Funcionários em autocarro levantam dúvidas ao executivo
Os vereadores Marcelo Nuno e Gouveia Monteiro mostraram-se contra o aluguer de um autocarro para transporte dos funcionários da DRE-Centro entre Coimbra e Aveiro.
O período antes da ordem do dia da reunião quinzenal do executivo municipal de Coimbra ficou marcado pelo protesto matinal dos funcionários da Direcção Regional de Economia do Centro (DRECentro). Nesse período, Carlos Encarnação já tinha deixado fortes críticas à medida em declarações à Antena 1. Na rádio pública, o presidente da Câmara considerou "estúpidos" os movimentos feitos pelo actual governo de deslocalização de delegações regionais. Carlos Encarnação referiu que a cidade "não tem culpa nenhuma de estar no sítio em que está: no centro da região Centro". Para o autarca, "é difícil de entender (a forma) como o ministro Manuel Pinho toma decisões destas". Na opinião de Carlos Encarnação, o titular da pasta da Economia “tem tomado algumas decisões em relação a Aveiro", confundindo "os cargos de cabeça-de-lista de uma força partidária por Aveiro e de ministro". "Quando assim acontece, nem o ministro sabe o que está a fazer nem o cabeça-de-lista sabe qual é a sua responsabilidade", afirmou.
Na parte da tarde, o vereador Marcelo Nuno considerou esta decisão de "incompreensível", já que "não tem o mínimo sentido levar (a sede) para um distrito que representa à volta de 20 por cento das solicitações desta direcção regional". A falta de fundamento é encontrada por parte do vereador no facto de saírem de "instalações construídas de raíz para instalações alugadas'". "É uma decisão sem o mínimo de fundamento e que prejudica não só os 80 funcionários como toda uma região, bem como representa um sinal enviesado da forma de gerir o país" disse Marcelo Nuno. O vereador e antigo líder da concelhia socialdemocrata afirmou ainda que está a ser estudado o aluguer de um autocarro para transporte dos funcionários, "o que vai custar seis mil euros/mês. Algo que é ridículo e ilustra bem a forma como alguns governantes se sentem no direito de tomar medidas que afectam toda a gente, apenas por conveniência política".
Do lado socialista, a vereadora Fátima Carvalho considerou de "irracional" a medida do Ministério da Economia. "É uma tristeza ver como estão a ser tomadas de forma leviana algumas decisões deste Governo", afirmou a sindicalista.
A deslocalização da CCDR?
A premunição partiu do independente Horácio Pina Prata. Segundo o vereador, a medida tomada pelo actual Governo socialista pode ser o princípio de uma decisão ainda mais grave: a deslocalizaçãa da comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC). Por outro lado, lamentou que a câmara não tenha "feito tudo o que deveria ter feito". "Deveria ter levantado a voz na altura certa e não agora", afirmou.
Coube a Victor Baptista fazer a defesa da decisão do Ministério da Economia. O deputado e vereador socialista voltou afrisar que Coimbra não está a ser prejudicada pelo actual Governo, já que "saíram quatro direcções regionais e entraram quatro". Mais: assegurou que a CCDR-C não sairá da cidade. "Coimbra vai manter-se como capital da região Centro na futura regionalização".
Sobre a deslocação dos funcionários para Aveiro, através de autocarro, Victor Baptista garantiu que irá questionar o ministro Manuel Pinho na Assembleia da República sobre essa possibilidade, bem como o destino que irá ser dado às actuais instalações na Quinta das Flores.
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Quando leio o texto não consigo deixar de pensar como somos apenas coisas de que os políticos fazem uso e se servem conforme somos ou não necessários para atingir os seus fins...sendo que estes são uma e única coisa - a manutenção do poder. Como se não fossemos pessoas, aquelas que os elegeram e as quais devem servir. Não acredito em nenhum deles. Pelo fruto conheço a árvore e eles falam, falam, falam...mas não vejo nada.
ResponderEliminarMeus caros, nas nossas mãos fazer!!! Ou somos nós ou não será nenhum politico seja ele laranja, rosa,foice ou qualquer outro...está nas nossas mãos...
abraço
Era para a Rua de Aveiro, senhores
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