tomada pelo ex-ministro da Economia, Manuel Pinho. O também vereador da Câmara Municipal de Coimbra recorda que esta é a sua posição «desde o início», tanto que até chegou a enviar um requerimento à Assembleia da República apelando à permanência da DRE-Centro em Coimbra.
(Este ou é parvo, o que é absolutamente verdade, ou pensa que somos atrasados mentais).
Apenas seis atendimentos em dois meses e meio
Transferência dos serviços de Economia para Aveiro volta a ser criticada. Os poucos atendimentos tiveram inclusive de ser concluídos em Coimbra.
Entre 1 de Julho e 14 de Setembro, a Direcção Regional de Economia do Centro (DRE – Centro), agora sedeada em Aveiro, procedeu apenas a seis atendimentos, denunciou o Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública, acrescentando que esses processos tiveram ainda de ser concluídos em Coimbra, onde se mantém a «totalidade das valências deste serviço».
Em comunicado, o sindicato frisa que o processo «está errado desde a sua génese», devendo ser corrigido na próxima legislatura, com a reinstalação da sede nas instalações na Rua Câmara Pestana, em Coimbra, construídas de raiz em 1993 para acolher este organismo do Estado.
O director regional de Economia justifica a baixa procura com o período de férias, altura em que a actividade das empresas diminui. «As solicitações não são muito abundantes nesta fase», reconheceu, convicto de que o movimento deve começar a intensificar-se.
Justino Pinto reconhece também que a sede da DRE-Centro ainda funciona de «forma muito incipiente», devido à recente instalação em Aveiro, no entanto, está a dar «conta do recado». A funcionar na Avenida Lourenço Peixinho desde 1de Julho, a direcção regional não tem ainda o quadro de pessoal completo, existindo 25 vagas para preencher, com o director a admitir que tem sido «dramático» completar o quadro de funcionários, devido a questões burocráticas e constrangimentos orçamentais.
O Diário de Coimbra tentou apurar o volume de serviço em Coimbra no mesmo período, mas tal não foi possível. Seja como for, Marli Antunes, do Sindicato da Função Pública do Centro, frisa que a escassa procura em Aveiro vem revelar o que se insistiu durante todo o período de contestação. Ou seja, que a maior parte dos concelhos industrializados daquele distrito é abrangida pela Direcção Regional de Economia do Norte.
Na sua contestação, o sindicato apresenta também alguns números que dão conta das supostas despesas com a transferência para Aveiro da Direcção Regional de Economia. Só para obras e equipamentos terão sido gastos 400 mil euros, a que se somam cerca de 100 euros diários para o aluguer de uma carrinha de nove lugares para fazer o transporte de trabalhadores. Depois, há que contabilizar as portagens, estacionamento, pagamento de ajudas de custo, sendo que, de acordo com o sindicato, faltam ainda adquirir 18 computadores.
Autarcas reclamam sede em Coimbra
Quando o assunto é a mudança da DRE-Centro para Aveiro, o discurso do presidente da Câmara Municipal de Coimbra é praticamente sempre o mesmo. «Foi uma solução estúpida e continua a ser uma solução estúpida», adiantou Carlos Encarnação, acrescentando que «esta medida não tem sentido», como tal, «mais cedo ou mais tarde, as pessoas vão perceber que foram enganadas e que a melhor forma é resolver o problema», trazendo de novo a sede para Coimbra.
Contactado pelo Diário de Coimbra, Victor Baptista, deputado, número dois nas listas do Partido Socialista (PS) pelo círculo eleitoral de Coimbra à Assembleia da República e presidente da Federação Distrital de Coimbra do PS, realçou que a mudança «não alterou em nada» o funcionamento da DRE-Centro, pelo que manifesta a sua «discordância profunda» por esta opção política, tomada pelo ex-ministro da Economia, Manuel Pinho. O também vereador da Câmara Municipal de Coimbra recorda que esta é a sua posição «desde o início», tanto que até chegou a enviar um requerimento à Assembleia da República apelando à permanência da DRE-Centro em Coimbra.
(Este ou é parvo, o que é absolutamente verdade, ou pensa que somos atrasados mentais).
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Intervenção do Deputado Fernando Antunes
Intervenção do Deputado Fernando Antunes manisfestando a posição contra do PSD e em especial dos Deputados do Distrito de Coimbra, pela deslocalização da Direcção Regional da Economia do Centro para Aveiro.
Os deputados do PS, do Distrito de Coimbra, entraram mudos e sairam calados. São os tachos senhor! São os tachos.
Intervenção
Deputado Fernando Antunes
22 de Julho de 2009
Senhor Presidente
Senhoras e Senhores Deputados
A primeira palavra é para saudar os subscritores da Petição 568/X, que a seu tempo reagiram ao que, a todos os títulos, foi uma decisão politicamente duvidosa em razão dos objectivos de eficácia de um serviço público, a Direcção Regional de Economia do Centro.
O que o Governo Socialista fez neste caso foi a expressão mais básica de um populisma que pensa que tu "compra", sem lembrar o ditado popular que nos diz "quando a oferta é grande até o pobre desconfia".
Foi isso que fez o Governo com a sua decisão de 25 de Janeiro, ao oferecer na bandeja a Aveiro, a Sede da Direcção Regional de Economia. Corno se isso viesse resolver os graves problemas económicos das pequenas e médias empresas ou dos cidadãos daquele dinâmico Distrito ou os problemas de mais desenvolvimento para Aveiro.
Aveiro não merecia a peguenez da oferta de um serviço espartilhado só comparável com a pequenez política de um Ministro da Economia que só vende "gato por lebre" e que, pasme-se, justificou a decisão com o Simplex.
Parece-nos clara a razão dos Peticionários:
- A centralidade da localização geográfica não é indiferente quando, nomeadamente com a gestão de QREN, a zona centro se estende quase até às portas de Lisboa;
- Em problemas de natureza ambiental a mudança operada pelo Governo abriga os cidadãos a perdas de tempo e custos redobrados por terem de andar de cá para lá e vice-versa;
- Espartilhar a DRE não aproveitando instalações novas e de raiz com óptimas condições como as que existem, obriga a custos correntes e de investimento a que o Pais devia ser poupado;
- As percentagens da actividade económica e empresarial, com impacto nos serviços da DRE, não justifica de maneira nenhuma a mudança operada.
Por tal razão o PSD não vê motivos para a mudança da Sede da DRE para Aveiro, entendendo que o Governo quis recolher vantagens políticas, oferecendo a Aveiro "uma mão cheia de nada", pondo em causa a qualidade de um serviço exemplar e mantendo para com Coimbra uma atitude discríminatória que faz desta Legislatura Socialista um dos períodos mais negros em termos de decisão política do Governo e de investimento efectivo naquela que é a maior cidade da região centro.
terça-feira, 28 de julho de 2009
Intervenção proferida aquando da discussão da petição
Intervenção do PCP, proferida aquando da discussão da petição nº 568/X - Pela permanência
da DRE -Centro - Coimbra.
PETIÇÃO Nº 568/X/4ª
Pela Permanência da
DRE-Centro em Coimbra
Deputado Agostinho Lopes
22JUL09
Senhor Presidente,
Senhores Deputados,
Na sua boa fé, os cidadãos que subscreveram a Petição “Pela permanência da DRE - Centro em Coimbra”, promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro, invocam “os avultados encargos para o erário público”, a inoperacionalidade (níveis de produtividade, eficácia e eficiência) gerada pela mudança, o crescimento dos custos e tempo dispendido pelos utentes.
Ingénuos, os cidadãos, queriam uma “lógica funcional”, razões objectivas, uma qualquer racionalidade de organização dos serviços públicos, para a decisão do Conselho de Ministros de 21 de Janeiro.
Dizemos ingénuos, porque ignoram (ou talvez não) as duas “lógicas” que tutelaram e prevaleceram na “reorganização” dos serviços públicos sob o Governo PS/Sócrates:
- A moderníssima lógica do PRACE/PEC ou vice-versa!
- A velhíssima lógica caciqueira!
(Poderíamos ainda falar da lógica do fomento do turismo interno)
A primeira lógica (aparentemente contraditória com a segunda), levou ao desmantelamento e ao caos no Ministério da Agricultura e Pescas – há pescador de Setúbal que tem de ir às Caldas da Rainha umas vezes, outras a Santarém e outras ainda a Évora para tratar dos seus problemas – e ao despedimento de centenas de trabalhadores, em casa há dois anos, muitos a receberem menos que o SMN, a que se seguiu a contratação para os mesmos lugares de trabalho precário, a empresas de trabalho temporário! Nada mau para quem queria combater a precariedade com o Código do Trabalho!
A segunda lógica, a do cacique que eleito, no “poleiro” diria Eça, “puxa” para a terra um benefício qualquer, nem que seja uma DR Economia. Ora Manuel Pinho, ex-Ministro da Economia, tinha sido cabeça de Lista e eleito por Aveiro, era ele que mandava no Ministério, logo “puxou” a DR Economia mais à mão! Qual lógica, qual carapuça! Podem agora também perceber os peticionários, porque não os informaram dos “motivos/fundamentos (…) da decisão”! Também, naturalmente sem resposta, está uma Pergunta do PCP dirigida em Março ao Ministro da Economia!
E até podemos dizer que não foi o primeiro, nestas “puxadas”!
Segundo um diário regional bem informado e perto do Governo “O facto de o Ministro do Trabalho (…) Vieira da Silva, ter sido o número dois do PS pelo distrito de Braga nas últimas eleições legislativas terá pesado também (?!) na escolha (em Dezembro de 2007) da capital do distrito para sede da Direcção Regional da ACT”. Assim se “compensava” Braga, segundo o Jornal, pela perda da DR Agricultura de EDM!
Digamos, que a manter-se esta lógica “compensatória”, talvez Coimbra possa esperar pela transferência da Capitania do Porto de Aveiro!
Tudo isto seria risível, se não fosse a gravidade destas decisões descredibilizar o regime democrático e atentar contar os interesses do País e das regiões. É triste e não é fado. São as lógicas da reforma da Administração Pública, segundo a política de direita do Governo PS/Sócrates.
da DRE -Centro - Coimbra.
PETIÇÃO Nº 568/X/4ª
Pela Permanência da
DRE-Centro em Coimbra
Deputado Agostinho Lopes
22JUL09
Senhor Presidente,
Senhores Deputados,
Na sua boa fé, os cidadãos que subscreveram a Petição “Pela permanência da DRE - Centro em Coimbra”, promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro, invocam “os avultados encargos para o erário público”, a inoperacionalidade (níveis de produtividade, eficácia e eficiência) gerada pela mudança, o crescimento dos custos e tempo dispendido pelos utentes.
Ingénuos, os cidadãos, queriam uma “lógica funcional”, razões objectivas, uma qualquer racionalidade de organização dos serviços públicos, para a decisão do Conselho de Ministros de 21 de Janeiro.
Dizemos ingénuos, porque ignoram (ou talvez não) as duas “lógicas” que tutelaram e prevaleceram na “reorganização” dos serviços públicos sob o Governo PS/Sócrates:
- A moderníssima lógica do PRACE/PEC ou vice-versa!
- A velhíssima lógica caciqueira!
