domingo, 20 de Setembro de 2009
Direcção Regional de Economia está "às moscas" em Aveiro
Apenas seis atendimentos em dois meses e meio
Transferência dos serviços de Economia para Aveiro volta a ser criticada. Os poucos atendimentos tiveram inclusive de ser concluídos em Coimbra.
Entre 1 de Julho e 14 de Setembro, a Direcção Regional de Economia do Centro (DRE – Centro), agora sedeada em Aveiro, procedeu apenas a seis atendimentos, denunciou o Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública, acrescentando que esses processos tiveram ainda de ser concluídos em Coimbra, onde se mantém a «totalidade das valências deste serviço».
Em comunicado, o sindicato frisa que o processo «está errado desde a sua génese», devendo ser corrigido na próxima legislatura, com a reinstalação da sede nas instalações na Rua Câmara Pestana, em Coimbra, construídas de raiz em 1993 para acolher este organismo do Estado.
O director regional de Economia justifica a baixa procura com o período de férias, altura em que a actividade das empresas diminui. «As solicitações não são muito abundantes nesta fase», reconheceu, convicto de que o movimento deve começar a intensificar-se.
Justino Pinto reconhece também que a sede da DRE-Centro ainda funciona de «forma muito incipiente», devido à recente instalação em Aveiro, no entanto, está a dar «conta do recado». A funcionar na Avenida Lourenço Peixinho desde 1de Julho, a direcção regional não tem ainda o quadro de pessoal completo, existindo 25 vagas para preencher, com o director a admitir que tem sido «dramático» completar o quadro de funcionários, devido a questões burocráticas e constrangimentos orçamentais.
O Diário de Coimbra tentou apurar o volume de serviço em Coimbra no mesmo período, mas tal não foi possível. Seja como for, Marli Antunes, do Sindicato da Função Pública do Centro, frisa que a escassa procura em Aveiro vem revelar o que se insistiu durante todo o período de contestação. Ou seja, que a maior parte dos concelhos industrializados daquele distrito é abrangida pela Direcção Regional de Economia do Norte.
Na sua contestação, o sindicato apresenta também alguns números que dão conta das supostas despesas com a transferência para Aveiro da Direcção Regional de Economia. Só para obras e equipamentos terão sido gastos 400 mil euros, a que se somam cerca de 100 euros diários para o aluguer de uma carrinha de nove lugares para fazer o transporte de trabalhadores. Depois, há que contabilizar as portagens, estacionamento, pagamento de ajudas de custo, sendo que, de acordo com o sindicato, faltam ainda adquirir 18 computadores.
Autarcas reclamam sede em Coimbra
Quando o assunto é a mudança da DRE-Centro para Aveiro, o discurso do presidente da Câmara Municipal de Coimbra é praticamente sempre o mesmo. «Foi uma solução estúpida e continua a ser uma solução estúpida», adiantou Carlos Encarnação, acrescentando que «esta medida não tem sentido», como tal, «mais cedo ou mais tarde, as pessoas vão perceber que foram enganadas e que a melhor forma é resolver o problema», trazendo de novo a sede para Coimbra.
Contactado pelo Diário de Coimbra, Victor Baptista, deputado, número dois nas listas do Partido Socialista (PS) pelo círculo eleitoral de Coimbra à Assembleia da República e presidente da Federação Distrital de Coimbra do PS, realçou que a mudança «não alterou em nada» o funcionamento da DRE-Centro, pelo que manifesta a sua «discordância profunda» por esta opção política, tomada pelo ex-ministro da Economia, Manuel Pinho. O também vereador da Câmara Municipal de Coimbra recorda que esta é a sua posição «desde o início», tanto que até chegou a enviar um requerimento à Assembleia da República apelando à permanência da DRE-Centro em Coimbra.
(Este ou é parvo, o que é absolutamente verdade, ou pensa que somos atrasados mentais).
quinta-feira, 30 de Julho de 2009
Intervenção do Deputado Fernando Antunes
Deputado Fernando Antunes
Senhor Presidente
Senhoras e Senhores Deputados
O que o Governo Socialista fez neste caso foi a expressão mais básica de um populisma que pensa que tu "compra", sem lembrar o ditado popular que nos diz "quando a oferta é grande até o pobre desconfia".
Foi isso que fez o Governo com a sua decisão de 25 de Janeiro, ao oferecer na bandeja a Aveiro, a Sede da Direcção Regional de Economia. Corno se isso viesse resolver os graves problemas económicos das pequenas e médias empresas ou dos cidadãos daquele dinâmico Distrito ou os problemas de mais desenvolvimento para Aveiro.
Aveiro não merecia a peguenez da oferta de um serviço espartilhado só comparável com a pequenez política de um Ministro da Economia que só vende "gato por lebre" e que, pasme-se, justificou a decisão com o Simplex.
Parece-nos clara a razão dos Peticionários:
- A centralidade da localização geográfica não é indiferente quando, nomeadamente com a gestão de QREN, a zona centro se estende quase até às portas de Lisboa;
- Em problemas de natureza ambiental a mudança operada pelo Governo abriga os cidadãos a perdas de tempo e custos redobrados por terem de andar de cá para lá e vice-versa;
- Espartilhar a DRE não aproveitando instalações novas e de raiz com óptimas condições como as que existem, obriga a custos correntes e de investimento a que o Pais devia ser poupado;
- As percentagens da actividade económica e empresarial, com impacto nos serviços da DRE, não justifica de maneira nenhuma a mudança operada.
Por tal razão o PSD não vê motivos para a mudança da Sede da DRE para Aveiro, entendendo que o Governo quis recolher vantagens políticas, oferecendo a Aveiro "uma mão cheia de nada", pondo em causa a qualidade de um serviço exemplar e mantendo para com Coimbra uma atitude discríminatória que faz desta Legislatura Socialista um dos períodos mais negros em termos de decisão política do Governo e de investimento efectivo naquela que é a maior cidade da região centro.
terça-feira, 28 de Julho de 2009
Intervenção proferida aquando da discussão da petição
da DRE -Centro - Coimbra.
PETIÇÃO Nº 568/X/4ª
Pela Permanência da
DRE-Centro em Coimbra
Deputado Agostinho Lopes
22JUL09
Senhor Presidente,
Senhores Deputados,
Na sua boa fé, os cidadãos que subscreveram a Petição “Pela permanência da DRE - Centro em Coimbra”, promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro, invocam “os avultados encargos para o erário público”, a inoperacionalidade (níveis de produtividade, eficácia e eficiência) gerada pela mudança, o crescimento dos custos e tempo dispendido pelos utentes.
Ingénuos, os cidadãos, queriam uma “lógica funcional”, razões objectivas, uma qualquer racionalidade de organização dos serviços públicos, para a decisão do Conselho de Ministros de 21 de Janeiro.
Dizemos ingénuos, porque ignoram (ou talvez não) as duas “lógicas” que tutelaram e prevaleceram na “reorganização” dos serviços públicos sob o Governo PS/Sócrates:
- A moderníssima lógica do PRACE/PEC ou vice-versa!
- A velhíssima lógica caciqueira!
(Poderíamos ainda falar da lógica do fomento do turismo interno)
A primeira lógica (aparentemente contraditória com a segunda), levou ao desmantelamento e ao caos no Ministério da Agricultura e Pescas – há pescador de Setúbal que tem de ir às Caldas da Rainha umas vezes, outras a Santarém e outras ainda a Évora para tratar dos seus problemas – e ao despedimento de centenas de trabalhadores, em casa há dois anos, muitos a receberem menos que o SMN, a que se seguiu a contratação para os mesmos lugares de trabalho precário, a empresas de trabalho temporário! Nada mau para quem queria combater a precariedade com o Código do Trabalho!
A segunda lógica, a do cacique que eleito, no “poleiro” diria Eça, “puxa” para a terra um benefício qualquer, nem que seja uma DR Economia. Ora Manuel Pinho, ex-Ministro da Economia, tinha sido cabeça de Lista e eleito por Aveiro, era ele que mandava no Ministério, logo “puxou” a DR Economia mais à mão! Qual lógica, qual carapuça! Podem agora também perceber os peticionários, porque não os informaram dos “motivos/fundamentos (…) da decisão”! Também, naturalmente sem resposta, está uma Pergunta do PCP dirigida em Março ao Ministro da Economia!
E até podemos dizer que não foi o primeiro, nestas “puxadas”!
Segundo um diário regional bem informado e perto do Governo “O facto de o Ministro do Trabalho (…) Vieira da Silva, ter sido o número dois do PS pelo distrito de Braga nas últimas eleições legislativas terá pesado também (?!) na escolha (em Dezembro de 2007) da capital do distrito para sede da Direcção Regional da ACT”. Assim se “compensava” Braga, segundo o Jornal, pela perda da DR Agricultura de EDM!
Digamos, que a manter-se esta lógica “compensatória”, talvez Coimbra possa esperar pela transferência da Capitania do Porto de Aveiro!
Tudo isto seria risível, se não fosse a gravidade destas decisões descredibilizar o regime democrático e atentar contar os interesses do País e das regiões. É triste e não é fado. São as lógicas da reforma da Administração Pública, segundo a política de direita do Governo PS/Sócrates.
quarta-feira, 22 de Julho de 2009
Relatório Final - Assembleia da República
Alguém anda a mandar areia para os nossos olhos.
http://www.box.net/shared/i19if89ejg
A criação da DRE Norte/Sul teve os votos contra de todos os partidos da oposição, mas foi aprovada pela maioria socialista.
Apetece questionar os senhores deputados do PS, eleitos por Coimbra, o que andam a fazer no Parlamento, uma vez que, eleitos pelo nosso distrito não defendem a nossa região. São os tachos senhor, depois de conquistado o poleiro o povinho que se lixe.
Não se pode deixar de realçar a brilhante prestação do Vitinho Baptista, que tanto empenho tem demonstrado em destruir todos os serviços relevantes em Coimbra. Sim, este senhor foi eleito pelas listas do PS de Coimbra e se não me falha a memória é presidente de qualquer coisa da concelhia do PS.Durante a discussão da nossa petição, na Assembleia da República, passou-se dos carretos e defendeu com unhas e dentes a criação da DRE Norte\Sul. Obrigadinho Sr. Vitinho. Não me irei esquecer de si nem dos seus pares.
sexta-feira, 17 de Julho de 2009
DRE-Centro em Aveiro
Na sequência da Decreta Regulamentar n° 512009, de 03 de Março, a sede da DRE-Centro passou a ser em Aveiro.
Reunidas as condições mínimas indispensáveis, em termos de instalações e orçamentais, importa definir e dar corpo às acções necessárias e relativas à logística e operacíonalização da seu funcionamento, com especial atenção para a problemática da deslocação de pessoal, recrutamento e integração de nova para a nova sede, em Aveiro, Av. Lourenço Peixinho, n° 42 - 2°.
De acordo com a estratégia comunicada, em reunião de trabalhadores de 22 de Junho p. p., com a presença das Senhoras Dras. Teresa Moreira e Ana Costa Dias, digníssimas Chefe de gabinete e Assessora de Sua Excelência o MEI, respectivamente, ficou decidido que se iria assegurar o funcionamento da sede em Aveiro da DRE-Centro, ainda que com a dimensão de "front office", nesta fase, em regime de rotatividade, garantido o funcionamento de todos os serviços da Direcção Regional, à excepção dos da Qualidade, nomeadamente dos relacionados com o Laboratório Regional de Metrologia, até completa integração dos novos quadros já recrutados e a recrutar para Aveiro, garantindo 14 / 15 postos de trabalho permanentemente afectos à sede.
ASSIM, DETERMINO:
1. Todas as Direcções de Serviço deverão estar lá representadas, de forma a permitir uma cobertura digna de todos os serviços, sendo que a rotatividade abrange os próprios dirigentes.
2. Completo o quadro de pessoal a afectar a Aveiro e integrados nas suas funções os novos elementos, o pessoal de Coimbra regressará á sua base de trabalho actual.
3. Para compensar custos da deslocação, o pessoal a deslocar-se para Aveiro será considerado em serviço externo, vencendo os 25% de ajudas de custo.
4. A deslocação far-se-á em carrinha pasta á disposição dos funcionários a deslocar para Aveiro ou com viaturas de serviço da DRE-C, salvaguardadas as condicionantes de seguro e horário de funcionamento.
5. Para o bom desempenho desta nossa missão, que compreendo complexa e algo angustiante, solicito o melhor empenha de todos os dirigentes no sentido de a podermos levar a bom porto, ficando ao seu cuidado a definição e o controlo da lista de rotatividade da Direcção de Serviços respectiva.
6. A partir da próxima 2a.feira, dia 29 de Junho, dar-se-á início ao funcionamento da sede, ainda não aberta ao público, testando equipamentos e eventuais falhas, de forma a permitir a sua abertura ao público, formal e oficialmente, em 1 de Julho de 2009, com a eficiência e qualidade de serviço que tem caracterizado e sido reconhecida à DRECentro.
Aproveito para igualmente solicitar, não só aos dirigentes, mas a todos os funcionários da DRE-C a melhor compreensão e todo o apoio possível para colmatarmos as eventuais lacunas de opera cíonalidade que, nesta fase, podem acontecer. .
Independentemente de tudo, é a imagem da DRE-Centro e a dignidade dos seus colaboradores que está em causa.
Pretende-se não só minimizar os transtornas de uma mudança como esta, mas também criar equipas motivadas e interligadas numa missão e objectivos comuns que melhor sirvam a Região Centro.
Ninguém ficará mais longe e nós, no dia a dia, já demonstramos ser capazes de fazer do longe perto.
Coimbra, 25 de Junho de 2009
Justino Santos Pinto
Director Regional
terça-feira, 14 de Julho de 2009
Diário As Beiras de 9/7/2009
Não pode ser! Temos que arranjar outra inauguração e divulgá-la.
Qual será o melhor dia? Hum! Dia 15 de Julho é uma data engraçada.
Grande abertura da sede em Aveiro no dia 15 de Julho. Não faltes. Estás convocado.

quinta-feira, 2 de Julho de 2009
A última tourada
Foi ferido mortalmente e teve que abandonar definitivamente as lides tauromáquicas.

José Sócrates aceitou a demissão de Manuel Pinho
02.07.2009 - 19h34 Romana Borja-Santos
O primeiro-ministro, José Sócrates, aceitou hoje a demissão do ministro da Economia, Manuel Pinho, na sequência do incidente na Assembleia da República, durante o debate do estado da Nação. A pasta ficará a cargo do actual ministro das Finanças, Teixeira dos Santos.
Em causa está o gesto de Manuel Pinho em que este colocou os dedos indicadores na testa, a imitar chifres, dirigindo-se a Bernardino Soares, líder parlamentar do PCP. Recorde-se que o líder parlamentar comunista, Bernardino Soares, a quem se dirigiu o gesto, tinha feito saber que considerava que o ministro se devia demitir.
Já antes o primeiro-ministro tinha feito durante o debate do estado da Nação uma declaração inédita onde condenou o comportamento “inaceitável” do ministro da Economia. “É meu dever apresentar um pedido de desculpas”, disse José Sócrates aos deputados e à Assembleia da República, em nome do Governo.
“É um acto de um membro do Governo é inaceitável e que lamentamos profundamente”, acrescentou José Sócrates, depois de Manuel Pinho ter colocado os dedos indicadores na testa, a imitar chifres, dirigindo-se a Bernardino Soares, líder parlamentar do PCP. E sublinhou: "Bem sei que o senhor ministro já disse estar arrependido. Mas nada justifica o acto".
Também o líder parlamentar socialista considerou o “acto inaceitável” e lamentou “profundamente” o “acto de um membro do Governo”. Contudo, Alberto Martins congratulou-se com a atitude de José Sócrates, por enquanto chefe do Executivo ter feito um pedido de desculpas formal no Parlamento. Por sua vez, o presidente da Assembleia da República, depois de ter ouvido todas as bancadas a propósito do “insólito” incidente disse que “na relação formal com a Assembleia” o dá por sanado. Jaime Gama insistiu, ainda assim, que aquilo a que se assistiu foi “lastimável” e “não devia ter ocorrido”.
Antes de o primeiro-ministro falar, o líder parlamentar do PSD, Paulo Rangel, exigiu um pedido de desculpas formais pelo gesto de Manuel Pinho no Parlamento e que o Governo tire consequências políticas do que aconteceu. “É intolerável e anti-democrático”, disse Rangel.
O líder do CDS-PP, Paulo Portas, exigiu que o primeiro-ministro se demarque do gesto de Manuel Pinho no debate do estado da Nação. “Se o primeiro-ministro se vai demarcar de um gesto que foi feito que o faça aqui [no hemiciclo parlamentar] e não lá fora aos jornalistas”, disse Paulo Portas durante o debate. Também Ana Drago, do Bloco de Esquerda, afirmou que este incidente mostra “que ministros que não sabem estar neste debate, não devem estar neste debate”.
Marrada Fatal
02.07.2009 - 17h59 Maria José Oliveira, Nuno Simas
É o caso do debate do estado da Nação de hoje. Tudo porque o ministro da Economia, Manuel Pinho, fez um gesto, colocando os dedos indicadores na testa, a imitar chifres, dirigindo-se a Bernardino Soares, líder parlamentar do PCP. Manuel Pinho reuniu-se, entretanto, com os ministros Augusto Santos Silva e Pedro Silva Pereira numa das salas do Governo, mas nada se sabe sobre o encontro.O debate era sobre a situação das Minas de Aljustrel e Bernardino Soares lembrou que Pinho teria ido à vila alentejana “dar um cheque”.
Foi então que o ministro reagiu com o gesto que deixou os comunistas e bloquistas ofendidos.Pouco tempo depois, já o Bloco de Esquerda, partido que estava a usar da palavra no debate, também exigia um pedido de desculpa. Por essa altura, já o Bloco pusera a circular uma imagem de Pinho com os dedos na testa. Foi o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, que admitiu tratar-se “de um excesso”, a pedir desculpas ao PCP. Bernardino Soares aceitou as desculpas.Manuel Pinho admitiu o excesso – “excedi-me” – e abandonou a Assembleia.
Questionado pelos jornalistas, ao abandonar o hemiciclo, Manuel Pinho reconheceu tratar-se de “um gesto desesperado”, mas recusou que o incidente seja suficiente para deixar o Governo. “Absolutamente, sobretudo enquanto safar postos de trabalho”, disse Pinho, que lembrou o esforço – “passámos muitas noites sem dormir” – para tentar “salvar” postos de trabalho nas minas de Aljustrel. Bernardino Soares afirmou que este caso “é uma triste marca para o debate da Nação”.
Depois do pedido de desculpas de Santos Silva, o deputado comunista não falou a Pinho que se terá limitado a acenar com a mão em pedido de desculpas.Entretanto, Manuel Pinho - que regressou ao debate mas saiu para reunir com Santos Silva e Silva Pereira - já pediu desculpas pessoais a Francisco Louçã, mas o líder bloquista insiste num pedido formal no plenário.
quarta-feira, 27 de Maio de 2009
Este já pode levar os jornalistas atrás.
Visitar escolas, centros de formação, etc, acompanhado pelos jornalistas só porque é do PS, tudo bem. Ele até é de Coimbra.
Vital Moreira em Bragança, Chaves e Vila Real
26-Mai-2009
A candidatura socialista ao Parlamento Europeu está hoje em Bragança, Chaves e Vila Real para um conjunto de iniciativas que passam por visitas a estabelecimentos de ensino, centros novas oportunidades, contactos com população e um debate.
O dia tem início pelas 9h15 com a visita às obras da Escola EB 2/3 Paulo Quintela e ao Centro Escolar do 1º ciclo em Bragança, seguindo-se uma conferência debate no Instituto Politécnico local.Pelas 12h30 o almoço decorre na cantina do Instituto Politécnico, em Bragança.
Às 16h00 Vital Moreira está no centro de Chaves onde visita pelas 16h30 o Centro de Formação Profissional.
VIVA a Liberdade.
REPRESSÃO DA LIBERDADE
Na escola primária, as crianças apanhavam por ser burras (diziam os professores) e pobres,
Lembro-me que nos anos 60, aquando da luta dos estudantes os mesmos por vontade própria se fecharam no edifício da cantina, das muitas lutas travadas entre eles de dentro do edifício e a pide que tomava conta deles do lado de fora, lembro também, que havia um senhor que era pai de uma grande amiga que tomava conta deles, até achei que era uma pessoa importante, (ignorância).
O meu pai pertencia à classe metalúrgica, e como muitos se recordam, essa classe era classificada de COMUNISTAS (que horror), ele tinha muitos amigos que eram e ainda hoje são grandes lutadores apesar das suas idades, lembro também de quando ele ouvia a BBC, lá estava a pide a chatear o pobre do homem.
Recordo sem saudade as vezes que eu e minha mãe fomos visitar os amigos do meu pai quando estavam doentes ou internados, e lá estava a pide a controlar, porque o pobre do homem não o podia fazer, porque tinha 7 bocas para dar de comer.
Com 12 anos tive a felicidade de trabalhar numa grande livraria de Coimbra “Atlântida Editora”. Aí conheci grandes lutadores, progressistas liberalistas poetas escritores e também grandes fascistas, com apenas 12 anos comecei a saber o que era a liberdade de expressão (camuflada), senti muitas vezes olhares atentos ao que se fazia e dizia naquela livraria, lembro-me de quando a pide entrava em fúria na livraria a resgatar os livros que o então regime achava que não eram próprios de leitura.
Lembro também dos anos 69 das grandes lutas estudantis, vivi na pele essa luta, resgatei muitos estudantes que fugiam da polícia, deixando-os entrar na rua Ferreira Borges, com saída pela rua Fernandes Tomás.
Vem o 25 de Abril, que felicidade, já se podia tudo, confesso, que algumas pessoas não estavam preparadas para a liberdade, mas mesmo assim lá fomos andando.
Volvidos que são 35 anos do 25 de Abril, estamos de novo no fascismo, não podemos falar, não podemos gritar porque estamos amordaçados. No trabalho, a corrente mais corrente é o medo, medo de sermos mal classificados, de não progredirmos na carreira, medo dos próprios colegas que são autênticos pides (alguns), medo de ter medo.
