Diário de Coimbra - 18/09/2009
Apenas seis atendimentos em dois meses e meio
Transferência dos serviços de Economia para Aveiro volta a ser criticada. Os poucos atendimentos tiveram inclusive de ser concluídos em Coimbra.
Entre 1 de Julho e 14 de Setembro, a Direcção Regional de Economia do Centro (DRE – Centro), agora sedeada em Aveiro, procedeu apenas a seis atendimentos, denunciou o Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública, acrescentando que esses processos tiveram ainda de ser concluídos em Coimbra, onde se mantém a «totalidade das valências deste serviço».
Em comunicado, o sindicato frisa que o processo «está errado desde a sua génese», devendo ser corrigido na próxima legislatura, com a reinstalação da sede nas instalações na Rua Câmara Pestana, em Coimbra, construídas de raiz em 1993 para acolher este organismo do Estado.
O director regional de Economia justifica a baixa procura com o período de férias, altura em que a actividade das empresas diminui. «As solicitações não são muito abundantes nesta fase», reconheceu, convicto de que o movimento deve começar a intensificar-se.
Justino Pinto reconhece também que a sede da DRE-Centro ainda funciona de «forma muito incipiente», devido à recente instalação em Aveiro, no entanto, está a dar «conta do recado». A funcionar na Avenida Lourenço Peixinho desde 1de Julho, a direcção regional não tem ainda o quadro de pessoal completo, existindo 25 vagas para preencher, com o director a admitir que tem sido «dramático» completar o quadro de funcionários, devido a questões burocráticas e constrangimentos orçamentais.
O Diário de Coimbra tentou apurar o volume de serviço em Coimbra no mesmo período, mas tal não foi possível. Seja como for, Marli Antunes, do Sindicato da Função Pública do Centro, frisa que a escassa procura em Aveiro vem revelar o que se insistiu durante todo o período de contestação. Ou seja, que a maior parte dos concelhos industrializados daquele distrito é abrangida pela Direcção Regional de Economia do Norte.
Na sua contestação, o sindicato apresenta também alguns números que dão conta das supostas despesas com a transferência para Aveiro da Direcção Regional de Economia. Só para obras e equipamentos terão sido gastos 400 mil euros, a que se somam cerca de 100 euros diários para o aluguer de uma carrinha de nove lugares para fazer o transporte de trabalhadores. Depois, há que contabilizar as portagens, estacionamento, pagamento de ajudas de custo, sendo que, de acordo com o sindicato, faltam ainda adquirir 18 computadores.
Autarcas reclamam sede em Coimbra
Quando o assunto é a mudança da DRE-Centro para Aveiro, o discurso do presidente da Câmara Municipal de Coimbra é praticamente sempre o mesmo. «Foi uma solução estúpida e continua a ser uma solução estúpida», adiantou Carlos Encarnação, acrescentando que «esta medida não tem sentido», como tal, «mais cedo ou mais tarde, as pessoas vão perceber que foram enganadas e que a melhor forma é resolver o problema», trazendo de novo a sede para Coimbra.
Contactado pelo Diário de Coimbra, Victor Baptista, deputado, número dois nas listas do Partido Socialista (PS) pelo círculo eleitoral de Coimbra à Assembleia da República e presidente da Federação Distrital de Coimbra do PS, realçou que a mudança «não alterou em nada» o funcionamento da DRE-Centro, pelo que manifesta a sua «discordância profunda» por esta opção política, tomada pelo ex-ministro da Economia, Manuel Pinho. O também vereador da Câmara Municipal de Coimbra recorda que esta é a sua posição «desde o início», tanto que até chegou a enviar um requerimento à Assembleia da República apelando à permanência da DRE-Centro em Coimbra.
(Este ou é parvo, o que é absolutamente verdade, ou pensa que somos atrasados mentais).
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Felizmente as férias acabaram. Agora as filas na sede da DRE Centro - Aveiro, são intermináveis. :):):). Até já se pensa em passar a funcionar por turnos, para satisfazer as necessidades de TANTOS clientes.
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