(Poderíamos ainda falar da lógica do fomento do turismo interno)
A primeira lógica (aparentemente contraditória com a segunda), levou ao desmantelamento e ao caos no Ministério da Agricultura e Pescas – há pescador de Setúbal que tem de ir às Caldas da Rainha umas vezes, outras a Santarém e outras ainda a Évora para tratar dos seus problemas – e ao despedimento de centenas de trabalhadores, em casa há dois anos, muitos a receberem menos que o SMN, a que se seguiu a contratação para os mesmos lugares de trabalho precário, a empresas de trabalho temporário! Nada mau para quem queria combater a precariedade com o Código do Trabalho!
A segunda lógica, a do cacique que eleito, no “poleiro” diria Eça, “puxa” para a terra um benefício qualquer, nem que seja uma DR Economia. Ora Manuel Pinho, ex-Ministro da Economia, tinha sido cabeça de Lista e eleito por Aveiro, era ele que mandava no Ministério, logo “puxou” a DR Economia mais à mão! Qual lógica, qual carapuça! Podem agora também perceber os peticionários, porque não os informaram dos “motivos/fundamentos (…) da decisão”! Também, naturalmente sem resposta, está uma Pergunta do PCP dirigida em Março ao Ministro da Economia!
E até podemos dizer que não foi o primeiro, nestas “puxadas”!
Segundo um diário regional bem informado e perto do Governo “O facto de o Ministro do Trabalho (…) Vieira da Silva, ter sido o número dois do PS pelo distrito de Braga nas últimas eleições legislativas terá pesado também (?!) na escolha (em Dezembro de 2007) da capital do distrito para sede da Direcção Regional da ACT”. Assim se “compensava” Braga, segundo o Jornal, pela perda da DR Agricultura de EDM!
Digamos, que a manter-se esta lógica “compensatória”, talvez Coimbra possa esperar pela transferência da Capitania do Porto de Aveiro!
Tudo isto seria risível, se não fosse a gravidade destas decisões descredibilizar o regime democrático e atentar contar os interesses do País e das regiões. É triste e não é fado. São as lógicas da reforma da Administração Pública, segundo a política de direita do Governo PS/Sócrates.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Relatório Final - Assembleia da República
Download do Relatório da Petição Nº 568/X/4 - "Pela permanência da Direcção Regional de Economia do Centro em Coimbra" e resposta do Gabinete do Ministro da Economia e da Inovação.
Alguém anda a mandar areia para os nossos olhos.
http://www.box.net/shared/i19if89ejg
A criação da DRE Norte/Sul teve os votos contra de todos os partidos da oposição, mas foi aprovada pela maioria socialista.
Apetece questionar os senhores deputados do PS, eleitos por Coimbra, o que andam a fazer no Parlamento, uma vez que, eleitos pelo nosso distrito não defendem a nossa região. São os tachos senhor, depois de conquistado o poleiro o povinho que se lixe.
Não se pode deixar de realçar a brilhante prestação do Vitinho Baptista, que tanto empenho tem demonstrado em destruir todos os serviços relevantes em Coimbra. Sim, este senhor foi eleito pelas listas do PS de Coimbra e se não me falha a memória é presidente de qualquer coisa da concelhia do PS.
Durante a discussão da nossa petição, na Assembleia da República, passou-se dos carretos e defendeu com unhas e dentes a criação da DRE Norte\Sul. Obrigadinho Sr. Vitinho. Não me irei esquecer de si nem dos seus pares.
Alguém anda a mandar areia para os nossos olhos.
http://www.box.net/shared/i19if89ejg
A criação da DRE Norte/Sul teve os votos contra de todos os partidos da oposição, mas foi aprovada pela maioria socialista.
Apetece questionar os senhores deputados do PS, eleitos por Coimbra, o que andam a fazer no Parlamento, uma vez que, eleitos pelo nosso distrito não defendem a nossa região. São os tachos senhor, depois de conquistado o poleiro o povinho que se lixe.
Não se pode deixar de realçar a brilhante prestação do Vitinho Baptista, que tanto empenho tem demonstrado em destruir todos os serviços relevantes em Coimbra. Sim, este senhor foi eleito pelas listas do PS de Coimbra e se não me falha a memória é presidente de qualquer coisa da concelhia do PS.Durante a discussão da nossa petição, na Assembleia da República, passou-se dos carretos e defendeu com unhas e dentes a criação da DRE Norte\Sul. Obrigadinho Sr. Vitinho. Não me irei esquecer de si nem dos seus pares.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
DRE-Centro em Aveiro
DESPACHO N° 17/2009 - DIR
Na sequência da Decreta Regulamentar n° 512009, de 03 de Março, a sede da DRE-Centro passou a ser em Aveiro.
Reunidas as condições mínimas indispensáveis, em termos de instalações e orçamentais, importa definir e dar corpo às acções necessárias e relativas à logística e operacíonalização da seu funcionamento, com especial atenção para a problemática da deslocação de pessoal, recrutamento e integração de nova para a nova sede, em Aveiro, Av. Lourenço Peixinho, n° 42 - 2°.
De acordo com a estratégia comunicada, em reunião de trabalhadores de 22 de Junho p. p., com a presença das Senhoras Dras. Teresa Moreira e Ana Costa Dias, digníssimas Chefe de gabinete e Assessora de Sua Excelência o MEI, respectivamente, ficou decidido que se iria assegurar o funcionamento da sede em Aveiro da DRE-Centro, ainda que com a dimensão de "front office", nesta fase, em regime de rotatividade, garantido o funcionamento de todos os serviços da Direcção Regional, à excepção dos da Qualidade, nomeadamente dos relacionados com o Laboratório Regional de Metrologia, até completa integração dos novos quadros já recrutados e a recrutar para Aveiro, garantindo 14 / 15 postos de trabalho permanentemente afectos à sede.
ASSIM, DETERMINO:
1. Todas as Direcções de Serviço deverão estar lá representadas, de forma a permitir uma cobertura digna de todos os serviços, sendo que a rotatividade abrange os próprios dirigentes.
2. Completo o quadro de pessoal a afectar a Aveiro e integrados nas suas funções os novos elementos, o pessoal de Coimbra regressará á sua base de trabalho actual.
3. Para compensar custos da deslocação, o pessoal a deslocar-se para Aveiro será considerado em serviço externo, vencendo os 25% de ajudas de custo.
4. A deslocação far-se-á em carrinha pasta á disposição dos funcionários a deslocar para Aveiro ou com viaturas de serviço da DRE-C, salvaguardadas as condicionantes de seguro e horário de funcionamento.
5. Para o bom desempenho desta nossa missão, que compreendo complexa e algo angustiante, solicito o melhor empenha de todos os dirigentes no sentido de a podermos levar a bom porto, ficando ao seu cuidado a definição e o controlo da lista de rotatividade da Direcção de Serviços respectiva.
6. A partir da próxima 2a.feira, dia 29 de Junho, dar-se-á início ao funcionamento da sede, ainda não aberta ao público, testando equipamentos e eventuais falhas, de forma a permitir a sua abertura ao público, formal e oficialmente, em 1 de Julho de 2009, com a eficiência e qualidade de serviço que tem caracterizado e sido reconhecida à DRECentro.
Aproveito para igualmente solicitar, não só aos dirigentes, mas a todos os funcionários da DRE-C a melhor compreensão e todo o apoio possível para colmatarmos as eventuais lacunas de opera cíonalidade que, nesta fase, podem acontecer. .
Independentemente de tudo, é a imagem da DRE-Centro e a dignidade dos seus colaboradores que está em causa.
Pretende-se não só minimizar os transtornas de uma mudança como esta, mas também criar equipas motivadas e interligadas numa missão e objectivos comuns que melhor sirvam a Região Centro.
Ninguém ficará mais longe e nós, no dia a dia, já demonstramos ser capazes de fazer do longe perto.
Coimbra, 25 de Junho de 2009
Justino Santos Pinto
Director Regional
Na sequência da Decreta Regulamentar n° 512009, de 03 de Março, a sede da DRE-Centro passou a ser em Aveiro.
Reunidas as condições mínimas indispensáveis, em termos de instalações e orçamentais, importa definir e dar corpo às acções necessárias e relativas à logística e operacíonalização da seu funcionamento, com especial atenção para a problemática da deslocação de pessoal, recrutamento e integração de nova para a nova sede, em Aveiro, Av. Lourenço Peixinho, n° 42 - 2°.
De acordo com a estratégia comunicada, em reunião de trabalhadores de 22 de Junho p. p., com a presença das Senhoras Dras. Teresa Moreira e Ana Costa Dias, digníssimas Chefe de gabinete e Assessora de Sua Excelência o MEI, respectivamente, ficou decidido que se iria assegurar o funcionamento da sede em Aveiro da DRE-Centro, ainda que com a dimensão de "front office", nesta fase, em regime de rotatividade, garantido o funcionamento de todos os serviços da Direcção Regional, à excepção dos da Qualidade, nomeadamente dos relacionados com o Laboratório Regional de Metrologia, até completa integração dos novos quadros já recrutados e a recrutar para Aveiro, garantindo 14 / 15 postos de trabalho permanentemente afectos à sede.
ASSIM, DETERMINO:
1. Todas as Direcções de Serviço deverão estar lá representadas, de forma a permitir uma cobertura digna de todos os serviços, sendo que a rotatividade abrange os próprios dirigentes.
2. Completo o quadro de pessoal a afectar a Aveiro e integrados nas suas funções os novos elementos, o pessoal de Coimbra regressará á sua base de trabalho actual.
3. Para compensar custos da deslocação, o pessoal a deslocar-se para Aveiro será considerado em serviço externo, vencendo os 25% de ajudas de custo.
4. A deslocação far-se-á em carrinha pasta á disposição dos funcionários a deslocar para Aveiro ou com viaturas de serviço da DRE-C, salvaguardadas as condicionantes de seguro e horário de funcionamento.
5. Para o bom desempenho desta nossa missão, que compreendo complexa e algo angustiante, solicito o melhor empenha de todos os dirigentes no sentido de a podermos levar a bom porto, ficando ao seu cuidado a definição e o controlo da lista de rotatividade da Direcção de Serviços respectiva.
6. A partir da próxima 2a.feira, dia 29 de Junho, dar-se-á início ao funcionamento da sede, ainda não aberta ao público, testando equipamentos e eventuais falhas, de forma a permitir a sua abertura ao público, formal e oficialmente, em 1 de Julho de 2009, com a eficiência e qualidade de serviço que tem caracterizado e sido reconhecida à DRECentro.
Aproveito para igualmente solicitar, não só aos dirigentes, mas a todos os funcionários da DRE-C a melhor compreensão e todo o apoio possível para colmatarmos as eventuais lacunas de opera cíonalidade que, nesta fase, podem acontecer. .
Independentemente de tudo, é a imagem da DRE-Centro e a dignidade dos seus colaboradores que está em causa.
Pretende-se não só minimizar os transtornas de uma mudança como esta, mas também criar equipas motivadas e interligadas numa missão e objectivos comuns que melhor sirvam a Região Centro.
Ninguém ficará mais longe e nós, no dia a dia, já demonstramos ser capazes de fazer do longe perto.
Coimbra, 25 de Junho de 2009
Justino Santos Pinto
Director Regional
terça-feira, 14 de julho de 2009
Diário As Beiras de 9/7/2009
Dia 1 de Julho de 2009 foi inaugurada a sede de Aveiro, sem o conhecimento do público em geral.
Não pode ser! Temos que arranjar outra inauguração e divulgá-la.
Qual será o melhor dia? Hum! Dia 15 de Julho é uma data engraçada.
Grande abertura da sede em Aveiro no dia 15 de Julho. Não faltes. Estás convocado.

Não pode ser! Temos que arranjar outra inauguração e divulgá-la.