Quanto a mim, aprendi a ter medo das sombras, mas não tenho medo do meu pensamento, viva a liberdade de expressão, viva a amizade entre homens e mulheres, viva a liberdade de pensamentos positivos, viva o 25 de Abril sempre.
Um abraço de liberdade para os que tiveram a paciência de lerem um pouco da minha história.
MJA
terça-feira, 26 de Maio de 2009
Jornalistas...não. Big Brother...sim
JN - Eleições Europeias
por Miguel Marujo
Gabinete de Pinho proíbe jornalistas de assistirem a encontro da CDU com trabalhadores da Direcção Regional de Economia do Centro.
Prometia ser uma discreta acção de campanha, esta manhã, em Coimbra, mas acabou num incidente que a candidatura da CDU aproveitou politicamente.
O encontro de Ilda Figueiredo com dirigentes sindicais e trabalhadores da Direcção Regional de Economia (DRE) realizou-se na rua, à porta deste serviço do Ministério de Manuel Pinho, cujo gabinete deu instruções directas para que os jornalistas ficassem de fora.
“Esta reunião pode ser feita com trabalhadores, mas sem a presença de jornalistas”, confirmou Justino Pinto, director regional. “Para evitar que se transforme num comício”, justificou-se.
Já fora, Ilda Figueiredo não deixou escapar a oportunidade: “Estou indignada. Não sei o que o senhor ministro tem a esconder, ele sabe, eu não”, insistiu a cabeça de lista da coligação.
A CDU quis visitar a DRE do Centro para contestar a decisão do Governo em deslocalizar os serviços para Aveiro.
Os trabalhadores acusam o Ministério da Economia de nada lhes dizer sobre o seu futuro.
“A resposta à nossa deslocalização não vem com a mesma celeridade” que a ordem de deixar os jornalistas na rua, acusou Margarida Machado, delegada sindical.
Comentário: É a chamada "Lei da Rolha".
Quem está a falar verdade?
Entretanto, uma fonte do Ministério da Economia negou a versão do Director Regional de Economia do Centro, ao garantir que não existiu qualquer proibição.
Esta fonte indicou, contudo, que este é apenas um princípio que impede que qualquer partido use instituições do Estado para fazer campanha.
Comentário: Proibir a candidata ao Parlamento Europeu de trocar ideias com os trabalhadores sobre a possível transferência deste serviço para Aveiro, é considerado campanha. A mesma conversa entre a candidata e o director Regional de Economia do Centro é considerado escutar a verdade dos factos ( de um dos lados, é claro). Sem mais comentários.
Deve ser para rir!
Manuel Pinho - As salas são minhas!

Tal como o dinheiro com que a Câmara do Porto fez há semanas umas obras num bairro social e que a candidata do PS às Europeias e ao mesmo tempo à autarquia daquela cidade (Elisa Ferreira), diz ser dinheiro do Governo e do PS, também agora passam a ser do PS as instalações e edifícios públicos pelo país fora.
A menos que a proibição, como desconfia (e bem) Ilda Figueiredo, seja só para acções de campanha da CDU. Aí então... estaria tudo dentro da “normalidade”.
E assim vamos…
Ministério da Economia proíbe jornalistas de assistir a acção da CDU
26.05.2009 - 13h28 Graça Barbosa Ribeiro

A luta continua, neste estado que dizem democrático
Campanha do PCP com ligeiro incidente em Coimbra
Hoje às 13:36
A acção de campanha do PCP agendada para esta terça-feira teve um pequeno incidente. A cabeça-de-lista Ilda Figueiredo ficou indignada com o facto de o Ministério da Economia não ter autorizado a presença de jornalistas numa reunião com dirigentes sindicais, que assim acabou por ser feita na rua.
Ilda Figueiredo tinha uma reunião marcada com o director Regional de Economia do Centro, seguindo-se outra com os trabalhadores e dirigentes sindicais.
O Ministério da Economia não autorizou a presença dos jornalistas no segundo encontro e Ilda Figueiredo resolveu a situação fazendo a reunião no exterior do edifício.
Os jornalistas já sabiam que o primeiro encontro, entre a candidata e Justino Pinto, seria à porta fechada. Mas depois haveria uma reunião com os trabalhadores e com os dirigentes sindicais aberta à comunicação social.
Os jornalistas foram encaminhados para um auditório para assistir ao encontro, mas foi-lhes dito que teriam de sair porque o Ministério da Economia não autorizava a presença dos jornalistas nestas instalações, alegando que não queria que esta reunião se transformasse num comício político.
Ilda Figueiredo não se conformou com esta situação, classificando-a de «inaceitável» e sugeriu aos dirigentes sindicais e aos trabalhadores que se juntassem do lado de fora do edifício para que os jornalista pudessem acompanhar a conversa.
A reunião aconteceu, desta forma, da parte de fora do edifício. A candidata ao Parlamento Europeu trocou ideias com os dirigentes sobre a possível transferência deste serviço para Aveiro, o que terá sido também o tema de conversa entre a candidata e o director Regional de Economia do Centro.
Impedida a entrada de jornalistas na DRE-Centro
Candidata da CDU impedida de reunir-se com funcionários públicos perante jornalistas
A campanha de Ilda Figueiredo sofreu um imprevisto, esta manhã, em Coimbra, porque o encontro com os trabalhadores da direcção regional de Economia do Centro não poderia realizar-se na frente de jornalistas.
A candidata acusa o Governo de estar a discriminar a CDU.
2009-05-26 13:51:21
http://tv1.rtp.pt/noticias/?headline=20&visual=9&tm=9&t=Candidata-da-CDU-impedida-de-reunir-se-com-funcionarios-publicos-perante-jornalistas.rtp&article=222227
segunda-feira, 11 de Maio de 2009
Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro
http://www.box.net/shared/n62v4b9xva
segunda-feira, 27 de Abril de 2009
Diário de Coimbra - 25/04/2009
O Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro (STFPC) afirmou ontem ter recebido garantias de que a deslocalização da Direcção Regional de Economia de Coimbra para Aveiro poderá passar apenas pela saída de alguns serviços.
Marli Antunes, dirigente do STFPC, disse à Lusa que essa foi uma das possibilidades referidas na reunião que manteve ontem, em Coimbra, com director regional de Economia do Centro, Justino Pinto.
A transferência da direcção regional de Coimbra para Aveiro tem sido contestada, nomeadamente pelo STFPC e pelo PSD do distrito de Coimbra.
“Foi-nos dito que a deslocalização pode passar já não por um edificio de grandes dimensões em Aveiro e que em Coimbra se manteriam o arquivo e os laboratórios, ou seja que a sede seria, no papel, em Aveiro, mas o grosso dos serviços permaneceriam em Coimbra”, declarou a sindicalista, à saída do encontro.
A dirigente sindical afirmou ter indicações de que a transferência dos serviços ocorrerá em Junho e aludiu a um aviso de abertura de concurso para a colocação de uma dezena de funcionários, datado de 20 de Abril e assinado por Justino Pinto, no qual é referido que o local de trabalho tanto pode ser em Coimbra como em Aveiro.
“Esta decisão é estritamente política e não tem em conta o interesse da maioria dos utentes, dos empresários, desta Direcção Regional”, considerou.
“Esta transferência irá agravar as dificuldades das empresas, que já estão em situação dificil e serão confrontadas com mais custos de deslocalização para tratarem dos assuntos em Aveiro”, alertou.
terça-feira, 21 de Abril de 2009
Os "velhinhos" Xutos&Pontapés
(Xutos & Pontapés)
Anda tudo do avesso
Nesta rua que atravesso
Dão milhões a quem os tem
Aos outros um passou - bem
Não consigo perceber
Quem é que nos quer tramar
Enganar
Despedir
E ainda se ficam a rir
Eu quero acreditar
Que esta mer…a vai mudar
E espero vir a ter
Uma vida bem melhor
Mas se eu nada fizer
Isto nunca vai mudar
Conseguir
Encontrar
Mais força para lutar...
(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer
É difícil ser honesto
É difícil de engolir
Quem não tem nada vai preso
Quem tem muito fica a rir
Ainda espero ver alguém
Assumir que já andou
A roubar
A enganar
o povo que acreditou
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar
Conseguir encontrar mais força para lutar
Mais força para lutar...
(Refrão)
Senhor engenheiro
Dê-me um pouco de atenção
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Não tenho eira nem beira
Mas ainda consigo ver
Quem anda na roubalheira
E quem me anda a comer
Há dez anos que estou preso
Há trinta que sou ladrão
Mas eu sou um homem honesto
Só errei na profissão
domingo, 19 de Abril de 2009
Comunidade intermunicipal contra mudança da Direcção Regional de Economia para Aveiro
16-04-2009Montemor-o-Velho, Coimbra, 16 Abr (Lusa)
A Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Baixo Mondego (CIM/BM) aprovou, por maioria, uma moção da bancada socialista contra a eventual mudança da Direcção Regional de Economia do Centro de Coimbra para Aveiro, disse hoje fonte partidária.
"Não há nenhuma razão, objectiva e concreta, para a deslocalização", disse à agência Lusa Carlos Cidade, primeiro subscritor da moção que solicita ao Governo a suspensão da medida. Acrescentou, por outro lado, que o documento -- aprovado com cinco abstenções e um voto contra -- inclui uma proposta de criação em Aveiro de um 'front-office' daquela direcção regional, mantendo a sede em Coimbra. "Em relação a outras moções aprovadas na região, tem essa inovação de ajudar a resolver, com razoabilidade política, um problema criado artificialmente", argumentou. Carlos Cidade, que juntamente com o presidente da mesa da Assembleia Intermunicipal, Fernando Regateiro, assumiu a defesa da moção, na reunião realizada na noite de terça-feira, afirmou ainda que a eventual mudança configura uma "má opção do ponto de vista político, económico e social". A Assembleia da Comunidade Intermunicipal do Baixo Mondego é composta por 54 representantes (25 do PS, 23 do PSD e seis da CDU) eleitos nas assembleias municipais dos dez municípios que integram aquela entidade. A CIM/BM integra os municípios de Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, Figueira da Foz, Mealhada, Mira, Mortágua, Penacova, Soure e Montemor-o-Velho, autarquia que preside à comissão executiva. JLS. Lusa/Fim
Processo da Deslocalização da Sede da DRE Centro
Na sequência dos vários contactos e reuniões que têm vindo a ser realizadas com as mais diversas Entidades e forças políticas (incluindo deputados e membros do Governo), no sentido de as informar e sensibilizar para a irracionalidade da decisão de deslocalizar a Sede desta DRE – Centro para Aveiro, foram e vêm sendo tomadas, sucessivamente, várias posições de alguma relevância, no sentido de não só apoiar a oportuna e assertiva intervenção e manifestação da quase totalidade dos colegas e dirigentes desta Direcção Regional contra essa medida, mas também opondo-se elas mesmo aquela decisão e requerendo ou solicitando a sua revogação. Destacam-se, assim, as diversas Moções aprovadas pelas muitas Câmaras Municipais e Assembleias Municipais da área de intervenção da DRE Centro, bem como de várias Comunidade Intermunicipais e, até , do Clube de Empresários de Coimbra que fez aprovar no seu Relatório e Contas como objectivo a “Nossa (sua) participação activa no reforço de impedir a transferência dos Serviços da DRE Centro para a cidade de Aveiro, face aos custos que vai acarretar para os empresários da nossa região, para o próprio Estado e o desajuste operativo”.
Pensamos que terão vindo, através das mais variadas formas, a tomar conhecimento do conteúdo dessas Moções ou tomadas de posição.
No entanto, pela importância e impacto que têm, serão de destacar a Moção apresentada pelo líder da bancada do partido socialista da Assembleia Municipal de Coimbra – Dr. Reis Marques – e aprovada por unanimidade na reunião de 11 de Março de 2009, bem como a apresentada pelo Grupo de Deputados da Assembleia Intermunicipal da Comunidade do Baixo Mondego do Partido Socialista e “defendida” pelo Dr. Carlos Cidade, aprovada por maioria no passado dia 15 de Abril de 2009 e a que se refere a notícia infra. Esta última também pela sugestão que apresenta.
Podemos igualmente realçar e registar o empenho institucional e pessoal do Governador Civil de Coimbra, no sentido de evitar a deslocalização anunciada.
De todas as reuniões em que participamos ou contactos que temos vindo a estabelecer (incluindo aqueles em que também participou o Sindicato) foi destacado sempre a forma ordeira, empenhada, assertiva e pró-activa, como temos todos conduzido a nossa “luta” e expondo as nossas ideias, no sentido da defesa intransigente dos interesses desta Direcção Regional, de todos aqueles que nos procuram e justificam assim a existência destes Serviços, bem como da Região que vimos empenhadamente servindo. Desta forma, continuamos a pensar que juntos vamos conseguir atingir os objectos que estiveram na origem da nossa tomada de posição, porque justa e alicerçada em dados reais e concretos.
Assim, solicitamos a todos que continuemos unidos, na concretização dos objectivos comuns.
sexta-feira, 17 de Abril de 2009
Karl Marx, O Bruxo!
Karl Marx, in Das Kapital, 1867
A nova ministra
"Quer dizer, a grande vantagem de estarmos no Poder é que, para sermos empresários, não precisamos de empreender nada. A bem dizer, nem precisamos de empresas."
- Meu querido marido, escutou o noticiário?
- Não. Há novidades importantes?
- Diz o noticiário que você deixou de ser ministro.
- Afinal, eu ainda era ministro?
- Disseram que era. Não sabia?
- Tinha uma vaga ideia. Mas acho que se enganaram, também estes jornalistas divulgam cada coisa, sabe como é: jornalismo preguiçoso...
- Mas aquilo era um comunicado oficial. E disseram claramente o seu nome. Eu não fazia ideia. Pensei que era só empresário.
- Ai é? Saí no noticiário? Mostraram a minha foto?
- Não. Mas, diga-me lá, marido, você era Ministro de quê?
- Ministro dos Assuntos Gerais ( Poderia ser da Economia). Uma coisa assim... Já agora, você reparou se disseram quem era o novo ministro?
- É um dos anteriores vice-ministros.
- Afinal havia mais que um?
- Havia sete vice-ministros.
- Sete? Eh pá, aquilo não era um Ministério, era um Vice-Ministério.
- Fica triste, marido?
- Bom, pá, paciência. Mais importante são os meus cargos nas 15 grandes empresas.
- Ontem, no nosso jantar, você disse que eram 35...
- Minha querida, você escutou mal. Não há, no país inteiro, 35 grandes empresas. Aliás, a maior parte dos empresários de sucesso ainda anda à procura de empresas.
- Não entendo essa matemática.
- É que, no nosso país, há mais empresários que empresas.
- Trinta e cinco... Trinta e cinco são os nossos anos de casados. E estou tão orgulhosa de si, meu ex-ministro, você foi sempre tão ambicioso...
- Ambicioso, não. Ganancioso.
- E qual é a diferença?
- O ambicioso faz coisas. O ganancioso apropria-se das coisas já feitas por outros.
- Você apropriou-se de mim que fui feita por outros.
- Isso é verdade, cara esposa. Uma coisa é verdade: vai-me fazer falta o poder.
- O poder? Não me diga que lhe está faltar o poder, marido?
- Alto lá, falo apenas do poder político. Quer dizer, a grande vantagem de estarmos no Poder é que, para sermos empresários, não precisamos de empreender nada. A bem dizer, nem precisamos de empresas.
- Mas, marido, eu também tenho empresas, você diz que colocou uma data de empresas em meu nome.
- Tem razão, minha querida. Vou usar das minhas influências e pedir para você ser nomeada Ministra.
- Eu, Ministra? Para quê?
- Que é para, a partir da agora, você abrir empresas em meu nome.
quinta-feira, 16 de Abril de 2009
Não se deixem adormecer
Conhecimento ao Presidente da República
http://www.box.net/shared/hgsmj1y9fr
Moção da Assembleia Municipal de Pampilhosa da Serra
http://www.box.net/shared/xmy11incqp
Moção da Assembleia Municipal de Penela
http://www.box.net/shared/vxbf9l0htd
Moção da Assembleia Municipal de Pombal
http://www.box.net/shared/q09k6mjt3v
Moção da Assembleia Municipal de Penacova
http://www.box.net/shared/d92m4ier5c
Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda
http://www.box.net/shared/qm5okxbses
Grupo Parlamentar do CDS/PP
http://www.box.net/shared/ttn3oqri2f
Moção Aprovada
Faça o download da moção a partir do seguinte endereço:
http://www.box.net/shared/201qzq4okh
Clube dos Empresários de Coimbra

1. Constituição de um lobby para insistir junto das Entidades competentes de dotar Coimbra de um aeroporto de low cost;
2. Nossa participação activa no reforço de impedir a transferência dos serviços da Direcção Geral de energia e Geologia do Centro (Ministério da Economia) para a cidade de Aveiro, face aos custos que vai acarretar para os empresários da nossa região, para o próprio estado e o desajuste operativo;
3. Um esforço para criarmos investimentos em projectos para a Indústria que é a mais valia da economia de uma cidade, de uma região, de um país;
4. Criar parcerias para projecto no Turismo (Coimbra agradecerá);
5. Continuar a repensar Coimbra em todas as suas vertentes.
terça-feira, 14 de Abril de 2009
quarta-feira, 8 de Abril de 2009
Todos temos um pouco de macacos.

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos em uma gaiola e, no meio desta, uma escada com bananas em cima.
Toda vez que um dos macacos começava na subir a escada, um dispositivo automático fazia jorrar água gelada sobre os demais macacos.
Passado certo tempo, toda vez que qualquer dos macacos esboçava um início de subida na escada, os demais o espancavam (evitando assim a água gelada).
Obviamente, após certo tempo, nenhum dos macacos se arriscava a subir a escada, apesar da tentação.
Os cientistas decidiram então substituir um dos macacos. A primeira coisa que o macaco novo fez foi tentar subir na escada.
Imediatamente os demais começaram a espancá-lo.
Após várias surras o novo membro dessa comunidade aprendeu a não subir na escada, embora jamais soubesse porquê.
Um segundo macaco foi substituído e ocorreu com ele o mesmo que com o primeiro. O primeiro macaco que havia sido substituído participou, juntamente com os demais, do espancamento.
Um terceiro macaco foi trocado e o mesmo (espancamento, etc.) foi repetido. Um quarto e o quinto macaco foram trocados, um de cada vez, com intervalos adequados, repetindo-se os espancamentos dos novatos quando de suas tentativas para subir na escada.
O que sobrou foi um grupo de cinco macacos que, embora nunca tenham recebido um chuveiro frio, continuavam a espancar todo macaco que tentasse subir na escada.
Se fosse possível conversar com os macacos e perguntar-lhes por que espancavam os que tentavam subir na escada ... Aposto que a resposta seria:
“Eu não sei – essa é a forma como as coisas são feitas por aqui”
Isso, ou esse comportamento, essa resposta, não te parecem familiares???
PSD quer anulação da transferência da DRE-Centro
É considerado um "paradoxo" do Governo e o PSD reclama que a situação seja revista, porque não tem “qualquer sustentação”. Em causa está a deslocalização da Direcção Regional de Economia do Centro para Aveiro, uma decisão que o Governo tomou e que não tem, no entender dos social-democratas de Coimbra, “qualquer nexo”.
O tema, que tem sido recorrente nos últimos tempos, foi, na noite de segunda-feira, um dos dossiers em análise na Assembleia Distrital, órgão que reuniu pela primeira vez sob a liderança de Pedro Machado, depois de, no mesmo dia, a Comissão Política Distrital ter analisado o tema com o Sindicato da Função Pública.
Trata-se de um processo que demonstra “uma clara política de irresponsabilidade”, afirma Pedro Machado, que ao dossier de deslocalização da Direcção Regional de Economia (DRE) para Aveiro soma um outro, mais distanciado no tempo, mas que, considera, “ainda não está fechado”, que tem a ver com a deslocalização da estrutura da Direcção Regional de Agricultura para Castelo Branco, apontando para as “consequências graves” daí advenientes, nomeadamente a transferência de trabalhadores.
Particularmente no que se refere à DRE, Pedro Machado aponta para o “paradoxo” existente no facto de a decisão do Conselho de Ministros que estabelece a transferência para Aveiro ter sido tomada no dia 21 de Janeiro, o decreto regulamentar ser datado de 17 de Fevereiro e, de “então para cá não há mais qualquer informação sobre a decisão”. “Ninguém hoje tem qualquer informação, nem da Direcção Geral da Economia, nem do Ministério da Economia”, sobre o assunto, adianta ainda o presidente da Distrital, considerando “este paradoxo” um sinal “claro de irresponsabilidade política,,.
As críticas não se ficam por aqui e Pedro Machado refere ainda que os custos da deslocalização deste serviço para Aveiro, avaliados em meio milhão de euros, poderiam ter um destino mais eficaz, nomeadamente ser aplicados “em valências e laboratórios que o Ministério da Economia tem a funcionar a meio gás”.
Perante este cenário, a Distrital do PSD entende que tem “toda a legitimidade” para “reclamar a anulação da decisão tomada em Conselho de Ministros da transferência da DRE para Aveiro”, pois trata-se de uma decisão política “que não tem qualquer sustentação”, para além de “não representar quaisquer mais-valias”. Pelo contrário, só se perspectiva, no entender de Pedro Machado, à semelhança do que aconteceu com a Direcção Regional de Agricultura, a “transferência e deslocalização de dezenas de trabalhadores”.
A reunião do órgão máximo do PSD foi ainda espaço para fazer um balanço político dos últimos três meses, obviamente tendo como "pano de fundo" o ano de eleições que se vive. Particular atenção para as autárquicas, um processo em que o “PSD está particularmente empenhado”, afirma Pedro Machado, apontando a “vocação natural do PSD como partido do poder local”. Destacando a “união” que se vive no interior do partido, o presidente da Distrital sublinha a “confiança e o espírito ganhador” que se faz sentir. “O PSD está mobilizado e vamos ganhar mais câmaras, mais juntas de freguesia e mais assembleias municipais”, sublinha, confiante. O líder distrital refere ainda “o empenho e a mobilização que existe em torno dos órgãos distritais do partido relativamente à construção de uma alternativa de governação para o país que o PSD quer protagonizar”.
quinta-feira, 2 de Abril de 2009
Partida do dia 1 de Abril
Efectivamente, existiu uma acalorada discussão entre o ministro Pinho e o cabeça de lista Manel, em frente de um espelho... a placa referida no artigo é realmente muito bonita.
