“Onde está a crise?”
Executivo camarário fala em irracionalidade
A transferência da Direcção Regional de Economia do Centro (DRE-Centro) foi abordada na reunião do executivo camarário. Ontem, Marcelo Nuno disse tratar-se de “uma medida completamente irracional», até porque, referiu, “Vão deixar instalações próprias, construídas de raiz, para uma casa a pagar renda e a precisar de enormes obras de adaptação». «Admitem alugar autocarros para transportar os funcionários. É ridículo. São opções de conveniência política,”, criticou o vereador da maioria
«São custos adicionais significativos», sublinhou Gouveia Monteiro, antes de exemplificar: “É meio milhão de euros para as novas instalações, 50 a 60 mil euros por ano para o transporte de funcionários». “Onde está a crise?», perguntou o vereador da CDU, solicitando à autarquia para enviar o seu protesto a Manuel Pinho, ministro da Economia, contra a «irracionalidade» da decisão, sentimento partilhado por Fátima Carvalho, eleita pelo PS.
O vereador, agora independente, Pina Prata realçou o «passo extremamente grave», desejando que «o Governo não queira também deslocar a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro [CCDRC]». «O Plano Tecnológico é fundamental para este Governo e não se percebe a transferência. As pessoas podiam ficar em Coimbra, recorrendo a meios tecnológicos, em vez de alugarem autocarros,,, acrescentou Prata, considerando que “a Câmara não fez tudo o que devia ter feito».
Depois de Luís Providência, eleito pela maioria, ter dito tratar-se de um “processo político de esvaziamento que, qualquer dia, nos deixará apenas com os Hospitais da Universidade de Coimbra e a Universidade de Coimbra», Victor Baptista garantiu que “saem quatro direcções regionais e entram quatro novas», sendo que as que entram terão mais influência em relação ao investimento público do que a DRE-Centro». O líder da bancada socialista falou num «distrito de Aveiro mais dinâmico no campo empresarial», aceitando a mudança com a regionalização pretendida pelo Governo.
“A ideia que tinha era que não obrigaria à saída dos funcionários para Aveiro. Seria ilógico irem e voltarem, a não ser que tivessem uma compensação», admitiu o vereador do PS, assegurando que, enquanto deputado da Assembleia da República, vai «pedir esclarecimentos ao Governo se os funcionários vão para Aveiro», manifestando, ainda, não compreender que se gaste dinheiro com novas instalações. Por sua vez, João Rebelo sublinhou que, quando se começou a falar da deslocalização de serviços, a autarquia fez várias perguntas ao Governo sobre, por exemplo, os critérios utilizados.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Possivelmente mudar-se-ia só a placa da DRE, e colocava-se uma seta: 62 Km!...
ResponderEliminarÉ isto...falam presidentes de câmara, vereadores, deputados, trabalhadores, falam os da oposição, falam os do governo, falam os sindicatos, os empresários, fala o cidadão comum....alguém sabe a opinião do director da Dre-centro Sr.Dr.Justino Pinto?...Será que a Dre-centro não tem um director com ideias próprias, com orientações para o regular e optimizado funcionamento da instituição que lhe cabe orientar?...afinal, e peço se alguém souber a resposta que aqui ponha, o Sr. Dr. Justino Pinto é a favor ou contra a deslocalização da Dre-centro para Aveiro?
ResponderEliminarEstá ou não ao lado dos seus funcionários?
Tem medo de falar ou é outra a razão que o mantém calado...não é seu dever para com o tecido empresarial da região centro, para com os seus funcionários esclarecer qual a sua posição?
Estará convencido que conseguirá agradar a gregos e troianos?...
Todos falam...quem sabe também o silêncio de alguns diga muito...