Qual será o melhor dia? Hum! Dia 15 de Julho é uma data engraçada.
Grande abertura da sede em Aveiro no dia 15 de Julho. Não faltes. Estás convocado.

quinta-feira, 2 de julho de 2009
A última tourada
Após várias investidas sobre os trabalhadores da DRE-Centro, “El Manelito”, foi finalmente colocado fora da arena. Esquecendo que não se encontrava numa praça de touros resolveu investir contra os deputados.
Foi ferido mortalmente e teve que abandonar definitivamente as lides tauromáquicas.

José Sócrates aceitou a demissão de Manuel Pinho
02.07.2009 - 19h34 Romana Borja-Santos
O primeiro-ministro, José Sócrates, aceitou hoje a demissão do ministro da Economia, Manuel Pinho, na sequência do incidente na Assembleia da República, durante o debate do estado da Nação. A pasta ficará a cargo do actual ministro das Finanças, Teixeira dos Santos.
Em causa está o gesto de Manuel Pinho em que este colocou os dedos indicadores na testa, a imitar chifres, dirigindo-se a Bernardino Soares, líder parlamentar do PCP. Recorde-se que o líder parlamentar comunista, Bernardino Soares, a quem se dirigiu o gesto, tinha feito saber que considerava que o ministro se devia demitir.
Já antes o primeiro-ministro tinha feito durante o debate do estado da Nação uma declaração inédita onde condenou o comportamento “inaceitável” do ministro da Economia. “É meu dever apresentar um pedido de desculpas”, disse José Sócrates aos deputados e à Assembleia da República, em nome do Governo.
“É um acto de um membro do Governo é inaceitável e que lamentamos profundamente”, acrescentou José Sócrates, depois de Manuel Pinho ter colocado os dedos indicadores na testa, a imitar chifres, dirigindo-se a Bernardino Soares, líder parlamentar do PCP. E sublinhou: "Bem sei que o senhor ministro já disse estar arrependido. Mas nada justifica o acto".
Também o líder parlamentar socialista considerou o “acto inaceitável” e lamentou “profundamente” o “acto de um membro do Governo”. Contudo, Alberto Martins congratulou-se com a atitude de José Sócrates, por enquanto chefe do Executivo ter feito um pedido de desculpas formal no Parlamento. Por sua vez, o presidente da Assembleia da República, depois de ter ouvido todas as bancadas a propósito do “insólito” incidente disse que “na relação formal com a Assembleia” o dá por sanado. Jaime Gama insistiu, ainda assim, que aquilo a que se assistiu foi “lastimável” e “não devia ter ocorrido”.
Antes de o primeiro-ministro falar, o líder parlamentar do PSD, Paulo Rangel, exigiu um pedido de desculpas formais pelo gesto de Manuel Pinho no Parlamento e que o Governo tire consequências políticas do que aconteceu. “É intolerável e anti-democrático”, disse Rangel.
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, exigiu que o primeiro-ministro se demarque do gesto de Manuel Pinho no debate do estado da Nação. “Se o primeiro-ministro se vai demarcar de um gesto que foi feito que o faça aqui [no hemiciclo parlamentar] e não lá fora aos jornalistas”, disse Paulo Portas durante o debate. Também Ana Drago, do Bloco de Esquerda, afirmou que este incidente mostra “que ministros que não sabem estar neste debate, não devem estar neste debate”.
Foi ferido mortalmente e teve que abandonar definitivamente as lides tauromáquicas.

José Sócrates aceitou a demissão de Manuel Pinho
02.07.2009 - 19h34 Romana Borja-Santos
O primeiro-ministro, José Sócrates, aceitou hoje a demissão do ministro da Economia, Manuel Pinho, na sequência do incidente na Assembleia da República, durante o debate do estado da Nação. A pasta ficará a cargo do actual ministro das Finanças, Teixeira dos Santos.
Em causa está o gesto de Manuel Pinho em que este colocou os dedos indicadores na testa, a imitar chifres, dirigindo-se a Bernardino Soares, líder parlamentar do PCP. Recorde-se que o líder parlamentar comunista, Bernardino Soares, a quem se dirigiu o gesto, tinha feito saber que considerava que o ministro se devia demitir.
Já antes o primeiro-ministro tinha feito durante o debate do estado da Nação uma declaração inédita onde condenou o comportamento “inaceitável” do ministro da Economia. “É meu dever apresentar um pedido de desculpas”, disse José Sócrates aos deputados e à Assembleia da República, em nome do Governo.
“É um acto de um membro do Governo é inaceitável e que lamentamos profundamente”, acrescentou José Sócrates, depois de Manuel Pinho ter colocado os dedos indicadores na testa, a imitar chifres, dirigindo-se a Bernardino Soares, líder parlamentar do PCP. E sublinhou: "Bem sei que o senhor ministro já disse estar arrependido. Mas nada justifica o acto".
Também o líder parlamentar socialista considerou o “acto inaceitável” e lamentou “profundamente” o “acto de um membro do Governo”. Contudo, Alberto Martins congratulou-se com a atitude de José Sócrates, por enquanto chefe do Executivo ter feito um pedido de desculpas formal no Parlamento. Por sua vez, o presidente da Assembleia da República, depois de ter ouvido todas as bancadas a propósito do “insólito” incidente disse que “na relação formal com a Assembleia” o dá por sanado. Jaime Gama insistiu, ainda assim, que aquilo a que se assistiu foi “lastimável” e “não devia ter ocorrido”.
Antes de o primeiro-ministro falar, o líder parlamentar do PSD, Paulo Rangel, exigiu um pedido de desculpas formais pelo gesto de Manuel Pinho no Parlamento e que o Governo tire consequências políticas do que aconteceu. “É intolerável e anti-democrático”, disse Rangel.
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, exigiu que o primeiro-ministro se demarque do gesto de Manuel Pinho no debate do estado da Nação. “Se o primeiro-ministro se vai demarcar de um gesto que foi feito que o faça aqui [no hemiciclo parlamentar] e não lá fora aos jornalistas”, disse Paulo Portas durante o debate. Também Ana Drago, do Bloco de Esquerda, afirmou que este incidente mostra “que ministros que não sabem estar neste debate, não devem estar neste debate”.
Marrada Fatal
Manuel Pinho faz chifres para bancada do PCP
02.07.2009 - 17h59 Maria José Oliveira, Nuno Simas
É o caso do debate do estado da Nação de hoje. Tudo porque o ministro da Economia, Manuel Pinho, fez um gesto, colocando os dedos indicadores na testa, a imitar chifres, dirigindo-se a Bernardino Soares, líder parlamentar do PCP. Manuel Pinho reuniu-se, entretanto, com os ministros Augusto Santos Silva e Pedro Silva Pereira numa das salas do Governo, mas nada se sabe sobre o encontro.O debate era sobre a situação das Minas de Aljustrel e Bernardino Soares lembrou que Pinho teria ido à vila alentejana “dar um cheque”.
Foi então que o ministro reagiu com o gesto que deixou os comunistas e bloquistas ofendidos.Pouco tempo depois, já o Bloco de Esquerda, partido que estava a usar da palavra no debate, também exigia um pedido de desculpa. Por essa altura, já o Bloco pusera a circular uma imagem de Pinho com os dedos na testa. Foi o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, que admitiu tratar-se “de um excesso”, a pedir desculpas ao PCP. Bernardino Soares aceitou as desculpas.Manuel Pinho admitiu o excesso – “excedi-me” – e abandonou a Assembleia.
Questionado pelos jornalistas, ao abandonar o hemiciclo, Manuel Pinho reconheceu tratar-se de “um gesto desesperado”, mas recusou que o incidente seja suficiente para deixar o Governo. “Absolutamente, sobretudo enquanto safar postos de trabalho”, disse Pinho, que lembrou o esforço – “passámos muitas noites sem dormir” – para tentar “salvar” postos de trabalho nas minas de Aljustrel. Bernardino Soares afirmou que este caso “é uma triste marca para o debate da Nação”.
Depois do pedido de desculpas de Santos Silva, o deputado comunista não falou a Pinho que se terá limitado a acenar com a mão em pedido de desculpas.Entretanto, Manuel Pinho - que regressou ao debate mas saiu para reunir com Santos Silva e Silva Pereira - já pediu desculpas pessoais a Francisco Louçã, mas o líder bloquista insiste num pedido formal no plenário.
02.07.2009 - 17h59 Maria José Oliveira, Nuno Simas
É o caso do debate do estado da Nação de hoje. Tudo porque o ministro da Economia, Manuel Pinho, fez um gesto, colocando os dedos indicadores na testa, a imitar chifres, dirigindo-se a Bernardino Soares, líder parlamentar do PCP. Manuel Pinho reuniu-se, entretanto, com os ministros Augusto Santos Silva e Pedro Silva Pereira numa das salas do Governo, mas nada se sabe sobre o encontro.O debate era sobre a situação das Minas de Aljustrel e Bernardino Soares lembrou que Pinho teria ido à vila alentejana “dar um cheque”.
Foi então que o ministro reagiu com o gesto que deixou os comunistas e bloquistas ofendidos.Pouco tempo depois, já o Bloco de Esquerda, partido que estava a usar da palavra no debate, também exigia um pedido de desculpa. Por essa altura, já o Bloco pusera a circular uma imagem de Pinho com os dedos na testa. Foi o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, que admitiu tratar-se “de um excesso”, a pedir desculpas ao PCP. Bernardino Soares aceitou as desculpas.Manuel Pinho admitiu o excesso – “excedi-me” – e abandonou a Assembleia.
Questionado pelos jornalistas, ao abandonar o hemiciclo, Manuel Pinho reconheceu tratar-se de “um gesto desesperado”, mas recusou que o incidente seja suficiente para deixar o Governo. “Absolutamente, sobretudo enquanto safar postos de trabalho”, disse Pinho, que lembrou o esforço – “passámos muitas noites sem dormir” – para tentar “salvar” postos de trabalho nas minas de Aljustrel. Bernardino Soares afirmou que este caso “é uma triste marca para o debate da Nação”.
Depois do pedido de desculpas de Santos Silva, o deputado comunista não falou a Pinho que se terá limitado a acenar com a mão em pedido de desculpas.Entretanto, Manuel Pinho - que regressou ao debate mas saiu para reunir com Santos Silva e Silva Pereira - já pediu desculpas pessoais a Francisco Louçã, mas o líder bloquista insiste num pedido formal no plenário.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Este já pode levar os jornalistas atrás.
Falar com os trabalhadores, na presença dos jornalistas, acerca da possível transformação da DRE-Centro em DRE-Norte/Sul , ai ai ai, foi proibido uma vez que poderia descambar num comicio politico.
Visitar escolas, centros de formação, etc, acompanhado pelos jornalistas só porque é do PS, tudo bem. Ele até é de Coimbra.
Vital Moreira em Bragança, Chaves e Vila Real
26-Mai-2009
A candidatura socialista ao Parlamento Europeu está hoje em Bragança, Chaves e Vila Real para um conjunto de iniciativas que passam por visitas a estabelecimentos de ensino, centros novas oportunidades, contactos com população e um debate.
O dia tem início pelas 9h15 com a visita às obras da Escola EB 2/3 Paulo Quintela e ao Centro Escolar do 1º ciclo em Bragança, seguindo-se uma conferência debate no Instituto Politécnico local.Pelas 12h30 o almoço decorre na cantina do Instituto Politécnico, em Bragança.
Às 16h00 Vital Moreira está no centro de Chaves onde visita pelas 16h30 o Centro de Formação Profissional.