Como é óbvio, o ministro Pinho, apesar de ser um amante das velocidades, não anda a 240 km/h… a velocidade máxima, que realmente conseguiu atingir, foi de apenas 252 km/h… isto se, não se considerar a velocidade de 870 km/h, conseguida no Falcon da Força Aérea.
quarta-feira, 1 de Abril de 2009
DRE-Centro já não vai para Aveiro.
O ministro Manuel Pinho recuou na sua decisão de mudar a sede da DRE-Centro para Aveiro. Reconhecendo a grave crise económica que o país atravessa, tendo escutado as críticas efectuadas pelos industriais da Região Centro, assim como de todos os utentes e trabalhadores da Direcção Regional, recuou na sua decisão disparatada, mantendo a sede em Coimbra.
Tivemos acesso a uma gravação em que o ministro Pinho discute acaloradamente, em frente a um espelho, com o candidato por Aveiro, Manel.
Revelamos de seguida o teor dessa conversa:
Pinho – Oh Manel, a DRE já não vai para Aveiro.
Manel – Eh pá, tu tinhas prometido.
Pinho – Eu sei. Mas os empresários, os presidentes de câmaras, os trabalhadores e os utentes não se calam. Ainda por cima todos dizem que o país está em crise. Já nem umas voltas de avião posso dar.
Manel – Olha o Candal vai ficar lixado. O Director vai ficar danado. Eu vou ficar fulo.
Pinho – O Candal não é problema, eu dou-lhe a volta. O Director não tem nada que ficar danado, arranjei-lhe um emprego fixe.
Manel – Oh pá, mas ele é de Espinho e eu disse-lhe que íamos para Aveiro. Para ir para o trabalho anda cento e tal Km.
Pinho – Olha lá, isso não é nada, em auto-estrada é um pulinho.
Manel – Isso é para ti que andas a 240. Ele viaja mais devagar. Já nem pareces socialista.
Pinho – Essa não percebi! Sou socialista sim senhor.
Manel – Se fosses socialista dividias o mal pelas aldeias.
Pinho – Como assim?
Manel – Então, Aveiro fica entre Espinho e Coimbra, certo? Com a sede em Aveiro o Director fazia metade do caminho e os funcionários a outra metade.
Pinho – Oh pá, já disse que agora não dá.
Manel – Sendo assim não volto a votar em ti.
Pinho - Olha, se me ameaças quem não vota em ti sou eu. Não vez que tenho tudo controlado!
Manel – Tens tudo controlado? Explica lá essa.
Pinho - Por algum motivo eu sou ministro e tu és apenas um cabeça de lista. Cabecinha, meu caro, cabecinha.
Manel – Mas, se não fosse eu tu não eras ministro. Explica lá qual a solução que encontraste.
Pinho – Muito fácil. Já mandei fazer uma placa, muito jeitosa, a um grande designer da região. Mando colocar a placa lá num edifício e voilá, temos a sede em Aveiro.
Manel – Então e os trabalhadores?
Pinho – Esses, continuam em Coimbra. Eu prometi mudar a sede, não os trabalhadores.
Manel – Não sei se a malta de Aveiro engole essa.
Pinho – É só até às eleições. Depois de ganharmos outra vez, marcha tudo para a Ria. A placa já lá está e os gajos não têm hipóteses.
Manel - Realmente és um génio! Olha lá, onde vais colocar a placa?
Pinho – Estou com dificuldade em arranjar um prédio em condições. Sou capaz de arrendar um apartamento, sempre dá para passar lá uns dias de férias.
Manel – Eu também tenho esse direito.
Pinho – Claro, até o Director pode lá passar uns dias. Isso não importa. A placa é que tem de ser bem bonita.
Manel – És um ministro bem porreiro. Vou voltar a apoiar-te.
Pinho – Eu também gosto muito de ti. Vou votar outra vez em ti. Dá-me jeito um tachito em Lisboa.
Manel – Bora lá. Hoje pago eu a mariscada.
Pinho – Ok, mas quem conduz sou eu.
sábado, 28 de Março de 2009
Será que só eu tenho cabeça de pinho?
No seu entendimento, "é com surpresa" a que se assiste a esta decisão do Governo, pois a DRE-Centro "está bem onde está", uma opinião corroborada no local pelos presidentes das câmaras de Coimbra (Carlos Encarnação), Penacova (Maurício Marques) e Batalha (António Lucas), bem como pela vereadora da autarquia de Leiria, Neusa Magalhães.
"O que está a acontecer é uma coisa perfeitamente inimaginável. É irracional e impossível de ser explicada", sublinhou, em apoio aos manifestantes, Carlos Encarnação, dizendo ser "o país que perde" com esta transferência, pelos custos que estão associados.
Ontem, na reunião da Câmara de Coimbra, o vereador Marcelo Nuno condenou os cerca de seis mil euros que o Estado deverá pagar por mês para transportar diariamente para Aveiro os funcionários que actualmente trabalham em Coimbra. "Oitenta famílias vão ver a sua vida transtornada", alertou o autarca, logo secundado pelo vereador comunista Gouveia Monteiro, que deixou uma pergunta: "Onde está a crise e a redução da despesa pública?".
Victor Baptista, vereador do PS, classificou de "ilógico que quem tem aqui [em Coimbra] esposas e filhos tenha agora que se deslocar para Aveiro, a não ser que tenha uma compensação". (com este já não sei se ria ou chore)
Também o presidente da Câmara da Batalha aludiu aos contratempos e aos custos que implicam a transferência para Aveiro, frisando haver uma duplicação da quilometragem para os empresários do seu município, e a obrigatoriedade de se deslocarem a Coimbra para obterem o licenciamento ambiental, e a Aveiro para o industrial.
O presidente da Câmara de Penacova afirmou que a DRE "tinha um corpo técnico excelente. As pessoas estavam motivadas. Mas, agora, estão desmotivadas porque não conseguem compreender esta decisão política. É o afastar de Coimbra de todos os serviços. Não se sabe com que intenção, mas não será a de melhorar o funcionamento dos serviços".
"Parece que foi um compromisso eleitoral. É uma decisão perfeitamente absurda", sustentou Mari Antunes, realçando que uma parte do distrito de Aveiro integra já a Direcção Regional de Economia do Norte.
Por outro lado, considera que o "Estado está a dar um mau exemplo" num momento de contenção e de crise, devido aos encargos com a transferência, estimados em 500 mil euros, e também por ser obrigado em Aveiro a arrendar instalações quando em Coimbra ocupa um edifício próprio, edificado há cerca de 15 anos para acolher os serviços.
Marli Antunes acredita que, com a luta dos trabalhadores, será possível impedir esta decisão.
Segundo dados apresentados na concentração, o distrito de Aveiro apenas contribui com 25% para as actividades da Direcção Regional de Economia do Centro, que representa o ministério da Economia e da Inovação com actividade nos domínios da indústria, recursos geológicos, energia, comércio e qualidades.
Coimbra tem sido descapitalizada politicamente
Jaime Soares, líder distrital dos social-democratas, encara com "grande preocupação a saída de Coimbra de serviços desconcentrados do Estado" e lembra que além dos casos já conhecidos (Agricultura para Castelo Branco e Economia para Aveiro), "fala-se ainda na possível saída do IPPAR, da Direcção Regional de Educação, da Delegação de Coimbra da Agência Lusa ou da Delegação Regional do Instituto Português da Juventude".
Uma situação que Jaime Soares classifica de "gravíssima", ao mesmo tempo que acusa Vitor Baptista, líder distrital do PS, de ser "conhecedor das intenções do Governo" e de nada ter feito para o evitar. Soares diz que, em Março, pediu a Baptista uma reunião para analisar esta situação, mas não terá recebido qualquer resposta. "Encaramos o futuro com grande preocupação", acrescenta, prometendo "lutar até ao fim pela defesa daquilo que são os interesses dos cidadãos de Coimbra, do distrito e da região".
A Concelhia do PSD, liderada por Carlos Páscoa, num outro comunicado, refere que "o afã governamental contra Coimbra está mais activo que nunca". A concelhia “laranja” discorda da argumentação do ministro da Economia (Manuel Pinho justificou a mudança com a maior proximidade em relação à actividade empresarial) afirmando que a DR de Economia fica "encostada à sua congénere do Porto" e "implica, isso sim, que os empresários que desenvolvem a sua actividade entre Coimbra e a região de Lisboa ficam mais longe deste serviço público".
Além disso, o PSD diz que o mesmo não se está em passar em cidades como Porto, Lisboa, Évora ou Faro. Logo, acrescentam os social-democratas, "o Governo cismou em atacar Coimbra, querendo retirar-lhe a capacidade institucional de congregar, numa cidade, diferentes serviços públicos e aspirando a, por via disso, apoucar a sua importância regional, nacional e internacional".
Estado está a “servir clientelas”
Encarnação diz que PNPOT, ao não confirmar a centralidade de Coimbra e a Região Centro, não serve o país e acusa o Estado de "servir clientelas".
Executivo quer saber qual é a visão estratégica do Governo para Coimbra e marca reunião extraordinária para discutir o assunto.
Carlos Encarnação disse ontem que o Governo, no âmbito da política de transferência dos serviços centrais, estar a "servir clientelas". "O Estado está a fazer uma coisa que, se não fosse tão ridícula quanto é, seria muito perigosa", afirmou o presidente da Câmara Municipal de Coimbra, explicando: "se o ministro é de Aveiro, então vai para Aveiro a Direcção Regional de Economia".
"Queria que o Governo ponderasse no que está a fazer", continuou o autarca, concordando com opiniões expressas pela maioria dos vereadores de marcar para muito breve uma reunião extraordinária para que seja "tomada uma atitude" sobre que posição estratégica pretende o Governo que Coimbra tenha no futuro no contexto global do país.
A sessão, que não tem ainda data marcada, terá como ponto de partida a versão final do Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território (PNPOT) publicado no passado dia 4 e alvo de duras críticas, nomeadamente por parte de João Rebelo que comentando o teor do documento, se confessou "frustrado" com a ausência de propostas e de visão para Coimbra que "perpassam da leitura do documento".
"A maior evidência é a omissão, para não dizer quase total ausência de propostas para Coimbra", afirmou o vice-presidente da autarquia, considerando fundamental uma mobilização das forças vivas da cidade no sentido de exigir ao Governo que diga "qual o modelo de desenvolvimento» que pretende para o concelho, tendo em conta o seu posicionamento estratégico a vários níveis.
A política de repartição dos serviços da Administração desconcentrada pode reclamar-se de alguma virtude, distribuindo recursos pelas várias cidades regionais ("dividir o bem pelas aldeias"), o que pode remover um obstáculo à futura regionalização, embora afecte a coordenação transversal dos diversos serviços, bem como o uso comum de meios.Todavia, essa política devia ser consistente, o que não é, pois não se aplica aos próprios serviços da Administração central do Estado, quase todos sediados em Lisboa. Se as direcções regionais dos vários ministérios têm de ser territorialmente repartidas dentro de cada região, por que é que os próprios ministérios e institutos públicos nacionais não são distribuídos por todo o território nacional?
ACTA DA REUNIÃO ORDINÁRIA DA CÂMARA MUNICIPAL DE PENELA
A Assembleia Municipal de Penela, teve conhecimento que em reunião de Conselho de Ministros do passado dia 21 de Janeiro de 2009 foi sufragado a transferência da Sede da Direcção Regional da Economia do Centro (DRE-Centro) de Coimbra para Aveiro.
1 - A centralidade geoestratégica de Coimbra, em relação aos concelhos que constituem a área de intervenção da DRE-Centro, incluindo os concelhos do Pinhal Interior Norte, especificamente o concelho de Penela;
2 - Que Aveiro se situa num extremo dessa mesma área de intervenção e mesmo a poucas dezenas de quilómetros de outra direcção Regional (DRE - Norte);
3 - Que uma transferência da sede da DRE - Centro para Aveiro implicará um agravamento muito substancial para todos os munícipes deste concelho que serão obrigados a deslocações mais longas e onerosas bem como a maior dispêndio de tempo;
4 - Que esta política de disseminação irrazoável de delegações e serviços regionais importa consideráveis perdas de eficiência quando os particulares tenham de recorrer simultaneamente a diferentes serviços e organismos, como por exemplo a CCDRC e a DRE-Centro, para a resolução dos assuntos;
5 - Que, desta forma, se afastam ainda mais os Serviços Públicos dos Cidadãos, com especial destaque para os munícipes deste concelho, acarretando desvantagens económicas, financeiras e sociais para os Concelhos do Distrito de Coimbra;
6 - Que o Distrito de Coimbra tem sido sistematicamente prejudicado e desconsiderado pelo Governo com a transferência de serviços da administração directa e indirecta do Estado para outros Distritos sem qualquer justificação lógica, como aconteceu recentemente com a Região de Turismo do Centro
Em reunião ordinária desta Assembleia Municipal de Penela, realizada no dia 27 de Fevereiro de 2009, decidiu-se:
1 - Manifestar total oposição à eventual transferência da Direcção Regional da Economia do Centro de Coimbra para Aveiro;
2 - Requerer a suspensão imediata da decisão correspondente tomada em Conselho de Ministros do dia 21 de Janeiro de 2009;
3 - Dar conhecimento do conteúdo desta Moção à Câmara Municipal, recomendando que sobre ela tome posição.
4 - Dar conhecimento ainda a todas as Assembleias Municipais e Câmaras Municipais do Distrito de Coimbra, ao Exmo. Sr. Governador Civil do Distrito de Coimbra, ao Senhor Ministro de Economia e da Inovação e aos Senhores Deputados eleitos pelo Distrito de Coimbra, para que possam manifestar sua a posição sobre este assunto.
Tendo a mesma sido aprovada pela Assembleia Municipal propôs que, também o executivo camarário, tomasse posição sobre o assunto ao que a Câmara Municipal aprovou, por unanimidade, comungar da mesma opinião.
Para não esquecer
A Direcção Regional Economia do Centro sai de Coimbra e muda para Aveiro, anunciou ontem o ministro da tutela.
Manuel Pinho justificou a mudança, a acontecer ainda este ano, com a «pujança» empresarial» do distritoA Direcção Regional de Economia do Centro (DRE-Centro) muda este ano para Aveiro, abandonando a cidade de Coimbra, no âmbito da descentralização administrativa, anunciou ontem em Aveiro o ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho.
PSD alerta para satisfação de interesses locais do PS
A reacção surge a propósito da mudança para Aveiro da sede da Direcção Regional do Ministério da Economia.
A estrutura social-democrata, que já tinha repudiado a decisão de transferência do organismo por ela se lhe afigurar injustificada, expressa agora o seu “firme protesto” pela alegada falta de oportunidade subjacente à medida.
“Num tempo em que o tecido produtivo português se mostra tão débil, o curioso ministro Manuel Pinho (ex-cabeça de lista do PS pelo círculo de Aveiro) achou que o importante é mudar, de repente, a sede da Direcção Regional de Economia (DRE)”, assinala, em comunicado, a estrutura partidária dirigida por Manuel de Oliveira.
A estrutura social-democrata lamenta que não interesse ao Governo se a DRE funciona regularmente em Coimbra, em instalações próprias.“A uns meses de eleições, o organismo tem é de ir depressa para Aveiro, tornando-se necessário arrendar instalações e transportar funcionários diariamente”, acrescenta o comunicado.
A CPC do PSD/Coimbra adverte que “tudo isto é suportado pelos contribuintes ao abrigo de um exercício de irracionalidade e de puro desperdício”.
Marinha Grande contra "absurda deslocalização" da DRE do Centro para Aveiro
Marinha Grande contra "absurda deslocalização" da DRE do Centro para Aveiro
A Assembleia Municipal da Marinha Grande reunida no dia 6 de Março, aprovou uma proposta do PSD onde se requerer a suspensão imediata da "absurda deslocalização Direcção Regional da Economia do Centro para Aveiro, uma vez que tal acto irá constituir um factor altamente penalizante para o tecido industrial do distrito de Leiria, e em particular para o do Concelho da Marinha Grande."
Segundo a Assembleia, "tal decisão é no mínimo estranha, quando cerca de 80% das empresas sob a sua jurisdição se localizam a Sul de Coimbra, pelo que tal medida apenas terá como justificação a cedência óbvia a interesses instalados, sendo portanto contrária aos interesses das populações."
A Assembleia Municipal da Marinha Grande apela ainda a todos os cidadãos a adesão à petição online para a suspensão de tal decisão no site http://www.petitiononline.com/DREC/petition.html
quarta-feira, 25 de Março de 2009
Download do documento do PCP
http://www.box.net/shared/9cf9vbeb6p
terça-feira, 24 de Março de 2009
Verdade ou Ficção?
- Chegou-me aos ouvidos, que o nosso querido “messias”, Victor Baptista, não sabia que os trabalhadores da DRE-Centro também iam para Aveiro, porque se andava a bater ao tachito no Parlamento Europeu e afinal o Vital Moreira deu-lhe com uns ovos-moles na cabeça. Agora está em vias de nem uns pastéis de Tentúgal provar.
- Chegou-me aos ouvidos que, a partir do dia da inauguração da sede em Aveiro, o rio Mondego passará a desaguar na Ria de Aveiro.
- Chegou-me aos ouvidos, que o Sr. Director Regional, anda a pressionar a Secretaria-Geral, para poder ir o mais rapidamente possível provar os ovos-moles em Aveiro.
- Chegou-me aos ouvidos, que o cabeça de lista por Aveiro, já anda a fazer queixinhas do Bloco, por estes não quererem a DRE-Centro em Aveiro. Os restantes camaradas, em resposta, andam a queixar-se que não vão ser eleitos, pelos restantes distritos da Região Centro, devido a esta birrinha do ministro. Onde está a solidariedade. O cabeça de lista por Aveiro, terá reagido: “quero lá saber, desde que eu seja eleito”.
segunda-feira, 23 de Março de 2009
A Promessa do Ministro ao Deputado
A deputada Helena Pinto pediu explicações ao ministro da Economia sobre a transferência da Direcção Regional de Economia do Centro para Aveiro, abandonando as actuais instalações em Coimbra. Helena Pinto pediu apenas duas razões que justifiquem a mudança e quais os custos previstos para esta operação. O ministro Manuel Pinho não respondeu à questão, preferindo dizer que se voltar a ser candidato do PS por Aveiro nas próximas legislativas, dirá que o Bloco não quer a DRE em Aveiro.
Helena Pinto insistiu em querer saber quanto vão custar as novas instalações, manifestando-se surpresa por o ministro não ter feito um estudo de custo/benefício. "O sr. tomou uma decisão irracional e despesista em tempo de crise e não tem como a justificar aqui na Assembleia".
Na resposta, Manuel Pinho volta a fugir à questão, dizendo que o mundo atravessa uma grave crise e que o Bloco só se preocupa com a mudança da DRE de Coimbra para Aveiro.
Como já todos sabíamos, o ministro não tem argumentos e veio confirmar, que esta possível deslocação da sede para Aveiro, se trata de uma promessa do ministro da Economia ao candidato por Aveiro, Manuel Pinho.
AO BUFO(A), BISBILHOTEIRO(A), COSCUVILHEIRO(A) QUE ANDA A LEVAR A MENSAGEM AO POLEIRO
de bufar
s. m.,
acção de bufar.
do Lat. bubone
pop.,
homem avarento ou misantropo;
polícia secreta;
delator.
do It. buffo
A COSCUVILHICE é uma doença da alma que se difundiu na generalidade dos países latinos, principalmente nas vilas e aldeias de províncias e entre pessoas mais atrasadas. Portanto é uma doença social. Tanto assim é, que existem registos escritos por psiquiatras sobre esta temática.
Até aqueles, que pensam estar imunes a esta doença, podem transportar consigo o vírus.
Por exemplo, quando a pessoa acha que não é "mexeriqueira" porque nunca fala de alguém... mas ouve!!! Ouve e acredita. Ouve com uma certa curiosidade mórbida. Dá ouvidos e, portanto, estimula o outro "mexeriqueiro".
Também sei que os boatos e mexericos nem sempre são lançados pelos nossos inimigos. Até pelo contrário, quem também contribui para isso podem ser os ditos "nossos amigos". Pessoas, muitas vezes, bem-intencionadas, porém, mal-educadas, mal informadas ou mal formadas.
Portanto, boateiros, mexeriqueiros, bisbilhoteiros, coscuvilheiros fixem isto: a INTIMIDAÇÃO contra mim não funciona. Porém, se o bater da língua nos dentes vos proporcionar mais prazer e um intenso orgasmo... continuem a chafurdar no pântano da vossa maledicência.
FOI FÁCIL APANHAR ESTE BUFO(A) EM FALSO. CHEGAR AO BUFO(A) FOI MAIS SIMPLES DO QUE TIRAR O CHUPA-CHUPA A UMA CRIANÇA (Perdoem-me as criancinhas).
NA VERDADE QUEM NÃO TEM ANDAMENTO, PARA CALDEIRADAS DEVIA-SE REDUZIR AO SEU ESPAÇO.
BASTOU LANÇAR O ISCO, BEM APALADADO, PARA O DITO BUFO(A), O IR ENTREGAR A QUEM O ANDA A ALICIAR.
Entendo toda esta trama miserável, esta pressão, esta perseguição… entendo-a como uma homenagem à minha pessoa, pois acabam de declarar, publicamente, que me receiam e acabam de avalizar a minha intervenção de cidadania… de homem livre.
Uma coisa é certa, não é assim que me vão fazer calar e nunca, mesmo nunca, conseguirão… que eu deixe de pensar.
