PROTESTO
Trabalhadores manifestam-se na rua
OS TRABALHADORES da Direcção Regional de Economia do Centro fizeram greve e manifestaram-se na rua em protesto pela anunciada transferência da sede de Coimbra para Aveiro. A concentração e greve dos cerca de 80 trabalhadores que integram os serviços da DRE-Centro decorreu durante a manhã de ontem no exterior do edificio-sede, na tentativa de impedir a concretização da anunciada transferência, apontada para o final do corrente mês.
"Não há qualquer justificação, nem em números, nem em termos geográficos", sublinhou Marli Antunes, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública do Centro, aludindo à reduzida actividade dos serviços a partir de iniciativas de Aveiro, e à sua desconcentração no seio da Região Centro. No seu entendimento, "é com surpresa" a que se assiste a esta decisão do Governo, pois a DRE-Centro "está bem onde está", uma opinião corroborada no local pelos presidentes das câmaras de Coimbra e Batalha, respectivamente Carlos Encarnação e António Lucas, bem como pela vereadora da autarquia de Leiria, Neusa Magalhães.
Também António Lucas aludiu aos contratempos e aos custos que implicam a transferência para Aveiro, frisando haver uma duplicação da quilometragem para os empresários do seu município, e a obrigatoriedade de se deslocarem a Coimbra para obterem o licenciamento ambiental, e a Aveiro para o industrial. “Parece que foi um compromisso eleitoral. É uma decisão perfeitamente absurda”, sustentou Mari Antunes, realçando que uma parte do distrito de Aveiro integra já a Direcção Regional de Economia do Norte.
Por outro lado, considera que o "Estado está a dar um mau exemplo" num momento de contenção e de crise, devido aos encargos com a transferência, estimados em 500 mil euros, e também por ser obrigado em Aveiro a arrendar instalações quando em Coimbra ocupa um edificio próprio, edificado há cerca de 15 anos para acolher os serviços.
Marli Antunes acredita que, com a luta dos trabalhadores, será possível impedir esta decisão, que obriga a custos acrescidos com a deslocação diária para Aveiro, uma situação agravada pelos "salários baixos" praticados. Segundo dados apresentados na concentração, o distrito de Aveiro apenas contribui com 20 por cento para as actividades da Direcção Regional de Economia do Centro.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
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Ou seja, a razão está do lado dos trabalhadores. Porque insiste então o Ministro?...porque conta que os trabalhadores desistam, tenham medo, sucumbam à coacção de ter de dar de comer aos filhos, caiam na tentação de que não vale a pena, que sofrerão as consequências da sua ousadia...mas como dizia Manuel alegre:
ResponderEliminar"Eu estava na cadeia em Maio de 1963. Tinha aprendido a solidão. Tinha aprendido que se pode gritar com todas as nossas forças quando se acorda a meio da noite com um grito na cabeça e um rato (talvez o medo?), roendo-nos o estômago, que ninguém, ninguém virá repor a paz dentro de nós. E, então, é a altura de saber se as traves mestras dum homem resistirão. Pois só a tua voz, amigo, responderá ao teu apelo torturado na noite. E, nessa hora (a mais solitária das horas), se conseguires cerrar os dentes, dar um murro na parede, acender um cigarro, se conseguires vencer esse encontro com a solidão no mais fundo de ti próprio, com que alegria, com que estranha alegria, na manhã seguinte..."
Pois é a altura de saber se as traves mestras de um Homem resistirão...