Ministro acusado de decisão 'irracional'
Trabalhadores da Direcção Regional de Economia de Coimbra criticam a transferência das instalações para Aveiro
A TRANSFERÊNCIA para Aveiro da sede da Direcção Regional de Economia (DRE), instalada em Coimbra num edificio do próprio Ministério, vai prejudicar 80% dos utilizadores dos serviços da DRE e tornar, pelo menos, duas ou três vezes mais cara a operação habitual desta entidade pública. A denúncia é feita pelos trabalhadores da Direcção Regional - cerca de 70 no total - que dizem, por isso, não entender os motivos que levaram o ministro da Economia, Manuel Pinho, a tomar esta decisão.
«Não há qualquer justificação ou razão lógica que possa fundamentar esta decisão», afirmam os trabalhadores num dos documentos com que têm estado a denunciar a situação, a que o SOL teve acesso. Nestes documentos, dizem ainda que o edifício onde neste momento a DRE de Coimbra se encontra tem custos zeros para o Ministério, enquanto que, em Aveiro, os serviços terão de ficar em instalações alugadas - que custam cerca de 15 mil euros por mês - ou num edificio pertencente ao Estado, mas que será necessário recuperar - o que implicará uma despesa da-ordem dos 500 mil euros. «É, pois, uma decisão que implicará avultados encargos para o erário público, especialmente relevantes no actual contexto de crise económica», dizem ainda os trabalhadores, no texto de uma petição colocada esta semana online.
Segundo contaram ao SOL, a transferência desta direcção regional de Coimbra para Aveiro foi uma promessa feita na campanha eleitoral por Manuel Pinho - que encabeçou a lista socialista pelo distrito de Aveiro nas últimas legislativas. Três anos passaram, no entanto, e a promessa parecia ter caído em saco roto. Até que, no final do mês passado, os funcionários da DRE de Coimbra são informados da aprovação de um decreto regulamentar, com data de 21 de Janeiro, que determina a transferência para Aveiro.
«A chefe de gabinete do senhor ministro veio cá há dias explicar-nos de que modo iam ser feitas as coisas e, quando lhe perguntámos os motivos porque foi decidido avançar com isto, ela respondeu-nos, apenas, que se tratou de uma ‘decisão política’, contou ao SOL um dos funcionários da DRE de Coimbra.
Entre outros argumentos para contestar a decisão, os trabalhadores dizem que 80% do volume de trabalho desta direcção regional tem a ver com concelhos a sul de Coimbra, enquanto apenas 20% do trabalho diz respeito a Aveiro - que, ainda por cima, fica apenas a 50 quilómetros das instalações da Direcção Regional de Economia do Norte.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
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Ninguém dá, de facto, o que não tem. Esperar qualquer abordagem racional por parte do governo nesta matéria é esperar algo que ele não tem para dar.
ResponderEliminarPara obter o poder mentiram. Afirmaram que não subiriam os impostos...mais tarde, com a desculpa de que quem mentiu foram os outros e que afinal o deficit era superior aos 4,5 de que eles tinham conhecimento, aumentaram os impostos...mas o deficit foi descendo...descendo...abaixo dos 4....dos 3...e os impostos não desceram, isto é, mentiram deliberadamente. Sobre a mentira erigiram este pseudo estado de direito.Não podemos esperar assim qualquer decisão racional e verdadeira...e não sejamos injustos...eles até só querem o nosso bem...