"Cada homem tem em si um continente de carácter por descobrir. Feliz aquele que age como Colombo na sua própria alma."A terra é o provável paraíso perdido." Frederico Garcia Lorca
quinta-feira, 19 de Março de 2009
DIÁRIO AS BEIRAS
Funcionários entregaram petição na assembleia e ministério
Trabalhadores da Direcção Regional de Economia do Centro deslocaram-se ontem a Lisboa para apresentar uma petição e exigir ao Governo explicações sobre a transferência para Aveiro.
A indignação dos trabalhadores da Direcção Regional de Economia do Centro, face à decisão tomada em Janeiro, em Conselho de Ministros, da transferência da sede de Coimbra para Aveiro, motivou ontem mais uma greve. Para mostrarem o seu protesto, os cerca de 70 funcionários viajaram logo cedo até Lisboa com o objectivo de pedir explicações ao Governo sobre a actual situação da direcção e, ao mesmo tempo, fazer a entrega de uma petição, disse ao DIÁRIO AS BEIRAS Armando Agria, funcionário da direcção regional.
Durante o período da manhã, foram recebidos "não pelo presidente da Assembleia da República, mas por alguém em sua representação". "Entregou-se a petição, com 8.627 assinaturas, que deu entrada nos serviços, indo ser agora agendada", acrescentou o engenheiro. Entretanto, os funcionários foram recebidos pela comissão Parlamentar do Trabalho e Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português, que "ficaram sensibilizados com a situação", adiantou Armando Agria.
Em declarações à Agência Lusa, Marli Antunes, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro, disse ontem, durante a manhã, que esta decisão é "um absurdo". Com o Governo a falar na necessidade de contenção, dá "o mau exemplo com esta transferência, a qual irá custar no míninio 500 mil euros.
Cerca das 15H00, a delegação de trabalhadores deslocou-se ao Ministério de Economia e Inovação, para ser recebida por Ana Costa Dias, em representação de Teresa Moreira, chefe de Gabinete do ministro. "Foi entregue a petição", novamente, "e limitaram-se a ouvir a apresentação", acrescentou este responsável. Armando Agria acredita que, para além da greve, a entrega da petição e o número de assinaturas que dela consta podem ser importantes para um recuo do Governo na decisão tomada em Janeiro último. "Foi tomada sem uma noção pormenorizada da situação desenvolvida. Acreditamos que tenha sido concretizada sem conhecimento de todos os dados. Por isso, consideramos que, depois de serem analisados, só pode dar em revogação, já que em causa estão os interesses dos utentes da direcção regional.
De acordo com a petição, a mudança para Aveiro implicará o "arrendamento de novas instalações por cerca de 15 mil euros mês, ou a recuperação de um edifício com mais de 40 anos, com encargos estimados na ordem dos 500 mil euros".
Armando Agria referiu ainda que está confiante no "bom-senso do ministro da Economia e na equipa que o acompanha", uma vez que depois de se inteirarem da situação e "analisarem todos os dados transmitidos", nomeadamente a "moção acordada em Coimbra, na assembleia municipal, a decisão mudará".
Moção do PS de Coimbra
http://www.box.net/shared/y4amdi4qmg
quarta-feira, 18 de Março de 2009
A Viagem dos Trabalhadorix a Lisboix
A Viagem dos Trabalhadorix a Lisboix e a desilusão dos habitantes de Poleirix
No dia 18 de Março do ano 2009, depois de Jesus Cristo, toda a DRE-Centro, deslocou-se a Lisboix para reivindicar a sua posição relativamente a Aveirix.
Toda não, alguns habitantes da nossa conhecida Aldeia do Poleirix, sacrificaram a sua posição, em defesa do Imperium Qualidadium e juntamente com o Chefe supremo Justinix ficaram a defender as hostes de Coimbrix.
Alguns habitantes do Ministerix, com acampamento em Lisboix, impressionados com a mobilização dos trabalhadorix, resolveram convocar as tropas dos policix para intimidar estes pobres trabalhadorix.
A luta, aparentemente controlada pelos ditos Minesterix, sofre no entanto um grande contratemporix. Os policix, apesar de cumprirem ordemrix dos ditos democratix, do ministerix, associam-se à luta dos bárbaros trabalhadorix.
Para piorar esta situação, o bárbaro Adéritoix, um humilde habitante da Horta Secoix, resolve disponibilizar a sua poção mágica, aos bárbaros dos trabalhadorix. Camões resolve tapar o outro olho e a confusão esperada no Ministerix transforma-se numa verdadeira feztix.
Os trabalhadorix comportaram-se como verdadeiros cavalheirix e o caos pretendido por alguns transformou-se num verdadeiro calvarioix.
Coimbrix soube dignificar a sua cidadix e quem pretendia um verdadeiro apocalipse teve que se resumir à sua insignificantix.
Foi uma epopeia de lutix, em absoluta ordemix, civismoix e com o total respeito pelos habitantes de Lisboix.
Tudo correu bem? Não. A suspeita surgiu, no regresso no autocarroix, devido ao mistério das rosas vermelhas. Alguns bárbaros, esquecendo-se da poção mágica de Adéritoix, resolveram experimentar alguns dos prazeres disponibilizados pelos habitantes de Lisboix. Verdade, ou mentira, ninguém conseguiu descortinar.
Uma coisa é certa, numa próxima viagem a Lisbonix, terão que desvendar esse pequeno misterix.
Esta pequena viagem a Lisboix foi um verdadeiro sucesso, em que as tropas vieram ainda mais unidix, ao contrário que alguns dos habitantes de Poleirix, pretendiam implementar.
Obrigados habitantes do Poleirix, em vez de dividir para reinar, conseguiram unificar. Ainda por cima, com a preciosa ajuda do caldeirão mágico de Adéritoix, até os do Ministerix, tiveram que se vergar à boa disposição e civismo destes irredutíveis trabalhadorix.
A luta, pelo que consta, não irá parar. A única coisa que posso dizer é que a poção mágica de Adéritoix , vou ter que voltar a provar. Espero poder convidá-lo a visitar Coimbrix quando esta luta dos trabalhadorix triunfar.
Viva Coimbrix, viva Lisboix (apesar do mistério das rosas vermelhas, que até o Grande Camões, o olho teve que tapar) e finalmente viva a Aldeia do Poleirix, que a nossa luta soube dignificar.
Uma coisa é certa, ainda não foi desta que o céu caiu em cima dos trabalhadorix.
terça-feira, 17 de Março de 2009
Diário de Coimbra
SENHOR DIRECTOR, Têm sido publicados no DC ao longo destes dias vários textos de pessoas e entidades que comentam e criticam a deslocalização da Direcção Regional do Centro do Ministério da Economia, que, saindo de Coimbra, vai para a cidade de Aveiro.
Ainda não li nenhuma opinião a favor e pior, não ouvi de qualquer governante ou entidade uma única razão válida, pelo menos, que sustente aquela decisão.
Mas nesta onda de deslocalizações, penso que temos ainda coisas a mais em Coimbra, e até sugiro que a Torre da Universidade, que prejudica a navegação aérea, ficaria bem na minha aldeia, que a própria Universidade ficaria bem na aldeia do meu vizinho do lado sul, onde iria criar muitos postos de trabalho, que os HUC deveriam ser transferidos para a aldeia do meu vizinho da frente, onde iria criar um pólo de saúde, que o Portugal dos Pequenitos, com a idade que tem, deveria ser deslocalizado para o Portugal dos Grandes, que a Estação Nova, que já não é tão nova como isso, deveria ser considerada Velha e demolida, que poderíamos emprestar o Mondego a uma aldeia de um outro vizinho que já vai em vários anos de seca, que a Orquestra Clássica do Centro saia do Pavilhão de Portugal e vá para o seu lugar que é o centro, que... (aceitam-se sugestões) vá para ..., que todos os maus sejam transferidos para outro local (talvez o inferno).
Ora, Coimbra, que já foi apelidada de capital da ciência, da cultura, da saúde, do conhecimento, da saudade e de várias outras coisas, iria, assim, finalmente, transformar-se numa cidade (ou talvez aldeia) despoluída, livre dos produtos tóxicos de cultura, de saúde, do saber, de pequenos, de velhos e dos maus. Mas se aquelas minhas sugestões não forem aceites, poderão todos estes produtos tóxicos deslocalizados para um qualquer offshore. Aí ficarão seguros.
E se esta situação não fosse muito séria, até podíamo levar isto brincando um pouco para nos distrairmos e esquecermos o que por aí vai. Coimbra que é capital de distrito, e que até já foi capital do país, vai ou está a tornar-se na Capital do Nada. É isso que querem para Coimbra?
ANTÓNIO MANUEL S. ALMEIDA
COIMBRA
O novo Messias da cidade de Coimbra

Perante isto, penso sinceramente, que para além de tentar fazer de todos nós parvos quer transformar-nos também em cegos. Olhe, um conselho amigo: como sei que é um apaixonado pelo fado de Coimbra, porque não canta o velhinho, mas sempre actual, “Coimbra tem mais encanto na hora da despedida” e vai antes comer uns ovos-moles para a região que tanto elogia.
segunda-feira, 16 de Março de 2009
Diário As Beiras - Moção
TODOS OS DEPUTADOS da Assembleia Municipal de Coimbra aprovaram esta quarta-feira duas moções, apresentadas pelas bancadas socialista e da coligação "Por Coimbra", para contestar a saída da Direcção Regional de Economia (DRE) do Centro de Coimbra para Aveiro. Apesar de ainda ter sido falada a possibilidade das duas moções se fundirem, já que apresentam aspectos mais ou menos comuns, acabaram por ser votadas de forma autónoma. Em ambos os casos, a unanimidade foi a palavra correcta.
Segundo a bancada socialista, cujo líder Reis Marques leu o documento, a transferência vai obrigar "os munícipes da esmagadora maioria dos concelhos abrangidos pela área de intervenção da DRE-Centro, já que serão obrigados a deslocações mais longas e onerosas, bem como a maior dispêndio de tempo". A falta de "uma justificação lógica que sustente esta decisão", o facto do maior número de processos entrados para análise terem sido do distrito de Coimbra e a existência de "menos de metade" das pedreiras para serem licenciadas em Aveiro do que em Coimbra ou Leiria foram as razões apontadas para que fosse manifestada a discordância com a deslocalização da sede para Aveiro. Como tal, foi aprovada a solicitação por parte dos deputados para a "suspensão imediata da decisão tomada em Conselho de Ministros do dia 21 de janeiro de 2009", bem como o apelo para a subscrição e divulgação da petição on-line pela permanência da DRE-Centro em Coimbra.
Do lado da coligação "Por Coimbra", o ponto de vista usado foi a deslocalização de serviços por parte "do actual Governo Socialista", a qual está a ser feita "à revelia e sem a participação da Câmara Municipal de Coimbra e demais autarquias locais da região". Aliás, os deputados municipais do PSD, CDS-PP e PPM entendem que esta decisão é de uma "autêntica irracionalidade política, incompatível por natureza com um verdadeiro e credível plano integrado de desenvolvimento estratégico e ordenamento sustentado do território nacional". Para além da suspensão do processo, os deputados da coligação exigem à Administração Central "que assuma a obrigação de dar publicamente a conhecer quais os objectivos estratégicos e funções centrais que se reservam para Coimbra, nomeadamente quais os serviços e actividades que serão deslocalizados de Lisboa para Coimbra".
A.A.
Com amigos destes quem precisa de inimigos
Victor Baptista
Na opinião pública há a convicção de que Coimbra tem nos últimos tempos perdido espaço de influência no país e na região em que se insere. A tentação é imediatamente responsabilizar os políticos, os mais "cegos" responsabilizam os actuais, é o mais fácil. Somos, evidentemente, todos responsáveis, mas uns sê-lo-ão mais do que outros. A projecção de Coimbra, em outro tempo, enquanto cidade e distrito esteve em muito associada à sua Universidade, mas também as indústrias cerâmica, têxtil, da metalomecânica, do cimento, dos bens alimentares e do equipamento foram motores que sustentaram a influência desse tempo. Hoje, infelizmente, não há uma indústria forte em Coimbra e as grandes superfícies mataram um comércio tradicional pujante que, obviamente, também tínhamos. A Universidade sempre se fechou (muito tarde abriu-se, ainda assim pouco...) e não compreendeu os novos tempos. Bem perto de nós, olhem a de Aveiro, o seu crescimento e a sua capacidade de influência na região. Por lá tudo é mais fácil, até os doutoramentos são mais rápidos, enquanto em Coimbra tudo é muito dificil. Conheço muito boa gente, muito competente, que anda décadas para o conseguir e outros ainda o não conseguiram. Há faculdades em que o doutoramento até parece que tem mais uma exigência: a " casta", tal é a relação familiar na órbita das cátedras.
Alguns teóricos, arautos da cidade de serviços, ajudaram a "matai" mais rápido ainda a indústria que tínhamos, sem que houvesse uma indústria de tecnologia capaz de amortecer o impacto e de absorver no mercado de trabalho os recursos humanos que entretanto fomos formando. Estes debandaram para outros espaços na procura de emprego.
Uma comparação: olhem para os recursos humanos formados em Aveiro e para a força económica do distrito, com uma indústria forte em oliveira de Azeméis, Águeda, S. João da Madeira, Feira e Vale de Cambra. Que excelentes autarcas estes concelhos têm tido!
Perante as evidências, Coimbra procura um " messias" em vez de ver a realidade nua e crua. Lá vamos fulanizando, entretemo-nos com o cidadão A ou B, que logo que se senta em llsboa se esquece de nós, em vez de assumirmos uma verdadeira estratégia de desenvolvimento territorial, e quando alguém a tem, ou pensa que a tem, olham de lado, com desconfiança.
Acusam-se os governos, ao ponto de contabilizarmos os seus membros e se os temos ou não de Coimbra. Em política ninguém dá nada a ninguém. É necessária uma estratégia e sobretudo é necessário que Coimbra verdadeiramente cresça, porque por agora só tem crescido na construção e sem qualidade.
Nesta realidade nua e crua, o distrito de Coimbra já elegeu 11 deputados, por diminuição da população residente passou para 10 e agora vai, segundo a comunicação social, passar a eleger nove, enquanto o distrito de Aveiro elegeu 15 e vai passar a eleger 16. Que diferença! A conclusão é óbvia: formamos recursos humanos mas têm de ir viver para outras bandas. A verdade é que Aveiro cresce e Coimbra é o que se vê. Depois ainda lamentamos a saída da Direcção Regional de Economia para Aveiro. Ter-se conseguido que algumas novas tenham vindo para Coimbra não foi nada fácil. Se procurarem culpados é melhor, antes, todos fazermos um exame introspectivo.
Comentário: Sr. Victor Baptista, qual foi até agora o seu contributo para inverter essas situações. O Sr. parece viver noutra cidade, ou por outra, num outro planeta. Já que elogia tanto a cidade de Aveiro porque não faz o favor e vai viver para lá. Como diz que Aveiro vai eleger ainda mais deputados é uma boa oportunidade, prestando um grande serviço a Coimbra, ser candidato por Aveiro. Tenha vergonha na cara e nunca mais apareça a enganar os habitantes de Coimbra. Com amigos como o Sr. quem é que precisa de inimigos. Já agora, o que faz na Assembleia da República? Quer-me parecer que não está lá a defender os interesses de Coimbra mas sim um outro tacho qualquer.
Tá quase...
Só trabalhando em equipa...
sexta-feira, 13 de Março de 2009
Fomentar o investimento em Aveiro!
O Sr. ministro da Economia, Manuel Pinho, que foi para a China apregoar que podem vir para cá fazer negócio porque os nossos salários baixos tornam o País mais competitivo, dando sequência a essa afirmação, faz deslocar a DRE-Centro para Aveiro, uma vez que, os salários dos trabalhadores vão ser consideravelmente reduzidos, tornando essa região muito mais competitiva.Diário de Coimbra
O grupo do Partido Socialista na Assembleia Municipal e o grupo municipal "PorCoimbra", da coligação PSD/CDS-PP/PPM, apresentaram ontem moções solicitando a suspensão imediata do processo de deslocalizaçãoda Direcção Regional de Economia (DRE) do Centro para Aveiro, que foram aprovadas por unanimidade.
A moção lida por Reis Marques manifesta uma “total oposição á eventual deslocalização” e solicita a suspensão da decisão tomada em Conselho de Ministros, a 21de Janeiro passado, dando conhecimento da posição ao Presidente da República, ao primeiro-ministro, aos titulares das pastas das Finanças e Administração Pública e da Economia e aos deputados da República, entre outros responsáveis.
“Não é nem pode ser apresentada qualquer justificação lógica que sustente esta decisão, pela simples razão que não existe”, refere a moção do grupo do PS, elencando um conjunto de razões para os serviços permanecerem em Coimbra, corno sejam as “des1ocações mais longas e onerosas” para as munícipes, “as vantagens financeiras e económicas para a região” ou mesmo “o dispêndio de avultadas verbas do Estado, sem contrapartida em melhoria e qualidade do serviça prestado”.
Reiterando posições já assumidas pela Câmara Municipal, a coligação maioritária exige à Administração Central que dê a conhecer “os objectivos estratégicos e funções centrais que se reservam para Coimbra, nomeadamente quais os serviços e actividades que serão deslocalizados de Lisboa para esta cidade”.
quinta-feira, 12 de Março de 2009
Poema de Miguel Torga
De seguro,
Posso apenas dizer que havia um muro
e que foi contra ele que arremeti
A vida inteira.
Não, nunca o contornei.
Nunca tentei
Ultrapassá-lo de qualquer maneira.
A honra era lutar
Sem esperança de vencer.
e lutei ferozmente noite e dia,
Apesar de saber
Que quanto mais lutava ,mais perdia
E mais funda sentia
A dor de me perder....
Proposta de um abaixo-assinado
Após a recepção de centenas de emails, assim como, várias chamadas telefónicas quetionando, qual a posição do Exmo. Sr. Director da Direcção Regional da Economia do Centro, Dr. Justino Pinto, relativamente a esta matéria, a única resposta possível foi a de total desconhecimento.
Sendo assim, vínhamos propor, a todos os funcionários da DRE-Centro, se concordam, ou não, em realizar um abaixo-assinado solicitando uma tomada de posição, do Sr. Director Regional, relativamente à deslocalização da sede para Aveiro.
Exmo. Sr. Director da Direcção Regional da Economia do Centro, concorda com a deslocalização da sede para Aveiro? Sim ou Não.
Tendo sido possível recolher algumas milhares de assinaturas, assim como o apoio, a solidariedade, a revolta, a total incompreensão por esta medida, de todo o tipo de pessoas, é realmente intrigante o líder máximo desta casa ter-se sempre recusado a tomar uma posição relativamente a esta matéria, que interessa a toda a Região Centro e não apenas a algum lobby de Aveiro.
O Poder e o Artigo 22
quarta-feira, 11 de Março de 2009
Diário de Coimbra
A bancada do PSD na Assembleia Municipal de Arganil está preocupada com a transferência da sede da Direcção Regional de Economia do Centro de Coimbra para Aveiro. Nesse sentido, os social-democratas apresentaram uma moção onde manifestam esse descontentamento e que pretendem fazer chegar ao governador civil do distrito de Coimbra, ao ministro da Economia e Inovação, ao ministro das Finanças e ao primeiro-ministro.
O documento, que foi aprovado por maioria, com quatro votos contra e duas abstenções, provenientes da bancada socilista, começa por analisar o factor "custo" da deslocalização. “Actualmente a DRE Centro, dispõe de instalações próprias a custo zero, o que não irá suceder em Aveiro, onde se perspectiva ou o arrendamento de novas instalações por cerca de 15 mil euros/mês, ou a recuperação de um edifício com mais de 40 anos, com encargos estimados na ordem dos 500.00o euros”.
A moção considera ainda que “é irrefutável o posicionamento geoestratégico que Coimbra assume na Região Centro”, considerando, em contrapartida, que “Aveiro é um distrito periférico, em que nem todos os concelhos pertencem à área de actuação desta DRE”.
Segundo os deputados social-democratas, esta mudança irá ter um impacto muito negativo para a grande maioria dos utentes da Direcção Regional de Economia, pois irá “em muitos processos, obrigá-los a deslocarem-se simultaneamente a Coimbra ou a Aveiro, afim de obterem licenciamentos de um mesmo estabelecimento - Aveiro; DRE e Coimbra, CCDRC - com todo o prejuízo que daí advém”.
Por outro lado, acrescenta ser “inegável que esta decisão acarretará avultados encargos para o erário público, especialmente relevantes no contexto da crise económica”, já para não falar, sublinham, “do facto de 70 trabalhadores verem reduzidos os seus salários e orçamentos familiares e ainda terem um maior desgaste físico e psicológico que não deixará de afectar o seu desempenho profissional, bem como o seu agregado familiar”. Por todas estas razões, a moção considera que “é legitimo concluir que não há objectividade e lógica funcional na descentralização da DREC para Aveiro, nem mais-valia para os utentes”, uma vez que “a centralidade de Coimbra em relação aos concelhos que a DREC serve é francamente mais favorável que Aveiro”.
Comentário de um Ideiafix2
ideiafix disse...
