segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Jornal SOL de 21/02/2009

Ministro acusado de decisão 'irracional'


Trabalhadores da Direcção Regional de Economia de Coimbra criticam a transferência das instalações para Aveiro

A TRANSFERÊNCIA para Aveiro da sede da Direcção Regional de Economia (DRE), instalada em Coimbra num edifi­cio do próprio Ministério, vai prejudicar 80% dos utilizadores dos serviços da DRE e tornar, pelo menos, duas ou três vezes mais cara a operação habitual desta en­tidade pública. A denúncia é feita pelos trabalhadores da Direcção Regional - cerca de 70 no total - que dizem, por isso, não entender os motivos que levaram o ministro da Economia, Manuel Pinho, a tomar esta decisão.
«Não há qualquer justificação ou ra­zão lógica que possa fundamentar esta decisão», afirmam os trabalhadores num dos documentos com que têm estado a de­nunciar a situação, a que o SOL teve acesso. Nestes documentos, dizem ainda que o edifício onde neste momento a DRE de Coimbra se encontra tem custos zeros para o Ministério, enquanto que, em Avei­ro, os serviços terão de ficar em instala­ções alugadas - que custam cerca de 15 mil euros por mês - ou num edificio per­tencente ao Estado, mas que será neces­sário recuperar - o que implicará uma despesa da-ordem dos 500 mil euros. «É, pois, uma decisão que implicará avul­tados encargos para o erário público, especialmente relevantes no actual contexto de crise económica», dizem ainda os trabalhadores, no texto de uma petição colocada esta semana online.
Segundo contaram ao SOL, a transfe­rência desta direcção regional de Coim­bra para Aveiro foi uma promessa feita na campanha eleitoral por Manuel Pinho - que encabeçou a lista socialista pelo distrito de Aveiro nas últimas legislativas. Três anos passaram, no entanto, e a pro­messa parecia ter caído em saco roto. Até que, no final do mês passado, os funcio­nários da DRE de Coimbra são informados da aprovação de um decreto regula­mentar, com data de 21 de Janeiro, que determina a transferência para Aveiro.
«A chefe de gabinete do senhor mi­nistro veio cá há dias explicar-nos de que modo iam ser feitas as coisas e, quando lhe perguntámos os motivos porque foi decidido avançar com isto, ela respondeu-nos, apenas, que se tratou de uma ‘decisão política’, contou ao SOL um dos funcionários da DRE de Coimbra.
Entre outros argumentos para contes­tar a decisão, os trabalhadores dizem que 80% do volume de trabalho desta direc­ção regional tem a ver com concelhos a sul de Coimbra, enquanto apenas 20% do trabalho diz respeito a Aveiro - que, ainda por cima, fica apenas a 50 quiló­metros das instalações da Direcção Re­gional de Economia do Norte.

1 comentário:

  1. Ninguém dá, de facto, o que não tem. Esperar qualquer abordagem racional por parte do governo nesta matéria é esperar algo que ele não tem para dar.
    Para obter o poder mentiram. Afirmaram que não subiriam os impostos...mais tarde, com a desculpa de que quem mentiu foram os outros e que afinal o deficit era superior aos 4,5 de que eles tinham conhecimento, aumentaram os impostos...mas o deficit foi descendo...descendo...abaixo dos 4....dos 3...e os impostos não desceram, isto é, mentiram deliberadamente. Sobre a mentira erigiram este pseudo estado de direito.Não podemos esperar assim qualquer decisão racional e verdadeira...e não sejamos injustos...eles até só querem o nosso bem...

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