quarta-feira, 27 de maio de 2009

Este já pode levar os jornalistas atrás.

Falar com os trabalhadores, na presença dos jornalistas, acerca da possível transformação da DRE-Centro em DRE-Norte/Sul , ai ai ai, foi proibido uma vez que poderia descambar num comicio politico.
Visitar escolas, centros de formação, etc, acompanhado pelos jornalistas só porque é do PS, tudo bem. Ele até é de Coimbra.

Vital Moreira em Bragança, Chaves e Vila Real
26-Mai-2009

A candidatura socialista ao Parlamento Europeu está hoje em Bragança, Chaves e Vila Real para um conjunto de iniciativas que passam por visitas a estabelecimentos de ensino, centros novas oportunidades, contactos com população e um debate.
O dia tem início pelas 9h15 com a visita às obras da Escola EB 2/3 Paulo Quintela e ao Centro Escolar do 1º ciclo em Bragança, seguindo-se uma conferência debate no Instituto Politécnico local.Pelas 12h30 o almoço decorre na cantina do Instituto Politécnico, em Bragança.
Às 16h00 Vital Moreira está no centro de Chaves onde visita pelas 16h30 o Centro de Formação Profissional.

VIVA a Liberdade.

REPRESSÃO DA LIBERDADE



REPRESSÃO DA LIBERDADE


O barramento da comunicação social que ocorreu na Direcção Regional do Centro no dia 26-05-2009 fez com que eu me lembrasse da ditadura de toda a minha vida enquanto criança e jovem.

Nasci e cresci nos Palácios dos Confusos, e só mais tarde, é que me apercebi da confusão que era aquela rua, isto porque, em todo o seu redor eram muitas as repúblicas de estudantes, e também a cantina da Associação Académica, enfim, em tempos conturbados só se ouvia gritos estudantis, fujam que vem aí a ramona (pide).

Na escola primária, as crianças apanhavam por ser burras (diziam os professores) e pobres,

Lembro-me que nos anos 60, aquando da luta dos estudantes os mesmos por vontade própria se fecharam no edifício da cantina, das muitas lutas travadas entre eles de dentro do edifício e a pide que tomava conta deles do lado de fora, lembro também, que havia um senhor que era pai de uma grande amiga que tomava conta deles, até achei que era uma pessoa importante, (ignorância).

O meu pai pertencia à classe metalúrgica, e como muitos se recordam, essa classe era classificada de COMUNISTAS (que horror), ele tinha muitos amigos que eram e ainda hoje são grandes lutadores apesar das suas idades, lembro também de quando ele ouvia a BBC, lá estava a pide a chatear o pobre do homem.
Recordo sem saudade as vezes que eu e minha mãe fomos visitar os amigos do meu pai quando estavam doentes ou internados, e lá estava a pide a controlar, porque o pobre do homem não o podia fazer, porque tinha 7 bocas para dar de comer.

Com 12 anos tive a felicidade de trabalhar numa grande livraria de Coimbra “Atlântida Editora”. Aí conheci grandes lutadores, progressistas liberalistas poetas escritores e também grandes fascistas, com apenas 12 anos comecei a saber o que era a liberdade de expressão (camuflada), senti muitas vezes olhares atentos ao que se fazia e dizia naquela livraria, lembro-me de quando a pide entrava em fúria na livraria a resgatar os livros que o então regime achava que não eram próprios de leitura.

Lembro também dos anos 69 das grandes lutas estudantis, vivi na pele essa luta, resgatei muitos estudantes que fugiam da polícia, deixando-os entrar na rua Ferreira Borges, com saída pela rua Fernandes Tomás.

Vem o 25 de Abril, que felicidade, já se podia tudo, confesso, que algumas pessoas não estavam preparadas para a liberdade, mas mesmo assim lá fomos andando.
Volvidos que são 35 anos do 25 de Abril, estamos de novo no fascismo, não podemos falar, não podemos gritar porque estamos amordaçados. No trabalho, a corrente mais corrente é o medo, medo de sermos mal classificados, de não progredirmos na carreira, medo dos próprios colegas que são autênticos pides (alguns), medo de ter medo.