Ao BÁRBARO - soldadIX fardadIXO homem que apregoa ser HOMEM afinal gosta de brincarIX e tem jeitIX para a banda desenhada, mesmo plagiando.Ainda por cima brinca com coisas sérias, MUITO SÉRIAS e que não lhe dizem respeitIX.Tem direito à sua livre opiniãoIX, sim senhor (viva a LIBERDADE/DEMOCRACIA), mas neste caso deveria contribuir para a UNIÃO e não para o contrário.Para desunirIX, já bastava o que havia. Não há necessidade de mais opinitatIX.LIBERDADE não é isso que apregoa.GREVE é um direito adquirido para se usar quando se quiser, por quem quiser, e, se achar que deve usar, usá-lo. Não é obrigatório.O seu local de trabalho é na DRE-Centro mas, e, se por acaso fosse em certa(s) empresa(s) que conheço, tenho a certeza que o patrão já lhe tinha posto uns patins (ou talvez dar-lhe asas–tipo REDBULL),mas como é na função pública e toda a gente gosta de malhar(?) nos funcionários públicos, você não escapa à regra (destabilizar e provocar) - é dar neles vilanagem que estão fracos e carentes. Aqui tudo é permitido. Até a pulga tem catarro. Ajude a manter os nossos locais de trabalho e assim poderá, talvez, estar a contribuir também para manter o seu.Pois é, meta-se a escrever e a falar assim dos colegas e hierarquias da sua empresa e não se admire de ficar mesmo ISOLADix e talvez sem FARDAix.Não deveria esquecer que têm sido estes os que lhe têm dado o pão.Talvez um dia seja desterrado para um "tarrafal" e depois se lembrIX de não ter apoiadIX aqueles que contribuíram para que não passasse fome.Só fala assim quem está de barriga cheia e ainda por cima é mal agradecido.Ganhe juízo e mantenha-se na sua guarita como já alguém o recomendou.Ponha-se no seu lugar e não se arme em heróIX mesmo com letra pequena porque não merece mais.Realmente não diga mais disparates.Ajudas dessas NÂO PRECISAMOS, obrigadIX
Comentário a este ideiafix: é um ideiafix muito cobardix. Surripiou a identidade de um outro ideiafix e perante este tipo de comentário parece-me uma pessoa dementix. Quanto ao apelidado BÁRBARO - soldadIX fardadIXO, tem a hombridade de assinar com o seu nome, de tomar as suas posições, dando a cara e acima de tudo não parece necessitar das suas esmolas para sobreviver. Quando diz "Ajude a manter os nossos locais de trabalho e assim poderá, talvez, estar a contribuir também para manter o seu" é uma das formas mais nojentas de tentar chantagear alguém. A simples referência ao "tarrafal" demonstra bem o tipo de pessoa que este ideiafix é, alguém frustrado e algo saudosista do passado em que possivelmente adoraria enviar todos os BÁRBAROS para o dito campo de reeducação. Mas deixe-me que lhe diga uma coisa ideiafix, felizmente existe liberdade para poder continuar a insultar quem bem lhe apetece; no tempo do tarrafal tal direito não lhe era concedido... sim eu sei, possivelmente este ideiafix seria um dos soldados da pidix.
Assinado: Um BÁRBARO que não é soldadIX fardadIXO
terça-feira, 10 de Março de 2009
AVISO-PRÉVIO DE GREVE
Primeiro Ministro
Ministro do Estado e das Finanças
Secretário de Estado da Administração Pública
Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social
Ministro da Economia e da Inovação
Secretário Geral do Ministério da Economia
Director Regional da Direcção Regional de Economia do Centro
AVISO-PRÉVIO DE GREVE
Comunica-se ao Senhor Primeiro Ministro, Ministro do Estado, das Finanças e da Administração Pública, Secretário de Estado da Administração Pública, Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, Ministro da Economia e da Inovação, Secretário Geral do Ministério da Economia e da Inovação, Director Regional da Direcção Regional de Economia do Centro, que para os efeitos previstos nos artigos 392°, 393°, 394°, 395°, 396°, 397° e 398°, da Lei n.° 59/2008, de 11 de Setembro, que os trabalhadores da Direcção Regional da Economia do Centro, irão exercer o direito à greve no dia 18 de Março de 2009, entre as 9:00 e as 17:30 horas, por forma a tornar possível a participação nas Concentrações junto à Assembleia da República e junto ao ministério da Economia e da Inovação, convocadas pelo Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro tendo por objectivo protestarem contra a alteração da localização geográfica da Sede da referida Direcção Regional, com os consequentes prejuízos que daí advém para os trabalhadores.
Este Aviso-Prévio é também extensivo aos trabalhadores reafectos por tempo por tempo indeterminado à Secretaria Geral do Ministério da Economia e Inovação, que se encontram a exercer funções na Direcção Regional de Economia do Centro.
Mais se comunica que, relativamente à segurança e manutenção de instalações, estas serão asseguradas nos mesmos moldes em que o são nos períodos de interrupção ou de encerramento.
Só sei dizer disparates!
Não que não haja assunto. A participação dos outros é que é pouca, e isso acaba por desmotivar.
Depois há aqueles que criticam por criticar. Está-lhes no sangue. Mas não fazem uma critica aberta, não, não concordam e pronto.
Não criticam no espaço criado para poderem fazer essa critica… fazem-no nos corredores, por portas travessas, com um único objectivo: destabilizar.
O mais fácil é encontrar coisas com as quais não concordamos.
O problema, ultimamente é que eu estou contra mim!
Não sou nada a favor de conflitos... e tendo em conta que quando estou de cabeça quente digo ou escrevo disparates, optei por rever alguns posts deste blog.
Vou tentar evitar dizer mais disparates, afinal eu até quero que isto vá para Aveiro… mas eu não, eu quero cá ficar.
Podem ir todos, desde que eu fique por cá…então está tudo bem. Bolas, lá estou eu a dizer disparates.
Tenho que me controlar senão ainda vou gerar mais conflitos.
Há todo o tipo de conflitos.
Um viciado com o seu vício, um grupo de pessoas com interesses incompatíveis.
Um tipo descontente com uma instituição.
Uma instituição descontente com um tipo.
Um colega a tentar meter-nos numa intriga com outro...Por acaso ainda detesto mais intriguistas...
Sim, eu sou contra todo e qualquer tipo de traição.
Desde o político que trai quem o elege, ao amigo a quem confidenciámos alguma coisa.Aliás, a melhor forma de sabermos se podemos confiar em alguém é confidenciando alguma coisa. Se passado algum tempo, a quantidade de pessoas que sabe cresceu consideravelmente, ficamos a saber, se podemos ou não confiar numa pessoa, e até que ponto podemos confiar.
Mas o grande segredo, está nos detalhes... contar algo que toda a gente sabe, mas, com um detalhe, que ninguém sabia e que sabemos que só contámos a uma pessoa.
A confiança não é uma coisa que se dá, é uma coisa que se ganha...
E que se perde.
Depois existem os outros, que contam algo, qual segredo de estado, com o único propósito de ser divulgado. Eh pá, não digas nada a ninguém, mas eu sei que isto vai acontecer… a coisa espalha-se e num ápice todo o mundo sabe. A mentira, de repente, torna-se em verdade. Qual verdade? A verdade. Mas qual verdade? A verdade da mentira.
Há já algum tempo que estava para deixar de escrever nada neste blog, mas agora já não me apetece. Sabem porquê? Porque o blog está a incomodar alguém. Se chateia alguém, é bom sinal… é sinal que ainda alguém perde tempo a ler estes disparates. E só lê os disparates quem quer, não é obrigado. Como tal, vou tentar não voltar a dizer disparates.
Bolas, vou só dizer mais um disparate, a este não consigo resistir: A DRE-Centro vai para Aveiro.
É desta que sou trucidado.
segunda-feira, 9 de Março de 2009
Greve - 18 de Março de 2009
Quarta-feira, dia 18 de Março de 2009
Dia 18 de Março, será mais um dia de luta, de todos os trabalhadores da DRE-Centro, no qual se irá realizar uma deslocação a Lisboa, para entrega das assinaturas recolhidas, na Assembleia da República e a todos os grupos parlamentares, contra a possível deslocação da sede da DRE-Centro para Aveiro.
O apoio, a união e a solidariedade de todos é fundamental.
Sabendo da dificuldade de alguns trabalhadores em se poderem deslocar a Lisboa, quer por motivos familiares, quer por acções de formação em que têm que participar, quer por problemas físicos, existe algo que só depende da sua vontade pessoal: o direito de poder fazer greve nesse dia, ou seja, poderão não poder deslocar-se a Lisboa mas nada os impede de participar na nossa jornada de luta.
Câmara Municipal de Miranda do Corvo
A Câmara Municipal de Miranda do Corvo, por unanimidade dos seus membros, repudiou a decisão do Governo de mudar a sede de serviços da Direcção Regional da Economia do Centro de Coimbra para Aveiro.
A Câmara Municipal de Miranda do Corvo não pode deixar de criticar esta decisão uma vez que não existem quaisquer fundamentos para a mudança anunciada.
Trata-se de uma decisão perfeitamente inimaginável e irracional pelos custos que irá envolver. Numa altura de crise o Ministério da Economia decide gastar dinheiro na deslocação de um serviço, sem qualquer razão válida.
Não existe qualquer lógica e não é compreensível que se venham a gastar cerca de 6.000 euros mensais a transportar os funcionários da Direcção de Coimbra para Aveiro já para não falar nos transtornos que a deslocação causará aos cerca de 80 funcionários.
Salienta-se também o facto de Direcção dispor de um edifício próprio em Coimbra, construído para o efeito e de em Aveiro ser necessário arrendar instalações que, obviamente trarão novos custos.
Estamos perante mais um ataque a Coimbra enquanto capital da Região Centro que não podemos tolerar e perante a destruição de um serviço público que tem que ser evitada.
A Presidente da Câmara Municipal e todos os Vereadores manifestam assim a sua discordância com esta decisão e solicita ao Governo que volte atrás e mantenha a Direcção Regional da Economia do Centro em Coimbra.
domingo, 8 de Março de 2009
Carta Aberta ao Senhor Ministro da Economia
Dr. Manuel Pinho
Tendo conhecimento, através dos jornais, das dificuldades que o seu Ministério tem para liquidar a divida do avião Falcon por V.Exa. utilizado (sim, eu sei que é um amante da velocidade); sabendo que estamos numa altura de contenção, em que todos temos que apertar o cinto; sabendo da grave crise económica que o país atravessa; sabendo que vão ser necessários, pelo menos, 500.000 euros para a reconstrução da nova sede da DRE-Norte/Sul em Aveiro, venho por este meio propor uma possível solução para tão delicado problema:
Problema: Como liquidar a dívida do aluguer do Falcon?
Dados do problema: 500.000 € para reconstrução da DRE-Norte/Sul
Duas facturas de 43 mil euros por liquidar
Resolução do problema: 500.000 – 43.000 = 457.000
Solução: Resolvia o problema da dívida com o Falcon e ainda sobravam 457.000€ para futuras passeatas.
Os trabalhadores da DRE-Centro ficavam-lhe eternamente agradecidos, uma vez que, evitava também a destruição de um serviço de qualidade, assim como, a destruição das respectivas estruturas familiares que esta sua medida vai provocar.
Poupava alguns milhares de euros aos contribuintes se este seu capricho, liquidar uma dívida que tem com o PS de Aveiro, não fosse levado avante.
Poupava milhares de euros a todos os utentes desta Direcção Regional, uma vez que vão ter que desdobrar-se entre deslocações a Coimbra e a Aveiro, para a resolução dos seus problemas.
Poupava o caos nas famílias e as elevadas dificuldades económicas que esta sua medida vai provocar.
Aproveito também esta ocasião para partilhar consigo algo que li, com todo o interesse, num outro blog:
CHEFE, etimologicamente, é aquele que está à cabeça ou, melhor ainda, aquele que é a cabeça. A cabeça é que vê, pensa, promove a acção no interesse comum de todo o corpo.
Compreende-se bem o sentido e a grandeza do nome "Chefe". Chefe é aquele que sabe fazer-se obedecer e ao mesmo tempo fazer-se amar. Não é aquele que impõe; mas aquele que se impõe.
Um chefe não deve nunca esquecer que seus subordinados são homens e que, além do serviço, têm interesses, cuidados, sentimentos humanos. E é por toda a humanidade deles que um chefe compreensivo deve interessar-se com tacto e discrição.
O mais essencial dever do chefe perante os seus subordinados é, no exercício do próprio mandato, reconhecer-lhes o seu valor de homens e tratá-los segundo a sua dignidade de pessoas inteligentes e livres.
O verdadeiro chefe não procura dominar por dominar. Não se serve dos homens, mas auxilia-os a servir uma causa que os supera; familiarizar-se com a obra a cumprir constitui o primeiro elemento da alma do chefe.
A autoridade está ligada, sobretudo, à existência e à consciência duma missão superior, de que o chefe tomou o encargo não em proveito próprio, mas para bem daqueles que dirige e dos quais tem a responsabilidade.
O chefe não manda "por prazer", sem interesse, como um senhor que domina escravos e colhe benefícios do trabalho dos outros. Não. Mas sim para conduzir uma comunidade, por uma engenhosa hierarquização de meios, ao seu alto valor moral. A sua missão domina-o, como uma vocação. Pertence-lhe. Dá-se à sua comunidade - para que ela se envolva no que pode e deve ser. Serve. E se está compenetrado do pensamento da sua missão, tomado por essa vocação, votado ao serviço dela, então, e então somente, é um chefe.
Um chefe deve possuir, antes de tudo, o sentimento da sua responsabilidade. Ter o sentimento da responsabilidade não significa que espere ser punido, se não cumpre o seu dever - um verdadeiro chefe não pensa nas sanções em que poderia incorrer a respeito doutros chefes, colocados acima de si na hierarquia. Mas, quanto aos homens a seu cargo, não deseja que sofram inutilmente, sejam injustamente punidos, ou privados do pouco conforto que podem ter. Não deseja que façam cento e vinte quilómetros a mais, porque as ordens foram mal dadas. Uma coisa há em que não pensa: na sua própria fadiga. Não sendo escravo de seus superiores, é-o, no entanto, do dever de protecção que deve aos seus.
Com os melhores cumprimentos,
Um cidadão português que também é funcionário da DRE-Centro.
sábado, 7 de Março de 2009
O País da Cunha

Não sei porquê, este sorriso e este artigo, justificam o motivo da nossa transferência para a DRE-Norte2.
O país da cunha
«Portugal é o país dos pequenos e médios favores. Fazem-se a troco de um qualquer outro, no futuro. Não vem de agora. São estes pequenos favores que criam teias de poder. Aquele poder subterrâneo que, como a economia subterrânea, vive paralelamente à sociedade. As cunhas e os favores fazem, há muito, parte da cultura nacional. Não começaram na CML nem no IPO.Não começaram no tempo em que era quase sempre pertencer à União Nacional ou, antes, ao Partido Republicano, para conseguir um bom emprego. A "cultura do favor" nasceu, com a mesma típica bondade e desprendimento, com os portugueses dizem que "dão um jeito". A cultura da cunha é a do desenrasca, pelo qual somos elogiados em todo o mundo. A cunha é uma ilusão óptica: é o gesto pelo qual alguém acredita que vai receber algo de borla. O favor será sempre pago, com juros, ou com uma outra cunha, mais acima. Quem recebe, sempre pagará. Silenciosamente, é claro. A cunha e o favor tornaram-se os motores da nossa sociedade. Corroeram-na e, por isso, o rigor é algo que muitas vezes é impossível de pedir a alguém. Porque a sociedade portuguesa vive num equilíbrio de favores. Se um favor não for correspondido com outro, o país cairá, como um castelo de cartas. O país do favor é silencioso. Todos sabem, mas ninguém diz. E ninguém se sente incomodado por ter sido beneficiado por algum favor. Porque olham à volta e perguntam: quem é que não foi?
O problema é que esta cultura necessita de ser erradicada. Para se criar um país decente.»
Fernando Sobral[in Jornal de Negócios, 29.09.2008]
A confusão entre Aveiro e Rua de Aveiro
Deixo aqui ficar algumas das pérolas a que o meu filho tem acesso no seu querido "Magalhães".
Expresso de 7 de Março de 2009
O festival de asneiras do "Magalhães"
Há frases mal construídas, outras que começam na segunda pessoa do singular e continuam na terceira (tratam o leitor por tu e por você), expressões absurdas e frases que simplesmente não fazem sentido.
Filipe Santos Costa
9:30 Sábado, 7 de Mar de 2009
Ortografia, sintaxe e gramática - nas instruções dos jogos do computador portátil Magalhães nada resiste às inovações do "magalhanês". Há palavras repetidamente mal escritas, outras inventadas, verbos mal conjugados, vírgulas semeadas onde calha, acentos que aparecem onde não devem e não estão onde deviam.
Há frases mal construídas, outras que começam na segunda pessoa do singular e continuam na terceira (tratam o leitor por tu e por você), expressões absurdas e frases que simplesmente não fazem sentido.
Nalguns casos, as instruções que deviam ajudar a utilizar os jogos complicam de tal maneira que não há quem perceba o que está em causa.
Lê-se e não se acredita. "Neste processador podes escrever o texto que quiseres, gravar-lo e continuar-lo mais tarde", lê-se nas instruções do processador de texto - isso mesmo: "gravar-lo e continuar-lo". "Dirije o guindaste e copía o modelo", explicam as intruções de um puzzle - assim: "dirije" com "j" e "copía" com acento no "i". "Quando acabas-te, carrega no botão OK" - "acabas-te", em vez de "acabaste".
Tudo isto se pode ler nas instruções dos jogos que vêm instalados de origem no computador Magalhães, conforme descobriu o deputado José Paulo Carvalho, depois de navegar na área lúdica do computador.
Ontem, depois de ter sido confrontado pelo Expresso com a existência de mais de 80 erros destes no portátil que já foi distribuído a 200 mil crianças, o Ministério da Educação informou que vai pedir a todas as escolas que retirem esse software dos computadores dos seus alunos. E vai ser solicitado à JP Sá Couto, empresa fabricante do Magalhães, que não inclua esses jogos nos computadores que ainda vai produzir.
Aqui fica uma lista (não exaustiva) das "pérolas" com que o "Magalhães" tem presenteado as nossas crianças.
* "Cada automóvel só pode mover horizontalmente ou verticalmente. Tu deves ganhar espaço para permitir ao carro vermelho de sair pelo portão à direita."
* "O Tux escondeu algumas coisas. Encontra-las na boa ordem."
* "Carrega nos elementos até pensares que encontras-te a boa resposta. (...) Nos níveis mais baixos, o Tux indica-te onde encontras-te uma boa cor marcando o elemento com um ponto preto. Podes utilizar o botão direito do rato para mudar as cores no sentido contrario."
* "Dirije o guindaste e copía o modelo."
* "Abaixo da grua, vai achar quatro setas que te permitem de mexer os elementos."
* "O objectivo do quebra-cabeças é de entrar cifres entre 1 e 9 em cada quadrado da grelha, frequentemente grelhas de 9x9 que contéem grelhas de 3x3 (chamadas 'zonas'), começando com alguns números já metidos (os 'dados'). Cada linha, coluna, e zona só pode ter uma vez um símbolo ou cifre igual." (nota: instruções para o jogo sudoku)
* "Carrega em qualquer elemento que tem uma zona livre ao lado dele. Ele vai ir para ela."
* "Enfia a bola no buraco preto á direita."
* "Com o teclado, escreve o número de pontos que vês nos dados que caêm."
* "O objectivo do jogo é de capturar mais sementes do que o adversário. (...) Se os jogadores se acordam no facto que o jogo está num ciclo sem fim, cada jogador captura as sementes do seu lado."
* "Ao princípio do jogo 4 sementes são metidas em cada casa. O jogadores movem as sementes por vês. A cada torno, um jogador escolhe uma das 6 casas que controla. (...) Se a última semente também fês um total de 2 ou 3 numa casa do adversário, as sementes também são capturadas, e assim de seguida. No entanto, se um movimento permite de capturar todas as sementes do adversário, a captura é anulada (...). Este interdito é ligado a uma ideia mais geral, os jogadores devem sempre permitir ao adversário de continuar a jogar."
* "Aceder ás actividades de descoberta."
* "Pega as imagens na esquerda e mete-las nos pontos vermelhos."
* "Carrega e puxa os elementos para organizar a historia."(nota: "historia" é repetidamente escrito sem acento)
* "Saber contar básicamente."
* "Move os elementos da esquerda para o bom sitio na tabela de entrada dupla."
* "Puxa e Larga as peças no bom sitio."(nota: "sitio" nunca é escrito com acento)
* "Com o teclado, escreve o número de pontos que vês nos dados que caêm."
* "Primeiro, organiza bem os elementos para poder contar-los (...)."
* "Carrega no chapéu para o abrires ou fechares. Debaixo do chapéu, quantas estrelas consegues ver a moverem? Conta attentamente. Carrega na zona em baixo à direita para meter a tua resposta."
* "Treina a subtracção com um jogo giro. Saber mover o rato, ler números e subtrair-los até 10 para o primeiro nível."
* "Quando acabas-te, carrega no botão OK ou na tecla Entrada."
* "Conta quantos elementos estão debaixo do chapéu mágico depois que alguns tenham saído."
* "Olha para o mágico, ele indica quantas estrelas estão debaixo do seu chapéu mágico. Depois, carrega no chapéu para o abrir. Algumas estrelas fogem. Carrega outra vês no chapéu para o fechares. Deves contar quantas ainda estão debaixo do chapéu."
* "Lê as instruções que te dão a zona em que está o número a adivinhar. Escreve o número na caixa azul em cima. Tux diz-te se o número é maior ou mais pequeno. Escreve então outro número. A distância entre o Tux e a saída à direita representa quanto longe estás do bom número. Se o Tux estiver acima ou abaixo da saída, quer dizer que o teu número é superior ou inferior ao bom número."
* "Tens a certeza que queres saír?"
* "Aprende a escrever texto num processador. Este processador é especial em que obriga o uso de estilos (...)"
* "Neste processador podes escrever o texto que quiseres, gravar-lo e continuar-lo mais tarde. Podes estilizar o teu texto utilizando os botões à esquerda. Os quatro primeiros permitem a escolha do estilo da linha em que está o cursor. Os 2 outros com múltiplas escolhas permitem de escolher tipos de documentos e temas coloridos pré-definidos."
* "Envia a bola nas redes"
* "É preciso saber manipular e carregar nos botões do rato fácilmente."
* "O objectivo é só de descobrir como se podem criar desenhos bonitos com formas básicas (...)."
* "O objectivo é de fabricar um forma dada com sete peças."
* "Quando o tangram for dito frequentemente ser antigo, sua existência foi somente verificada em 1800." (nota: explicação do tangram, um quebra-cabeças tradicional chinês)
* "Mexe as peças puxando-las. Carrega o botão direito nelas para as virar. Selecciona uma peça e roda à volta dela para a rodar. Quando a peça pedida estiver feita, o computador vai reconhecer-la (...)."
