quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Beiras - Funcionários em autocarro levantam dúvidas ao executivo

Funcionários em autocarro levantam dúvidas ao executivo

Os vereadores Marcelo Nuno e Gouveia Monteiro mostraram-se contra o aluguer de um autocarro para transporte dos funcionários da DRE-Centro entre Coimbra e Aveiro.

O período antes da ordem do dia da reunião quin­zenal do executivo mu­nicipal de Coimbra ficou marca­do pelo protesto matinal dos fun­cionários da Direcção Regional de Economia do Centro (DRE­Centro). Nesse período, Carlos Encarnação já tinha deixado for­tes críticas à medida em declara­ções à Antena 1. Na rádio públi­ca, o presidente da Câmara con­siderou "estúpidos" os movi­mentos feitos pelo actual gover­no de deslocalização de delega­ções regionais. Carlos Encarna­ção referiu que a cidade "não tem culpa nenhuma de estar no sítio em que está: no centro da região Centro". Para o autarca, "é difícil de entender (a forma) como o ministro Manuel Pinho toma decisões destas". Na opi­nião de Carlos Encarnação, o ti­tular da pasta da Economia “tem tomado algumas decisões em re­lação a Aveiro", confundindo "os cargos de cabeça-de-lista de uma força partidária por Aveiro e de ministro". "Quando assim acon­tece, nem o ministro sabe o que está a fazer nem o cabeça-de-lis­ta sabe qual é a sua responsabilidade", afirmou.
Na parte da tarde, o vereador Marcelo Nuno considerou esta decisão de "incompreensível", já que "não tem o mínimo sentido levar (a sede) para um distrito que representa à volta de 20 por cento das solicitações desta di­recção regional". A falta de fun­damento é encontrada por par­te do vereador no facto de saírem de "instalações construídas de raíz para instalações alugadas'". "É uma decisão sem o mínimo de fundamento e que prejudi­ca não só os 80 funcionários como toda uma região, bem co­mo representa um sinal envie­sado da forma de gerir o país" disse Marcelo Nuno. O vereador e antigo líder da concelhia social­democrata afirmou ainda que es­tá a ser estudado o aluguer de um autocarro para transporte dos funcionários, "o que vai cus­tar seis mil euros/mês. Algo que é ridículo e ilustra bem a forma como alguns governantes se sen­tem no direito de tomar medi­das que afectam toda a gente, apenas por conveniência políti­ca".
Do lado socialista, a vereado­ra Fátima Carvalho considerou de "irracional" a medida do Ministério da Economia. "É uma tristeza ver como estão a ser to­madas de forma leviana algumas decisões deste Governo", afir­mou a sindicalista.

A deslocalização da CCDR?

A premunição partiu do in­dependente Horácio Pina Prata. Segundo o vereador, a medida tomada pelo actual Governo socialista pode ser o princípio de uma decisão ainda mais grave: a deslocalizaçãa da comissão de Coordenação e Desenvolvimen­to Regional do Centro (CCDR­C). Por outro lado, lamentou que a câmara não tenha "feito tudo o que deveria ter feito". "Deveria ter levantado a voz na altura cer­ta e não agora", afirmou.
Coube a Victor Baptista fazer a defesa da decisão do Ministé­rio da Economia. O deputado e vereador socialista voltou afrisar que Coimbra não está a ser prejudicada pelo actual Governo, já que "saíram quatro direcções re­gionais e entraram quatro". Mais: assegurou que a CCDR-C não sairá da cidade. "Coimbra vai manter-se como capital da re­gião Centro na futura regionalização".
Sobre a deslocação dos fun­cionários para Aveiro, através de autocarro, Victor Baptista garantiu que irá questionar o minis­tro Manuel Pinho na Assembleia da República sobre essa possibi­lidade, bem como o destino que irá ser dado às actuais instalações na Quinta das Flores.

2 comentários:

  1. Quando leio o texto não consigo deixar de pensar como somos apenas coisas de que os políticos fazem uso e se servem conforme somos ou não necessários para atingir os seus fins...sendo que estes são uma e única coisa - a manutenção do poder. Como se não fossemos pessoas, aquelas que os elegeram e as quais devem servir. Não acredito em nenhum deles. Pelo fruto conheço a árvore e eles falam, falam, falam...mas não vejo nada.
    Meus caros, nas nossas mãos fazer!!! Ou somos nós ou não será nenhum politico seja ele laranja, rosa,foice ou qualquer outro...está nas nossas mãos...
    abraço

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  2. Era para a Rua de Aveiro, senhores

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