Quanto a mim, aprendi a ter medo das sombras, mas não tenho medo do meu pensamento, viva a liberdade de expressão, viva a amizade entre homens e mulheres, viva a liberdade de pensamentos positivos, viva o 25 de Abril sempre.

Um abraço de liberdade para os que tiveram a paciência de lerem um pouco da minha história.
MJA

terça-feira, 26 de maio de 2009

Jornalistas...não. Big Brother...sim

Espie 24 horas ao vivo tudo o que acontece na casa mais vigiada do ministro Pinho.

Big brother… brevemente num monitor perto, ok, pertinho de si.

JN - Eleições Europeias

Ilda Figueiredo ficou à porta
por Miguel Marujo

Gabinete de Pinho proíbe jornalistas de assistirem a encontro da CDU com trabalhadores da Direcção Regional de Economia do Centro.

Prometia ser uma discreta acção de campanha, esta manhã, em Coimbra, mas acabou num incidente que a candidatura da CDU aproveitou politicamente.

O encontro de Ilda Figueiredo com dirigentes sindicais e trabalhadores da Direcção Regional de Economia (DRE) realizou-se na rua, à porta deste serviço do Ministério de Manuel Pinho, cujo gabinete deu instruções directas para que os jornalistas ficassem de fora.

“Esta reunião pode ser feita com trabalhadores, mas sem a presença de jornalistas”, confirmou Justino Pinto, director regional. “Para evitar que se transforme num comício”, justificou-se.

Já fora, Ilda Figueiredo não deixou escapar a oportunidade: “Estou indignada. Não sei o que o senhor ministro tem a esconder, ele sabe, eu não”, insistiu a cabeça de lista da coligação.

A CDU quis visitar a DRE do Centro para contestar a decisão do Governo em deslocalizar os serviços para Aveiro.

Os trabalhadores acusam o Ministério da Economia de nada lhes dizer sobre o seu futuro.
“A resposta à nossa deslocalização não vem com a mesma celeridade” que a ordem de deixar os jornalistas na rua, acusou Margarida Machado, delegada sindical.

Comentário: É a chamada "Lei da Rolha".

Quem está a falar verdade?

Reportagem TSF

Entretanto, uma fonte do Ministério da Economia negou a versão do Director Regional de Economia do Centro, ao garantir que não existiu qualquer proibição.

Esta fonte indicou, contudo, que este é apenas um princípio que impede que qualquer partido use instituições do Estado para fazer campanha.


Comentário: Proibir a candidata ao Parlamento Europeu de trocar ideias com os trabalhadores sobre a possível transferência deste serviço para Aveiro, é considerado campanha. A mesma conversa entre a candidata e o director Regional de Economia do Centro é considerado escutar a verdade dos factos ( de um dos lados, é claro). Sem mais comentários.

Deve ser para rir!

Depois do que sucedeu na DRE-Centro com os jornalistas só dá vontade de rir (ou de chorar... de vergonha).

Manuel Pinho - As salas são minhas!



É esta a justificação que dá Justino Pinto, Director Regional do Ministério da Economia dirigido por Manuel Pinho, para proibir a entrada nas instalações aos jornalistas que pretendiam assistir (em trabalho) ao encontro da candidata Ilda Figueiredo com trabalhadores da Direcção Regional de Economia do Centro, em Coimbra.

Tal como o dinheiro com que a Câmara do Porto fez há semanas umas obras num bairro social e que a candidata do PS às Europeias e ao mesmo tempo à autarquia daquela cidade (Elisa Ferreira), diz ser dinheiro do Governo e do PS, também agora passam a ser do PS as instalações e edifícios públicos pelo país fora.

A menos que a proibição, como desconfia (e bem) Ilda Figueiredo, seja só para acções de campanha da CDU. Aí então... estaria tudo dentro da “normalidade”.