* "Reproduz na zona vazia a mesma torre que a que está na direita."
* "Reproduzir a torre na direita no espaço vazio na esquerda."
* "Puxa e Larga uma peça por vês, de uma pilha a outra, para reproduzir a torre na direita no espaço vazio na esquerda."
* "Move a pilha inteira para o bico direito, um disco de cada vês."(nota: as quatro últimas frases são as instruções dos jogos "Torres de Hanoi" e Torres de Hanoi simplificadas" - "Hanoi" sem acento no "o")
* "Torno dos brancos"
sexta-feira, 6 de Março de 2009
A revolução é um acto de amor
A revolução é um acto de amor, amor pelo que é subjugado, oprimido, pelo que não tem voz. Primeiro vem o amor, depois o poder. Nunca o poder absoluto e totalitário, mas o poder que confere a dignidade a quem nunca teve o poder.
O poder de falar, de exprimir, de gritar a revolta contida, de trazer para a rua o que apenas se confinava a um espaço interior. Assim se constrói a solidariedade, a voz interior que se encontra no outro, um outro que partilha os sentimentos, um outro que partilha a luta, um outro que partilha a palavra e a acção.
A revolução é um acto de amor porque é um encontro, um encontro de aspirações de justiça, de aspirações de igualdade, de aspirações de liberdade. A igualdade perante o outro, a voz que se ouve, que não se desqualifica, que não se sufoca, que explode em todo o seu esplendor.
A revolução é um acto de amor porque reconhece a diferença do outro, porque a integra, porque a respeita sem condescendências, sem os limites impostos pelos anos de silêncio da história, da cultura e da ciência. A revolução é um amor que grita e que rompe com todo o tipo de silêncios.
A revolução é um acto de amor e, por inerência, não pode classificar o amor. Tanto silêncio sobre um amor que não ousava dizer o seu nome, o amor entre homens, o amor entre mulheres, o amor entre pessoas. Passou tanto tempo e esse amor ainda não encontrou a rua, ainda é vivido para dentro, ainda é vivido com o medo da opressão do outro.
A revolução é um acto de amor porque transcende as barreiras do que é normativo, linear e convencional. A revolução transcende o binarismo do género, do homem e da mulher, do masculino e do feminino; rebenta com todos os rótulos e categorizações.
A revolução é um acto de amor e o amor não se esgota na lei. Não é a lei que liberta as pessoas, são as pessoas que se libertam a si mesmas dos seus preconceitos, dos seus fantasmas, das suas prisões, dos seus medos em relação ao outro. É preciso conhecer o outro, entendê-lo, abraçar sem limites a sua condição de pessoa, o seu desejo de liberdade, a sua voz.
A revolução é um acto de amor porque visa a mudança. Mudar a mentalidade, mudar a condição, mudar a vida, mudar o mundo. Um mundo onde ninguém seja perseguido em nome do seu amor, um mundo onde ninguém seja odiado em nome do seu amor, um mundo onde ninguém se prive de assumir o seu amor, um mundo onde ninguém tenha de inibir e esconder os seus actos de amor.
A revolução é um acto de amor porque o amor é a liberdade. A liberdade de existir, a liberdade de projectar, a liberdade de sentir, a liberdade de pensar, a liberdade de gritar, a liberdade de ir para a rua, a liberdade de tornar público o que é íntimo porque a intimidade é a legitimação do que se é.
A revolução é um acto de amor porque luta contra os que querem que o amor seja impossível, contra os que o querem escondido, esquecido e silenciado. A revolução é a explosão das barreiras da opressão, é o poder de inventar novas formas de ser e de exprimir tudo o que temos cá dentro.
A revolução é um acto de amor porque amamos o outro pelo aquilo que ele é e será, pela sua luta, pela sua liberdade, pela sua condição.
A revolução é um acto de amor porque transforma, muda, desafia, vive e é sempre mais do que aquilo que sonhámos. A revolução não é o poder, é a subversão do poder, é a diluição do poder, é uma aspiração libertária.
Assim não !!!!.
quinta-feira, 5 de Março de 2009
Diário As Beiras 4 de Março de 2009
O PSD DE ARGANIL está contra a decisão de transferir a sede da Direcção Regional da Economia do Centro de Coimbra para Aveiro. Sendo um "serviço periférico da administração directa do Estado, que representa o Minisbério da Economia e da Inovação ao nível regional", os sociais-democratas defendem que é irrefutável o posicionamento geoestratégico que Coimbra assume na região Centro". Esta posição consta de uma moção à última Assembleia Municipal de Arganil, aprovada com quatro votos contra e duas abstenções
Em resposta, o presidente da Concelhia de Atganíl do PS, embora mostrando-se "apreensivo" oom a saída de serviços de Coimbra, defendeu que é necessário haver "flexibilidade e uma perspectiva abrangente", contando que "há serviços que vieram para Coimbra", como é o caso do Instituto da Hidrografia e a Direcção Geral de Estradas. "Há um aproveitamento político notório de uma situação que não deve ser aproveitada", criticou Eugénio Fróis, revelando que não aprova esta moção. Em contrapartida, o presidente da câmara (PSD) referiu que "não é verdade que tenham surgido serviços novos em Coimbra", revelando que, pelo contrário, o Governo está a "esvaziar" a cidade.
Sim, senhor ministro!...
Vereador (PSD) da Câmara Municipal de Coimbra
0 GOVERNO, pela mão do Ministro da Economia, decidiu deslocar para Aveiro mais um organismo regional. Uma vez mais procurando esvair Coimbra. Desta vez, os infelizes contemplados foram os funcionários da Direcção Regional da Economia.
Trata-se de uma decisão profundamente injusta, obviamente irreflectida e estupidamente prejudicial para o país, para a região, e para Coimbra.
Em primeiro lugar porque nada justifica esta mudança a não ser a teimosia e a prepotência de um ministro que confunde os seus poderes com as suas responsabilidades e que vai retalhando o país ao sabor dos seus compromissos pessoais e políticos, negando a mais elementar lógica de ordenamento do território e ceifando qualquer esperança numa organização administrativa do país e da região mais racional e eficiente.
Depois porque apenas cerca de 20% da actividade da DRE tem como "cliente" aquele distrito. E nem o argumento do crescimento das solicitações se pode aplicar, porque também aqui o distrito de Coimbra (para mencionar apenas um) cresceu mais que o de Aveiro.
Curiosamente, o senhor ministro deixa ficar em Coimbra o laboratório, que é, precisamente, o organismo da DRE que tem como maior "cliente" o distrito de Aveiro. Ou seja, se houvesse a mínima racionalidade nesta decisão, quando muito seria o laboratório a deslocar-se para Aveiro e não os restantes serviços como determinou o senhor ministro.
Por outro lado, importa lembrar que as instalações que a DRE ocupa foram construídas de propósito para acolher aquele organismo, e que a deslocação para Aveiro implicará o arrendamento de outras instalações, bem como avultadas obras de adaptação. Ora aqui está um "pequeno" luxo a que o nosso grandioso ministro se pode dar, em tempo de crise e de aumento dramático do desemprego.
Já não falo da evidente centralidade de Coimbra relativamente a Aveiro, sobretudo se tivermos em conta que o espectro de actuação da DRE Centro se estende a concelhos do distrito de Santarém e que alguns dos concelhos do distrito de Aveiro estão integrados na DRE Norte.
Para compor o ramalhete e deixar ainda mais evidente a irracionalidade desta decisão, diz-se que o ministério está a diligenciar no sentido de providenciar o transporte dos trabalhadores de Coimbra para Aveiro, dispondo-se a gastar mais uns milhares de euros em autocarros (o que impedirá os trabalhadores de terem horários diferenciados, conforme as suas necessidades profissionais).
Na ânsia de satisfazer a sua clientela particular (não esquecer que o ministro da economia encabeçou a lista de deputados pelo partido socialista no distrito de Aveiro), ignora que está a transtornar a vida a cerca de 80 famílias e a subjugar os interesses do país e da região, aos seus interesses pessoais; numa lógica que não pode deixar de merecer o mais veemente repúdio e protesto por ser oposta ao que se espera de qualquer governante minimamente responsável.
E, se de um lado temos quem, uma após outra, vai retirando a Coimbra as sedes das mais diversas instituições (ao arbítrio de lógicas pessoais e políticas que não são aceitáveis), do outro temos quem condescenda e mantenha um silêncio cúmplice perante tamanha iniquidade.
Reagindo às minhas declarações na última reunião de câmara, o Dr. Pedro Machado distinto presidente da distrital do meu partido, atira com uma recomendação e com um comentário. Recomenda-me ele que leve o meu mandato autárquico até ao fim e sentenceia que ainda não percebi que perdi as eleições para a distrital do meu partido há 4 meses.
Se a recomendação do Dr. Machado não me merece maior comentário, primeiro porque não sou pessoa de deixar as coisas a meio e depois porque o próprio fez precisamente o contrário do que me sugere na sua terra de origem onde deixou o mandato autárquico por cumprir, já o comentário que fez, merece resposta
Primeiro para deixar claro que, se pensa que, com comentários destes, me inibe de fazer o que entendo ser o meu dever e o meu direito de cidadão livre e atento à realidade do meu país, da minha região e do meu concelho, está redondamente enganado, o Dr. Machado, e conhece-me pior do que julgava Continuarei a intervir semprequeaininhaconsciência mo ditar e a minha vontade de o fazer o justificar, como sempre fiz até aqui, sem me importar com quem incomodo com o que digo.
Depois para dizer que, por absurdo que fosse, não me dar conta de ter perdido as eleições, tal não seria por si só muito grave. O que me parece muito grave é ele não ter percebido que as ganhou!... E como tal, se espera, que seja capaz de erguer a sua voz contra atitudes injustas como esta Que tenha a argúcia de perceber que o deslocar das sedes dos pólos de competitividade para Aveiro não corresponde a uma maior dinâmica daquele distrito em relação a Coimbra mas a mais uma decisão política sem a mínima correspondência com a realidade do país e da região. Que tenha a coragem de assumir a responsabilidade de liderar a sua equipa seja quando prepara a recepção à líder do partido, seja para assumir a responsabilidade dos difíceis embates eleitorais que se avizinham Que assuma a defesa do distrito como primeira prioridade independentemente da sua subordinação profissional para com o governo socialista e para mm o ministro da economia em particular.
Helenix e o Imperium Coimbrix
A pequena Aldeia Poleirix, que bem conhecemos, vive feliz sob a tempestade que se abate sobre Coimbrix. A pequena aldeia encara o futuro com optimismo.
Com a possível ida de Justinix, resolver o problema em Aveirix, Helenix, entretanto empossada comandante de Qualidarium, já sonha com a criação de um novo Imperium em Coimbrix.
Há revelia dos comandantes de Energirium, Industrarium e Comercium, tenta desguarnecer essas unidades, que poderão ter que acompanhar Justinix para Aveirix, de alguns elementos.
Desguarnecer! Não.
Qual heroína, que só pretende ajudar, tenta desesperadamente salvar esses gladiadores de uma morte anunciada.
O plano organizado, dividir para reinar, parece estar a resultar. A pressão, a intriga e o receio, começam a fazer-se sentir nos diversos acampamentos. Já não se sabe em quem confiar.
Vai ser necessário reorganizar as tropas e incutir novamente a esperança. A luta não pode parar. Neste momento a DRE-Centro tem que ser unida e não se pode subjugar ao Domínio dos Deuses. A grande batalha é contra Aveirix.
Como irão reagir os comandantes dos acampamentos Energium, Industrium e Comercium?
Como irão reagir os habitantes de Qualidarium?
Quem irá ocupar o poleiro deixado vago na Aldeia Poleirix?
Irão os habitantes dos acampamentos resistir à tentação de participar na construção do novo Imperium em Coimbrix?
Vamos aguardar para ver. Só espero que o céu não nos caia em cima.
Um blog é uma contração de “We Log”, ou seja uma estrutura que permite introduzir (nós) artigos ou “posts” (forma substantiva do verbo postar) e corresponde a uma entrada de texto, imagem ou link.
Normalmente são organizados de forma cronológica, servem para abordar um ou vários temas, escritos por um número variável de pessoas.
Assim permite que vários leitores possam deixar os seus comentários de forma a interagir com outros.
Posto isto, cada um será livre de fazer o seu artigo, o seu comentário, preferencialmente identificado, mas respeitando os outros nos seus artigos e comentários
Porque julgo, se calhar mal, que ainda vivemos em democracia, embora muitas vezes não pareça, respeito a opinião de todos, tal como gosta que a minha seja respeitada.
Margarida Machado
Onde estão os trabalhadores da DRE-C?
Moção Aprovada por Unanimidade
http://www.box.net/shared/ux2a9h302t
Texto de João Pereira Coutinho
Vale a pena ler!
"Não tenho filhos e tremo só de pensar. Os exemplos que vejo em volta não aconselham temeridades. Hordas de amigos constituem as respectivas proles e, apesar da benesse, não levam vidas descansadas. Pelo contrário: estão invariavelmente mergulhados numa angústia e numa ansiedade de contornos particularmente patológicos. Percebo porquê. Há cem ou duzentos anos, a vida dependia do berço, da posição social e da fortuna familiar. Hoje, não. A criança nasce, não numa família mas numa pista de atletismo, com as barreiras da praxe: jardim-escola aos três, natação aos quatro, lições de piano aos cinco, escola aos seis, e um exército de professores, explicadores, educadores e psicólogos, como se a criança fosse um potro de competição.Eis a ideologia criminosa que se instalou definitivamente nas sociedades modernas: a vida não é para ser vivida - mas construída com sucessos pessoais e profissionais, uns atrás dos outros, em progressão geométrica para o infinito. É preciso o emprego de sonho, a casa de sonho, o maridinho de sonho, os amigos de sonho, as férias de sonho, os restaurantes de sonho.Não admira que, até 2020, um terço da população mundial esteja a mamar forte no Prozac. É a velha história da cenoura e do burro: quanto mais temos, mais queremos. Quanto mais queremos, mais desesperamos. A meritocracia gera uma insatisfação insaciável que acabará por arrasar o mais leve traço de humanidade. O que não deixa de ser uma lástima.
Se as pessoas voltassem a ler os clássicos, sobretudo Montaigne, saberiam que o fim último da vida não é a excelência, mas sim a felicidade!
quarta-feira, 4 de Março de 2009
Comentário enviado por um anónimo
O que menos falta faz neste momento são piadix deste género. O divisionismo, que sempre existiu dentro da DRE Centro, deve ser colocado de lado. É tempo de juntarmos forças para o que realmente interessa.AVEIRO!!! PORQUÊ?Certamente que não foram "os trabalhadores da DRE" que postaram "justinix-e-o-poleiro-de-aveirix".Por isso devo lembrar que, ao apontares os outros com um dedo, tens outros três a apontarem para ti e na origem das mentiras está a imagem idealizada que temos de nós próprios, a qual desejamos impor aos outros.Vamos tratar o que realmente interessa.
5 de Março de 2009 10:18
Um dos mentirosos disse...
Resposta de um dos mentirosos a um anónimo
1 “O divisionismo, que sempre existiu dentro da DRE Centro, deve ser colocado de lado”
Concordo em absoluto.
Facto: Quem foram os únicos dirigentes da DREC que não tomaram uma posição nesta luta??? Quer maior divisionismo que este?
2 “É tempo de juntarmos forças para o que realmente interessa”
Concordo em absoluto. Todos juntos no mesmo barco.
Pergunta: Será que estamos todos no mesmo barco? Será que os interesses são os mesmos? Sinceramente não me parece.
3 “Certamente que não foram "os trabalhadores da DRE" que postaram "justinix-e-o-poleiro-de-aveirix"
Concordo em absoluto. É totalmente impossível todos os trabalhadores da DRE publicarem o artigo em simultâneo.
Facto: Todos os trabalhadores podem, e devem, participar no blog para expor os seus pontos de vista assim como opiniões diversas. Só não o faz quem não quer. Pelo que sei existem 5 contas de email, disponibilizadas para o efeito, para podermos participar livremente e sem censura. Podemos concordar, ou não, com essas mesmas opiniões mas temos que saber respeitá-las. Nesta caixa de comentários só não escreve quem não quer. Estamos num País aparentemente livre. Por isso estou aqui a comentar.
4 “na origem das mentiras está a imagem idealizada que temos de nós próprios”
Qual mentira? Gostava de saber qual é a verdade, ou por outra, a inverdade.Não se pode estar dos dois lados da luta ao mesmo tempo. Não se pode querer agradar a gregos e troianos. Uma vez que tem conhecimento da verdade porque não desmente o mentiroso? Uma verdade, indesmentível (perdoe-me o pleonasmo): Efectivamente, no dia de greve, três dirigentes não estiveram ao lado dos restantes trabalhadores. Contra factos não há argumentos. Se afirmar isso é ser mentiroso, então eu também sou um grande mentiroso.
Curiosamente no referido serviço houve uma mudança na direcção.
Coincidências! Talvez.
5 “a qual desejamos impor aos outros”
A minha cabecinha tem autonomia própria e não é um qualquer mentiroso que a vai modificar.
6 “Vamos tratar o que realmente interessa”
Concordo plenamente. Agora o que interessa a alguns poderá não interessar aos outros. Estamos todos no mesmo barco mas aparentemente alguns começam a abandonar o navio. As jogadas de bastidor, dividir para reinar, parecem estar a resultar. Espero, sinceramente, que nesta fase difícil das nossa vidas saibamos estar mais unidos que nunca.
Atenção, muita atenção, existe muita contra-informação.
DRE-Centro sempre. DRE-Norte2 não
Nesta Cidade
Quer eu queira quer não queira
Quer eu queira
A polícia já tem o meu nome
Comentário enviado por Ideiafix

Diário de Coimbra de 03/03/2009
Ex-deputado (PS) da Assembleia Municipal de Coimbra
ESTOU DE ACORDO com o Dr. Carlos Encarnação. A transferência da Direcção Regional de Economia do Centro para Aveiro é uma estupidez. Aliás, toda a gente em Coimbra e não só pensará o mesmo. Mais, muito gente pensou-o, há meses, logo que foi conhecida a intenção.
A grande questão é que desde que a referida decisão foi indiciada não houve a coragem, a vontade e a determinação de a evitar. Uns por calculismo, outros por forma de estar e de fazer política, outros ainda por inércia e alguns talvez por medo, calaram-se e não fizeram nada de verdadeiramente significativo para evitar esta como outras decisões estúpidas, porque contrárias a qualquer lógica funcional, administrativa e política no sentido da organização regional e nacional do Estado, com que Coimbra tem sido brindada.
Hoje, bem pode o Dr. Carlos Encarnação, manifestar o seu desacordo com a decisão. A pergunta a que tem de responder é o que ele enquanto Presidente da Câmara e a Câmara no seu todo fizeram para evitar este desfecho.
A contestação que agora faz mais não é do que a confirmação da sua incapacidade de prever e de actuar a favor da cidade. É ainda a constatação duma absoluta incapacidade política e de mobilização dos cidadãos para se oporem a uma decisão verdadeiramente estúpida, por múltiplas e boas razões.
Mas isso não é de estranhar dado que o Dr. Carlos Encarnação começou o seu mandato a defender as decisões do poder central, como é bom lembrar, no caso do encerramento do Museu da Ciência e da Técnica, ficando desde logo marcado como um presidente passivo e mole que se remete a florentinos exercícios verbais sem consequência e que não incomodam qualquer ministro ou secretário de estado.
Resta agora chorar sob o leite derramado e relembrar o que tem sido o empobrecimento institucional de Coimbra nestes últimos anos. Talvez valha, contudo, já que estamos em período pré-eleitoral, lembrar que a cidade se defende antes de mais de dentro e que ou há políticos com capacidade de luta e de empenhamento, que ponham a cidade acima de outros interesses, ou a degradação irá continuar.
Oito anos de poder autárquico já não dão para enganar assim como não dá para enganar a estratégia de oposição cooperante que no fundo acabou por ser conivente com o estado a que chegámos. É sa
bido que um bom governo também passa por uma boa oposição, e quando se reconhece o fracasso deste governo autárquico também se está a reconhecer o fracasso da estratégia e da prática seguida pela oposição.
Por outro lado também está provado à evidência que o acto eleitoral não é um mero acto circunstancial mas sim uma escolha com óbvias consequências e que há soluções e protagonistas que já demonstraram ad nauseam a sua incapacidade. Alguns confirmaram o conhecido Princípio de Peter e demonstraram que atingiram, nesta administração autárquica, o seu nível de incompetência, pelo que se percebe ser um enorme erro e um acréscimo de custos para a cidade a sua continuidade.
É óbvio que neste momento já ninguém acredita em milagres mas há sempre a expectativa de que surjam ideias novas e novos protagonistas capazes de, em Coimbra, fazerem da política um caminho para o futuro, vamos o que nos trazem as próximas semanas.
Neste momento, pela cidade, pela desconsideração de que mais uma vez foi alvo e pelos profissionais atingidos há um justo repúdio a fazer pela estúpida decisão de transferir para Aveiro a Direcção Regional de Economia do Centro, assim como há uma justa condenação política a fazer daqueles que tendo responsabilidades não souberam ou não quiseram lutar, em tempo útil, para que esta decisão não fosse avante.
terça-feira, 3 de Março de 2009
É bom recordar o que disseram
A Direcção Regional de Economia do Centro será bem recebida em Aveiro, cujos agentes dizem tratar-se de um «reconhecimento» à importância do distrito. Ribau Esteves lembra, porém, que a transferência do organismo para Aveiro não trará grandes vantagens para a região.
A notícia da instalação da Direcção Regional de Economia (DRE) do Centro em Aveiro, anunciada na segunda-feira pelo ministro da Economia e da Inovação, Manuel Pinho, foi bem recebida pelos agentes económicos locais. Mas também há quem afirme que a transferência do organismo para Aveiro, proveniente de Coimbra, não trará grandes vantagens para a região.