VIVA a Liberdade.
Visitar escolas, centros de formação, etc, acompanhado pelos jornalistas só porque é do PS, tudo bem. Ele até é de Coimbra.
Vital Moreira em Bragança, Chaves e Vila Real
26-Mai-2009
A candidatura socialista ao Parlamento Europeu está hoje em Bragança, Chaves e Vila Real para um conjunto de iniciativas que passam por visitas a estabelecimentos de ensino, centros novas oportunidades, contactos com população e um debate.
O dia tem início pelas 9h15 com a visita às obras da Escola EB 2/3 Paulo Quintela e ao Centro Escolar do 1º ciclo em Bragança, seguindo-se uma conferência debate no Instituto Politécnico local.Pelas 12h30 o almoço decorre na cantina do Instituto Politécnico, em Bragança.
Às 16h00 Vital Moreira está no centro de Chaves onde visita pelas 16h30 o Centro de Formação Profissional.
VIVA a Liberdade.
REPRESSÃO DA LIBERDADE
O barramento da comunicação social que ocorreu na Direcção Regional do Centro no dia 26-05-2009 fez com que eu me lembrasse da ditadura de toda a minha vida enquanto criança e jovem.
Nasci e cresci nos Palácios dos Confusos, e só mais tarde, é que me apercebi da confusão que era aquela rua, isto porque, em todo o seu redor eram muitas as repúblicas de estudantes, e também a cantina da Associação Académica, enfim, em tempos conturbados só se ouvia gritos estudantis, fujam que vem aí a ramona (pide).
Na escola primária, as crianças apanhavam por ser burras (diziam os professores) e pobres,
Lembro-me que nos anos 60, aquando da luta dos estudantes os mesmos por vontade própria se fecharam no edifício da cantina, das muitas lutas travadas entre eles de dentro do edifício e a pide que tomava conta deles do lado de fora, lembro também, que havia um senhor que era pai de uma grande amiga que tomava conta deles, até achei que era uma pessoa importante, (ignorância).
O meu pai pertencia à classe metalúrgica, e como muitos se recordam, essa classe era classificada de COMUNISTAS (que horror), ele tinha muitos amigos que eram e ainda hoje são grandes lutadores apesar das suas idades, lembro também de quando ele ouvia a BBC, lá estava a pide a chatear o pobre do homem.
Recordo sem saudade as vezes que eu e minha mãe fomos visitar os amigos do meu pai quando estavam doentes ou internados, e lá estava a pide a controlar, porque o pobre do homem não o podia fazer, porque tinha 7 bocas para dar de comer.
Com 12 anos tive a felicidade de trabalhar numa grande livraria de Coimbra “Atlântida Editora”. Aí conheci grandes lutadores, progressistas liberalistas poetas escritores e também grandes fascistas, com apenas 12 anos comecei a saber o que era a liberdade de expressão (camuflada), senti muitas vezes olhares atentos ao que se fazia e dizia naquela livraria, lembro-me de quando a pide entrava em fúria na livraria a resgatar os livros que o então regime achava que não eram próprios de leitura.
Lembro também dos anos 69 das grandes lutas estudantis, vivi na pele essa luta, resgatei muitos estudantes que fugiam da polícia, deixando-os entrar na rua Ferreira Borges, com saída pela rua Fernandes Tomás.
Vem o 25 de Abril, que felicidade, já se podia tudo, confesso, que algumas pessoas não estavam preparadas para a liberdade, mas mesmo assim lá fomos andando.
Volvidos que são 35 anos do 25 de Abril, estamos de novo no fascismo, não podemos falar, não podemos gritar porque estamos amordaçados. No trabalho, a corrente mais corrente é o medo, medo de sermos mal classificados, de não progredirmos na carreira, medo dos próprios colegas que são autênticos pides (alguns), medo de ter medo.
Quanto a mim, aprendi a ter medo das sombras, mas não tenho medo do meu pensamento, viva a liberdade de expressão, viva a amizade entre homens e mulheres, viva a liberdade de pensamentos positivos, viva o 25 de Abril sempre.
Um abraço de liberdade para os que tiveram a paciência de lerem um pouco da minha história.
MJA
Na escola primária, as crianças apanhavam por ser burras (diziam os professores) e pobres,
Lembro-me que nos anos 60, aquando da luta dos estudantes os mesmos por vontade própria se fecharam no edifício da cantina, das muitas lutas travadas entre eles de dentro do edifício e a pide que tomava conta deles do lado de fora, lembro também, que havia um senhor que era pai de uma grande amiga que tomava conta deles, até achei que era uma pessoa importante, (ignorância).
O meu pai pertencia à classe metalúrgica, e como muitos se recordam, essa classe era classificada de COMUNISTAS (que horror), ele tinha muitos amigos que eram e ainda hoje são grandes lutadores apesar das suas idades, lembro também de quando ele ouvia a BBC, lá estava a pide a chatear o pobre do homem.
Recordo sem saudade as vezes que eu e minha mãe fomos visitar os amigos do meu pai quando estavam doentes ou internados, e lá estava a pide a controlar, porque o pobre do homem não o podia fazer, porque tinha 7 bocas para dar de comer.
Com 12 anos tive a felicidade de trabalhar numa grande livraria de Coimbra “Atlântida Editora”. Aí conheci grandes lutadores, progressistas liberalistas poetas escritores e também grandes fascistas, com apenas 12 anos comecei a saber o que era a liberdade de expressão (camuflada), senti muitas vezes olhares atentos ao que se fazia e dizia naquela livraria, lembro-me de quando a pide entrava em fúria na livraria a resgatar os livros que o então regime achava que não eram próprios de leitura.
Lembro também dos anos 69 das grandes lutas estudantis, vivi na pele essa luta, resgatei muitos estudantes que fugiam da polícia, deixando-os entrar na rua Ferreira Borges, com saída pela rua Fernandes Tomás.
Vem o 25 de Abril, que felicidade, já se podia tudo, confesso, que algumas pessoas não estavam preparadas para a liberdade, mas mesmo assim lá fomos andando.
Volvidos que são 35 anos do 25 de Abril, estamos de novo no fascismo, não podemos falar, não podemos gritar porque estamos amordaçados. No trabalho, a corrente mais corrente é o medo, medo de sermos mal classificados, de não progredirmos na carreira, medo dos próprios colegas que são autênticos pides (alguns), medo de ter medo.
Quanto a mim, aprendi a ter medo das sombras, mas não tenho medo do meu pensamento, viva a liberdade de expressão, viva a amizade entre homens e mulheres, viva a liberdade de pensamentos positivos, viva o 25 de Abril sempre.
Um abraço de liberdade para os que tiveram a paciência de lerem um pouco da minha história.
MJA
terça-feira, 26 de maio de 2009
Jornalistas...não. Big Brother...sim
JN - Eleições Europeias
Ilda Figueiredo ficou à porta
por Miguel Marujo
Gabinete de Pinho proíbe jornalistas de assistirem a encontro da CDU com trabalhadores da Direcção Regional de Economia do Centro.
Prometia ser uma discreta acção de campanha, esta manhã, em Coimbra, mas acabou num incidente que a candidatura da CDU aproveitou politicamente.
O encontro de Ilda Figueiredo com dirigentes sindicais e trabalhadores da Direcção Regional de Economia (DRE) realizou-se na rua, à porta deste serviço do Ministério de Manuel Pinho, cujo gabinete deu instruções directas para que os jornalistas ficassem de fora.
“Esta reunião pode ser feita com trabalhadores, mas sem a presença de jornalistas”, confirmou Justino Pinto, director regional. “Para evitar que se transforme num comício”, justificou-se.
Já fora, Ilda Figueiredo não deixou escapar a oportunidade: “Estou indignada. Não sei o que o senhor ministro tem a esconder, ele sabe, eu não”, insistiu a cabeça de lista da coligação.
A CDU quis visitar a DRE do Centro para contestar a decisão do Governo em deslocalizar os serviços para Aveiro.
Os trabalhadores acusam o Ministério da Economia de nada lhes dizer sobre o seu futuro.
“A resposta à nossa deslocalização não vem com a mesma celeridade” que a ordem de deixar os jornalistas na rua, acusou Margarida Machado, delegada sindical.
Comentário: É a chamada "Lei da Rolha".
por Miguel Marujo
Gabinete de Pinho proíbe jornalistas de assistirem a encontro da CDU com trabalhadores da Direcção Regional de Economia do Centro.
Prometia ser uma discreta acção de campanha, esta manhã, em Coimbra, mas acabou num incidente que a candidatura da CDU aproveitou politicamente.
O encontro de Ilda Figueiredo com dirigentes sindicais e trabalhadores da Direcção Regional de Economia (DRE) realizou-se na rua, à porta deste serviço do Ministério de Manuel Pinho, cujo gabinete deu instruções directas para que os jornalistas ficassem de fora.
“Esta reunião pode ser feita com trabalhadores, mas sem a presença de jornalistas”, confirmou Justino Pinto, director regional. “Para evitar que se transforme num comício”, justificou-se.
Já fora, Ilda Figueiredo não deixou escapar a oportunidade: “Estou indignada. Não sei o que o senhor ministro tem a esconder, ele sabe, eu não”, insistiu a cabeça de lista da coligação.
A CDU quis visitar a DRE do Centro para contestar a decisão do Governo em deslocalizar os serviços para Aveiro.
Os trabalhadores acusam o Ministério da Economia de nada lhes dizer sobre o seu futuro.
“A resposta à nossa deslocalização não vem com a mesma celeridade” que a ordem de deixar os jornalistas na rua, acusou Margarida Machado, delegada sindical.
Comentário: É a chamada "Lei da Rolha".
Quem está a falar verdade?
Reportagem TSF
Entretanto, uma fonte do Ministério da Economia negou a versão do Director Regional de Economia do Centro, ao garantir que não existiu qualquer proibição.
Esta fonte indicou, contudo, que este é apenas um princípio que impede que qualquer partido use instituições do Estado para fazer campanha.
Comentário: Proibir a candidata ao Parlamento Europeu de trocar ideias com os trabalhadores sobre a possível transferência deste serviço para Aveiro, é considerado campanha. A mesma conversa entre a candidata e o director Regional de Economia do Centro é considerado escutar a verdade dos factos ( de um dos lados, é claro). Sem mais comentários.
Entretanto, uma fonte do Ministério da Economia negou a versão do Director Regional de Economia do Centro, ao garantir que não existiu qualquer proibição.
Esta fonte indicou, contudo, que este é apenas um princípio que impede que qualquer partido use instituições do Estado para fazer campanha.
Comentário: Proibir a candidata ao Parlamento Europeu de trocar ideias com os trabalhadores sobre a possível transferência deste serviço para Aveiro, é considerado campanha. A mesma conversa entre a candidata e o director Regional de Economia do Centro é considerado escutar a verdade dos factos ( de um dos lados, é claro). Sem mais comentários.
Deve ser para rir!
Manuel Pinho - As salas são minhas!

É esta a justificação que dá Justino Pinto, Director Regional do Ministério da Economia dirigido por Manuel Pinho, para proibir a entrada nas instalações aos jornalistas que pretendiam assistir (em trabalho) ao encontro da candidata Ilda Figueiredo com trabalhadores da Direcção Regional de Economia do Centro, em Coimbra.
Tal como o dinheiro com que a Câmara do Porto fez há semanas umas obras num bairro social e que a candidata do PS às Europeias e ao mesmo tempo à autarquia daquela cidade (Elisa Ferreira), diz ser dinheiro do Governo e do PS, também agora passam a ser do PS as instalações e edifícios públicos pelo país fora.
