quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Poleiro disponível


Diário As Beiras - 15 de Dezembro de 2009
Raquel Mesquita

ECONOMIA – Director Regional do Centro de saída
Nem Coimbra… nem Aveiro

Justino Pinto assumiu funções, ainda funcionava a sede em Coimbra. Entretanto, mudou-se para Aveiro. Muda o ministro e o director não foi reconduzido ao cargo. A transferência dos serviços de Economia volta a ser alvo de críticas.

Durante pouco mais de cinco meses, diariamente, três trabalhadores da Direcção Regional de Economia do Centro (DRE-Centro) partiam para Aveiro. A explicação é simples: a sede da DRE-Centro, agora a funcionar na cidade da ria, exigia a mudança… pelo menos durante as horas de serviço. Porém, esta rotina – que nunca agradou aos trabalhadores transferidos, (alguns ainda não receberam as ajudas de custo) – acabou. Sim, pelo menos por enquanto. Desde sexta-feira passada, 11 de Dezembro, que os três trabalhadores deslocados deixaram de ir para Aveiro. Explicação? O director da DRE-Centro, Justino Pinto, não foi reconduzido ao cargo. E porque foi demitido, ele determinou que o próximo decidisse o destino dos trabalhadores. Palavras de Margarida Machado, funcionária da DRE-Centro, proferidas, ontem, durante uma reunião com o Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública e com a deputada do PCP, Rita Rato.

Estes são os factos mais recentes. Contudo, há mais. Desde o dia 1 de Julho que muito mudou na DREC-Centro. Os trabalhadores falam de quebra de produtividade e que o trabalho em Coimbra foi prejudicado. Basicamente, o funcionamento dos serviços de Economia, nas antigas instalações da Administração Regional de Saúde do Centro, em Aveiro, não agradam. E se no início foram cedidas a custo zero, agora paga-se uma renda mensal. Pior: os trabalhadores falam da falta de espaço – o serviço funciona em 350 m2 – e apontam o dedo ainda ao facto de os processos terem que ser terminados em Coimbra, onde estão os arquivos e todo o material necessário, afirma Maria de Jesus Assunção, também ela funcionária da DREC-Centro. Outro dado, seis pessoas atendidas. É este o balanço do número de atendimentos efectuados desde a mudança efectuada em Julho.

Mudança contestada
O sindicato nunca aceitou as alterações. Aliás, desde o início que as contestaram e pediram audiências com o ministro da Economia e com os deputados eleitos pelo círculo eleitoral de Coimbra. Nada. Continuamos por ser recebidos. Este governante revela pouca postura de Estado quando nem sequer acusa recepção do ofício, explica Marli Antunes do sindicato. A deputada do PCP, Rita Rato, diz-se solidária e fala em decisões político-partidárias. Quanto a soluções, a opinião é unânime: revogar decisões e mudar a sede de Aveiro, novamente para Coimbra. Espera. Ninguém sabe o futuro da DREC-Centro. Se uns desconfiam da demissão de Justino Pinto, outros vêem esperança. José Manuel, do sindicato, pensa numa mudança da agulha. Em outras palavras, talvez se vá criar uma delegação em Aveiro, e a sede em Coimbra.
Ministério da Economia confirma saída de Justino Pinto
Novo Governo, novo ministro, logo, novos directores regionais. Existem cinco direcções regionais de economia, e quanto a alterações, com a tomada de posse do ministro Vieira da Silva, Justino Pinto não foi reconduzido ao cargo, disse fonte do gabinete de imprensa do Ministério da Economia e Inovação. Quanto a nomes, o futuro director do DREC-Centro ainda não é conhecido. Contactado pelo DIÁRIO AS BEIRAS, Justino Pinto, confirma que de acordo com a legislação em vigor, não foi reconduzido ao cargo, sendo certo que os restantes cinco directores foram.

Sem comentários:

Enviar um comentário