É o caso de Ribau Esteves, presidente da Associação de Municípios da Ria (AMRia) e da Grande Área Metropolitana de Aveiro (GAMA), para quem é «muito baixa» a relevância de a DRE ser instalada em Aveiro. «Prefiro que esteja em Aveiro do que em Coimbra, mas é uma medida muito pouco relevante», declarou ao Diário de Aveiro.
«Actualmente o poder da DRE é muito reduzido», avalia Ribau Esteves, lembrando que a entidade tem sobretudo funções administrativas relacionadas com o licenciamento industrial e do grande comércio. «É interessante e positivo espalhar direcções regionais pelas principais cidades da região, mas tem pouca relevância», ajuíza o autarca de Ílhavo, criticando o comportamento do PS ao aplaudir a medida anunciada por Manuel Pinho depois de, durante o Governo de Santana Lopes, ter censurado a descentralização de secretarias de Estado, como a da Educação em Aveiro.
Para Ribau Esteves, «mais importante» do que a DRE Centro é garantir que a sede da futura região de turismo regional tenha sede em Aveiro. Trata-se de um sector que representa uma «aposta muito forte» da região e para o qual existem «vários investimentos privados pendentes», caso da marina da Barra.
O autarca aproveitou a presença de Manuel Pinho no distrito, no início da semana, para advertir para a «urgência» de aprovar rapidamente o diploma que enforma a reformulação das regiões de turismo e para exortar o governante – que nas últimas eleições legislativas foi cabeça-de-lista do PS pelo círculo de Aveiro – a «fazer ‘lobby’ positivo junto do Ministério do Ambiente» para acelerar a criação da entidade gestora da ria, reclamada há vários anos, e as «tramitações de instrumentos de planeamento associados a investimentos importantes».
Filipe Neto Brandão: «Reconhecimento da vitalidade regional»
«Congratulamo-nos com o anúncio da localização na cidade de Aveiro da Direcção Regional de Economia do Centro que, a um tempo, vem concretizar o espírito do Plano de Reestruturação da Administração Central do Estado (que visa, recorde-se, promover um justo “equilíbrio na distribuição dos serviços públicos entre os diversos centros urbanos no âmbito das regiões») e reconhecer o especial dinamismo económico-empresarial de Aveiro». Para o Governador civil de Aveiro, a vinda da Direcção Regional para Aveiro configura que «existe em Aveiro, a par dum tecido empresarial muito relevante no contexto regional», uma «particular ligação desse tecido à Universidade de Aveiro». «Instalar aqui a Direcção Regional de Economia corresponde, assim, ao reconhecimento dessa vitalidade regional», sublinho Filipe Neto Brandão.
O governador civil saudou «vivamente» a decisão de Manuel Pinho, ministro da Economia, que «reconheceu a justeza das nossas pretensões tempestivamente transmitidas». Filipe Neto Brandão deixou, igualmente, uma «palavra de reconhecimento pelo papel do deputado Afonso Candal na sensibilização do Governo para a concretização desta medida». «Todos os aveirenses estão assim de parabéns, do mesmo modo que o estão a coesão do país e da própria região centro», concluiu.
Elisabete Rita: «Bastante útil» Para Elisabete Rita, directora-geral da Associação Industrial do Distrito de Aveiro, a relocalização da DRE Centro afigura-se «bastante útil» para as empresas da região, mas «peca por tardia». A medida vai proporcionar a «aproximação das entidades que tutelam e regem a actividade empresarial aos locais com maior dinamismo empresarial», afirmou, aguardando que o início da actividade da DRE em Aveiro decorra «muito em breve». A medida do Governo representa o «reconhecimento do dinamismo empresarial do distrito», declara Elisabete Rita, lembrando que Coimbra «não é o distrito com maior dinâmica industrial e empresarial» na zona centro do país.
Jorge Silva: «Tudo o que venha para cá é óptimo» Jorge Silva, presidente da Associação Comercial de Aveiro, frisa que «tudo o que venha para cá é óptimo», sugerindo que outros organismos sejam criados na região. «A vinda de um Tribunal do Comércio para Aveiro foi falada no tempo do Governo de Durão Barroso, mas o assunto depois adormeceu», acrescentou.
Borges Gouveia: «Reconhecimento que Aveiro é um pólo empresarial importante» Na opinião de Borges Gouveia, ex-vice-presidente do Conselho de Administração da Agência de Inovação e professor catedrático do Departamento de Economia e Gestão Industrial da Universidade de Aveiro (UA), o distrito tem um «conjunto de empresas muito significativo e de grande relevância», olhando por isso com bons olhos para a transferência da DRE. «Faz mais sentido estar em Aveiro do que em Coimbra», avalia, esperando que a mudança «possa reforçar os laços de apoio público» aos agentes económicos locais graças ao «regime de proximidade» que será assegurado. Para o docente da UA, trata-se do «reconhecimento que Aveiro é um pólo empresarial importante», podendo ser reforçada a «ligação» do Estado com o tecido empresarial. Mas adverte: «Muitas vezes, a administração em Portugal não é muito de ajuda…» edro Ferreira: «Contribuição de Aveiro para a economia do país»
Também Pedro Ferreira, vereador das Finanças da Câmara de Aveiro, fala em «reconhecimento» da «contribuição de Aveiro para a economia do país». «Temos muitos problemas de empresas que querem abrir no concelho e cujos problemas têm muitas vezes de ser resolvidos em Coimbra», vincou o autarca em declarações à rádio Aveiro FM.
Élio Maia: «Acto de justiça» e «prova de que a união resulta» Para Élio Maia, a vinda da Direcção Regional de Economia para Aveiro é um «acto de justiça para com todo o tecido empresarial aveirense e demonstra a dinâmica que as empresa de Aveiro têm no panorama nacional. O presidente da Câmara de Aveiro destaca que a escolha de Aveiro para albergar este organismo do Estado revela «os frutos» da união por uma causa. «Quando nos unimos todos em redor de um ideal, com objectivos definidos, ganhamos todos», sublinha acrescentando que «esta postura de união pode levar a que serviços que, durante muitos anos saíram de Aveiro, possam regressar» «Temos de continuar unidos nas grandes lutas como aconteceu neste caso», concluiu.
Deslocalização da DREC
Caros companheiros,
Como membro da Assembleia Intermunicipal do Pinhal Interior Norte, fui confrontado com uma moção apresentada e aprovada em Assembleia Municipal de Figueiró dos Vinhos por um membro daquele orgão (por sinal, eleito pelo Partido Socialista), a qual originou posteriormente uma petição online. O assunto prende-se com uma eventual (já decidida em Reunião de Conselho de Ministros no dia 21 de Janeiro) deslocalização da DREC de Coimbra para Aveiro.
Ora, tendo em conta o próprio texto que apresento abaixo, e considerando todas as implicações directas e indirectas que esta mudança acarreta, nomeadamente para o distrito de Leiria, venho por este meio apresentar-vos o endereço electrónico desta petição, a qual, após leitura cuidada, proponho que seja por todos vós assinada e divulgada. Porque nos influencia a todos; porque é mais uma politica errada, completamente descabida e sem fundamente algum, levada a cabo por parte deste governo, que à custa de mais uma tal REFORMA motivada por um "vamos mudar...está mal???não interessa...temos é de mudar alguma coisa" sem olhar a quê e a quem!
http://www.petitiononline.com/DREC/petition.html
Façam passar esta palavra! Façam ouvir as nossas vozes!
Façam chegar esta petição aos vossos concelhos, às vossas CPS's, aos vossos militantes!
Justinix e o Poleiro de Aveirix
E a vida não é fácil para Arturix, Helenix e Farelolix entricheirados de Energirium, Insdustrarium, Comercium e Qualidarium… Os tachos começam a faltar e Justinix não sabe como alimentar as suas tropas.
Mas, um acontecimento irá mudar para sempre a vida na pacata aldeia de Poleirix. O grande chefe Arturix decide pedir a sua reformix com o apoio do grande comandante Justinix. Com um plano muito bem organizado Arturix vai gozar a reformix e Helenix recebe a medalha de Poleirix da Lata, passando a comandar as forças de Qualidarium.
Como irão reagir os trabalhadorix? Alguns aceitarão integrar a Aldeia de Poleirix? A descobrir em próximos episódios de : Justinix e o Poleiro de Aveirix.
Decreto Regulamentar n.º 5/2009
MINISTÉRIO DA ECONOMIA E DA INOVAÇÃO
Decreto Regulamentar n.º 5/2009
de 3 de Março
O Decreto Regulamentar n.º 58/2007, de 27 de Abril,
aprovou a nova orgânica das direcções regionais da economia,
definindo a sua natureza, missão e atribuições, bem
como os respectivos órgãos.
O referido decreto regulamentar definiu ainda as áreas
de actuação de cada direcção regional da economia, sem,
contudo, identificar a sede de cada uma delas.
Considerando que a identificação das sedes dos serviços
públicos constitui um elemento informativo essencial para
o cidadão, independentemente de se tratar de serviços
ou organismos da administração directa do Estado ou da
administração indirecta, ou ainda de serviços centrais ou
descentralizados.
Assim, entende -se que o acto normativo que contém as
atribuições das direcções regionais da economia e a respectiva
área de actuação deve também conter a identificação
da localização da sua sede.
A importância de fazer constar a localização da
sede dos serviços dos respectivos diplomas orgânicos
acresce quando ocorre a alteração da localização da
sede. Considerando que a Direcção Regional da Economia
do Centro vai localizar a sua sede em concelho
diverso do actual, mais razões há a justificar a presente
iniciativa.
Deste modo, é alterado o Decreto Regulamentar
n.º 58/2007, de 27 de Abril, no sentido de contemplar,
para além das áreas geográficas de actuação, a localização
da sede de cada direcção regional da economia,
acompanhando, neste aspecto, a solução que foi adoptada,
em regra, pelas leis orgânicas aprovadas na sequência do
Programa para a Reestruturação da Administração Central
do Estado (PRACE).
Assim:
Ao abrigo do disposto no n.º 1 do artigo 24.º da Lei
n.º 4/2004, de 15 de Janeiro, e nos termos da alínea c)
do artigo 199.º da Constituição, o Governo decreta o seguinte:
Artigo único
Alteração ao Decreto Regulamentar n.º 58/2007, de 27 de Abril
O artigo 1.º do Decreto Regulamentar n.º 58/2007, de
27 de Abril, passa a ter a seguinte redacção:
«Artigo 1.º
[…]
1 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
2 — . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
a) Direcção Regional da Economia do Norte, com
sede no Porto;
b) Direcção Regional da Economia do Centro, com
sede em Aveiro;
c) Direcção Regional da Economia de Lisboa e Vale
do Tejo, com sede na Amadora;
d) Direcção Regional da Economia do Alentejo, com
sede em Évora;
e) Direcção Regional da Economia do Algarve, com
sede em Faro.»
Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 21 de
Janeiro de 2009. — José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa
— Fernando Teixeira dos Santos — Manuel António
Gomes de Almeida de Pinho.
Promulgado em 17 de Fevereiro de 2009.
Publique -se.
O Presidente da República, ANÍBAL CAVACO SILVA.
Referendado em 19 de Fevereiro de 2009.
O Primeiro -Ministro, José Sócrates Carvalho Pinto
de Sousa.
sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009
Comentário ao artigo "Aveiro rima com poleiro"
Pra se chegar ao poleiro
Requisitos são precisos
É necessário falar
Dispensamos os sorrisos
Saber estar também faz falta
Pra determinado lugar
Medir o que diz à malta
Para não dar que falar
Para chegar ao poder
Sem grande dificuldade
Basta não ser competente
E faltar com a verdade
Reunindo as condições
Cultivando a falsidade
Enganam-se trabalhadores
Omitindo a verdade
Se pra chegar ao poder
É necessário só isso
Não tem nada que saber
Assuma-se um compromisso
Mas para o xico espertismo
Existem armas fatais
Cuidado com o absentismo
Estas armas são legais
Também devo alertar
Para quem quer o poder
Procure não se atrasar
Sempre que tem que fazer.
Uma questão pertinente
Estranho que até à data...26 de Fevereiro de 2009...não consiga ter uma reacção pública do Director regional da Dre-centro. Sabemos que a comunicação social lhe deu, em diversas alturas oportunidades de falar. Sabemos que os trabalhadores pediram a sua assinatura na petição que têm online pela não deslocalização. Sabemos que a atitude reflecte a liderança...pelo que professamos que este estado de coisas só acontece pela não oposição, pela concordância e incentivo do Sr Dr Justino Pinto que não tem a coragem de dizer o que pensa ao publico que serve.
quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009
quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009
Transporte para os trabalhadores da DRE-Centro
Reportagem da RTP1 no dia de Greve da DRE-Centro
segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009
ANIET - Associação Nacional da Indústria Extractiva e Transformadora
http://www.box.net/shared/mx3tlg6eqp
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA PORTUGUESA
A/C; Ex.mo Sr. Presidente da República
Professor Aníbal Cavaco Silva
Palácio de Belém
Calçada da Ajuda
1349-022 Lisboa
Assunto: Pela permanência da DRE-Centro em Coimbra
Excelência,
A ANIET - Associação Nacional da Indústria Extractiva e Transformadora, que representa as Empresas do Sector das Rochas Ornamentais, Rochas Industriais e Minas, vem pela presente manifestar a sua indignação relativamente à eventual transferência da DREC - Direcção Regional de Economia do Centro para Aveiro.
É inegável o posicionamento geoestratégico que Coimbra assume na Região Centro.
Com efeito, desde 1993 todas as direcções de serviço desta Direcção Regional passaram a estar centralizadas no edifício onde hoje se encontram, construído de raiz para o efeito, dispondo actualmente de instalações próprias o que não sucederá em Aveiro.
Aveiro é um Distrito periférico em que nem todos os concelhos pertencem à área de actuação desta DRE. Acresce ainda o facto dos concelhos onde se localizam os sectores de actividade mais representativos pertencerem à área de actuação da DRE Norte.
Em contrapartida, não será demais lembrar que a área de actuação da DRE Centro vai até Santarém, e que tal mudança a colocaria completamente excêntrica, o que provocaria inúmeras desvantagens económicas e sociais para o Estado, para as empresas e ainda para os funcionários deste serviço que sempre se pautaram por um grande profissionalismo e com quem nos manifestamos solidários.
Por outro lado, as empresas vêem com benefício o facto de, ao se deslocarem a Coimbra, poderem resolver os seus assuntos na mesma cidade onde também se encontra a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.
Assim, por esta associação não entender os motivos lógicos que levaram a esta decisão, apelamos a VI Excelência se digne impedir tal transferência, o que para todos, se revelaria uma situação extremamente penosa.
Comos melhores cumprimentos,
Eduardo Cavaco
Presidente da Direcção
Jornal SOL de 21/02/2009
Trabalhadores da Direcção Regional de Economia de Coimbra criticam a transferência das instalações para Aveiro
A TRANSFERÊNCIA para Aveiro da sede da Direcção Regional de Economia (DRE), instalada em Coimbra num edificio do próprio Ministério, vai prejudicar 80% dos utilizadores dos serviços da DRE e tornar, pelo menos, duas ou três vezes mais cara a operação habitual desta entidade pública. A denúncia é feita pelos trabalhadores da Direcção Regional - cerca de 70 no total - que dizem, por isso, não entender os motivos que levaram o ministro da Economia, Manuel Pinho, a tomar esta decisão.
«Não há qualquer justificação ou razão lógica que possa fundamentar esta decisão», afirmam os trabalhadores num dos documentos com que têm estado a denunciar a situação, a que o SOL teve acesso. Nestes documentos, dizem ainda que o edifício onde neste momento a DRE de Coimbra se encontra tem custos zeros para o Ministério, enquanto que, em Aveiro, os serviços terão de ficar em instalações alugadas - que custam cerca de 15 mil euros por mês - ou num edificio pertencente ao Estado, mas que será necessário recuperar - o que implicará uma despesa da-ordem dos 500 mil euros. «É, pois, uma decisão que implicará avultados encargos para o erário público, especialmente relevantes no actual contexto de crise económica», dizem ainda os trabalhadores, no texto de uma petição colocada esta semana online.
Segundo contaram ao SOL, a transferência desta direcção regional de Coimbra para Aveiro foi uma promessa feita na campanha eleitoral por Manuel Pinho - que encabeçou a lista socialista pelo distrito de Aveiro nas últimas legislativas. Três anos passaram, no entanto, e a promessa parecia ter caído em saco roto. Até que, no final do mês passado, os funcionários da DRE de Coimbra são informados da aprovação de um decreto regulamentar, com data de 21 de Janeiro, que determina a transferência para Aveiro.
«A chefe de gabinete do senhor ministro veio cá há dias explicar-nos de que modo iam ser feitas as coisas e, quando lhe perguntámos os motivos porque foi decidido avançar com isto, ela respondeu-nos, apenas, que se tratou de uma ‘decisão política’, contou ao SOL um dos funcionários da DRE de Coimbra.
Entre outros argumentos para contestar a decisão, os trabalhadores dizem que 80% do volume de trabalho desta direcção regional tem a ver com concelhos a sul de Coimbra, enquanto apenas 20% do trabalho diz respeito a Aveiro - que, ainda por cima, fica apenas a 50 quilómetros das instalações da Direcção Regional de Economia do Norte.
Campeão das Províncias de 18/02/2009
Escrito por CP
18-Fev-2009
O titular da Direcção Regional de Economia (DRE) do Centro, Justino Pinto, declinou, em duas ocasiões, prestar esclarecimentos ao nosso Jornal a respeito da transferência da sede do organismo de Coimbra para Aveiro.
A 03 e a 10 de Fevereiro, através de correio electrónico, depois de falar com uma funcionária da DRE, o director-adjunto do “Campeão” interpelou Justino Pinto acerca de vários aspectos.
O nosso Jornal quis saber, por exemplo, se há cerca de 80 funcionários a deslocarem-se diariamente de Coimbra para Aveiro, implicando um encargo mensal aproximado a 5.000 euros, e se são necessárias obras no novo edifício, cujo custo é estimado em meio milhão de euros.
Também questionámos Justino Pinto sobre a legitimidade da alegada utilização de um carro do Estado para viajar de casa (em Espinho) para o local de trabalho e vice-versa e acerca da presumível qualidade de membro de uma Comissão Concelhia do PS.
Ao imputar “absoluta falta de sentido” à mudança da sede da DRE, o autarca Marcelo Nuno, ex-opositor do recém-eleito líder distrital social-democrata de Coimbra, disse ao “Campeão” que “há uma espécie de comprometimento de uma parte do PSD” [sobre o assunto].
“Se a sede da DRE tivesse ido para Leiria ou Viseu, Pedro Machado podia dizer que não gosta dos ares; mas, como ela foi para Aveiro, tem de estar calado, pois aceitou que lá fosse implantada a sede da entidade regional de turismo a que preside”, assinala Marcelo Nuno.
sábado, 21 de Fevereiro de 2009
RDP Antena 1
http://www.box.net/shared/k1rb1ziyu4
sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009
Nova Banda musical
Quando eu era rapazote
Dei o primeiro calote
Corrupção bem sucedida
Ganhei e gostei dela
E lá me atraquei a ela
P'ró resto da minha vida
Às vezes a uma pessoa
O suborno não perdoa
Faz bater o coração
Mas tenho grande vaidade
Em ser uma sumidade
Na arte do aldrabão
Sou Engenheiro
Dos Piratas companheiro
Dedicado embusteiro
Pequeno ladrão do povo
E governando
A idade vai chegando
Ai... O cabelo branqueando
E o Freeport é sempre novo
quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009
POEMA DA 'MENTE'
Mente de corpo e alma, completa/mente.
E mente de maneira tão pungente
Que a gente acha que ele, mente sincera/mente,
Mas que mente, sobretudo,
impune/mente...Indecente/mente.
E mente tão nacional/mente,
Que acha que mentindo história afora,
Nos vai enganar eterna/mente.
Diário de Coimbra - Fala o Leitor
SENHOR DIRECTOR, Os trabalhadores da Direcção Regional de Economia estão em luta contra a deslocalização deste organismo público para Aveiro.
É inacreditável que a cidade, nomeadamente a Câmara Municipal, Associação Comercial e Industrial, Clube de Empresários, Partidos Políticos e a população em geral, se alheiem desta situação que, por certo, traz graves consequências, não só para os trabalhadores que se manifestam contra da forma como podem, mas também para o Distrito em geral.
Esta cidade tem sido esvaziada de vários organismos públicos apenas para satisfazer caprichos dos senhores do poder central, colocando-os nos distritos pelos quais são eleitos, apenas para saldarem as suas dívidas para com os seus eleitores. Estas decisões, tomadas da forma como o são, não são decisões democráticas e, portanto, inaceitáveis num Estado de Direito. E o regabofe à portuguesa que, lamentavelmente, a cidade aceita, sem estrebuchar.
Espanta-me, sinceramente, o silêncio dos partidos políticos, que tomo como uma espera pelo facto consumado, para, então, se poderem apedrejar uns aos outros. Ou, então, já estão demasiado absorvidos na preparação das eleições, que se avizinham, e o tempo é-lhes curto para inventarem as artimanhas para tentarem justificar o injustificável. Os papalvos, que lhes aparem o jogo.
Partidos sim, estes políticos, não.
JÚLIO ROLO DOS SANTOS
COIMBRA
Diário As Beiras de 19/02/2009
Nas eleições de 2005, Manuel Pinho, candidato PS por Aveiro, prometeu a transferência da Direcção Regional da Economia do Centro para Aveiro. E a promessa parece cumprir-se, ao contrário de tantas outras.
Nas eleições de 2005, Manuel Pinho, candidato PS por Aveiro, prometeu a transferência da Direcção Regional da Economia do Centro de Coimbra para Aveiro. E a promessa parece cumprir-se, ao contrário de tantas outras. Pinho assim o quer, e notificou já os cerca de 70 trabalhadores. A deslocação desta direcção regional não tem qualquer lógica funcional e é bem representativa de um estilo de govemação de "quero, posso e mando". A direcção regional abrange os distritos de Viseu, Guarda, Coimbra, Castelo Branco, Leiria, o sul do distrito de Aveiro e Mação no distrito de Santarém. A parte norte do distrito de Aveiro, onde se localizam os sectores de actividade mais representativos do distrito, calçado, têxtil, moldes, confecções, pertence já à área da Direcção Regional do Norte. A nova sede em Aveiro localizar-se-á assim num dos extremos da zona abrangida, bem distante dos concelhos de Idanha-a-Nova, Vila Velha de Ródão, Vila de Rei, Porto de Mós ou Mação.