E assim vamos…

Ministério da Economia proíbe jornalistas de assistir a acção da CDU

Jornal Público
26.05.2009 - 13h28 Graça Barbosa Ribeiro


A deputada e candidata ao Parlamento Europeu pela CDU, Ilda Figueiredo, manifestou-se hoje “indignada” com o facto de o Gabinete do ministro da Economia ter dado instruções para que não fosse permitido aos representantes da comunicação social assistirem ao encontro entre elementos da candidatura e representantes dos trabalhadores no interior do edifício da Direcção Regional de Economia do Centro, em Coimbra.

“O PS não é dono destas instalações, não é dono do património público”, criticou Ilda Figueiredo, que prometeu ficar “muito atenta ao que se irá passar com as outras candidaturas”, durante a campanha eleitoral, para verificar “se se trata ou não de um caso gravíssimo de discriminação da CDU”.

Já no espaço exterior do edifício, onde ouviu as preocupações dos trabalhadores face à decisão de transferência da sede da direcção regional para Aveiro, a deputada questionou:

“De que é que o ministro da Economia tem medo? O que é que não quer que seja revelado, para impedir a presença, no interior, da comunicação social?”

Os jornalistas já estavam no anfiteatro onde deveria ter decorrido a reunião de Ilda Figueiredo com delegados sindicais e outros representantes dos trabalhadores (esse, sim, autorizado pelo ministério) quando o director regional, Justino Pinto, justificou a decisão.

“O Ministério não autorizou a presença dos senhores jornalistas por entender que este encontro se poderia transformar numa espécie de comício”, disse.
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Sem Magalhães não há nada para ninguém!


A luta continua, neste estado que dizem democrático

TSF

Campanha do PCP com ligeiro incidente em Coimbra
Hoje às 13:36

A acção de campanha do PCP agendada para esta terça-feira teve um pequeno incidente. A cabeça-de-lista Ilda Figueiredo ficou indignada com o facto de o Ministério da Economia não ter autorizado a presença de jornalistas numa reunião com dirigentes sindicais, que assim acabou por ser feita na rua.

Ilda Figueiredo tinha uma reunião marcada com o director Regional de Economia do Centro, seguindo-se outra com os trabalhadores e dirigentes sindicais.

O Ministério da Economia não autorizou a presença dos jornalistas no segundo encontro e Ilda Figueiredo resolveu a situação fazendo a reunião no exterior do edifício.

Os jornalistas já sabiam que o primeiro encontro, entre a candidata e Justino Pinto, seria à porta fechada. Mas depois haveria uma reunião com os trabalhadores e com os dirigentes sindicais aberta à comunicação social.

Os jornalistas foram encaminhados para um auditório para assistir ao encontro, mas foi-lhes dito que teriam de sair porque o Ministério da Economia não autorizava a presença dos jornalistas nestas instalações, alegando que não queria que esta reunião se transformasse num comício político.

Ilda Figueiredo não se conformou com esta situação, classificando-a de «inaceitável» e sugeriu aos dirigentes sindicais e aos trabalhadores que se juntassem do lado de fora do edifício para que os jornalista pudessem acompanhar a conversa.

A reunião aconteceu, desta forma, da parte de fora do edifício. A candidata ao Parlamento Europeu trocou ideias com os dirigentes sobre a possível transferência deste serviço para Aveiro, o que terá sido também o tema de conversa entre a candidata e o director Regional de Economia do Centro.

Impedida a entrada de jornalistas na DRE-Centro

RTP 1

Candidata da CDU impedida de reunir-se com funcionários públicos perante jornalistas

A campanha de Ilda Figueiredo sofreu um imprevisto, esta manhã, em Coimbra, porque o encontro com os trabalhadores da direcção regional de Economia do Centro não poderia realizar-se na frente de jornalistas.
A candidata acusa o Governo de estar a discriminar a CDU.
2009-05-26 13:51:21

http://tv1.rtp.pt/noticias/?headline=20&visual=9&tm=9&t=Candidata-da-CDU-impedida-de-reunir-se-com-funcionarios-publicos-perante-jornalistas.rtp&article=222227

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro

Posição das Autarquias Locais sobre a Direcção Regional de Economia do Centro

http://www.box.net/shared/n62v4b9xva