A menos que a proibição, como desconfia (e bem) Ilda Figueiredo, seja só para acções de campanha da CDU. Aí então... estaria tudo dentro da “normalidade”.
Tal como o dinheiro com que a Câmara do Porto fez há semanas umas obras num bairro social e que a candidata do PS às Europeias e ao mesmo tempo à autarquia daquela cidade (Elisa Ferreira), diz ser dinheiro do Governo e do PS, também agora passam a ser do PS as instalações e edifícios públicos pelo país fora.
A menos que a proibição, como desconfia (e bem) Ilda Figueiredo, seja só para acções de campanha da CDU. Aí então... estaria tudo dentro da “normalidade”.
E assim vamos…
Ministério da Economia proíbe jornalistas de assistir a acção da CDU
Jornal Público
26.05.2009 - 13h28 Graça Barbosa Ribeiro

26.05.2009 - 13h28 Graça Barbosa Ribeiro

A deputada e candidata ao Parlamento Europeu pela CDU, Ilda Figueiredo, manifestou-se hoje “indignada” com o facto de o Gabinete do ministro da Economia ter dado instruções para que não fosse permitido aos representantes da comunicação social assistirem ao encontro entre elementos da candidatura e representantes dos trabalhadores no interior do edifício da Direcção Regional de Economia do Centro, em Coimbra.
“O PS não é dono destas instalações, não é dono do património público”, criticou Ilda Figueiredo, que prometeu ficar “muito atenta ao que se irá passar com as outras candidaturas”, durante a campanha eleitoral, para verificar “se se trata ou não de um caso gravíssimo de discriminação da CDU”.
Já no espaço exterior do edifício, onde ouviu as preocupações dos trabalhadores face à decisão de transferência da sede da direcção regional para Aveiro, a deputada questionou:
“De que é que o ministro da Economia tem medo? O que é que não quer que seja revelado, para impedir a presença, no interior, da comunicação social?”
Os jornalistas já estavam no anfiteatro onde deveria ter decorrido a reunião de Ilda Figueiredo com delegados sindicais e outros representantes dos trabalhadores (esse, sim, autorizado pelo ministério) quando o director regional, Justino Pinto, justificou a decisão.
“O Ministério não autorizou a presença dos senhores jornalistas por entender que este encontro se poderia transformar numa espécie de comício”, disse.
____________________________________________________________________
A luta continua, neste estado que dizem democrático
TSF
Campanha do PCP com ligeiro incidente em Coimbra
Hoje às 13:36
A acção de campanha do PCP agendada para esta terça-feira teve um pequeno incidente. A cabeça-de-lista Ilda Figueiredo ficou indignada com o facto de o Ministério da Economia não ter autorizado a presença de jornalistas numa reunião com dirigentes sindicais, que assim acabou por ser feita na rua.
Ilda Figueiredo tinha uma reunião marcada com o director Regional de Economia do Centro, seguindo-se outra com os trabalhadores e dirigentes sindicais.
O Ministério da Economia não autorizou a presença dos jornalistas no segundo encontro e Ilda Figueiredo resolveu a situação fazendo a reunião no exterior do edifício.
Os jornalistas já sabiam que o primeiro encontro, entre a candidata e Justino Pinto, seria à porta fechada. Mas depois haveria uma reunião com os trabalhadores e com os dirigentes sindicais aberta à comunicação social.
Os jornalistas foram encaminhados para um auditório para assistir ao encontro, mas foi-lhes dito que teriam de sair porque o Ministério da Economia não autorizava a presença dos jornalistas nestas instalações, alegando que não queria que esta reunião se transformasse num comício político.
Ilda Figueiredo não se conformou com esta situação, classificando-a de «inaceitável» e sugeriu aos dirigentes sindicais e aos trabalhadores que se juntassem do lado de fora do edifício para que os jornalista pudessem acompanhar a conversa.
A reunião aconteceu, desta forma, da parte de fora do edifício. A candidata ao Parlamento Europeu trocou ideias com os dirigentes sobre a possível transferência deste serviço para Aveiro, o que terá sido também o tema de conversa entre a candidata e o director Regional de Economia do Centro.
Campanha do PCP com ligeiro incidente em Coimbra
Hoje às 13:36
A acção de campanha do PCP agendada para esta terça-feira teve um pequeno incidente. A cabeça-de-lista Ilda Figueiredo ficou indignada com o facto de o Ministério da Economia não ter autorizado a presença de jornalistas numa reunião com dirigentes sindicais, que assim acabou por ser feita na rua.
Ilda Figueiredo tinha uma reunião marcada com o director Regional de Economia do Centro, seguindo-se outra com os trabalhadores e dirigentes sindicais.
O Ministério da Economia não autorizou a presença dos jornalistas no segundo encontro e Ilda Figueiredo resolveu a situação fazendo a reunião no exterior do edifício.
Os jornalistas já sabiam que o primeiro encontro, entre a candidata e Justino Pinto, seria à porta fechada. Mas depois haveria uma reunião com os trabalhadores e com os dirigentes sindicais aberta à comunicação social.
Os jornalistas foram encaminhados para um auditório para assistir ao encontro, mas foi-lhes dito que teriam de sair porque o Ministério da Economia não autorizava a presença dos jornalistas nestas instalações, alegando que não queria que esta reunião se transformasse num comício político.
Ilda Figueiredo não se conformou com esta situação, classificando-a de «inaceitável» e sugeriu aos dirigentes sindicais e aos trabalhadores que se juntassem do lado de fora do edifício para que os jornalista pudessem acompanhar a conversa.
A reunião aconteceu, desta forma, da parte de fora do edifício. A candidata ao Parlamento Europeu trocou ideias com os dirigentes sobre a possível transferência deste serviço para Aveiro, o que terá sido também o tema de conversa entre a candidata e o director Regional de Economia do Centro.
Impedida a entrada de jornalistas na DRE-Centro
RTP 1
Candidata da CDU impedida de reunir-se com funcionários públicos perante jornalistas
A campanha de Ilda Figueiredo sofreu um imprevisto, esta manhã, em Coimbra, porque o encontro com os trabalhadores da direcção regional de Economia do Centro não poderia realizar-se na frente de jornalistas.
A candidata acusa o Governo de estar a discriminar a CDU.
2009-05-26 13:51:21
http://tv1.rtp.pt/noticias/?headline=20&visual=9&tm=9&t=Candidata-da-CDU-impedida-de-reunir-se-com-funcionarios-publicos-perante-jornalistas.rtp&article=222227
Candidata da CDU impedida de reunir-se com funcionários públicos perante jornalistas
A campanha de Ilda Figueiredo sofreu um imprevisto, esta manhã, em Coimbra, porque o encontro com os trabalhadores da direcção regional de Economia do Centro não poderia realizar-se na frente de jornalistas.
A candidata acusa o Governo de estar a discriminar a CDU.
2009-05-26 13:51:21
http://tv1.rtp.pt/noticias/?headline=20&visual=9&tm=9&t=Candidata-da-CDU-impedida-de-reunir-se-com-funcionarios-publicos-perante-jornalistas.rtp&article=222227
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro
Posição das Autarquias Locais sobre a Direcção Regional de Economia do Centro
http://www.box.net/shared/n62v4b9xva
http://www.box.net/shared/n62v4b9xva
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Diário de Coimbra - 25/04/2009
Coimbra pode manter maioria dos serviços apesar da transferência
O Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro (STFPC) afirmou ontem ter recebido garantias de que a deslocalização da Direcção Regional de Economia de Coimbra para Aveiro poderá passar apenas pela saída de alguns serviços.
Marli Antunes, dirigente do STFPC, disse à Lusa que essa foi uma das possibilidades referidas na reunião que manteve ontem, em Coimbra, com director regional de Economia do Centro, Justino Pinto.
A transferência da direcção regional de Coimbra para Aveiro tem sido contestada, nomeadamente pelo STFPC e pelo PSD do distrito de Coimbra.
“Foi-nos dito que a deslocalização pode passar já não por um edificio de grandes dimensões em Aveiro e que em Coimbra se manteriam o arquivo e os laboratórios, ou seja que a sede seria, no papel, em Aveiro, mas o grosso dos serviços permaneceriam em Coimbra”, declarou a sindicalista, à saída do encontro.
A dirigente sindical afirmou ter indicações de que a transferência dos serviços ocorrerá em Junho e aludiu a um aviso de abertura de concurso para a colocação de uma dezena de funcionários, datado de 20 de Abril e assinado por Justino Pinto, no qual é referido que o local de trabalho tanto pode ser em Coimbra como em Aveiro.
“Esta decisão é estritamente política e não tem em conta o interesse da maioria dos utentes, dos empresários, desta Direcção Regional”, considerou.
“Esta transferência irá agravar as dificuldades das empresas, que já estão em situação dificil e serão confrontadas com mais custos de deslocalização para tratarem dos assuntos em Aveiro”, alertou.
O Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro (STFPC) afirmou ontem ter recebido garantias de que a deslocalização da Direcção Regional de Economia de Coimbra para Aveiro poderá passar apenas pela saída de alguns serviços.
Marli Antunes, dirigente do STFPC, disse à Lusa que essa foi uma das possibilidades referidas na reunião que manteve ontem, em Coimbra, com director regional de Economia do Centro, Justino Pinto.
A transferência da direcção regional de Coimbra para Aveiro tem sido contestada, nomeadamente pelo STFPC e pelo PSD do distrito de Coimbra.
“Foi-nos dito que a deslocalização pode passar já não por um edificio de grandes dimensões em Aveiro e que em Coimbra se manteriam o arquivo e os laboratórios, ou seja que a sede seria, no papel, em Aveiro, mas o grosso dos serviços permaneceriam em Coimbra”, declarou a sindicalista, à saída do encontro.
A dirigente sindical afirmou ter indicações de que a transferência dos serviços ocorrerá em Junho e aludiu a um aviso de abertura de concurso para a colocação de uma dezena de funcionários, datado de 20 de Abril e assinado por Justino Pinto, no qual é referido que o local de trabalho tanto pode ser em Coimbra como em Aveiro.
“Esta decisão é estritamente política e não tem em conta o interesse da maioria dos utentes, dos empresários, desta Direcção Regional”, considerou.
“Esta transferência irá agravar as dificuldades das empresas, que já estão em situação dificil e serão confrontadas com mais custos de deslocalização para tratarem dos assuntos em Aveiro”, alertou.
terça-feira, 21 de abril de 2009
Os "velhinhos" Xutos&Pontapés
Sem Eira Nem Beira
(Xutos & Pontapés)
Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou - bem
Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar
Despedir
E ainda se ficam a rir
Eu quero acreditar
Que esta mer…a vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor
Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir
Encontrar
Mais força para lutar...
(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer
É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir
Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar
A enganar
o povo que acreditou
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar...
(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão
(Xutos & Pontapés)
Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou - bem
Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar
Despedir
E ainda se ficam a rir
Eu quero acreditar
Que esta mer…a vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor
Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir
Encontrar
Mais força para lutar...
(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer
É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir
Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar
A enganar
o povo que acreditou
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar...
(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão
domingo, 19 de abril de 2009
Comunidade intermunicipal contra mudança da Direcção Regional de Economia para Aveiro
Baixo Mondego: Comunidade intermunicipal contra mudança da Direcção Regional de Economia para Aveiro
16-04-2009Montemor-o-Velho, Coimbra, 16 Abr (Lusa)
A Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Baixo Mondego (CIM/BM) aprovou, por maioria, uma moção da bancada socialista contra a eventual mudança da Direcção Regional de Economia do Centro de Coimbra para Aveiro, disse hoje fonte partidária.