A deslocação dos técnicos em serviço externo trará muito mais despesas para o Estado. O edifício da actual sede, em Coimbra, construído de raiz em 1993, alberga, sem custos de rendas pois é do próprio ministério, os laboratórios de metrologia e os sectores de Energia, Combustíveis, indústria e Qualidade. Em Aveiro, as instalações terão um custo de mais de 15 mil euros por mês de renda e não oferecem as mesmas condições. Estima-se que a mudança dos meios logísticos para Aveiro custará mais de meio milhão de euros.
Empresários e autarcas do interior e das regiões a sul de Coimbra, profundamente preocupados, manifestam a sua oposição à suposta descentralização. Afirmam os empresários que quando se deslocam a esta direcção regional muitas vezes têm ainda de tratar diversos assuntos na CCDR em Coimbra. Agora, terão de ir a Aveiro e a Coimbra.
Os trabalhadores, informados apressadamente, verão os seus encargos mensais significativamente acrescidos com as despesas de transporte e queixam-se dos inesperados transtornos nas suas vidas familiares. Sentem-se indignados com o desrespeito de que são vítimas.
Pinho em campanha prometeu e quer cumprir, pena que não cumpra outras promessas. Esta promessa de Pinho seria uma anedota se não fosse dramática para os trabalhadores, péssima para empresários e autarcas e ruinosa em termos da gestão dos recursos públicos. O capricho despesista de Manuel Pinho em tempo de crise é muito mais que irresponsável.
Se os trabalhadores não estiverem com as reformas serão trucidados, sentenciava, em Outubro, o secretário de Estado da Administração Pública no encerramento de um congresso. O ministro Pinho não espera, toma a iniciativa. Trucida a eito para satisfazer um capricho eleitoral, agradando a clientelas políticas. Perde Coimbra. E perde Aveiro. Mas alguém ganhará...
Diário de Coimbra de 19/02/2009
Marcelo Nuno, vereador do PSD na Câmara de Coimbra, entende que a distrital do partido se devia ter pronunciado contra a decisão de transferência da Direcção Regional de Economia do Centro (DRE-Centro) para Aveiro. A propósito da manifestação de trabalhadores na segunda-feira, o social-democrata reiterou que «os cidadãos devem sempre lutar contra decisões que sejam tomadas ao arrepio de qualquer lógica e apenas guiadas por interesses pessoais» e lamentou que o principal partido de oposição ao Governo não tenha, em Coimbra, assumido uma posição firme de contestação. O autarca, que disputou a liderança da distrital do PSD com Pedro Machado – perdendo por apenas 86 votos –, diz ter alertado para estas questões já na campanha interna. «É mais uma direcção regional que foge para Aveiro. Mas o que é que o presidente vai dizer quando aconteceu o mesmo com a instituição a que preside», diz Marcelo Nuno, apontando para a Direcção Regional de Turismo, que também se mudará para Aveiro. «Estou a fazer uma constatação quando digo que se deviam ter pronunciado há mais tempo. Não o fizeram e continuam sem o fazer», declarou ao Diário de Coimbra.Entretanto, está a decorrer uma petição na internet (em http://www.petitiononline.com/DREC/petition.html) pela permanência da DRE-Centro em Coimbra, dirigida ao Presidente da República, ao primeiro-ministro e a vários ministros. Os subscritores invocam, entre outros motivos, o facto de todas as direcções de serviços – nos domínios da Indústria, Recursos Geológicos, Energia, Combustíveis, Comércio e Qualidade – estarem centralizadas num mesmo edifício, construído para o efeito, em contraponto à necessidade de pagamento de «renda de 15 mil euros por mês em Aveiro ou recuperação de um edifício com mais de 40 anos, com encargos estimados na ordem dos 500 mil».A não divulgação de «motivos/fundamentos na base da decisão», as «desvantagens económicas, financeiras e sociais para a região Centro», «o posicionamento geoestratégico de Coimbra» na região, os custos e o desgaste físico e psicológico dos cerca de 70 trabalhadores transferidos são algumas das questões levantadas na petição.O Diário de Coimbra tentou confrontar Pedro Machado com as críticas de Marcelo Nuno, o que não foi possível até à hora de fecho desta edição.
quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009
Reportagem da TVI
Beiras - Funcionários em autocarro levantam dúvidas ao executivo
Os vereadores Marcelo Nuno e Gouveia Monteiro mostraram-se contra o aluguer de um autocarro para transporte dos funcionários da DRE-Centro entre Coimbra e Aveiro.
O período antes da ordem do dia da reunião quinzenal do executivo municipal de Coimbra ficou marcado pelo protesto matinal dos funcionários da Direcção Regional de Economia do Centro (DRECentro). Nesse período, Carlos Encarnação já tinha deixado fortes críticas à medida em declarações à Antena 1. Na rádio pública, o presidente da Câmara considerou "estúpidos" os movimentos feitos pelo actual governo de deslocalização de delegações regionais. Carlos Encarnação referiu que a cidade "não tem culpa nenhuma de estar no sítio em que está: no centro da região Centro". Para o autarca, "é difícil de entender (a forma) como o ministro Manuel Pinho toma decisões destas". Na opinião de Carlos Encarnação, o titular da pasta da Economia “tem tomado algumas decisões em relação a Aveiro", confundindo "os cargos de cabeça-de-lista de uma força partidária por Aveiro e de ministro". "Quando assim acontece, nem o ministro sabe o que está a fazer nem o cabeça-de-lista sabe qual é a sua responsabilidade", afirmou.
Na parte da tarde, o vereador Marcelo Nuno considerou esta decisão de "incompreensível", já que "não tem o mínimo sentido levar (a sede) para um distrito que representa à volta de 20 por cento das solicitações desta direcção regional". A falta de fundamento é encontrada por parte do vereador no facto de saírem de "instalações construídas de raíz para instalações alugadas'". "É uma decisão sem o mínimo de fundamento e que prejudica não só os 80 funcionários como toda uma região, bem como representa um sinal enviesado da forma de gerir o país" disse Marcelo Nuno. O vereador e antigo líder da concelhia socialdemocrata afirmou ainda que está a ser estudado o aluguer de um autocarro para transporte dos funcionários, "o que vai custar seis mil euros/mês. Algo que é ridículo e ilustra bem a forma como alguns governantes se sentem no direito de tomar medidas que afectam toda a gente, apenas por conveniência política".
Do lado socialista, a vereadora Fátima Carvalho considerou de "irracional" a medida do Ministério da Economia. "É uma tristeza ver como estão a ser tomadas de forma leviana algumas decisões deste Governo", afirmou a sindicalista.
A deslocalização da CCDR?
A premunição partiu do independente Horácio Pina Prata. Segundo o vereador, a medida tomada pelo actual Governo socialista pode ser o princípio de uma decisão ainda mais grave: a deslocalizaçãa da comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC). Por outro lado, lamentou que a câmara não tenha "feito tudo o que deveria ter feito". "Deveria ter levantado a voz na altura certa e não agora", afirmou.
Coube a Victor Baptista fazer a defesa da decisão do Ministério da Economia. O deputado e vereador socialista voltou afrisar que Coimbra não está a ser prejudicada pelo actual Governo, já que "saíram quatro direcções regionais e entraram quatro". Mais: assegurou que a CCDR-C não sairá da cidade. "Coimbra vai manter-se como capital da região Centro na futura regionalização".
Sobre a deslocação dos funcionários para Aveiro, através de autocarro, Victor Baptista garantiu que irá questionar o ministro Manuel Pinho na Assembleia da República sobre essa possibilidade, bem como o destino que irá ser dado às actuais instalações na Quinta das Flores.
Noticia - Diário as Beiras de 17/02/2009
Trabalhadores manifestam-se na rua
OS TRABALHADORES da Direcção Regional de Economia do Centro fizeram greve e manifestaram-se na rua em protesto pela anunciada transferência da sede de Coimbra para Aveiro. A concentração e greve dos cerca de 80 trabalhadores que integram os serviços da DRE-Centro decorreu durante a manhã de ontem no exterior do edificio-sede, na tentativa de impedir a concretização da anunciada transferência, apontada para o final do corrente mês.
"Não há qualquer justificação, nem em números, nem em termos geográficos", sublinhou Marli Antunes, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro, aludindo à reduzida actividade dos serviços a partir de iniciativas de Aveiro, e à sua desconcentração no seio da Região Centro. No seu entendimento, "é com surpresa" a que se assiste a esta decisão do Governo, pois a DRE-Centro "está bem onde está", uma opinião corroborada no local pelos presidentes das câmaras de Coimbra e Batalha, respectivamente Carlos Encarnação e António Lucas, bem como pela vereadora da autarquia de Leiria, Neusa Magalhães.
Também António Lucas aludiu aos contratempos e aos custos que implicam a transferência para Aveiro, frisando haver uma duplicação da quilometragem para os empresários do seu município, e a obrigatoriedade de se deslocarem a Coimbra para obterem o licenciamento ambiental, e a Aveiro para o industrial. “Parece que foi um compromisso eleitoral. É uma decisão perfeitamente absurda”, sustentou Mari Antunes, realçando que uma parte do distrito de Aveiro integra já a Direcção Regional de Economia do Norte.
Por outro lado, considera que o "Estado está a dar um mau exemplo" num momento de contenção e de crise, devido aos encargos com a transferência, estimados em 500 mil euros, e também por ser obrigado em Aveiro a arrendar instalações quando em Coimbra ocupa um edificio próprio, edificado há cerca de 15 anos para acolher os serviços.
Marli Antunes acredita que, com a luta dos trabalhadores, será possível impedir esta decisão, que obriga a custos acrescidos com a deslocação diária para Aveiro, uma situação agravada pelos "salários baixos" praticados. Segundo dados apresentados na concentração, o distrito de Aveiro apenas contribui com 20 por cento para as actividades da Direcção Regional de Economia do Centro.
Reportagem da RTP
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=388090&tema=27
Diário de Coimbra - 17/02/2009
Executivo camarário fala em irracionalidade
A transferência da Direcção Regional de Economia do Centro (DRE-Centro) foi abordada na reunião do executivo camarário. Ontem, Marcelo Nuno disse tratar-se de “uma medida completamente irracional», até porque, referiu, “Vão deixar instalações próprias, construídas de raiz, para uma casa a pagar renda e a precisar de enormes obras de adaptação». «Admitem alugar autocarros para transportar os funcionários. É ridículo. São opções de conveniência política,”, criticou o vereador da maioria
«São custos adicionais significativos», sublinhou Gouveia Monteiro, antes de exemplificar: “É meio milhão de euros para as novas instalações, 50 a 60 mil euros por ano para o transporte de funcionários». “Onde está a crise?», perguntou o vereador da CDU, solicitando à autarquia para enviar o seu protesto a Manuel Pinho, ministro da Economia, contra a «irracionalidade» da decisão, sentimento partilhado por Fátima Carvalho, eleita pelo PS.
O vereador, agora independente, Pina Prata realçou o «passo extremamente grave», desejando que «o Governo não queira também deslocar a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro [CCDRC]». «O Plano Tecnológico é fundamental para este Governo e não se percebe a transferência. As pessoas podiam ficar em Coimbra, recorrendo a meios tecnológicos, em vez de alugarem autocarros,,, acrescentou Prata, considerando que “a Câmara não fez tudo o que devia ter feito».
Depois de Luís Providência, eleito pela maioria, ter dito tratar-se de um “processo político de esvaziamento que, qualquer dia, nos deixará apenas com os Hospitais da Universidade de Coimbra e a Universidade de Coimbra», Victor Baptista garantiu que “saem quatro direcções regionais e entram quatro novas», sendo que as que entram terão mais influência em relação ao investimento público do que a DRE-Centro». O líder da bancada socialista falou num «distrito de Aveiro mais dinâmico no campo empresarial», aceitando a mudança com a regionalização pretendida pelo Governo.
“A ideia que tinha era que não obrigaria à saída dos funcionários para Aveiro. Seria ilógico irem e voltarem, a não ser que tivessem uma compensação», admitiu o vereador do PS, assegurando que, enquanto deputado da Assembleia da República, vai «pedir esclarecimentos ao Governo se os funcionários vão para Aveiro», manifestando, ainda, não compreender que se gaste dinheiro com novas instalações. Por sua vez, João Rebelo sublinhou que, quando se começou a falar da deslocalização de serviços, a autarquia fez várias perguntas ao Governo sobre, por exemplo, os critérios utilizados.
Noticia do Diário de Coimbra de 17/02/2009
Trabalhadores da Direcção Regional de Economia não se conformam com mudança para um distrito que contribui apenas com 20% do serviço
Aurora Trigo é funcionária pública há 35 anos e desde 199o que exerce funções na Direcção Regional de Economia do Centro (DRE-Centro). Todos os dias faz a viagem de Vila Nova Poiares para Coimbra (e vice-versa), mas nem quer imaginar como vai ser a sua vida quando tiver de fazer um trajecto mais longo, até Aveiro. Como ela, mais cerca de 70 colegas estão em vias de ter de se deslocar, uma vez que o Governo decretou transferir o serviço para Aveiro, uma decisão que está a causar polémica.
Ontem de manhã, os trabalhadores, em greve, concentraram-se junto às instalações na Rua Câmara Pestana e contaram com o apoio dos presidentes da Câmara Municipal de Coimbra, da Batalha e de Penacova, de uma vereadora de Leiria, dos presidentes das juntas de freguesia de Santo António dos Olivais, Torres do Mondego e Santa Cruz, e a ainda de Francisco Queirós, do Partido Comunista Português.
Entre todos, a opinião é unânime: «nada justifica esta decisão».
Na opinião de Carlos Encarnação, «o país é que perde» com esta «decisão completamente estúpida». «O que está a acontecer é absolutamente inimaginável, é irracional e impossível de ser explicado», frisou o edil de Coimbra, acrescentando que se estão a «desperdiçar recursos» num momento particularmente dificil para o país.
É que, entre os vários argumentos contra a mudança para Aveiro há o facto de as instalações de Coimbra, construídas de raiz e inauguradas em 1993, pertencerem ao Ministério de Economia, enquanto que aquelas que deverão acolher a nova sede da DRE-Centro são alugadas. Em suma, explicou Marli Antunes, do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro, só os encargos com a transferência rondam os 500 mil euross.
Recorde-se que o primeiro-ministro chegou a dizer que a transferência não estava nos planos do Governo, vindo depois o detentor da "pasta" da Economia dizer o contrário, o que, segundo Carlos Encarnação, vem mostrar que os membros do executivo «não conversam ente si». Mais do que isso, Manuel Pinho «está a confundir o facto de ser cabeça de lista de um partido por Aveiro com o cargo de ministro», criticou
«Há coisas que são inexplicáveis», reforçou o autarca da Batalha realçando que haverá prejuízos vários para os empresários do distrito de Leiria, tal como também adiantou a vereadora da cidade do Liz, Neusa Magalhães.
«Vão para Aveiro, depois, para um licenciamento industrial precisam de um documento do Ambiente e vêm a Coimbra», com o trajecto a implicar nova viagem a Aveiro para completar o processo, exemplificou o autarca da Batalha, que apresentou os números de pedreiras existentes nos dois distritos: cerca de 90o em Leiria e aoo em Aveiro.
"Estão a desestruturar as nossas famílias"
Marli Antunes, do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro, não hesita em afirmar que a opção do Governo «é um mau exemplo», especialmente porque «nada tem a ver com a operacionalidade», mas com questões ,exclusivamente políticas». A dirigente sindical destaca também que Aveiro «só contribui com 20% para as actividades desta Direcção Regional».
O mesmo destacou Lopes Sousa, director do serviço de energia daquele organismo, realçando que 80% dos utentes «vão ter de fazer deslocações mais extensas», quando a parte «mais industrializada» de Aveiro está já afecta à Direcção Regional do Norte
Portanto, o cenário de mudança «é algo que considero perfeitamente incompreensível [... ] É uma medida injusta», frisou. «Precisávamos que nos dessem uma única explicação. Não encontramos qualquer motivo que justifique», continuou, relembrando que está em causa o primeiro organismo da administração central a receber certificação.
Aliás, Marli Antunes frisou também que a decisão é uma «surpresa», uma vez que os indicadores de que dispõe revelam «satisfação» pelos serviços prestados. Assim sendo, com a transferência apontada para breve - há quem fale no final do mês, mas outros comentários indicam «dois/ três meses» -, a dirigente sindical alerta que além dos utentes, os «prejuízos» acrescem pata os trabalhadores, cuja maioria vive em Coimbra, embora haja uma fatia de outros destinos, como a Figueira da Foz, Poiares e até dos do distrito de Pombal
«Ficam com muito menos disponibilidade para as tarefas. Ficam muito mais cansados», alerta Marli Antunes. Isso mesmo perspectiva Cândida Silva, de Alfarelos, descrente na possibilidade da Direcção Regional facultar transporte aos funcionários. Com o passe do comboio a ultrapassar os 100 euros por mês, fazer a viagem de carro é algo impensável, porque veria os gastos disparar.
Entre os funcionários abrangidos, há também casais. Questionam-se como vão fazer com os filhos. «Estão a desestruturar as nossas famflias», lamentava uma trabalhadora, indignada.
terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009
Petição - Pela Permanência da DRE-Centro em Coimbra
Exmo. Senhor Ministro das Finanças e da Administração Pública
Exmo. Senhor Ministro da Economia e da Inovação
Exmo. Senhor Ministro do Trabalho e da Solidariedade SocialExmo. Senhor Presidente da Câmara de Coimbra
Os cidadãos abaixo assinados manifestam a sua total oposição à eventual transferência da Direcção Regional da Economia do Centro (DRE-CENTRO) para Aveiro.
1. A DRE-CENTRO é um serviço periférico da administração directa do Estado, com sede em Coimbra, que representa o Ministério da Economia e da Inovação a nível regional nos domínios da Indústria, Recursos Geológicos, Energia, Combustíveis, Comércio e Qualidade.
2. Desde 1993 que, com esforço, todas as direcções de serviço da DRE-CENTRO passaram a estar centralizados no edifício em que hoje se encontram, o qual foi construído de raíz para o efeito. Ou seja, actualmente a DRE-CENTRO dispõe de instalações próprias a "custo zero", o que não irá suceder em Aveiro, onde se perspectiva, ou o arrendamento de novas instalações por cerca de 15.000€/mês, ou a recuperação de um edifício com mais de 40 anos, com encargos estimados na ordem dos 500.000€.
3. A indignação dos trabalhadores da DRE-CENTRO face à decisão de mudança já tomada em reunião de Conselho de Ministros do passado dia 21 de Janeiro é antes de mais, motivada pelo facto de, até à data, não terem sido transmitidos quais os motivos/fundamentos que estão na base dessa tomada de decisão pois, é inequívoco que a mesma acarretará inúmeras desvantagens económicas, financeiras e sociais para a Região Centro em particular, e para o País em geral.
4. É irrefutável o posicionamento geoestratégico que Coimbra assume na Região Centro. Em contrapartida, Aveiro é um Distrito periférico em que nem todos os concelhos pertencem à área de actuação desta DRE. Mais acresce que, os concelhos onde se localizam os sectores de actividade mais representativos desse distrito, como sejam, Espinho, S. João da Madeira, Oliveira de Azeméis, Vila da Feira, não pertencem à área de actuação da Direcção Regional da Economia do Centro, mas sim à área da Direcção Regional da Economia do Norte, cuja sede dista cerca de 60 Km de Aveiro.
5. É, por isso, pertinente afirmar que, para a grande maioria dos utentes da DRE-CENTRO (cerca de 80%), a transferência da sede para Aveiro irá em muitos processos obrigá-los a deslocarem-se simultaneamente a Coimbra e a Aveiro, afim de obterem os licenciamentos de um mesmo estabelecimento: Aveiro-DRE; Coimbra-CCDRC, Coimbra-Ambiente e Coimbra-Direcção de Serviços de Qualidade (que, segundo consta, por manifesta incapacidade prática de serem transferidos os Laboratórios, permanecerá em Coimbra nas actuais instalações) com todo o prejuízo que daí advém (mais tempo dispendido e maior despesa).
6. É ainda inegável que esta decisão implicará avultados encargos para o erário público, especialmente relevantes no actual contexto de crise económica: custos financeiros com as novas instalações, custos socio-económicos e financeiros com a transferência de meios físicos e humanos, bem como custos diários de exploração acrescidos. Para além de que a inoperacionalidade gerada com a eventual mudança, comprometerá os níveis de produtividade, eficiência e eficácia que sempre pautaram o desempenho deste organismo.
7. Não será possível ignorar e ficar indiferente, também, ao facto de setenta trabalhadores verem reduzidos os seus salários e orçamentos familiares, e ainda terem um muito maior desgaste físico e psicológico que não deixará de afectar o seu desempenho profissional, bem como o seu agregado familiar.
8. Donde, por todos os motivos aqui expostos, é legítimo concluir que não há objectividade e lógica funcional na descentralização da Direcção Regional da Economia do Centro para Aveiro, nem mais valia para os utentes, tendo em conta que a centralidade de Coimbra em relação aos concelhos que a Direcção Regional da Economia do Centro serve, é francamente mais favorável que Aveiro.
Assim, na expectativa de ainda estarmos a tempo de impedir a “destruição” de um serviço público de qualidade, reconhecido por todos aqueles que, de alguma forma, se relacionam com esta Direcção Regional e convictos que as razões, por ora, invocadas justificam a nossa luta, apelamos à participação de todos nesta causa através da assinatura da presente petição.
http://www.petitiononline.com/DREC/petition.html















































