quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Diário de Coimbra - 17/02/2009

“Onde está a crise?”

Executivo camarário fala em irracionalidade

A transferência da Direcção Regional de Economia do Centro (DRE-Centro) foi abordada na reunião do executivo camarário. Ontem, Marcelo Nuno disse tra­tar-se de “uma medida comple­tamente irracional», até porque, referiu, “Vão deixar instalações próprias, construídas de raiz, para uma casa a pagar renda e a precisar de enormes obras de adaptação». «Admitem alugar autocarros para transportar os funcionários. É ridículo. São opções de conveniência política,”, criticou o vereador da maioria
«São custos adicionais signifi­cativos», sublinhou Gouveia Monteiro, antes de exemplificar: “É meio milhão de euros para as novas instalações, 50 a 60 mil eu­ros por ano para o transporte de funcionários». “Onde está a cri­se?», perguntou o vereador da CDU, solicitando à autarquia para enviar o seu protesto a Manuel Pinho, ministro da Economia, contra a «irracionalidade» da de­cisão, sentimento partilhado por Fátima Carvalho, eleita pelo PS.
O vereador, agora indepen­dente, Pina Prata realçou o «pas­so extremamente grave», dese­jando que «o Governo não queira também deslocar a Comissão de Coordenação e Desenvolvi­mento Regional do Centro [CCDRC]». «O Plano Tecnológico é fundamental para este Governo e não se percebe a transferência. As pessoas podiam ficar em Coimbra, recorrendo a meios tec­nológicos, em vez de alugarem autocarros,,, acrescentou Prata, considerando que “a Câmara não fez tudo o que devia ter feito».
Depois de Luís Providência, eleito pela maioria, ter dito tratar­-se de um “processo político de esvaziamento que, qualquer dia, nos deixará apenas com os Hos­pitais da Universidade de Coim­bra e a Universidade de Coim­bra», Victor Baptista garantiu que “saem quatro direcções regi­onais e entram quatro novas», sendo que as que entram terão mais influência em relação ao investimento público do que a DRE-Centro». O líder da bancada socialista falou num «distrito de Aveiro mais dinâmico no campo empresarial», aceitando a mu­dança com a regionalização pre­tendida pelo Governo.
A ideia que tinha era que não obrigaria à saída dos funcio­nários para Aveiro. Seria ilógico irem e voltarem, a não ser que tivessem uma compensação», admitiu o vereador do PS, asse­gurando que, enquanto deputa­do da Assembleia da República, vai «pedir esclarecimentos ao Governo se os funcionários vão para Aveiro», manifestando, ainda, não compreender que se gaste dinheiro com novas insta­lações. Por sua vez, João Rebelo sublinhou que, quando se começou a falar da deslocaliza­ção de serviços, a autarquia fez várias perguntas ao Governo sobre, por exemplo, os critérios utilizados.

2 comentários:

  1. Possivelmente mudar-se-ia só a placa da DRE, e colocava-se uma seta: 62 Km!...

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  2. É isto...falam presidentes de câmara, vereadores, deputados, trabalhadores, falam os da oposição, falam os do governo, falam os sindicatos, os empresários, fala o cidadão comum....alguém sabe a opinião do director da Dre-centro Sr.Dr.Justino Pinto?...Será que a Dre-centro não tem um director com ideias próprias, com orientações para o regular e optimizado funcionamento da instituição que lhe cabe orientar?...afinal, e peço se alguém souber a resposta que aqui ponha, o Sr. Dr. Justino Pinto é a favor ou contra a deslocalização da Dre-centro para Aveiro?
    Está ou não ao lado dos seus funcionários?
    Tem medo de falar ou é outra a razão que o mantém calado...não é seu dever para com o tecido empresarial da região centro, para com os seus funcionários esclarecer qual a sua posição?
    Estará convencido que conseguirá agradar a gregos e troianos?...
    Todos falam...quem sabe também o silêncio de alguns diga muito...

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