"Não há nenhuma razão, objectiva e concreta, para a deslocalização", disse à agência Lusa Carlos Cidade, primeiro subscritor da moção que solicita ao Governo a suspensão da medida. Acrescentou, por outro lado, que o documento -- aprovado com cinco abstenções e um voto contra -- inclui uma proposta de criação em Aveiro de um 'front-office' daquela direcção regional, mantendo a sede em Coimbra. "Em relação a outras moções aprovadas na região, tem essa inovação de ajudar a resolver, com razoabilidade política, um problema criado artificialmente", argumentou. Carlos Cidade, que juntamente com o presidente da mesa da Assembleia Intermunicipal, Fernando Regateiro, assumiu a defesa da moção, na reunião realizada na noite de terça-feira, afirmou ainda que a eventual mudança configura uma "má opção do ponto de vista político, económico e social". A Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Baixo Mondego é composta por 54 representantes (25 do PS, 23 do PSD e seis da CDU) eleitos nas assembleias municipais dos dez municípios que integram aquela entidade. A CIM/BM integra os municípios de Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Mealhada, Mira, Mortágua, Penacova, Soure e Montemor-o-Velho, autarquia que preside à comissão executiva. JLS. Lusa/Fim
16-04-2009Montemor-o-Velho, Coimbra, 16 Abr (Lusa)
A Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Baixo Mondego (CIM/BM) aprovou, por maioria, uma moção da bancada socialista contra a eventual mudança da Direcção Regional de Economia do Centro de Coimbra para Aveiro, disse hoje fonte partidária.
"Não há nenhuma razão, objectiva e concreta, para a deslocalização", disse à agência Lusa Carlos Cidade, primeiro subscritor da moção que solicita ao Governo a suspensão da medida. Acrescentou, por outro lado, que o documento -- aprovado com cinco abstenções e um voto contra -- inclui uma proposta de criação em Aveiro de um 'front-office' daquela direcção regional, mantendo a sede em Coimbra. "Em relação a outras moções aprovadas na região, tem essa inovação de ajudar a resolver, com razoabilidade política, um problema criado artificialmente", argumentou. Carlos Cidade, que juntamente com o presidente da mesa da Assembleia Intermunicipal, Fernando Regateiro, assumiu a defesa da moção, na reunião realizada na noite de terça-feira, afirmou ainda que a eventual mudança configura uma "má opção do ponto de vista político, económico e social". A Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Baixo Mondego é composta por 54 representantes (25 do PS, 23 do PSD e seis da CDU) eleitos nas assembleias municipais dos dez municípios que integram aquela entidade. A CIM/BM integra os municípios de Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Mealhada, Mira, Mortágua, Penacova, Soure e Montemor-o-Velho, autarquia que preside à comissão executiva. JLS. Lusa/Fim
Processo da Deslocalização da Sede da DRE Centro
Caros Colegas,
Na sequência dos vários contactos e reuniões que têm vindo a ser realizadas com as mais diversas Entidades e forças políticas (incluindo deputados e membros do Governo), no sentido de as informar e sensibilizar para a irracionalidade da decisão de deslocalizar a Sede desta DRE – Centro para Aveiro, foram e vêm sendo tomadas, sucessivamente, várias posições de alguma relevância, no sentido de não só apoiar a oportuna e assertiva intervenção e manifestação da quase totalidade dos colegas e dirigentes desta Direcção Regional contra essa medida, mas também opondo-se elas mesmo aquela decisão e requerendo ou solicitando a sua revogação. Destacam-se, assim, as diversas Moções aprovadas pelas muitas Câmaras Municipais e Assembleias Municipais da área de intervenção da DRE Centro, bem como de várias Comunidade Intermunicipais e, até , do Clube de Empresários de Coimbra que fez aprovar no seu Relatório e Contas como objectivo a “Nossa (sua) participação activa no reforço de impedir a transferência dos Serviços da DRE Centro para a cidade de Aveiro, face aos custos que vai acarretar para os empresários da nossa região, para o próprio Estado e o desajuste operativo”.
Pensamos que terão vindo, através das mais variadas formas, a tomar conhecimento do conteúdo dessas Moções ou tomadas de posição.
No entanto, pela importância e impacto que têm, serão de destacar a Moção apresentada pelo líder da bancada do partido socialista da Assembleia Municipal de Coimbra – Dr. Reis Marques – e aprovada por unanimidade na reunião de 11 de Março de 2009, bem como a apresentada pelo Grupo de Deputados da Assembleia Intermunicipal da Comunidade do Baixo Mondego do Partido Socialista e “defendida” pelo Dr. Carlos Cidade, aprovada por maioria no passado dia 15 de Abril de 2009 e a que se refere a notícia infra. Esta última também pela sugestão que apresenta.
Podemos igualmente realçar e registar o empenho institucional e pessoal do Governador Civil de Coimbra, no sentido de evitar a deslocalização anunciada.
De todas as reuniões em que participamos ou contactos que temos vindo a estabelecer (incluindo aqueles em que também participou o Sindicato) foi destacado sempre a forma ordeira, empenhada, assertiva e pró-activa, como temos todos conduzido a nossa “luta” e expondo as nossas ideias, no sentido da defesa intransigente dos interesses desta Direcção Regional, de todos aqueles que nos procuram e justificam assim a existência destes Serviços, bem como da Região que vimos empenhadamente servindo. Desta forma, continuamos a pensar que juntos vamos conseguir atingir os objectos que estiveram na origem da nossa tomada de posição, porque justa e alicerçada em dados reais e concretos.
Assim, solicitamos a todos que continuemos unidos, na concretização dos objectivos comuns.
Na sequência dos vários contactos e reuniões que têm vindo a ser realizadas com as mais diversas Entidades e forças políticas (incluindo deputados e membros do Governo), no sentido de as informar e sensibilizar para a irracionalidade da decisão de deslocalizar a Sede desta DRE – Centro para Aveiro, foram e vêm sendo tomadas, sucessivamente, várias posições de alguma relevância, no sentido de não só apoiar a oportuna e assertiva intervenção e manifestação da quase totalidade dos colegas e dirigentes desta Direcção Regional contra essa medida, mas também opondo-se elas mesmo aquela decisão e requerendo ou solicitando a sua revogação. Destacam-se, assim, as diversas Moções aprovadas pelas muitas Câmaras Municipais e Assembleias Municipais da área de intervenção da DRE Centro, bem como de várias Comunidade Intermunicipais e, até , do Clube de Empresários de Coimbra que fez aprovar no seu Relatório e Contas como objectivo a “Nossa (sua) participação activa no reforço de impedir a transferência dos Serviços da DRE Centro para a cidade de Aveiro, face aos custos que vai acarretar para os empresários da nossa região, para o próprio Estado e o desajuste operativo”.
Pensamos que terão vindo, através das mais variadas formas, a tomar conhecimento do conteúdo dessas Moções ou tomadas de posição.
No entanto, pela importância e impacto que têm, serão de destacar a Moção apresentada pelo líder da bancada do partido socialista da Assembleia Municipal de Coimbra – Dr. Reis Marques – e aprovada por unanimidade na reunião de 11 de Março de 2009, bem como a apresentada pelo Grupo de Deputados da Assembleia Intermunicipal da Comunidade do Baixo Mondego do Partido Socialista e “defendida” pelo Dr. Carlos Cidade, aprovada por maioria no passado dia 15 de Abril de 2009 e a que se refere a notícia infra. Esta última também pela sugestão que apresenta.
Podemos igualmente realçar e registar o empenho institucional e pessoal do Governador Civil de Coimbra, no sentido de evitar a deslocalização anunciada.
De todas as reuniões em que participamos ou contactos que temos vindo a estabelecer (incluindo aqueles em que também participou o Sindicato) foi destacado sempre a forma ordeira, empenhada, assertiva e pró-activa, como temos todos conduzido a nossa “luta” e expondo as nossas ideias, no sentido da defesa intransigente dos interesses desta Direcção Regional, de todos aqueles que nos procuram e justificam assim a existência destes Serviços, bem como da Região que vimos empenhadamente servindo. Desta forma, continuamos a pensar que juntos vamos conseguir atingir os objectos que estiveram na origem da nossa tomada de posição, porque justa e alicerçada em dados reais e concretos.
Assim, solicitamos a todos que continuemos unidos, na concretização dos objectivos comuns.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Karl Marx, O Bruxo!
"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O débito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado"
Karl Marx, in Das Kapital, 1867
Karl Marx, in Das Kapital, 1867
A nova ministra
Crónica de Mia Couto, escritor moçambicano, publicada na edição de Fevereiro da revista África 21
"Quer dizer, a grande vantagem de estarmos no Poder é que, para sermos empresários, não precisamos de empreender nada. A bem dizer, nem precisamos de empresas."
- Meu querido marido, escutou o noticiário?
- Não. Há novidades importantes?
- Diz o noticiário que você deixou de ser ministro.
- Afinal, eu ainda era ministro?
- Disseram que era. Não sabia?
- Tinha uma vaga ideia. Mas acho que se enganaram, também estes jornalistas divulgam cada coisa, sabe como é: jornalismo preguiçoso...
- Mas aquilo era um comunicado oficial. E disseram claramente o seu nome. Eu não fazia ideia. Pensei que era só empresário.
- Ai é? Saí no noticiário? Mostraram a minha foto?
- Não. Mas, diga-me lá, marido, você era Ministro de quê?
- Ministro dos Assuntos Gerais ( Poderia ser da Economia). Uma coisa assim... Já agora, você reparou se disseram quem era o novo ministro?
- É um dos anteriores vice-ministros.
- Afinal havia mais que um?
- Havia sete vice-ministros.
- Sete? Eh pá, aquilo não era um Ministério, era um Vice-Ministério.
- Fica triste, marido?
- Bom, pá, paciência. Mais importante são os meus cargos nas 15 grandes empresas.
- Ontem, no nosso jantar, você disse que eram 35...
- Minha querida, você escutou mal. Não há, no país inteiro, 35 grandes empresas. Aliás, a maior parte dos empresários de sucesso ainda anda à procura de empresas.
- Não entendo essa matemática.
- É que, no nosso país, há mais empresários que empresas.
- Trinta e cinco... Trinta e cinco são os nossos anos de casados. E estou tão orgulhosa de si, meu ex-ministro, você foi sempre tão ambicioso...
- Ambicioso, não. Ganancioso.
- E qual é a diferença?
- O ambicioso faz coisas. O ganancioso apropria-se das coisas já feitas por outros.
- Você apropriou-se de mim que fui feita por outros.
- Isso é verdade, cara esposa. Uma coisa é verdade: vai-me fazer falta o poder.
- O poder? Não me diga que lhe está faltar o poder, marido?
- Alto lá, falo apenas do poder político. Quer dizer, a grande vantagem de estarmos no Poder é que, para sermos empresários, não precisamos de empreender nada. A bem dizer, nem precisamos de empresas.
- Mas, marido, eu também tenho empresas, você diz que colocou uma data de empresas em meu nome.
- Tem razão, minha querida. Vou usar das minhas influências e pedir para você ser nomeada Ministra.
- Eu, Ministra? Para quê?
- Que é para, a partir da agora, você abrir empresas em meu nome.
"Quer dizer, a grande vantagem de estarmos no Poder é que, para sermos empresários, não precisamos de empreender nada. A bem dizer, nem precisamos de empresas."
- Meu querido marido, escutou o noticiário?
- Não. Há novidades importantes?
- Diz o noticiário que você deixou de ser ministro.
- Afinal, eu ainda era ministro?
- Disseram que era. Não sabia?
- Tinha uma vaga ideia. Mas acho que se enganaram, também estes jornalistas divulgam cada coisa, sabe como é: jornalismo preguiçoso...
- Mas aquilo era um comunicado oficial. E disseram claramente o seu nome. Eu não fazia ideia. Pensei que era só empresário.
- Ai é? Saí no noticiário? Mostraram a minha foto?
- Não. Mas, diga-me lá, marido, você era Ministro de quê?
- Ministro dos Assuntos Gerais ( Poderia ser da Economia). Uma coisa assim... Já agora, você reparou se disseram quem era o novo ministro?
- É um dos anteriores vice-ministros.
- Afinal havia mais que um?
- Havia sete vice-ministros.
- Sete? Eh pá, aquilo não era um Ministério, era um Vice-Ministério.
- Fica triste, marido?
- Bom, pá, paciência. Mais importante são os meus cargos nas 15 grandes empresas.
- Ontem, no nosso jantar, você disse que eram 35...
- Minha querida, você escutou mal. Não há, no país inteiro, 35 grandes empresas. Aliás, a maior parte dos empresários de sucesso ainda anda à procura de empresas.
- Não entendo essa matemática.
- É que, no nosso país, há mais empresários que empresas.
- Trinta e cinco... Trinta e cinco são os nossos anos de casados. E estou tão orgulhosa de si, meu ex-ministro, você foi sempre tão ambicioso...
- Ambicioso, não. Ganancioso.
- E qual é a diferença?
- O ambicioso faz coisas. O ganancioso apropria-se das coisas já feitas por outros.
- Você apropriou-se de mim que fui feita por outros.
- Isso é verdade, cara esposa. Uma coisa é verdade: vai-me fazer falta o poder.
- O poder? Não me diga que lhe está faltar o poder, marido?
- Alto lá, falo apenas do poder político. Quer dizer, a grande vantagem de estarmos no Poder é que, para sermos empresários, não precisamos de empreender nada. A bem dizer, nem precisamos de empresas.
- Mas, marido, eu também tenho empresas, você diz que colocou uma data de empresas em meu nome.
- Tem razão, minha querida. Vou usar das minhas influências e pedir para você ser nomeada Ministra.
- Eu, Ministra? Para quê?
- Que é para, a partir da agora, você abrir empresas em meu nome.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Não se deixem adormecer
A LUTA CONTINUA
Conhecimento ao Presidente da República
http://www.box.net/shared/hgsmj1y9fr
Moção da Assembleia Municipal de Pampilhosa da Serra
http://www.box.net/shared/xmy11incqp
Moção da Assembleia Municipal de Penela
http://www.box.net/shared/vxbf9l0htd
Moção da Assembleia Municipal de Pombal
http://www.box.net/shared/q09k6mjt3v
Moção da Assembleia Municipal de Penacova
http://www.box.net/shared/d92m4ier5c
Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda
http://www.box.net/shared/qm5okxbses
Grupo Parlamentar do CDS/PP
http://www.box.net/shared/ttn3oqri2f
Moção Aprovada
Moção aprovada pelo Grupo de Deputados da Assembleia Intermunicipal da Comunidade do Baixo Mondego do Partido Socialista
Faça o download da moção a partir do seguinte endereço:
http://www.box.net/shared/201qzq4okh
Faça o download da moção a partir do seguinte endereço:
http://www.box.net/shared/201qzq4okh
Clube dos Empresários de Coimbra

E o Futuro Estimados Sócios?
Bem, o Futuro é aquele que cada um de nós quererá construir em prol do Clube dos Empresários de Coimbra e da Cidade.
1. Constituição de um lobby para insistir junto das Entidades competentes de dotar Coimbra de um aeroporto de low cost;
2. Nossa participação activa no reforço de impedir a transferência dos serviços da Direcção Geral de energia e Geologia do Centro (Ministério da Economia) para a cidade de Aveiro, face aos custos que vai acarretar para os empresários da nossa região, para o próprio estado e o desajuste operativo;
3. Um esforço para criarmos investimentos em projectos para a Indústria que é a mais valia da economia de uma cidade, de uma região, de um país;
4. Criar parcerias para projecto no Turismo (Coimbra agradecerá);
5. Continuar a repensar Coimbra em todas as suas vertentes.
terça-feira, 14 de abril de 2009
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Todos temos um pouco de macacos.
“Somente duas coisas são infinitas: O universo e a estupidez humana. E não estou seguro quanto ao primeiro.” Albert Einstein

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos em uma gaiola e, no meio desta, uma escada com bananas em cima.
Toda vez que um dos macacos começava na subir a escada, um dispositivo automático fazia jorrar água gelada sobre os demais macacos.
Passado certo tempo, toda vez que qualquer dos macacos esboçava um início de subida na escada, os demais o espancavam (evitando assim a água gelada).
Obviamente, após certo tempo, nenhum dos macacos se arriscava a subir a escada, apesar da tentação.
Os cientistas decidiram então substituir um dos macacos. A primeira coisa que o macaco novo fez foi tentar subir na escada.
Imediatamente os demais começaram a espancá-lo.
Após várias surras o novo membro dessa comunidade aprendeu a não subir na escada, embora jamais soubesse porquê.
Um segundo macaco foi substituído e ocorreu com ele o mesmo que com o primeiro. O primeiro macaco que havia sido substituído participou, juntamente com os demais, do espancamento.
Um terceiro macaco foi trocado e o mesmo (espancamento, etc.) foi repetido. Um quarto e o quinto macaco foram trocados, um de cada vez, com intervalos adequados, repetindo-se os espancamentos dos novatos quando de suas tentativas para subir na escada.
O que sobrou foi um grupo de cinco macacos que, embora nunca tenham recebido um chuveiro frio, continuavam a espancar todo macaco que tentasse subir na escada.
Se fosse possível conversar com os macacos e perguntar-lhes por que espancavam os que tentavam subir na escada ... Aposto que a resposta seria:
“Eu não sei – essa é a forma como as coisas são feitas por aqui”
Isso, ou esse comportamento, essa resposta, não te parecem familiares???

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos em uma gaiola e, no meio desta, uma escada com bananas em cima.
Toda vez que um dos macacos começava na subir a escada, um dispositivo automático fazia jorrar água gelada sobre os demais macacos.
Passado certo tempo, toda vez que qualquer dos macacos esboçava um início de subida na escada, os demais o espancavam (evitando assim a água gelada).
Obviamente, após certo tempo, nenhum dos macacos se arriscava a subir a escada, apesar da tentação.
Os cientistas decidiram então substituir um dos macacos. A primeira coisa que o macaco novo fez foi tentar subir na escada.
Imediatamente os demais começaram a espancá-lo.
Após várias surras o novo membro dessa comunidade aprendeu a não subir na escada, embora jamais soubesse porquê.
Um segundo macaco foi substituído e ocorreu com ele o mesmo que com o primeiro. O primeiro macaco que havia sido substituído participou, juntamente com os demais, do espancamento.
Um terceiro macaco foi trocado e o mesmo (espancamento, etc.) foi repetido. Um quarto e o quinto macaco foram trocados, um de cada vez, com intervalos adequados, repetindo-se os espancamentos dos novatos quando de suas tentativas para subir na escada.
O que sobrou foi um grupo de cinco macacos que, embora nunca tenham recebido um chuveiro frio, continuavam a espancar todo macaco que tentasse subir na escada.
Se fosse possível conversar com os macacos e perguntar-lhes por que espancavam os que tentavam subir na escada ... Aposto que a resposta seria:
“Eu não sei – essa é a forma como as coisas são feitas por aqui”
Isso, ou esse comportamento, essa resposta, não te parecem familiares???
PSD quer anulação da transferência da DRE-Centro
REUNIÃO DA ASSEMBLEIA DISTRITAL
É considerado um "paradoxo" do Governo e o PSD reclama que a situação seja revista, porque não tem “qualquer sustentação”. Em causa está a deslocalização da Direcção Regional de Economia do Centro para Aveiro, uma decisão que o Governo tomou e que não tem, no entender dos social-democratas de Coimbra, “qualquer nexo”.
O tema, que tem sido recorrente nos últimos tempos, foi, na noite de segunda-feira, um dos dossiers em análise na Assembleia Distrital, órgão que reuniu pela primeira vez sob a liderança de Pedro Machado, depois de, no mesmo dia, a Comissão Política Distrital ter analisado o tema com o Sindicato da Função Pública.
Trata-se de um processo que demonstra “uma clara política de irresponsabilidade”, afirma Pedro Machado, que ao dossier de deslocalização da Direcção Regional de Economia (DRE) para Aveiro soma um outro, mais distanciado no tempo, mas que, considera, “ainda não está fechado”, que tem a ver com a deslocalização da estrutura da Direcção Regional de Agricultura para Castelo Branco, apontando para as “consequências graves” daí advenientes, nomeadamente a transferência de trabalhadores.
Particularmente no que se refere à DRE, Pedro Machado aponta para o “paradoxo” existente no facto de a decisão do Conselho de Ministros que estabelece a transferência para Aveiro ter sido tomada no dia 21 de Janeiro, o decreto regulamentar ser datado de 17 de Fevereiro e, de “então para cá não há mais qualquer informação sobre a decisão”. “Ninguém hoje tem qualquer informação, nem da Direcção Geral da Economia, nem do Ministério da Economia”, sobre o assunto, adianta ainda o presidente da Distrital, considerando “este paradoxo” um sinal “claro de irresponsabilidade política,,.
As críticas não se ficam por aqui e Pedro Machado refere ainda que os custos da deslocalização deste serviço para Aveiro, avaliados em meio milhão de euros, poderiam ter um destino mais eficaz, nomeadamente ser aplicados “em valências e laboratórios que o Ministério da Economia tem a funcionar a meio gás”.
Perante este cenário, a Distrital do PSD entende que tem “toda a legitimidade” para “reclamar a anulação da decisão tomada em Conselho de Ministros da transferência da DRE para Aveiro”, pois trata-se de uma decisão política “que não tem qualquer sustentação”, para além de “não representar quaisquer mais-valias”. Pelo contrário, só se perspectiva, no entender de Pedro Machado, à semelhança do que aconteceu com a Direcção Regional de Agricultura, a “transferência e deslocalização de dezenas de trabalhadores”.
A reunião do órgão máximo do PSD foi ainda espaço para fazer um balanço político dos últimos três meses, obviamente tendo como "pano de fundo" o ano de eleições que se vive. Particular atenção para as autárquicas, um processo em que o “PSD está particularmente empenhado”, afirma Pedro Machado, apontando a “vocação natural do PSD como partido do poder local”. Destacando a “união” que se vive no interior do partido, o presidente da Distrital sublinha a “confiança e o espírito ganhador” que se faz sentir. “O PSD está mobilizado e vamos ganhar mais câmaras, mais juntas de freguesia e mais assembleias municipais”, sublinha, confiante. O líder distrital refere ainda “o empenho e a mobilização que existe em torno dos órgãos distritais do partido relativamente à construção de uma alternativa de governação para o país que o PSD quer protagonizar”.
É considerado um "paradoxo" do Governo e o PSD reclama que a situação seja revista, porque não tem “qualquer sustentação”. Em causa está a deslocalização da Direcção Regional de Economia do Centro para Aveiro, uma decisão que o Governo tomou e que não tem, no entender dos social-democratas de Coimbra, “qualquer nexo”.
O tema, que tem sido recorrente nos últimos tempos, foi, na noite de segunda-feira, um dos dossiers em análise na Assembleia Distrital, órgão que reuniu pela primeira vez sob a liderança de Pedro Machado, depois de, no mesmo dia, a Comissão Política Distrital ter analisado o tema com o Sindicato da Função Pública.
Trata-se de um processo que demonstra “uma clara política de irresponsabilidade”, afirma Pedro Machado, que ao dossier de deslocalização da Direcção Regional de Economia (DRE) para Aveiro soma um outro, mais distanciado no tempo, mas que, considera, “ainda não está fechado”, que tem a ver com a deslocalização da estrutura da Direcção Regional de Agricultura para Castelo Branco, apontando para as “consequências graves” daí advenientes, nomeadamente a transferência de trabalhadores.
Particularmente no que se refere à DRE, Pedro Machado aponta para o “paradoxo” existente no facto de a decisão do Conselho de Ministros que estabelece a transferência para Aveiro ter sido tomada no dia 21 de Janeiro, o decreto regulamentar ser datado de 17 de Fevereiro e, de “então para cá não há mais qualquer informação sobre a decisão”. “Ninguém hoje tem qualquer informação, nem da Direcção Geral da Economia, nem do Ministério da Economia”, sobre o assunto, adianta ainda o presidente da Distrital, considerando “este paradoxo” um sinal “claro de irresponsabilidade política,,.
As críticas não se ficam por aqui e Pedro Machado refere ainda que os custos da deslocalização deste serviço para Aveiro, avaliados em meio milhão de euros, poderiam ter um destino mais eficaz, nomeadamente ser aplicados “em valências e laboratórios que o Ministério da Economia tem a funcionar a meio gás”.
Perante este cenário, a Distrital do PSD entende que tem “toda a legitimidade” para “reclamar a anulação da decisão tomada em Conselho de Ministros da transferência da DRE para Aveiro”, pois trata-se de uma decisão política “que não tem qualquer sustentação”, para além de “não representar quaisquer mais-valias”. Pelo contrário, só se perspectiva, no entender de Pedro Machado, à semelhança do que aconteceu com a Direcção Regional de Agricultura, a “transferência e deslocalização de dezenas de trabalhadores”.
A reunião do órgão máximo do PSD foi ainda espaço para fazer um balanço político dos últimos três meses, obviamente tendo como "pano de fundo" o ano de eleições que se vive. Particular atenção para as autárquicas, um processo em que o “PSD está particularmente empenhado”, afirma Pedro Machado, apontando a “vocação natural do PSD como partido do poder local”. Destacando a “união” que se vive no interior do partido, o presidente da Distrital sublinha a “confiança e o espírito ganhador” que se faz sentir. “O PSD está mobilizado e vamos ganhar mais câmaras, mais juntas de freguesia e mais assembleias municipais”, sublinha, confiante. O líder distrital refere ainda “o empenho e a mobilização que existe em torno dos órgãos distritais do partido relativamente à construção de uma alternativa de governação para o país que o PSD quer protagonizar”.
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Partida do dia 1 de Abril
A noticia publicada ontem neste blogue – “DRE-Centro já não vai para Aveiro” - é uma simples partida do dia 1 de Abril (infelizmente).
Efectivamente, existiu uma acalorada discussão entre o ministro Pinho e o cabeça de lista Manel, em frente de um espelho... a placa referida no artigo é realmente muito bonita.
Como é óbvio, o ministro Pinho, apesar de ser um amante das velocidades, não anda a 240 km/h… a velocidade máxima, que realmente conseguiu atingir, foi de apenas 252 km/h… isto se, não se considerar a velocidade de 870 km/h, conseguida no Falcon da Força Aérea.
Efectivamente, existiu uma acalorada discussão entre o ministro Pinho e o cabeça de lista Manel, em frente de um espelho... a placa referida no artigo é realmente muito bonita.
Como é óbvio, o ministro Pinho, apesar de ser um amante das velocidades, não anda a 240 km/h… a velocidade máxima, que realmente conseguiu atingir, foi de apenas 252 km/h… isto se, não se considerar a velocidade de 870 km/h, conseguida no Falcon da Força Aérea.
quarta-feira, 1 de abril de 2009
DRE-Centro já não vai para Aveiro.
A DRE-Centro, para já, não vai ser deslocada para Aveiro.
O ministro Manuel Pinho recuou na sua decisão de mudar a sede da DRE-Centro para Aveiro. Reconhecendo a grave crise económica que o país atravessa, tendo escutado as críticas efectuadas pelos industriais da Região Centro, assim como de todos os utentes e trabalhadores da Direcção Regional, recuou na sua decisão disparatada, mantendo a sede em Coimbra.
Tivemos acesso a uma gravação em que o ministro Pinho discute acaloradamente, em frente a um espelho, com o candidato por Aveiro, Manel.
Revelamos de seguida o teor dessa conversa:
Pinho – Oh Manel, a DRE já não vai para Aveiro.
Manel – Eh pá, tu tinhas prometido.
Pinho – Eu sei. Mas os empresários, os presidentes de câmaras, os trabalhadores e os utentes não se calam. Ainda por cima todos dizem que o país está em crise. Já nem umas voltas de avião posso dar.
Manel – Olha o Candal vai ficar lixado. O Director vai ficar danado. Eu vou ficar fulo.
Pinho – O Candal não é problema, eu dou-lhe a volta. O Director não tem nada que ficar danado, arranjei-lhe um emprego fixe.
Manel – Oh pá, mas ele é de Espinho e eu disse-lhe que íamos para Aveiro. Para ir para o trabalho anda cento e tal Km.
Pinho – Olha lá, isso não é nada, em auto-estrada é um pulinho.
Manel – Isso é para ti que andas a 240. Ele viaja mais devagar. Já nem pareces socialista.
Pinho – Essa não percebi! Sou socialista sim senhor.
Manel – Se fosses socialista dividias o mal pelas aldeias.
Pinho – Como assim?
Manel – Então, Aveiro fica entre Espinho e Coimbra, certo? Com a sede em Aveiro o Director fazia metade do caminho e os funcionários a outra metade.
Pinho – Oh pá, já disse que agora não dá.
Manel – Sendo assim não volto a votar em ti.
Pinho - Olha, se me ameaças quem não vota em ti sou eu. Não vez que tenho tudo controlado!
Manel – Tens tudo controlado? Explica lá essa.
Pinho - Por algum motivo eu sou ministro e tu és apenas um cabeça de lista. Cabecinha, meu caro, cabecinha.
Manel – Mas, se não fosse eu tu não eras ministro. Explica lá qual a solução que encontraste.
Pinho – Muito fácil. Já mandei fazer uma placa, muito jeitosa, a um grande designer da região. Mando colocar a placa lá num edifício e voilá, temos a sede em Aveiro.
Manel – Então e os trabalhadores?
Pinho – Esses, continuam em Coimbra. Eu prometi mudar a sede, não os trabalhadores.
Manel – Não sei se a malta de Aveiro engole essa.
Pinho – É só até às eleições. Depois de ganharmos outra vez, marcha tudo para a Ria. A placa já lá está e os gajos não têm hipóteses.
Manel - Realmente és um génio! Olha lá, onde vais colocar a placa?
Pinho – Estou com dificuldade em arranjar um prédio em condições. Sou capaz de arrendar um apartamento, sempre dá para passar lá uns dias de férias.
Manel – Eu também tenho esse direito.
Pinho – Claro, até o Director pode lá passar uns dias. Isso não importa. A placa é que tem de ser bem bonita.
Manel – És um ministro bem porreiro. Vou voltar a apoiar-te.
Pinho – Eu também gosto muito de ti. Vou votar outra vez em ti. Dá-me jeito um tachito em Lisboa.
Manel – Bora lá. Hoje pago eu a mariscada.
Pinho – Ok, mas quem conduz sou eu.
O ministro Manuel Pinho recuou na sua decisão de mudar a sede da DRE-Centro para Aveiro. Reconhecendo a grave crise económica que o país atravessa, tendo escutado as críticas efectuadas pelos industriais da Região Centro, assim como de todos os utentes e trabalhadores da Direcção Regional, recuou na sua decisão disparatada, mantendo a sede em Coimbra.
Tivemos acesso a uma gravação em que o ministro Pinho discute acaloradamente, em frente a um espelho, com o candidato por Aveiro, Manel.
Revelamos de seguida o teor dessa conversa:
Pinho – Oh Manel, a DRE já não vai para Aveiro.
Manel – Eh pá, tu tinhas prometido.
Pinho – Eu sei. Mas os empresários, os presidentes de câmaras, os trabalhadores e os utentes não se calam. Ainda por cima todos dizem que o país está em crise. Já nem umas voltas de avião posso dar.
Manel – Olha o Candal vai ficar lixado. O Director vai ficar danado. Eu vou ficar fulo.
Pinho – O Candal não é problema, eu dou-lhe a volta. O Director não tem nada que ficar danado, arranjei-lhe um emprego fixe.
Manel – Oh pá, mas ele é de Espinho e eu disse-lhe que íamos para Aveiro. Para ir para o trabalho anda cento e tal Km.
Pinho – Olha lá, isso não é nada, em auto-estrada é um pulinho.
Manel – Isso é para ti que andas a 240. Ele viaja mais devagar. Já nem pareces socialista.
Pinho – Essa não percebi! Sou socialista sim senhor.
Manel – Se fosses socialista dividias o mal pelas aldeias.
Pinho – Como assim?
Manel – Então, Aveiro fica entre Espinho e Coimbra, certo? Com a sede em Aveiro o Director fazia metade do caminho e os funcionários a outra metade.
Pinho – Oh pá, já disse que agora não dá.
Manel – Sendo assim não volto a votar em ti.
Pinho - Olha, se me ameaças quem não vota em ti sou eu. Não vez que tenho tudo controlado!
Manel – Tens tudo controlado? Explica lá essa.
Pinho - Por algum motivo eu sou ministro e tu és apenas um cabeça de lista. Cabecinha, meu caro, cabecinha.
Manel – Mas, se não fosse eu tu não eras ministro. Explica lá qual a solução que encontraste.
Pinho – Muito fácil. Já mandei fazer uma placa, muito jeitosa, a um grande designer da região. Mando colocar a placa lá num edifício e voilá, temos a sede em Aveiro.
Manel – Então e os trabalhadores?
Pinho – Esses, continuam em Coimbra. Eu prometi mudar a sede, não os trabalhadores.
Manel – Não sei se a malta de Aveiro engole essa.
Pinho – É só até às eleições. Depois de ganharmos outra vez, marcha tudo para a Ria. A placa já lá está e os gajos não têm hipóteses.
Manel - Realmente és um génio! Olha lá, onde vais colocar a placa?
Pinho – Estou com dificuldade em arranjar um prédio em condições. Sou capaz de arrendar um apartamento, sempre dá para passar lá uns dias de férias.
Manel – Eu também tenho esse direito.
Pinho – Claro, até o Director pode lá passar uns dias. Isso não importa. A placa é que tem de ser bem bonita.
Manel – És um ministro bem porreiro. Vou voltar a apoiar-te.
Pinho – Eu também gosto muito de ti. Vou votar outra vez em ti. Dá-me jeito um tachito em Lisboa.
Manel – Bora lá. Hoje pago eu a mariscada.
Pinho – Ok, mas quem conduz sou eu.
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